Descanso Eterno
Navegando em águas mansas
Ancorado na solidão
Desfrutando lúgubre descanso
Destinado ao paraíso eterno!
Depois do outono,inverno
Primavera e verão
Tudo muda com o tempo
Como mudam os corações
Vidas tão passageiras
Sem passarem incólumes
Da amendoeira a florescer
Cabelos brancos de uma vida enfim!
Então permita-me descansar em teus braços
Usufruir esse doce momento ao teu lado
Para quando A felicidade correr
Que ela possa ser lenta como as flores de outono!
Quando lhe faltar chão se jogue no meu colo, tal como você se joga na cama buscando descanso.
Ali no meu colo, faça do meu peito o seu travesseiro e sonhe; faça dos meus braços o seu cobertor e conforte-se; faça de minhas carícias o seu tranquilizante, o seu remédio de dormir, e aquiete-se; faça dos meus olhos seu livro de cabeceira e leia, através dele, páginas que foram escritas no meu coração e descubra-me.
Aqui só no meu colo, quando as luzes se apagarem, seus medos e temores vão embora.
Enquanto não execrarmos o pecado, o céu nunca será um anseio para o descanso, mas um local para fuga.
Então, eu descanso e espero,
Seguro em Sua mão.
Pois Deus é digno de confiança,
Hoje e para sempre, meu Deus, minha salvação!
O mundo se agita, mas meu coração não,
pois descanso em Suas promessas de amor.
Não sou o que dizem, não sou o que falhei,
sou filho(a) do Rei, sou herdeiro(a) do Senhor.
Amado da minha alma, meu sol, minha luz,
És o descanso que o meu coração conduz.
Em Teus braços encontro abrigo e paz,
Teu amor é eterno, jamais se desfaz.
Nos amores, laços
Nos rostos, traços
Nos encontros, abraços
Nos nós, entrelaços
Nos descansos, cansaços
Nos vidros, estilhaços
Nos poemas, compassos
Nos problemas, embaraços
Nos grandes centros, inchaços
Nos meus pensamentos, mormaços.
NA NOITE
Era noite escura,
Tudo invitava ao descanso,
Até o rugido do mar era manso,
Convidando ao remanso.
Nisto, o chiar de pneus no asfalto,
Como um grito alto
Na noite serena e pura
Toda silêncio de negrura.
Gritos e bebedeiras loucas na noite.
Músicas tolas debitadas às paletes,
Que mais pareciam um açoite
Nos ouvidos, como foguetes
Estourando nas retretes.
Era uma discoteca na estrada,
Urros de animais grotescos,
No rebentar de fluidos
Dos possuídos
De duas patas quixotescos.
E a noite ia avançando
A chorar pelo seu descanso,
Já em maré de balanço.
Lembrou-se então,
Com emoção,
Dos tempos
De outros tempos,
Que era a dona do serão.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 31-10-2023)
Dizem do descanso dos braços.
Reflito ao som de suas moléculas.
Há perfeição em que relaxo.
Bailado do meu amado.
As harpas que entoam seu chamado me confortam em liquidante demasia, descanso de uma natural unificação.
Numa simples corrida, corriqueiras pisadinhas, cadê o cansaço, descanso de seus braços, simplicidade de seus exércitos, sempre por mim me socorria.
Quando a noite vem,
Penso: por que acabou?
Mas no descanso do sono,
O dia nasceu outra vez...
Vida nova se inicia,
Na luz do amanhecer,
Esperança renasce,
Promessas a florescer.
Cléber Novais
Satisfação contínua, em nossos olhos há observação divina, pro descanso da sábia arquietetura que nos ensina, de mãos dadas caminhamos, em liberdade de linhas.
O Banco e a Janela
A fragmentação e a efemeridade
Sonho como um espaço de descanso
Atônito diante dos caminhos
Inaptidão para a vida
Quando quis tirar a máscara e respirar um suspiro
Estava pegada e pregada à cara
Quando a tirei e me vi ao espelho
No âmbito de meu lar
Já tinha envelhecido.
Torne intenso cada momento.
Mesmo quando optamos pela tranquilidade, pelo descanso, lembremos que cada momento é único...uma dádiva.
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