Desejo
Ao longo de mais de duas décadas, trilhei com dedicação e paixão o caminho do empreendedorismo, consolidando-me como uma empresária cuja vocação transcendia o mero exercício profissional. Cada desafio, cada conquista e cada aprendizado foram peças fundamentais na construção de uma trajetória marcada pelo empenho e pelo amor ao que fazia.
No entanto, a vida, em sua implacável imprevisibilidade, apresentou-me um desafio que transcendeu qualquer obstáculo empresarial. Em 2008, fui confrontada com a descoberta de um aneurisma cerebral, uma revelação que, num ínfimo instante, transformou minha perspectiva sobre a existência. O tempo tornou-se um bem ainda mais precioso, e a urgência de enfrentar essa provação impôs-se com força avassaladora. A cirurgia, realizada em Brasília, foi um marco de superação, exigindo não apenas resiliência física, mas também uma coragem inquebrantável e uma fé inabalável.
O destino, por vezes enigmático e imponderável, nos coloca diante de encruzilhadas que testam nossa essência. E é nesses momentos que descobrimos a real dimensão da força humana, da capacidade de se reinventar e da beleza oculta na resiliência. Hoje, ao revisitar o passado, percebo que cada provação, por mais árdua que tenha sido, moldou-me, tornando-me ainda mais forte e consciente da efemeridade da vida.
Refletindo sobre a jornada percorrida, compreendo que, em meio ao caos, sempre há um propósito, uma razão subjacente que nos impulsiona a seguir em frente. De uma certeza jamais duvidei: Deus guia aqueles que caminham com o coração puro, concedendo-lhes luz mesmo nos momentos mais sombrios. A vida, com todas as suas nuances, é um convite à superação, e cada novo dia é uma oportunidade para recomeçar com gratidão e fé.
Não desista!
Uma paixão.
Eles eram dois sonhadores, claro, viviam no mundo da lua, sim, em um mundo magico repleto de coisas boas. Eles sabiam que as nuvens não era de algodão, eles sabiam, por isso... junto com ela foi o resto das minhas palavra de amor!
- De um romance pela metade 1999
Nos registros do reinado
Anotava-se um prefácio,
A paixão de um sangue azul
Pela empregada do palácio.
Num ato desesperado por uma paixão correspondida
Instruções ao nascer deveriam conter,
Explicadas em rótulo ou bula,
Cada miudeza seria legendada,
Evitando selecionar coisa chula.
Pula o que não presta,
Reprisa o que é festa.
Falando em festejar,
Me ocorreu um ocorrido,
Retratar um episódio,
Enamorado resumido.
Num ato desesperado
Por uma paixão correspondida,
Não conjurei o esperado,
Reagi de maneira destemida.
Até em tão fácil foi pretender,
Maquinar, esboçar, planear,
Logo teria eu que corresponder.
Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.
Enganado me situava,
Predestinado estava a amar.
Num ato desesperado
Por uma paixão correspondida,
Reagindo de maneira destemida,
Correspondi.
Bianca
Resistência movida à paixão,
Paixão pelo que a faz contente,
Contentamento que a satisfaz.
Para ela aquele objeto oval,
Que uns chamam de bola,
Não é, nem será banal.
A prática traz precisão,
Deixa de ser esporte
Exercício ou distração,
Transmutando-se em
Colírio.
Quando olho esse seu sorriso
Entendo minha paixão
Quando o tempo para do seu olhar com esse seu jeito perfeita de me mostrar
O quanto te amo
E tudo é você
E a felicidade é esse seu sorriso lindo...
SEI OQUE É TE AMAR
Te amei profundo e demoradamente;
Com sucessao de paixão e explosão na mente;
Tive tristeza como mesmo dano;
Meu intenso amor foi, se não breve engano.
Te amei vagarosamente
Como raposa de muita ciência;
Hoje! Não Tenho paixão aspera nem picante;
Tenho comigo gravura de flexões da turva consciência.
Sei oque é te amar
Sei oque é te esperar;
No brijoim da primavera
Boa Virtude seria, tu me beijar.
Loucura revelada
Em seu olhar apaixonado
Sinto uma ponta de paixão,
Como um sopro de vida,
Que eterniza a ilusão
E ilumina a escuridão
Harmonizada pela canção
Que no coração fez morada!
E ao aquecer-me com amor,
renasço no seu ser sedutor
Em uma loucura revelada!
Somos como barcos: na infância guiados pelos ventos da paixão, na vida adulta, pela correnteza do dever.
Nas veredas da vida a minha alma não cansa...
Minha paixão aos céus é grata...
Enquanto caminho sobre as pedras caladas...
E todo este feitiço e esse enredo...
Há se essas mesmas pedras falassem...
Contariam as magias, os mistérios e tantos outros segredos...
Viram o nascer e a morte...
O inocente olhar...
O puro e o perverso...
Viram a lua e o seresteiro...
A matrona e o embusteiro...
Viram as mocinhas assanhadas...
O cio dos rapazotes...
Ouviram os gritos de dor...
Sob o fragelo do chicote...
Tanto viram e ouviram...
Mas nada testemunham...
Nem mesmo o sangue...
Escorrendo pela fronte...
Se se pode gritar a Verdade...
Por que escolhida essa sorte?
Minha terra...
Onde tenho o meu pão e a minha casa…
Minha terra onde meu pai nasceu…
Aonde a mãe que eu tive e que morreu...
Minha terra que fala onde nasce o dia...
E que as noites são cantadas...
Minha terra...
Minha pousada...
Onde caminho sobre as pedras tão caladas...
Sandro Paschoal Nogueira
Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...
Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...
Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...
Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...
Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...
Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...
Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...
Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...
Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...
Sandro Paschoal Nogueira
