Deserto

Cerca de 2220 frases e pensamentos: Deserto

Olho pela janela, imagino...

Ao chorar em silêncio,
desejo ver a chuva
Imagino que cada uma de suas gotas
possa ser uma de minhas lágrimas.
Muitos irão ver, mas não irão saber.
Desejo que caiam gotas delicadas.
Desse modo, penso ter alguém
a chorar junto comigo, fazendo-me companhia
Em algum lugar desse vasto mundo de chuvas.
E se forem torrenciais,
Talvez consiga purificar minha alma,
Eliminar o que nela há de triste
E preenche-la do que de alegre vive.

Mas sei que o sol existe e vem comigo
Devolve-me o sorriso,
Renova-me as esperanças,
Contamina-me com sua energia,
Preenche minha alma
Aquece meu corpo,
Faz renascer meu espírito.
Pois a Vida brilha nos corações de todos.
E o sol surge como um amigo
que aquece o amor do outro
Com apoio, carinho e consolo,
Preenchendo-o com puros raios de sol.

E a suave brisa a beijar nossos rostos.

Na escuridão do quarto ela se encontra
Da escuridão do mundo ela se esconde
Protege seu coração ressequido
Das frustrações amargas da vida
Oculta sentimentos há tempos esquecidos
Sufoca memórias há tempos não sentidas.

Se andas ao Sol
Esbanja luz em sorrisos
Se andas sob a lua
Diamantes em seus olhos
Se dança pela chuva
Lágrimas lhe fogem
Em meio à multidão
Sozinha agoniza
Em meio ao deserto
Se sente preenchida
Pelo vento
Pelo silêncio
Pelo tempo.

Lilás

Tem que ser espetacular para ser verdadeiro?
Tem que ser famoso para ser de Deus?
Tem que ser BONITO, ENGRAÇADO ou LILÁS?
Quando lembro daquela multidão indo até o deserto ouvir a pregação de João Batista, concluo: As necessidades das pessoas de hoje são as mesmas daquelas, mas a sede não.

APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
(França, Espanha e Portugal)
De uma forma ou de outra, desde pequena, tenho buscado aquela fé que consegue remover a inquietude humana e proporcionar a paz essencial à vida neste ou em qualquer outro plano.
Quando criança e adolescente, acreditava que tinha essa fé, isto porque participava ativamente, mesmo de forma ingênua, em atividades da Igreja Católica.
No entanto, a idade adulta, ou seja, a vida no Colégio Central em plena ditadura militar, na Universidade e, depois, como docente, aluna de mestrado e de doutorado, envolvi-me em movimentos político-sociais, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, por um ensino de qualidade, por melhores condições de vida, entre outros, ficando invisíveis muitos dos valores religiosos que foram inicializados na minha infância.
Não mais livros religiosos, procissões, palavras proferidas em missas, novenas etc, mas livros que mostravam a realidade mundial, brasileira, baiana: desigualdade social, pobreza, desemprego, inacessibilidade a serviços básicos como educação e saúde, além da baixa resolubilidade desses serviços.
Uma mudança, por que não dizer, radical!
Essa nova vida não me deixou perceber que a vida com Deus é, como diz Frei Inácio de Larranaga, vida de fé, e fé não é sentir, mas saber; não é emoção, mas convicção; não é evidência, mas certeza.
Viria compreender um pouco essa mensagem algum tempo depois, ao vivenciar a dor de perdas acumuladas, especialmente a do meu filho de 20 anos, que me levaram a um estado de “cansaço” intenso! Não tinha a ideia de que procurava um deserto, isto é, sair do lugar onde vivia, trabalhava, e retirar-me para um lugar solitário: campo, bosque, montanha...
Teria que ser algo que me fizesse conhecer melhor o meu eu para superar a dor, para me superar.
Caminhar/peregrinar foi uma opção pois cada caminho é um caminho que nos leva ao desconhecido, ao que esse desconhecido é capaz de nos ensinar.
Em apenas uma semana lá estava eu fazendo, a pé, como peregrina, o Caminho de Santiago de Compostela, inicialmente, o Caminho Francês (33 dias pelas montanhas).
Ao chegar à Santiago e assistir à tradicional Missa dos Peregrinos, senti um “vazio” profundo, uma necessidade de continuar caminhando rumo ao desconhecido. Foi incrível! Ainda estava faltando algo!
Então, decidi fazer o Itinerário Santiago/Fisterra-Muxia (Costa da Morte), não aprovado, naquele momento, pela Igreja Católica, porque era permeado pelo misticismo.
Foram mais 96km pelas montanhas, com apenas três albergues à disposição do peregrino. Ao chegar em Fisterra-Muxia, onde fiquei uma semana bastante envolvida pelo seu misticismo, vivenciando momentos especiais, tudo ficou mais confuso. Descobri que ainda não havia conseguido a revelação que buscava e que não era muito clara para mim.
Continuar caminhando/peregrinando, não mais pelas montanhas mas por terras planas, vales e montes, seria uma saída: o Caminho Português ao “reverso”, isto é, de Fisterra-Muxia (Espanha) para Porto (Portugal). No entanto, encontrei-me em um “Caminho” sem “calor humano”, com poucos peregrinos, albergues vazios mas fui parcialmente compensada ao participar, em Redondela, durante três dias, como voluntária, da construção de tapetes de flores, com desenhos religiosos, nas ruas desta cidade portuguesa.
Ainda inquieta, tomei a decisão que deveria estar “guardada” no meu íntimo: de trem, fui de Porto para Fátima onde tentei deixar uma medalhinha desta Santa, que meu filho usava quando mudou de plano. Fátima não era o seu lugar! Uma freira orientou-me a levá-la de volta para o Brasil, onde, num certo dia, ao mirá-la, de forma especial, levantei-me repentinamente, fui ao cemitério e mandei cravá-la no túmulo do meu filho. A partir daí, não mais me preocupei com a medalha uma vez que ela já estava onde deveria, provavelmente, estar há muito tempo.
Bem, consciente ou inconscientemente fiz um deserto, um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão, e pude sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito!
Para Frei Ignácio, a vida de quem crê é uma peregrinação. Mas eu não sabia o que é “ser peregrina”. Aprendi no Caminho que o peregrino não sabe nada: onde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. Assim, comecei a entender que as duas forças dialéticas da fé podem ser a certeza e a obscuridão.
Dessa experiência existencial, um dos grandes aprendizados na minha vida: quando pensei que o objetivo infinito estava ao meu alcance, nas minhas mãos, Deus se ausentou e silenciou; apareceu, desapareceu; aproximou-se, afastou-se; tornou-se concreto e se desvaneceu. Foi nas montanhas, em direção à Astorga (Espanha), onde me perdi por 14h. Pedi socorro a Ele mas tão logo encontrei o “sinal” do Caminho, deixei de crer e me perdi de novo...
Apesar do meu “afastamento/alheamento”, passei a perceber que deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e que deveria abandonar-me na fé.
Mas, como é difícil ter “aquela” fé que tudo suplanta!
Só Ele sabe como tenho tentado/venho tentando...

⁠Dizer a um paciente com câncer que tudo vai ficar bem é como dizer a alguém que está prestes a cruzar o deserto que, em algum lugar distante, há um oásis.

⁠⁠⁠São tantos os desertos para atravessar
na vida. Alguns desertos atravessamos sozinhos e, às vezes, por opção. Mas, quando acertamos a companhiaa alma fica até mais leve e o cansaço quase desaparece. Como é bom ter você ao meu lado nos desertos da vida.

⁠A viagem começa e termina em você.
A paisagem é apenas uma miragem.

⁠Na ampulheta
O tempo vai caindo
Na areia se deita

O mais chato do inferno é que lá só tem pessoas frias.

Inserida por sarazawja

A solidão de uma estrela no universo.
A solidão de uma alga nas profundezas do oceano. A solidão de uma planta no deserto.
A solitude de um ser que consegue enxergar essa solidão de forma natural.

Inserida por VanderleyAndrade

Paixão bate e volta. Passa como um tiro de bala ou o vento na areia. Amor chega e te dá uma rasteira. Entra na alma, invade por dentro e transforma-se em água em pleno deserto inteiro.

Inserida por leandroelesbao

Devaneios...caminho entre meus desertos e revejo os momentos mais intensos da minha vida. E no escuro, no latente, no subjacente de minha mente, vejo somente as marcas, que a saudade deixou.

Flávia Abib

Inserida por FlaviaAbib

Na vida as páginas viradas,
sempre irão acontecer,
sobre elas não diga nada,
resta apenas delas esquecer...

Inserida por neusamarilda

A tribulação te levará:
A reagir
A recuar
A ser moldada
A ficar sozinha
a estar confusa
A sofrer
A se vitimizar
A enxergar seus erros
A descobrir quem é quem
A ser testada e só depois disso:
A ser exaltada
A ser aprovada
A ser esclarecida
A ser madura
A ser aquilo que DEUS quer que nós sejamos.

Inserida por MarcileneDumont

A " Arte é um conceito vazio preenchido pelo olhar do observador " Adalberto Santos

Inserida por adalberto_santos

Feliz são aqueles que vê um pé de goiabeira, e melhor, com Jesus nele. Pois, o que mais vejo, são pessoas andando e vagando pelo deserto

Inserida por RogerBeatJesus

Se me permite uma brincadeira, o maior motivador do mundo foi Moisés. Ele fez o povo andar 40 anos no deserto para ver um terreno. E como motivar gente que viu o mar se abrir e mesmo assim descreu? É o desafio da natureza humana.

Inserida por pensador

Jesus me faz florescer em meio aos desertos da vida.

Inserida por Valter00

Santa Terezinha e sua casa me dão força e perspectiva nessa nossa caminhada errática de tantos anos pelo deserto em busca de um destino para o Brasil. Às vezes parece que só mesmo um milagre será capaz de concluir esta caminhada. Mas quem acredita em Santa Terezinha acredita em milagre.

Inserida por FrancisIacona

mÀs vezes precisamos sair de cena para entender e poder ver as coisas se encaixarem. Para reorganizarmos o que há na gente. O deserto vem para nos ensinar, nos fazer refletir, pôr a casa em ordem. É durante o deserto que passamos por provações e, é nele que analisamos nossos atos. É nele que vemos as miragens da vida, os solstícios do meio-dia e suas consequências. É nele que também estão os mananciais invisíveis aos olhos, a fonte de água viva que faz brotar com mais força ainda aquilo que nos faz bem, aquilo que sentimos verdadeiramente.

Depois do deserto, um grande manancial inunda em nós fazendo com que brote coisas boas, novas ações, um novo jeito de ser, de pensar. Ele é o professor da vida, o inquestionável professor que não te dá brechas para dúvidas, e, sim, as únicas oportunidades para com que você aprenda do seu jeito e no seu tempo. Então, vá e faça!

A esperança de dias melhores é o que nos move.

Inserida por Robkenede