Deserto
Melhor é sofrer no deserto, mas sair curado, do que viver em fartura e conforto, mas guiado pelo pecado.
Deserto
Na travessia daquele deserto soturno,
uma jovem de alma pura
segurava minhas mãos.
No calor árido daquele deserto,
suas lágrimas matavam minha sede.
Quando o véu do mistério
se estendia pelo céu
e o frio tomava o mundo,
o abraço da jovem
era a fonte do meu calor.
No silêncio daquela travessia,
quando me perdi naquele deserto,
as miragens tomaram conta do meu ser.
Embebido em minha ignorância,
pintei meu tesouro
com os tons do medo.
Ele jamais voltará a ser o mesmo.
Agora atravessarei o deserto
lavando essa tinta
com as lágrimas
que minhas memórias produzem.
Cada pessoa tem o próprio “deserto” para atravessar; a forma como cada um o atravessa, só Deus pode ensinar.
Uma fonte vazia não mata a sede de quem caminha pelo deserto. Encha o seu próprio poço primeiro, ou você será apenas miragem na vida de alguém.
O abandono não é um deserto criado por quem partiu, mas o primeiro dia de uma terra sem donos onde agora você é a lei.
“O cacto não nasceu para agradar o toque — nasceu para sobreviver ao deserto, guardando em silêncio a vida que quase ninguém suportaria viver.”
Além das Colunas de Hércules, nas depressões do deserto sob o jugo de Poseidon, abre-se uma fenda no tempo e entre os mundos onde repousa o mistério de Atlântida.
Reno Fioraso
Indo Até As Estrelas.
Em um simpático deserto na América do Sul em um dia bonito do ano de 1998 um impressionante telescópio havia sido deixado.
Nesse deserto que se estende pelo continente sul-americano esse telescópio deixado ao carinho desse lugar em algum momento poderia alcançar as estrelas.
Nos grãos de areia desse deserto com as suas dunas,os seus pássaros e outros traços do seu passado.
Dentro do que esse telescópio revelaria e podendo ver mais do que as estrelas nesse deserto quente. Sob a luz do Sol ele ainda esperaria mais uma noite.
Com os ventos noturnos que retornariam com a Lua esse deserto adormeceria.
Enquanto nesses mesmos ventos esse telescópio veria as estrelas no céu.
As que já estavam lá e as que ainda nasceriam.
As estrelas de uma galáxia com um nome leitoso atravessando o céu noturno,a Lua e um deserto.
Nesse deserto as noites seguiam até uma outra manhã.
Até que no ano de 1999 esse telescópio olharia pela primeira vez o céu noturno com gotas de orvalho no seu espelho.
Um grande espelho que nas noites estreladas teria grãos de areia dos ventos nos seus espelhos.
Brilhante na luz da Lua sendo guiado até por ela.
Em um deserto harmonioso à sua presença e que escutaria sobre as estrelas que ele ainda não poderia ver.
Nesse mesmo ano mais três telescópios foram deixados perto do primeiro.
Cada um com três grandes espelhos e não tão separados desse deserto.
Com a luz do orvalho em cada um e nos seus movimentos lentos e elegantes.
Em cada noite enluarada e com mais uma estrela.
Quatros telescópios que olhariam para diferentes estrelas.
Ou como se estivessem o mesmo espelho repleto de orvalho olhariam apenas para uma estrela dentre aquelas milhares.
Que brilharia mais forte nos seus quatro espelhos finos e sensíveis.
Deixados sobre a vida de um deserto que os acolhe enquanto os observa sob aquelas estrelas que o fazem lembrar dos seus grãos de areia.
Na sua vida com outros milhares de pontos luminosos e aquecidos por uma estrela mais ao nascer do seu horizonte.
No nascer de cada dia um pouco antes desses quatro telescópios,esse deserto já tinha no Sol o seu maior brilho.
E seguindo outros grãos,mais ventos aquecidos contornavam a sua vida.
Como outras asas,o tempo e até raízes.
Até que em um belo dia do ano de 1998 um telescópio foi trazido para os caminhos ardentes e adoráveis da sua vida.
Tão naturais e meigos.
Entre dias e noites que se transformavam com o tempo mais três telescópios foram trazidos.
Quatro telescópios com uma cor prateada que ao Sol queriam chegar.
Em um deserto à uma distância da luz de mais uma manhã.
Nas manhãs os seus quatro espelhos ficavam retraídos.
Esperando a noite retornar.
Ainda na luz bondosa do Sol sobre esse simpático deserto esses quatro telescópios também adormeciam.
Nos ventos e no tempo que esse deserto entendia para cada telescópio foi concedido um nome.
O primeiro telescópio foi chamado de "Antu" que significa "Sol".
O segundo telescópio teve o nome de "Kueyen" que significa "Lua.
Ao terceiro telescópio foi dado o nome de "Melipal" que significa "Cruzeiro do Sul".
O quatro telescópio foi chamado de "Yepun", que significa "Vênus ".
Aos quatro telescópios e aos seus nomes simbólicos e
verdadeiros tantas coisas do universo poderiam ser traduzidas.
Enquanto os quatro telescópios e os seus bons nomes olhavam as estrelas o tempo passava.
Até que entre o ano de 2004 e 2007 nesse deserto entre as manhãs que nasciam e as noites que já esperavam,mais quatro telescópios foram deixados aos seus grãos aquecidos por uma mesma estrela.
Quatro telescópios com a mesma cor branca que resplandecia sobre a sua vida desértica e maravilhosa.
Pois quando os outros quatros telescópios maiores estivessem procurando algo no céu sem ser uma querida estrela,os outros quatros telescópios esbranquiçados também poderiam ver as milhares de estrelas,uma galáxia leitosa e as fases da Lua e até planetas.
De um mesmo lugar os oito telescópios e os seus oito espelhos com orvalhos poderiam ver ainda além.
Em algum ponto no céu noturno procurando mais um brilho,uma nova indicação.
Nos oito espelhos uma galáxia atravessava deixando nos seus movimentos em passado,presente e futuro a luz das suas estrelas.
Na sensibilidade de cada espelho o universo profundo estava.
Daquele deserto até as distâncias que o tempo consegue contar,mostrando para cada espelho o significado daquela profundeza escura e eterna.
As milhares de estrelas ao longe e as suas constelações com as suas cores e tamanhos.
Mais perto da Lua,Sol e de um deserto o tempo estava.
Contando uma outra fase,mais uma órbita,mais um grão.
Como nos oito espelhos daqueles telescópios destinados à viverem em um deserto.
Com uma aceitação de cada um até que mais noites se transformem sobre aqueles grãos.
Ainda nas manhãs o Sol refletirá sobre os oito espelhos cheios de orvalhos e sobre um deserto caridoso entre o seu nascer e até a próxima noite serena e perfeita.
Sob o sol que escalda o deserto, jaz o imperador; o exército imortal de argila vigia o sono eterno dos grandes.
Reno Fioraso
A Mesa Que Deus Prepara
Quem olha de fora não vê o deserto,
nem sabe o tamanho da mão que sustenta;
mas quem caminha com o coração certo,
na hora da prova, não se apavora, enfrenta.
Lembro de José, que o calabouço viveu,
esquecido por homens, mas guardado pelo Senhor;
o tempo passou, a promessa se cumpriu e venceu,
e o trono o recebeu como governador.
Davi era o menor, sem pompa ou armadura,
mas diante do gigante não deu um passo atrás;
com uma só pedra e a fé que é pura,
mostrou que a força do alto faz muito mais.
Moisés viu o mar e a parede de frente,
mas a ordem era marchar e confiar no poder;
as águas se abriram para o povo crente,
pois o que parece impossível, Deus faz acontecer.
Daniel na cova não perdeu a sua calma,
enquanto os leões rugiam na escuridão;
Deus fechou a boca deles e guardou sua alma,
honrando quem clama em sincera oração.
E Jó, que na cinza perdeu sua história,
não blasfemou, manteve a sua integridade;
recebeu tudo em dobro, coroado de glória,
provando que a última palavra é da Verdade.
Que tentem imitar o sorriso ou o caminhar,
que tentem o barulho, o aplauso ou a cena;
quem tem a marca da promessa vai prosperar,
e a cópia, diante da essência, sempre fica pequena.
O silêncio do deserto sabe que as coroas de Makeda se transformam em poeira, mas os enigmas que deciframos no outro permanecem como a verdadeira Arca da Aliança: a única riqueza sagrada que o tempo não pode confiscar.
Reno Fioraso
Sonhei com duas alianças entrelaçadas no céu, eu estava no meio de um deserto, vi as alianças ao olhar as nuvens acima de mim. Eram lindas, e os elos eram gigantescos!!
Na madrugada de 15/10/2023
16/10/2023
"Sonhei com pessoas fugindo em um deserto, elas vestiam roupas com turbantes, e vestidos longos, corriam de encontro á mim, enquanto eu ouvia uma voz que dizia "povo de Israel..." Então acordei."
A Rosa do Deserto
Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada
Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada
E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado
me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago
Quem vive no deserto está tão próximo de Deus como quem vive no meio da floresta, nas montanhas e navega nos grandes rios e no mar. O silêncio, a observação e os pensamentos estão conectados literalmente com a natureza. Os ventos, as estrelas e a luz do Sol e da Lua determinam o caminho a seguir.
