Despedida da Mãe
Quando nasce uma mãe
Quando você ainda era uma sementinha dentro de mim
Eu ja te amava.
Confesso, não planejava...
Mas Deus quis assim...
E quando ouvi as batidas do seu coração
A minha ficha caiu...
Ali, me enchi de emoção
Um mundo novo pra mim, se abriu
Naquele momento me tornei mãe!
Cheia de dúvidas e incertezas
Nascendo ali o meu Amor de mãe
Esse sentimento era minha única certeza
A minha vida por completo, mudou
Deixei de ser eu, e me tornei a mãe de alguém
E tudo se transformou
O meu viver agora pertencia aquele neném!
Dali para frente me entreguei a esse amor
Todo cuidado, todo carinho e dedicação
Todo empenho feito com louvor
Mesmo com pouca aptidão...
Mãe de primeira viagem,
Não havia um manual de instrução
Me superei, tive coragem!
Falhando as vezes nessa missão...
Fiz sempre o que pude fazer
Muitas vezes, por cansaço, sentei e chorei
Quando me sentia incapaz, sem saber
Mas me reinveitei e continuei
Ser mãe é assim...
A gente nunca sabe se está acertando
Uma busca de certezas sem fim
Mas, mesmo errando, a gente faz isso amando!
ERA
Como se fosse hoje, minha mãe partiu
Num treze de maio que o Maio sentiu
Como se fosse a mãe dele a fugir
Para outro maio de sentir
Como ele sentiu.
Era Fátima no altar do mundo
Era esse o mundo de minha mãe
Deixando os que amava em horror profundo
E a Fatinha dela, pequenina, também.
Era o desabar de vidas coloridas
Entre flores vivas, vividas
E num relâmpago destruídas
Por um raio de vidas partidas.
Era, como se fosse hoje, treze de um maio
De há quarenta e cinco idos, falidos
Nos gemidos de minha moribunda mãe
Ao ir-se sem o primogénito ver...
Meu Deus, que razão de sofrer !?
Que castigos!
Só depois de tu ires, ó Cristo é que foi a tua mãe!
Eu que tanto queria partir em vez da minha
Choro agora e sempre, pela manhãzinha
A dor que só sente quem a não tem...
MÃE CANTA PARA MIM
Canta:
As tuas ladainhas de embalar,
Nas noites de menino a arfar
À procura de um sono imenso
Com cheiro a fumo de incenso
Para quebrar o quebranto
No desencanto
Do mau-olhado
Rezado e talhado
Na cruz de Cristo
Ensebada
Por mãos de outros usada
Na renegação do malquisto
Que vem pela calada
Na inocência
Até à velhice da demência
Sem nunca parar o maldito
Do proscrito.
Mãe:
Vem.
Canta para mim.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-10-2022)
VINTE ANOS E
Contei os natais com ela
Maria, minha mãe.
Vinte e tantos no presépio
Comigo, José filho,
Em nome de meu pai, Manuel.
Era a Gruta de Belém,
Porém,
Quase parecendo a outra,
Era o meu Natal puro,
Que os meus de agora esconjuro,
Neste destino cruel!
Foi-se a mãe;
Meu pai, seguiu-a além,
Fiquei eu, menino patético!
Que natal tão estépico,
Mais senil que poético,
Este de agora meu
Pobre que sou pigmeu,
Desde que minha mãe morreu
Há distância de esperanças mil,
Depois das águas de Abril.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-12-2022)
ALTARES
Anos vão.
Construi e tenho no meu quarto
Numa cómoda velha de minha mãe,
Um santuário,
Tipo berçário,
Que acolhe alguns santos
Do reino que Deus tem.
Uns mais que outros, sacrossantos,
Para mim.
E assim,
Talvez pela memória
Feita só estória
De querer afastar medos e quebrantos
Em simples peças de barro,
Já em padecimentos de sarro.
E cada vez mais eu reparo
Que neste mundo às avessas,
A quem faltar fé ou faro
Baterá em portas travessas.
Ravessas, elas só se abrirão
Por senha ou pela beatice,
Sempre esta minha tolice
De não aceitar sermão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 27-03-2023)
O MENINO E A BOLA
Ele ia atrás da bola.
Que belo, ele a correr
O menino de sua mãe,
Que Deus a conserve e tem
No enlace com seu pai,
Em risonho amor de viver.
Chuta, vá meu pequenino,
Afaga os teus pezitos na bola,
Com o esquerdo ou o direito
O teu chutar é perfeito,
Rumo ao verdadeiro destino
Traçado na camisola.
E no passar do sol pela lua,
Pelo fogo, pelo ar, pela água
Sem mágoa
E pela terra,
Um dia, nunca te esqueças
Peço-te, não esmoreças,
Pois a vida será sempre tua
Nua e crua,
Pela verdade que encerra.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 01-04-2023)
TERRA-MÃE
Vinha o outono, de mansinho, a caminho.
Caíam chuviscos, ariscos, na terra-mãe.
Mostrava ela o interior do útero em ferida,
Naquela terra mártir em sôfrego revolvida,
Depois de lhe apararem os frutos do pão.
Daquele pão que ela nos dá airosa,
Famintos que somos do seu sabor
Que mata a fome da boca e do amor,
Mesmo quando a pedra nos sabe a rosa.
Era aquela terra, seio esventrado
Pela charrua crua e pelo arado,
Que depois serena acolhia a semente
Nas entranhas do húmus complacente.
Parecia-me uma mãe dolorosa
Que tinha acabado de dar à luz
Tantos filhos de uma vez só,
Que até o Criador celeste facundo
Em tom suave e místico, profundo,
Num clarão celeste que cega e seduz
Lhe começou a chamar de forma ardilosa,
Terra-mãe e avó-terra e eterna do mundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-09-2023)
TÃO BREVE
Minha ida e dolorosa mãe,
Linda moçoila, se soubesses
A triste sina deste penar,
Voltavas no meu pensar,
E, se pudesses,
Para sempre, sem vacilar:
Eu não teria hora para nascer,
Nem tempo para acordar.
Guardavas-me dentro de ti
Para me livrar
Desde que nasci,
Desta vida de sofrer
Em que me afundam
Tantos que abundam,
Só pelo prazer
De me ver
Por ti, a chorar.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-03-2024)
Se alguém alega saber o que é bom para você melhor do que você mesmo, de duas uma: ou é sua mãe – que provavelmente sabe mesmo o que é bom para você – ou é um tirano politicamente correto, essa nova raça de déspotas esclarecidos.
Mãe boneca, Mãe imagem
Mãe vontade, Mãe de leite
Mãe moderna, Mãe ausente
Mãe de fato, Mãe carente
Mãe futura, Mãe suplente
Mãe de todos os presentes
O teu dia é sempre
Saudade !
015 - "Se Maria é Mãe de Jesus e Jesus é nosso irmão, não tem como negar que Maria também é nossa Mãe!"
Idemi®
Maria Lúcia minha mãe amada
Às vezes assusta sua sinceridade
Melhor seriam mais pessoas assim
Autêntica e verdadeira
Amiga e confidente
Sinto muitas saudades
Porque estas longe do alcance do meu olhar
Longe do alcance de minhas mãos
Mas sempre presente em meus pensamentos
Mas principalmente no meu coração.
Mãe África, devemos tudo a ti, sem a vossa maternidade não teríamos os princípios que alimentam o nosso èmí, que tenhamos cada vez mais as influências de seus mantenedores orí, para assim realizarmos a missão que nesse solo viemos cumprir...
Você, mãe, que cuida bem de seu filho, lhe dá carinho e amor, não é a mulher maravilha, mas é uma maravilha de mulher !
HOMENAGEM À MÃE QUE JA SE FOI.
Minha Mãe, não posso lhe dar um abraço carinhoso, como gostaria, em homenagem ao Dia das Mães, mas rogo ao Pai Celestial, em cuja morada se encontra, que permita ouvir o que tenho para lhe dizer.
Desejaria que estivesse aqui conosco, mas Deus quis que ficasse junto a Ele, cuja vontade devemos acatar.
Tenho certeza de que teria orgulho em ver meu progresso nos estudos, no trabalho, na minha vida pessoal e que sempre procuro agir com honestidade, perseverança, bondade, caridade, procurando dar amor e felicidade aos que me são próximos.
Obrigado por me ter transmitido essas e outras virtudes e, principalmente, por me ter permitido ser gerado em seu ventre, nascer e viver.
FELIZ DIA DAS MÃES !!
Tudo o que sou devo à minha mãe. Todos meus sucessos nesta vida provieram de seus ensinamentos religiosos, morais, intelectuais e físicos. Obrigado minha mãe! Que Deus continue a abençoa-la, estando sempre a seu lado.
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