Matheus Santanna - Bytemirage

Encontrados 19 pensamentos de Matheus Santanna - Bytemirage

E mesmo feliz com o que conquistei aqui
Tem dias que eu só queria sentir
Aquela sensação simples que o tempo levou

Crescer foi levando cada um pra um lugar
Sem avisar que um dia tudo ia mudar
Uns viraram fumaça no vento da cidade
Outros ficaram presos na própria realidade

A felicidade era simples, quase invisível
Uma bola, uma pipa e um céu azul incrível
Nós era feliz sem saber definir felicidade
Talvez por isso tudo parecia eternidade

A escola separou nós em sala diferente
E sem perceber mudou a vida da gente
Novos amigos vieram, outros foram sumindo
Enquanto o tempo quietinho foi nos dividindo

Lá fora meus amigos tão contando dinheiro
Corrente no pescoço, kit novo, bolso cheio
Tentando me puxar pra entrar no movimento
Mas eu já vi muito corpo virar esquecimento

dinheiro sujo vem rápido igual vento
Mas mãe nenhuma suporta enterrar o próprio filho por dentro

riqueza sem paz nunca me encantou
Já vi muito milionário vazio indo para o xadrez
Eu quero mais que dinheiro brilhando na mão
Quero liberdade pra dar descanso pro coração
Onde minha mãe descanse sem preocupação

Cada queda vira aprendizado pra mim
Cada manhã me afasta do mesmo destino ruim
Hoje eu não tenho nada além da minha visão
Mas amanhã eu posso mudar gerações

dói ver quem venceu esquecer de onde saiu
Subindo no palco onde um dia também caiu
Jogando migalha pra favela aplaudir
Enquanto vai embora sem nem olhar pra trás depois do fim

Eu não vou culpar ninguém
Nem jogar pedra em quem venceu também
Se eles correram, eu também posso correr
Mesmo que hoje eu só tenha vontade pra sobreviver

Cada queda vira aprendizado pra mim
Cada ferida me lembra de onde eu vim
Hoje eu não tenho nada além da minha visão
Mas amanhã talvez meu nome vire inspiração

Quanto mais alguém sofre nessa vida
Mais leve fica a alma pra seguir
Cada dor é uma ponte invisível
Preparando o passo pra partir

Se a sua vez tá difícil agora
É porque o destino já viu
Que entre todos que tentaram
Só você consegue ir além do que existiu

Nada vem por acaso
Nada pesa sem razão
O fardo escolhe costas fortes
Não escolhe mãos em vão

Sai da zona de conforto
Antes que o velho te consuma
Toda mudança dói primeiro
Mas depois vira luz, vira rumo

O corpo pede estímulo, não medo
Ele cresce quando é desafiado
Não é máquina que se quebra no uso
É anti frágil, nasce reforçado

Algumas pessoas chamam isso de sorte
Mas sorte é soma de intenção
Pequenas coisas feitas todo dia
Constroem caminhos sem explicação

Tem quem veja tudo acontecer
Sem parecer fazer nada
Mas são passos invisíveis
Que a vida inteira foram dados

Anda descalço, sente a terra
Deixa a energia circular
O chão limpa o peso do azar
Que você insiste em carregar