Descalço

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⁠Só espera o assalto
Ninguém anda descalço
Sol de meio-dia tá rasgando o asfalto
Super Man vira Bizarro

Eu sei que eu sou feliz, por isso eu canto alto
Quando eu tô contigo aqui, danço descalço
Simples, mas a vida é assim

Andar de skate na rua, jogar taco, brincar de pique-esconde, pega-pega, andar descalço, acordar cedinho para brincar e voltar só quando a mãe gritar: "Já está escurecendo!"... Nossa, que saudade!

Vem caminhar descalço no meu coração macio

⁠Malandro é o gato, que além de ser bonito é julgado, simplesmente pelo fato de andar descalço, no telhado, chamado de folgado, por alguns atrasa lado, e outros ficam louco com o fato.


Como pode, Tenho 7 vidas e todo dia, a sociedade mata uma, se for preto e 13, São 7.


Se eu soubesse jogar uma bola, como os moleque da escola jamais iam me ver como CR7.

Se tens um propósito então avance!
De tênis rasgado ou descalço
Sem tenda no êxodo desse romance
Entenda, ter êxito não é fácil
Atenta ao talento de quem merece
E tenta, tenta pois o tempo corrói o aço
Se precisar correr corra
Corroa o falso
De dentro de si pra fora
Reforce seus traços
Desenhe-se, por honra
Dê cor a seus atos

Que saudades daquela infância
Cabelos ao vento,


Correndo descalço pelas ruas de barro,
Sob os olhares dos moradores nas janelas de suas casas.


Hoje eu percebo que na mesma rua de minhas lembranças, o que eu vejo é medo e insegurança.


Triste realidade!

O amor é um dedo que desenha
o contorno do teu ombro descalço,
é o sol que se esconde na tua nuca
antes de se perder no abraço.


O resto são cartas sem remetente,
palavras que o vento leva embora,
promessas de gelo, derretidas
no calor da tua boca agora.


Há quem fale de amor como de números,
como se coubesse em fórmulas exatas,
mas o amor é o silêncio que habita
entre duas pálpebras fechadas.


O que vem sem pele, sem cheiro,
sem o tremor de um fio de cabelo,
é só um eco de outros amores,
um fantasma vestido de anelo.


Eu não quero o amor que se escreve,
que se diz, que se guarda em gavetas,
quero o que arde sem explicação,
o que nasce da tua carne inquieta.


Porque o frio até parece ternura,
mas é só a sombra do que importa:
o amor vive onde os corpos se encontram,
e o resto é história mal contada.

Reflexo Distorcido


Sinto o frio do quarto
Corroer a sola do meu pé descalço
E como as dores de um parto
Na beira do infarto
Eu sinto o seu olhar no encalço.


Tudo o que faço é te ver
Me olhando pelo vidro
E eu tento rever
Se algum dia já pude viver
Sem esse olhar tão ferido.


Já está perdido o meu olhar
Pela distância que nos separa
Sinto o meu cabelo molhar,
E pela a minha testa ele suar
Sem o conforto que nos repara.


E isso é para ver nos movendo
Dentro de dimensões paralelas
A mesma dor nos envolvendo
E no torpor nos dissolvendo
Como uma célula sem organelas.


E a bela movimentação
Que faço com meus dedos
Você transmite com a sua ação
Cria um reflexo na retração
Dos nossos próprios medos.


Você mais cedo será 'eu' na frente,
E eu do futuro foi você no passado.
Enquanto as ações do presente
Se tornam presas no inconsciente
Para mudar o futuro solidificado.


Quando pesado ergo o meu braço
Traço uma trajetória duvidosa.
Você seguindo o mesmo passo
Se movendo no mesmo compasso
Com a sua força vigorosa.


A dolorosa vertigem nos embebeda
E nos mostra um mundo novo
E a nossa queda
Traz a escuridão das trevas
Para a nossa vida de novo.


Agora o mundo será mais uma vez sombras na parede
Vamos embora, viajar outra vez nas ondas da complexa rede.


Tsharllez Foucallt

Viver é a arte de andar descalço sobre o solo áspero da vida sem permitir se machucar.

Ando de mãos dadas com a liberdade e não abro mão da coragem para ser o que sou. Com os pés descalços enraizo a sabedoria da natureza em meu corpo, mente e espírito. Sou raiz que brota jardim na alma. No encanto do sentir sou magia e mistério do luar com escritos nas estrelas.

" Já andei descalço em dunas ferventes,
senti o calor subir pelo corpo e precisei de água
já estendi as mãos a ingratos que não souberam dizer valeu
vi o mundo mudar, crianças crescerem
vi amores confundidos com amizades
e amizades maiores que amores
vi filhos deixarem suas casas
e suas mães chorando
já vi filhos chorando
a ausência de suas mães
e ai o mundo foi escola, lar
tribunal e verdade
já vi arrependimentos verterem em olhos cansados, vermelhos
e a dor acompanhar até o fim
vi mãos que nunca deram nem pediram perdão
já andei de sandálias novas e isso foi muito bom
conheci realidades, duras e belas sociedades
conheci o amor e a beleza da vida
conheci colo de mãe
e lá foi o melhor lugar do mundo...

A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.

Eu ando descalço..
Pra saber onde piso...
Pra me manter vivo.
Eu ando descalço
De ilusões e sofrimentos
Piso bem, piso limpo
Sem devaneios , sem sustos
Sigo meus instintos ..

“Mesmo descalço não vou parar nessa estrada de pedras.”

É temerário o homem que anda descalço no deserto, mas não consegue abrandar sua língua com o bom uso da consciência.

Saibamos separar


Por um longo período apreciei as noites sem luz,


Caminhei descalço no vale das almas perdidas jogando espinhos pelo caminho mesmo sabendo que um dia eu voltaria,


As certezas não doem, o que dói é a imprudência de ficar olhando fixo para o abismo por muito tempo esperando respostas,


A eternidade são instantes do tempo que esqueceram de parar, eles passam ou carregando cicatrizes ou carregando sólidos momentos com profundidade,


O presente é uma incógnita da culpa e do abandono, das dúvidas e dos caminhos, é uma incógnita das crenças e das oportunidades,


Podemos ser aquilo que buscamos ser na nossa essência desde que saibamos separar os limites da nossa intensidade do controle do que é o nosso inteiro.

Se não tens botas, marcha descalço.
Se não tens dentes, morda com a alma.
Mas nunca permitas que o inimigo faça da tua terra a casa dele, e de ti, o seu escravo.

Hoje sou um homem adulto, mas ainda sinto medo da chuva. Quando menino, brincava descalço nas poças, e meu irmão e os vizinhos corriam atrás da bola, rindo, escorregando, encharcados. Eu ria junto, mas por dentro algo apertava o peito. O cheiro da terra molhada, os trovões distantes, a água batendo no rosto, tudo isso ficou gravado em mim, mas transformado em receio. Hoje, ao ouvir as primeiras gotas, me devolve o menino que brincava, mas também o medo que nunca soube nomear. Falar a verdade...
Tenho medo da chuva...
Medo é coisa de Gente, né?

Bom dia a @todos!


Ode a Setembro


Setembro,
tu chegas descalço,
com cheiro de terra molhada
e promessa de flores.


Não gritas como Janeiro,
não choras como Junho ,
tu sussurras cores e olores.


Trazes a primavera nas carícias do vento
e distribui pelos canteiros
o versejar do meu olhar.


Setembro,
és recomeço sem alarde.
É a coragem de florescer depois do inverno,
é a menina que se fez mulher
e não esqueceu de brincar nos jardins da poesia
são os pés escrevendo versos
na areia da praia
e é o perfume do jasmim na alma.


Que sejas leve, Setembro!
Que venhas bordado de verde esperança,
perfumado de amarelo vigor
e desenhado de laranja alegria.


Fica o quanto quiseres...
as páginas da varanda do meu olhar
já estavam te esperando de linhas abertas.
✍@MiriamDaCosta