Deserto
A isca e o anzol.
Antes de dar comida a um mendigo,
Dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar! -
Brada, boca seca, em pleno deserto.
situação paradoxal:
"Havia gente por toda parte, na rua da cidade, mas o forasteiro não poderia sentir-se mais só se ela estivesse deserta".
O sorriso abre caminhos, portas, destinos, o sorriso é a ajuda após um dia difícil, mas não a significado maior para esse simples e infinito gesto, que tem a capacidade de em um segundo nos mover para outro universo, ao abrir as chaves de um coração deserto.
UM DIA DESSES
Um dia desses seu sorriso encontra uma resposta.
E tudo porque você lutou vai fazer sentido.
Todos os espinhos, toda angústia e dor.
Um dia desses todo esse vazio vai passar
como a chuva que abençoa o chão do deserto
A vida vai se fazer cada vez mais forte e bela.
Um dia desses esse frio vai passar
no abraço de um amor que é para vida inteira.
Um amor que poucos creem, mas que existe.
Há coisas que não precisamos ver para saber que existe!
Basta sentir e serão verdade!
"Ainda que as dificuldades venham, minhas forças acabem, o cansaço susurre em meus ouvidos... Ainda que o medo, as circunstâncias e a falta de fé tentem impedir... Eu irei continuar lutando, irei persistir. Acredito que Deus não permite que sonhos impossíveis de realizar sejam tão permanentes em meu coração, e é por isso que não posso desistir, ainda que seja difícil, sei que consigo, Ele me fez como uma flor selvagem do deserto, nos momentos mais difíceis, em meio às adversidades e das formas mais inesperadas, irei florescer!"
A Máquina do Mundo
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.
(Texto foi extraído do livro “Nova Reunião”, José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1985, pág. 300. Fonte: Projeto Releituras)
Na beira do sofrimento eu pude perceber que no caminho da dor tem algo muito grande a aprender. E que no mar da agonia eu posso ter duas certezas, primeiro cada deserto não é eterno, mas continuo em nossas vidas, pois as lutas fazem parte da nossa peregrinação aqui nesta terra. E minha segunda certeza é, se Deus me levou ao mar da tribulação ele sempre terá uma lição para me ensinar no caminho da dor e ele sempre me dará sustento em cada luta que ele ali me colocar por sua soberania.
Em meios aos maiores desertos é que os odres irão possuir a melhor água
Em meios ás maiores turbulências é que suas asas estarão aptas para voar mais alto
Qual o limite da intolerância?Seria pavor ou apenas bonança. Quem sabe uma dor, embora o mais provável é a falta de amor! Mas seja como for. Se o tempero é incerto, qual a diferença da escrita em prosa e verso? O peso da bola carregada nos ombros ou da roda de quem aguenta um ônibus. Pode parecer fantasia. Ou quem diria, sorria!! Apenas poesia. O certo é um pedaço do deserto, seja com chuva ou sol, desde que não se queime com o uso do formol. Pois goste quem quiser, não importa a beleza. Lembrei do dia de hoje. Então... Feliz dia Mulher!!
🌷O CAMINHO DAS FLORES🌷
O amor é quem vai me guiar.
No caminho das flores a te encontrar.
No momento de escuridão, tu me trouxeste a luz.
Em dias nublados, tu me trouxeste as cores do arco-iris.
No momento em que tudo parecia deserto, tu me trouxeste flores.
No momento de silêncio, tu me trouxeste uma voz que acalma meu coração.
No momento de solidão, tu me trouxeste o teu abraço carinhoso.
Deus é eterno e imutável; pessoas, não!!!
28.03.2018
Não podemos esperar muito das pessoas, pois elas mudam muito. Um dia nos amam, outro dia nos desprezam. Veja o que aconteceu com Jesus: no domingo foi aclamado pelo povo; na sexta-feira seguinte foi condenado pelo mesmo povo. Por que comemorar este dia que chamam de Domingo de Ramos se quem levava os ramos era um povo que se revelou ingrato e traidor dias depois?!
Bem que Jesus nos ensina que, antes de sentirmos, ele sentiu primeiro. Por isso, devemos esperar em Deus e não em homens, confiar em Deus e não em homens, depender de Deus e não de homens.
É claro que isso vem do Senhor, percebemos, sentimos, quando algo vem do Senhor, mesmo que não nos seja muito agradável, pois em um determinado momento nos faz sentir plenamente realizados com bênçãos maravilhosas porque impossíveis ao homem, assim como nos faz sentir completamente privados das realizações de bênçãos desejadas pelas quais clamamos dia após dia, e não chegam. Nisto vemos o poder de Deus, pois, pelo modo como as coisas acontecem, só pode corresponder a um propósito divino para o nosso bem. Por isso, diz a palavra "agrada-te do Senhor e ele satisfará os desejos do teu coração" (Sl 37:4). Eu preciso agradar ao Senhor, eu preciso sentir prazer no Senhor. As coisas saindo do jeito que eu desejo ou as coisas não saindo do jeito que eu desejo, eu devo sentir prazer em Deus independentemente das circunstâncias. É isto! Aprender amar a Deus sob quaisquer condições. Este é o aprendizado final: eu aprendi a amar o Senhor quando tudo ia maravilhosamente bem; devo aprender a amar o Senhor da mesma forma quando as coisas não vão da mesma forma.
Concluí, portanto, que passamos pelo teste do amor a Deus quando as coisas vão bem e quando as coisas não vão tão bem assim conforme o desejo do nosso coração. Porque, na verdade, com Deus as coisas sempre estão bem, tanto que estamos vivos graças a ele, e ele não nos deixa faltar nada, a não ser a postergação da realização dos nossos desejos para uma época futura quando estivermos prontos para receber, se é que ele vai nos conceder a nossa petição, e ainda nisto o Senhor continua sendo Deus. E a única coisa que devemos fazer e sentir é continuar amando a Deus sobre todas as circunstâncias, pois é isto o que ele espera de nós, seus filhos fiéis. Amém.
A gente tem de parar com a teimosia: saber a hora de fazer e a hora de não fazer ou deixar de fazer; saber a hora de parar e a hora de agir; saber a hora de falar e saber a hora de calar, saber a hora de abraçar e saber a hora de parar de abraçar; saber a hora de dar e deixar de dar e saber a hora de receber e deixar de receber. A teimosia só causa prejuízo porque pela teimosia a gente insiste em algo que não é para ser. Nada como esperar o tempo certo das coisas, pois há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céu (Ec 3).
Agradar-se do Senhor, portanto, equivale a:
a) Aprender a esperar o agir de Deus;
b) Aprender a esperar o tempo de Deus;
c) Aprender a fazer a vontade de Deus.
Em suma, significa sentir prazer no propósito de Deus para nossa vida.
E agora o que eu devo fazer é pedir a Deus para me ensinar a colocar em prática este aprendizado para que eu me sinta feliz em todas as situações, conforme a experiência do apóstolo Paulo que aprendeu a se contentar com muito e com pouco, a ter prazer no lucro e na perda, aprendeu a viver em todas as circunstâncias (Fp 4:11).
E quando há manifestação de Deus, as coisas são assim, sem uma resposta clara, sem um entendimento claro das coisas, permanecendo numa indefinição, em suposições, conjeturando sobre o porquê das coisas estarem como estão e desejando mudar o status quo; tudo isso, no entanto, justamente para que possamos exercitar a nossa fé, e seguir suportando as coisas pelo simples prazer da obediência a Deus, por reconhecer em tudo isso que a vontade dele é soberana. Apesar de tudo, na verdade, Deus não nos deixa sem resposta. E, podemos até não entender muito bem o que ele está falando ou fazendo, mas sabemos, temos a convicção de que tudo isso vem de Deus, e, se vem de Deus, é perfeito, mesmo que não entendamos perfeitamente visto que a nossa humanidade é tão limitada que somos incapazes de compreender perfeitamente e de enxergar claramente o mover de Deus.
Mas Deus é tão bom tão maravilhoso que nos faz perceber esta realidade, não nos deixando sem uma resposta que nos sustente por este período no qual somos privados do cumprimento de certos desejos. Precisamos reter em mente apenas uma coisa: Deus sabe o que faz e está no controle da vida de cada filho seu que o ama em espírito e em verdade. Sejamos fiéis a Deus.
A resposta do Senhor para mim:
Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei, dali, as suas vinhas e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito (Os 2:14,15)
No deserto eu aprendo muito de Deus, pois busco a face dele continuamente para entender o porquê das coisas, tanto na minha vida pessoal quanto na social concernente às situações externas, nacionais e internacionais. No dia em que o Senhor me livrou da escravidão do mundo e me recebeu em seus braços, voltei-me totalmente para o Senhor, olhando só para ele, sem perceber ou dar importância às coisas que percebo hoje nos seus maus servos e nos maus políticos da nossa nação. Entendo que o Senhor está me purificando diante de tudo o que está acontecendo, pois eu não tenho que ficar olhando para essa gente, para os seus maus feitos, pois não servem como exemplo para a pessoa de bem que o Senhor quer que sejamos. Devo manter os olhos fixos no Senhor sem desviar nem para a direita nem para a esquerda (Pv 4:27). Eu não tenho de ficar olhando para essas coisas. Eu tenho de permanecer olhando para Deus e ficar firme em Deus. Não importa o que andam fazendo; devo fazer a minha parte de confiar e esperar em Deus. Eu voltarei a ser como antes na minha fé, sabendo que há esperança para o meu futuro e o Senhor me dará as bençãos que eu tenho pedido, amém.
A tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte (2 Co 7:10).
Lembrem do quanto vocês caíram! Arrependam-se dos seus pecados e façam o que faziam no princípio. Se não se arrependerem, eu virei e tirarei o candelabro de vocês do seu lugar. Mas vocês têm a seu favor isto: odeiam o que os nicolaítas fazem, como eu também odeio (Ap 2:5,6).
A estrada em que caminham as pessoas direitas é como a luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro. Mas a estrada dos maus é escura como a noite; eles caem e não podem ver no que foi que tropeçaram (Pv 4:18,19).
O caminho do justo é uma luz brilhante; homens bons e honestos enxergam mais e veem mais claramente enquanto passam pela vida - desviam dos buracos nas ruas, armadilhas e precipícios onde outros caem (Pv 4:18). E as boas obras praticadas por eles garantem que nunca cairão no julgamento de Cristo (IIPe 1:10-11)! - Let God Be True.
O que anda sinceramente salvar-se-á, mas o perverso em seus caminhos cairá logo (Pv 28:18).
www.monicacampello.com.br/top10
O que era menos, agora é mais
Não va agora!
Toma um café.
Me pede um cafuné?
Só não vá embora!
Te dedico uma canção,
Falamos do cotidiano,
Da vida e dos planos.
Isso afasta a solidão!
Coisa boa te ter por perto.
Falando das flores,
Colorindo o deserto.
Tua presença traz alegria e paz.
Agora que você chegou,
O que era menos agora é mais.
Deixe-me viajar pelos seus olhos...
e ver através destes pequenos olhos...
o sol se por pelas dunas do deserto...
Já chorei tanto que minhas lágrimas foram parar nesse oásis chamado vida, ainda caminho com pés descalços deixando marcas na areia que ainda é árida e seca num deserto de calmaria...
DEIXE-A CAIR!
– Mamãe, você está chorando?
Mesmo disfarçando ela percebeu. De mãos dadas na porta de saída do restaurante, observávamos a chuva que havia iniciado e nos impedia de seguir.
– Sim, meu amor, mamãe está ficando velha e boba e se emocionou com a chuva. – Reparei então, pelo seu semblante, que não havia entendido bem a minha resposta. Continuei: – Chuva é riqueza para nosso povo tão pobre de água.
– Mamãe, mas estamos sem guarda chuva. Como chegaremos até o carro? Está bem forte. – Alertou a minha pequena, sempre tão prática e racional, e naquele momento também preocupada com o horário do prometido cinema.
– Não se preocupe, filhinha. Para a chuva, temos todo o tempo do mundo. Deixe-a cair! O Sertão está com tanta sede… E vê-la assim, tão densa, é bem melhor do que qualquer filme, tenha certeza.
Nesse momento, ajoelhei para ficar da sua altura. Eu poderia ter só me abaixado, é verdade, mas era de joelhos que todo o meu Ser queria estar naquela hora.
Na perspectiva visual da minha menina, pude observar ao longe um grupo de jovens em algazarra tomando banho na chuvarada, gritando, cantando, dançando e pulando poças. Nos edifícios, várias pessoas debruçadas nas janelas, sorrindo e observando a água cair. Os carros passando, vagarosamente, vidros entreabertos e os “caronas” com as mãos para fora (pelo jeito buscando sentir as grossas gotas ao encontro da própria pele).
Um senhor que passava ali portava um guarda chuva fechado (e não parecia ter a intenção de abri-lo), e o vi pedir muito sorridente um “saquinho plástico” ao garçom do restaurante que estávamos, decerto para proteger o celular enquanto enfrentasse o aguaceiro. Cada um demonstrando a sua emoção de um jeito diferente.
Continuamos ali paradas por mais alguns minutos, abraçadas, nos deliciando com o cheiro, o som e a visão daquele precioso evento, que alegrou sobremaneira o nosso domingo.
O amor é um baú com tesouro
Enterrado em uma ilha deserta
E, todos nós, estamos incansavelmente
À procura do mapa.
Canta o sábia que encanta o sertão. A mocinha no portão vislumbra o céu, vê que seu amor vive longe no deserto, espera com seu coração aberto e o seu manancial a chegada daquele que foi em busca de novas descobertas, não sabe ele o quanto ela tem desertos. Canta o sábia sendo o tema dessa história, torcendo para o encontro desse amor, para cantar em outros ares, em outras histórias.
Aos que, como eu, se encontram na solidão de seus desertos íntimos, digo: os anjos nos servirão! Sirvam-se com o Pão da Vida!
