Desejo Morte
Fontana do Trevi
Caem as moedas como migalhas de brilho,
partem das mãos com o desejo de se tornarem sonhos,
e o fundo as acolhe como silêncios,
esperando que o tempo lhes devolva voz.
A fonte, imensa em sua mudez,
de costas, recebe pedidos que não ousam gritar.
Em Trevi, o desejo pactua entre águas,
como se um murmúrio pudesse concretizar o devaneio.
Cada moeda que afunda carrega um preço,
um desejo que custa a esperança.
É um pacto entre a moeda e o homem: ele joga, e a fonte o dissolve em segredo,
restituindo-lhe um pouco de vazio,
como se o vazio fosse tudo que temos.
O que desejamos, na verdade, não é sermos atendidos — mas sim que o mistério siga impenetrável,
e, no reflexo da fonte, o que buscamos ver
é apenas o eco de nós mesmos,
profundo e mudo.
Carrego nas costas algumas décadas e, no peito, a certeza de que há muito a caminhar. Desejo ainda ser lido, mesmo depois de, enfim encontrar minhas origens. Até lá, espero que meus olhos pareçam mais sábios aos que me descobrirem. Não sou proprietário do que é meu. Tudo o que tenho e fiz só faz sentido se puder ser apropriado pelos outros, de alguma forma. Sou poeta, e a poesia não tem dono; cada um que a ressignifica torna-se coautor. Essa é a forma que encontrei para me tornar eterno, cada vez que for recontado.
“Já tenho algumas décadas e sei, tenho muito a caminhar. Desejo ainda ser lido mesmo depois quando enfim for encontrar minhas origens. Espero até lá parecer mais sábio aos olhos dos que me descobrirem. Não sou propriedade da minha propriedade. Tudo que tenho e fiz só faz sentido se puder ser, de alguma forma apropriado por outros. Sou poeta e a poesia não tem dono cada um que a ressignifica se torna co-autor. Essa é a a forma que encontrei de me tornar eterno a cada vez em que eu for recontado.”
“Se desejar é pecado,
desejo.
Desejo um corpo.
Não apenas um corpo.
Não apenas pelo corpo.
Não que esse corpo não seja
um bom motivo de desejo.
Além do corpo,
esse repositório do meu desejo,
almejo a essência que nele habita.
Desejo cada pedaço do corpo.
Este corpo em que repousa tudo
o que mais desejo.”
O que é pra sempre?
Quem é capaz de medir?
O pra sempre é tempo ou desejo?
Não me interesso em saber.
O inesquecível basta.
"Dividido entre a alegria e a angústia,
a solução foi oprimir o desejo.
Por medo de quem me tornei, encasulei-me.
Foram longos tempos como lagarta...
O casulo foi meu vazio.
E como vazios são essenciais,
eles foram base de minha
arquitetura emocional.
Por medo de não criar asas,
até hoje resisto à inevitável metamorfose."
"Sinto saudade do teu perfume e do teu afago. Sinto e morro de desejo quando estou longe dos teus braços!"
O pior tipo de bêbado é aquele que repudia sua própria embriaguez, mas não combate o desejo de beber e ainda culpa o fabricante de sua bebida por lhe apresentar a sua maior fraqueza.
Mais Perto
Desejo estar contigo,
Não tanto o quanto agora estou!
Mas mais perto, meu amigo,
Quero estar, ainda que para ti vou!
O que eu queria, era já ir,
Pois neste mundo, difícil é estar,
Por mim falo, neste ser existir!
Quem me dera, para ti Deus voar!
Mas enquanto aqui estou,
Fica sempre perto,
Por quanto teu santo sou!
Te amo tanto, tanto, tanto!
Mais que meu eu todo,
E ainda mais que tudo!
O amor é luz que encadeia
Reacao em cadeia
Na escuridao iluminar
A Forca de um desejo
Desejo de amar
Silencio e Distância
A principio era apenas um desejo de beijar a boca e amar de forma louca, mas um único encontro foi suficiente ,para tomar conta da mente. Difícil deixar de lembrar do cheiro, do riso , do beijo, da profundidade do olhar, eis um momento para se perpetuar. A distância ,orgulho e a mais diversas circunstâncias, esteve muito perto de tornar o sonho incerto, sou vítima do cupido, e pelo forte sentimento , hj o silêncio é interrompido.
Elo entre Era
O negro com alma de branco, fez-se em pranto
Perdido no seu mais belo desejo do viajar;
Intacto, fortuito... preso no seu próprio labirinto
O negro com alma de branco, provou do seu veneno ao ser chicoteado;
Endiabrado pelo momento, ofuscado pelo sentimento
O negro com alma de branco terás que lutar;
Sua liberdade a prova da ampulheta
O tempo marca o que se passou
O Negro com alma de branco
Traz novamente ao seu cotidiano
A dor de um escravo que se libertou;
O Prazer como Essência
Meu prazer não me cega nem me mata; ele me liberta.
Sou o que desejo, e meu desejo é a minha essência.
Desejando com consciência, assino-me como obra completa.
Porque os corações se dobram apenas no Natal e o desejo de um futuro melhor ao próximo apenas no ano novo? Que possamos festejar todos os dias, viver exalando a bondade e contagiando em amor. Que a empatia ressurja rompendo o endurecimento que o egoísmo, com tanta força, fez morada nos corações.
Comemore sempre, queira o bem... viva o bem.
Faça valer sua estadia neste lindo lugar!!!
FELIZ 366 DIAS DE NATAL E ANO NOVO!
Com amor: Fábia Alexandra
EM SUA FLOR
Quero receber o que de mais puro há em ti:
O Desejo que a faz ser única e sem igual.
Mergulhar em seu ser sem medidas
E aportá-la em mim como um navio no cais.
Perder-me nas mais diversas curvas
E nos mais inusitados detalhes do corpo seu.
Inebriar-me e desorientar-me
Na essência que emite naturalmente.
Expor nossos corpos e querer
Às nossas retinas e a nossa aspiração.
Intensificar o que sempre foi intenso
E ampliar o que o que pode ser imenso.
Mergulhar num mar particular
E nos banhar sob um sol particular.
Enamorar imaginando a lua
E imergir em sua flor.
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