Desatento
Tempo perdido
Por muito tempo
enquanto jovem,
iludido e desatento,
passou batido
o desejo
pela verdade,
o saber, o aprender,
o conhecimento.
Mas agora, no momento,
com alento,
me mantenho atento.
Questiono, me politizo, aprendo.
Recupero
um tempo perdido
que foi despendido
com lixo televisivo.
Entre Murmúrios e Lamentos,Ficam Só Os Momentos, Dos Descontentamentos,Dos Desalentos,Dos Desatentos,é Apenas
Um Surgimento,Um Fragmento,Sem Merecimento,Apenas Um alucinamento.
Rabiscos num compasso desatento...
dá se o intervalo interrupto...
vazando o curso do sentimento...
tendo assim o beijo inesperado...
aclamando cada verso...
obtendo o desejo arrebatado,
muitas vezes se querendo a paixão
diante insípido ar inóspito
abraçando a vida num instante,
refere se a conjunção atônita,
a supremacia vital que arremete,
a imersão desagradável da exposição...
vendo se que abrangeu o ato insano.
inimaginável e o impensável passam a ser
a disfunção abrupta na vertente...
repetindo a nudez clara...
na sensação da brisa espalha se a vontade...
acolhedor âmbito da vertente mera ilusão,
descabida sonsa dessa essência,
refuta o senso apropriado,
desenvolvendo o repudio do derradeiro sentimento.
Passando meio lento, desatento
Me parecia um dia normal
As velas e o porto, tal e qual no cartão postal
Sorri, o jangadeiro ao desembarcar
Refletia toda coragem de Dragão do Mar
A dor de uma saudade.
O desatento e inconformismo consomem minha alegria – a melancolia me domina...
No vídeo da TV tudo vejo e nada entendo; o entusiasmo das coisas que me atraiam, não tem o significado de antes: me desestimulam e aborrecem...
Que fazer?
Não sei!
O desassossego orgânico me assusta e incomoda...
Alguém observa meu comportamento e pergunta: que lhe preocupa?
Como um ator improvisado, assimilo um falso sorriso e respondo: tudo bem, tudo bem!
Embora tentasse me mostrar tranqüilo e alegre, meu sofrimento transparecia...
Sento em minha poltrona e tento repousar ou dar umas cochiladas tranqüilizantes a fim de esquecer as agruras.
De repente, o “terrim-terrim” do telefone me tira de supetão da poltrona. Apanho o fone, atendo, e uma voz melodiosa vinda do outro lado da linha, atingia meus tímpanos e se alojava no coração – era minha querida filha Regina. Lá do longínquo Mato Grosso do Sul contatava-se comigo.
Por uns minutos, dialogamos alegremente.
O desespero e a respiração amainavam e tudo voltava ao normal – verdadeiro lenitivo.
O relógio controlador da TELESC contava os minutos.
Neste ínterim, a oportunidade me proporcionou num gesto maravilhoso, um gostoso e benéfico bate-papo com meus queridos e adorados netos Alexandre e Rodrigo, meu amigos de coração. Gostaria de lhes contar muita coisa – talvez até uma historinha do Chiquinho e Benedito inventada na hora e ouvi-los a sorrir.
O tempo pôs fim à conversa.
Meus olhos ofuscaram-se com as lágrimas brotadas.
Passei o fone a minha esposa Ondina para que ela usufruísse do mesmo prazer.
Já reconfortado, retorno à minha poltrona e faço um “check-up” dos meus sentimentos e observo meu estado de graças. O mal-estar que se apoderara do meu corpo como carrapato, havia desaparecido e me senti forte e rejuvenescido.
Em análise clínica, concluí que meu mal era psicológico: nada mais era do que a DOR DE UMA SAUDADE.
Jair Pires
Florianópolis. 14.08.1985
Amar você
Amar você é mergulhar em águas turbulentas
E me deixar levar, sem receio, desatento.
É permitir que a vida transcorra docemente
Na certeza de que você é minha somente...
Amar você é resistir aos contratempos
É permitir que a correnteza me carregue
Porque o tenho sempre em meus pensamentos
Enquanto a vida, em seu ritmo, prossegue.
Amar você é me atirar em meio à vida
Despreocupado com o que possa surgir.
Amar você é a loucura mais querida
Que me envolve e que vem me consumir.
Amar você é a maior felicidade
Que arde dentro de meu coração.
Amar você é a loucura sem alarde
É dengo, é chamego, é paixão!
Te amo minha flor
Foi em um desses movimentos bruscos, que o corpo faz sem olhar pros lados, que meu olhar desatento, colidiu com os olhos teus.
O amor imperfeito me deixou desatento
Mal percebi e já estava ali, perdidamente a lhe sorrir
No toque do seu beijo, minha alma emanava paixão
Minhas mãos trêmulas e suadas até que fiquei sem chão
Menina doce de olhar singelo, cabelos longos e de sorriso belo
Quem diria
Ah, quem diria que ela iria embora; assim tão repentinamente
Veio linda, brilhante e se foi como uma estrela cadente
Mas como ensinou o poeta, eu fiz um pedido
De joelhos e olhos fechados, elevei meus pensamentos e disse:
Volta pra mim?
Estou aqui e não importa o tempo que for
Estou a te esperar
Parece clichê, mas eu nasci pra te amar!
Horizonte
O olhar desatento vai.
Imagens ao pensamento vêm.
Passagens que quero viver,
sonhos que realizar desejo
só não sei, se o queres também.
Visiono sempre que perto estás,
mas, sei que o meu querer secreto
influenciado é pelo meu amor.
Sentir-te por perto, é um desvario
que o meu pensamento tem.
Sentir que possas vir,
chega a ser interessante.
Quem sabe anjos escutem,
e a ti tragam a qualquer instante.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Dos desafios que te levam a mim.
Me domina, vai.
tenta,
com teu jeito desatento e pessimista.
me segura, de corpo inteiro,
e me derrete com teus olhos, sem me tocar,
me faz te sentir apenas com tua respiração próxima a minha.
você consegue alcançar a parte em mim que é submissa a você?
Faz com tuas mãos o arrepio sucumbir a dor e falta de sensibilidade.
Faz meu grito calar-se com o gemido do deslizar das tuas mãos em mim.
E me segura e me tenha em mente e corpo, como se tem a si mesmo.
Você consegue dominar a si mesmo, dear?
Se disser que sim, eu te dou meu corpo inteiro,
para que maneje e controle minhas crises que resultam em pura poesia.
Me segura, me domina e me toma como o ultimo fôlego após o beijo, o último suspiro após matar a saudade, me toma com a intensidade do sentimento que faz se desfazer sobre mim.
Voraz
A autoconfiança deixa o homem desatento e passível de cair em armadilhas traçadas com o objetivo de derrotá-lo.
As vezes sou chatinho, e marrento, as vezes esquecido e desatento, as vezes grosseiro e insensível, e direto de mais, as vezes, poderá te incomoda, de formas desconfortáveis, mas, lembre-se, disso que falarei agora, só uma questão de diálogo
como tudo na vida , e meu amor sempre estará a frente de qualquer coisa que venha nos afetar, E Deus a frente de tudo.
salve Deus❣️
E penso, e sonho e canto. E no entanto me espanto nesse desatento, dessa distração, desse desencontro.
ANSIEDADE
tremulo, desatento, com dor e dislexia.
em tranze vem! tortura! tortura! tortura! (...)
o corpo parado e a cabeça elétrica,
as mãos suadas e com vontade de vomitar,
que outra dor me reserva?
como? como fujo desse maldito tempo?
pior que a própria morte é ter que esperar.
Me vejo preso e desatento, sei que devo dar tempo ao tempo, e com tantos contratempos, busco novos passatempos e logo me perco na linha do tempo, e as vezes tentoparar o tempo, pra ver se consigo criar uma maquina e voltar naquele tempo, onde não tinha tantos contra tempos. E hoje não quero perder tanto tempo! já que não consigo matar o tempo porque não continuar preso nesse paradoxo do tempo.
as oportunidade vem e vão e você não ver!
apressado de mais não almoça, desatento de mais queima o feijão.. antecipe-se duas horas antes do que precisa fazer e fique atento para que não chegue atrasado nem tenha pressa é nós detalhes que as coisas sai perfeitas para isso precisa ter calma
Chegando atrasado onde precisa chegar não tera calma estará agitado e isso vai atrapalhar!!!
AMOR DESATENTO
(O Alecrim e a Estrelinha)
"Pintei um céu
Para nós dois
Um quadro azul
Em tom pastel.
Morreu meu sonho
Quando amanheceu
Você, indiferente,
Nem me notou
No vale ficou
Sem olhar para o céu.
Acenei meu amor
Como flor te beijei,
E a noite era instante
Gravura em papel
Mas um beijo de amor
Não foi o bastante
Veio o sol e encontrou
Teu olhar infiel
Perdido no vale
Espreitando outros beijos
Sem olhar para o céu.
Por te amar insisti
E jurando que vinhas
Esculpi o teu nome
Na luz das estrelas
Com doce cinzel...
Mas olhei para baixo
E chorei a verdade:
Você tão cruel
No vale bailava
Junto às borboletas
Sem olhar para o céu."
Lori Damm, 02/03/2022
Revolta por Saik
Meu corpo pede alimento
E eu sempre negligencio
Ando sempre desatento
Cuidar de mim é meu maior desafio
Tento ficar calmo
E esquecer o que me revolta
Mas sempre me desalmo
Quando abraço e não sou abraçado de volta
Afinal, quem não quer se sentir importante?
Ninguém quer aquilo que ama distante
Preciso livrar desse sentimento revoltante
