Deserto
À medida que explorarmos no deserto interior nossos instintos mais primitivos, estaremos sempre em busca de um oásis a seguir os passos dos beduínos
A voz que clama no deserto é a voz que acredita ser a detentora da verdade e apesar de toda iniquidade diz que tem muito a oferecer
Quem atravessa o deserto das suas paixões sozinho, sempre será digno de partilhar do oásis com quem mais tem sede
Se em 2017 sua vida foi um deserto, lembre-se, Deus provou seu coração para ser aprovado (a) em 2018, creia, ore, jejue, agradeça, louve, tenha fé, que é crer no que não se pode ver com os olhos naturais, mais se pode ver com olhos sobrenaturais. Visão que Deus nos dá no espirito para contemplarmos os mistérios que Ele preparou pra nós. Aproveito para te lembrar com pesar que 2017 está muito debilitado, com minutos e horas contadas em poucas horas virá a óbito. Assim que pedimos a todos que se despeçam com gratidão pelas bençãos recebidas. E que se foi um ano difícil pra suportar em meio deste deserto, com certeza o que você plantou, em 2018 Deus fará você colher. E se não plantou ainda há tempo de semear bondade, amor ao próximo e ao nosso Deus em primeiro lugar. FELIZ 2018!!! Feliz Ano Novo!!! Happy New Years!!!
—By Coelhinha
"Valorize quem esteve contigo no deserto. No cavar do poço todos beberão da água, mas comigo só quem me ajudou a cavar."
—By Coelhinha
"O que dá beleza a um deserto é que em algum lugar se esconde um Oásis. Você pode estar vivendo tempos de escassez mais Deus está te ensinando a cavar poços pra você beber."
—By Coelhinha
"Na bíblia o DESERTO é conhecido por ser o lugar dos DESAFIOS, das LUTAS, das DIFICULDADES, mas também é o lugar que Deus chama o povo ao RELACIONAMENTO, ao ARREPENDIMENTO, pra desfrutarem da SUA GRAÇA , BONDADE e DEPENDÊNCIA.
Não menospreze o deserto, ele tem valor. Pois um CRISTIANISMO BARATO SEM A CRUZ, irá mostrar-se no final um CRISTIANISMO com POSSIBILIDADE DE SALVAÇÃO. Mais para o GALARDÃO, UM CRISTIANISMO INÚTIL SEM UMA COROA."
─By Coelhinha
Tsunami que adormece em meio à calmaria, ou um oásis que a alma enxerga como miragem num deserto chamado corpo?
O Chamado Silencioso do Teu Deserto Interior.
— Um Diálogo que Te Desvela.
Apenas acende tochas no escuro das tuas próprias cavernas interiores.
Há um lugar dentro de ti que te parece profundamente secreto, quase interditado. Não porque seja sombrio, mas porque é verdadeiro demais. E a verdade tem o hábito de nos encarar de frente, sem ornamentos face to face, como dizem em inglês (frente a frente). É justamente por isso que tu o evitas: temes que ali se revele a tua audácia legítima, aquilo que há muito deixaste dormir sob o peso das expectativas, das reações alheias, das justificativas tão delicadamente construídas para te manter longe de ti mesmo.
Esse espaço é teu deserto interior não um vazio, mas um lugar onde nada distrai. Onde tudo o que existe és tu, sozinho com tuas inquietações, tuas contradições, teus desejos ainda sem nome. Por isso ele te abala. Porque aquilo que tentas sustentar externamente não resiste ao espelho desse silêncio.
Ha uma pergunta que não responde nada por ti:
Por que relutas tanto em entrar nesse deserto, se é justamente ali que guardaste o que te falta?
Não corro para te oferecer solução. Apenas deixo que a pergunta te toque como água na pedra suave, mas contínua.
Quando te aproximas desse território íntimo, começas a perceber que o temor que sentes não é pelo desconhecido…
é pelo que já sabes e finges não saber.
Então te pergunto:
O que exatamente temes encontrar ali que não toleras dizer em voz alta?
Talvez uma verdade antiga esperando pela tua coragem renovada.
Talvez uma dor que só precisa ser escutada, não temida.
Talvez um talento, um impulso criativo, uma força que te intimida porque te convoca a viver com mais autenticidade.
Se esse deserto fosse, na verdade, o lugar onde começa o teu caminho e não onde termina o teu fôlego como mudaria o que chamas hoje de dificuldade?
Percebes?
Não há imposição.
Só perguntas… aquelas que te devolvem a ti mesmo.
A jornada interior não é um chamado para fugir do mundo, mas para deixar de fugir de ti.
Quando te aproximas desse núcleo secreto, algo se realinha silenciosamente: o que te abala por dentro deixa de comandar o que mostras por fora.
E assim, pouco a pouco, vais descobrindo que a porta do deserto nunca esteve trancada.
Tu é que aprendeste a desviar o olhar.
Então te deixo com a última pergunta aquela que abre todas as outras:
Quando é que tu vais te permitir entrar no lugar onde finalmente podes ser inteiro?
Essa resposta…
só tu podes dar.
“Não temas o peso da tua própria profundidade.
Aprende a habitar o teu deserto, pois é lá que o invisível se revela.
Tudo o que te parece ausência é apenas o espaço sendo preparado para o milagre.”
“Continua. A tua dor ainda não amadureceu o bastante para dizer o que veio dizer.”
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.
