Descalço
Se for pra ficar só,
eu fico aqui, descalço, pensamentos
produzidos no meu jardim.
Se for pra dormir só,
eu durmo aqui, nas nuvens frias
ouvindo som tupiniquim.
Se for pra falar só,
eu falo aqui, comigo
numa viajem que não tem fim.
Se for pra olhar,
olho pra mim, elogios, me abraço, beijo enfim
Dizem que para todo pé descalço tem um sapato furado,
Se está furado não me serve! Eu gosto de coisas boas...
Filho meu, vai andar descalço pela rua, pegar bicho de pé, porque é assim que se vive! Filho meu, vai brincar de pega-pega com os amigos, vai subir em árvore, cair e se ralar todo. Filho meu, vai se lambuzar tomando sorvete a beira mar, vai ser feliz e vai surfar. Filho meu, vai ser honesto, vai ter caráter e vai lutar pelos seus ideais. Filho meu, vai ser orgulho, vai ser saúde, vai ser AMOR!
Andar descalço na chuva, sentir seus pés tocarem o chão gelado, se lambuzar de sorvete em meio a praça pública, declarar o seu amor de madrugada, tudo isso fica ainda mais lindo quando o amor é de verdade.
Dançar na chuva trajado a rigor,
porém, descalço,
mesmo sem saber dar um único passo,
e, ainda assim, apreciar o descompasso.
Cabe ao tempo dizer meu amor se vai ser
Só verão ou veremos o outono bater
Se sozinhos e descalços, cacos vamos percorrer
Ou juntá-los, juntinhos todos eles, nós dois
Porque essa estrada não tem sido nada fácil
Assim como tudo na vida tem suas complicações
Porque essa estrada não tem sido nada fácil
As vezes são felizes, e por vezes, tristes, canções
Será, a construção
Será, o preço pago ou não
Será, a vida de alguém
Será, o bonde passando outra vez
Se você chora ou não
Se desiste de buscar o pão
Será, sempre o que tiver de ser
Se a gente continua ou não
Se a gente recomeça ou não
Será, sempre o mesmo vento a correr
Na estrada as vezes quente
Só você, ou a gente
Ou num caminho frio
Soará para quem não ouviu
Eu aqui na terra só caminhando descalço no chão observando a alegria ao rodear sem nada a disser muito menos Au pensar ,quem dera eu um prego me furar e o veneno que esta no sangue despejar assim quem sabe voltar colorido enxergar sentindo oh coração puxar.olhando minha mão e ninguém segurando como queria que cada gota do meu sangue fosse fria.
Saia na chuva, se molhe, ande descalço, brinque com terra, e mesmo que lhe digam:-Vai ficar doente, vai se sujar, voce pode se machucar! Não se peocupe, pois o acaso protege os momentos inocentes de felicidade.
“Penso em mim
Insistir em uma pessoa que nunca deu certo é como andar descalço em cascalhos. Machuca, causa bolhas, as vezes até sangra. Acredito que o melhor a fazer é esquecer e seguir em frente. Deixar livre o coração para encontrar outro amor, enquanto vive. Deixar livre o coração. Por que quando a gente encontra a alma gêmea, o coração muda. E a pessoa que você insistia em ter não lhe interessa mais. As vezes na vida, você tem que esquecer o que você quer, para começar a entender o que você merece...”
Só aprendi que pedra cortava os pés quando comecei a andar descalço, e assim fui seguindo até encaliçar o solado dos meus pés.
Quero te falar de possibilidades.
Possibilidade de ser feliz,
De caminhar na praia de pés descalços,
Mas, de mão dadas.
Olhar pro mar e ver as infinitas,
Possibilidades.
Possibilidade de ficar tímida
Com um olhar intenso
De se perder nesse olhar,
De rir das bobeiras
De refletir sobre um poema
De imaginar, as possibilidades.
Possibilidade de ser tratada como princesa,
Tendo a possibilidade de ser a vilã,
E mesmo assim, ser amada.
Possibilidade de viajar, se divertir.
De ver um filme e sonhar.
De se descobrir e quem sabe, amar.
É só isso que posso te oferecer,
Possibilidades!
Sonhos de papel
Andava descalço, tinha o aparato somente de seus sonhos e sempre notava que as pegadas deixadas naquele pequeno acampamento onde a poeira levantava a cada passo dado, o vento desfazia, não deixando que as mesmas se moldassem na areia. Já notava aquela pequena silhueta passando pomposa, mas sem nenhuma pretensão. Andou por mundos obscuros e brincou de viver machucando e sendo machucado. Viveu amores, mas, como amores são coisa da vida esta procurou de alguma forma fazer deles um aparte. Talvez tenha tentado agregar cada momento em um capitulo único de sua existência mas não conseguiu, ficando a vagar entre passado e presente até reencontrar em sonhos de papel aquela pequena silhueta que passou a ser uma esperança, talvez tenhamos brincado de viver pois não procuramos a segurança de um laço seguro, os nós se desfizeram e hoje vejo que não se tratou de algo mais do que sonhos de papel.
(pauloclopes)
O PODER DE DECIDIR
Em asfalto quente e pedregulho não se anda descalço. Ou escolho o melhor caminho ou escolho o melhor calçado.
Élcio José Martins
