Desabafo de um bom Marido
DESABAFO
Almoços de família encurtados.
Amores abalados.
Encontros desmarcados.
Amigos dizendo "até nunca mais".
Em um mundo dividido,
em meio ao extremismo
os pacificadores não tem vez.
Será que a paz virou utopia
nesses nossos loucos dias?
Quero me reunir no domingo,
beber um chope com os amigos.
Deixar de lado as desavenças.
Sem ser taxada de "disso" ou "daquilo",
conversar sobre coisas banais.
Será que é pedir demais?
VALÉRIA LEÃO
"O desabafo é como uma ida ao banheiro: segurar por bastante tempo faz muito mal, por isso, é sempre bom soltar tudo de uma só vez."
Reflexões Sobre o Desabafo
(crônica)
É comum — quase corriqueiro — encontrar alguém que, no intervalo do café ou numa conversa despretensiosa, deixa escapar o peso dos próprios dias.
Despejam, sem cerimônia, as frustrações que apertam o peito:
o trabalho que exige demais,
a casa que nunca está em ordem,
o marido bagunceiro, ranzinza, pão-duro,
os filhos que não colaboram, que não estudam, que vivem grudados ao celular.
Falam dos pets que dão mais trabalho que companhia,
dos negócios que andam tropeçando,
dos sonhos adiados que já nem sabem se ainda são seus.
E a gente escuta — porque também precisa ser ouvido.
Porque falar parece aliviar.
Desabafar parece resolver.
Como se o simples ato de partilhar fosse suficiente para reorganizar o caos.
Mas será que estamos mesmo lidando com os problemas… ou apenas empurrando-os para fora, esperando que o outro nos ajude a carregá-los?
Será que desabafar, sempre, não vira um atalho para fugir de nós mesmos?
E se, em vez de apenas falar, a gente aprendesse a escutar… mas escutar a si.
Se olhássemos com mais cuidado para o que está dentro, onde os verdadeiros incômodos fazem morada?
Talvez, então, estivéssemos dando um passo além da queixa — rumo ao amadurecimento.
Porque crescer dói.
Dói encarar que, às vezes, o que mais nos irrita no outro é o reflexo do que não curamos em nós.
Dói perceber que não temos controle sobre tudo, nem todos — mas temos escolhas.
E, entre criticar ou ser exemplo, o segundo costuma ecoar mais fundo.
É preciso parar.
Nem que seja por um instante.
Um gole de silêncio entre as falas.
Um olhar mais suave sobre o mundo.
Uma escuta mais atenta para quem somos — e para quem estão ao nosso lado.
Pergunte-se:
O que me afeta, realmente?
Cabe a mim mudar algo?
Isso fala de mim ou do outro?
Onde está o meu papel nessa história?
Talvez a gente descubra que a vida não é sobre estar certo, mas sobre estar presente.
E que ninguém é perfeito — nem precisa ser.
Mas todos temos a chance de sermos mais gentis, mais compreensivos, mais inteiros.
Com o outro.
E, principalmente, com nós mesmos.
Meu desabafo do mês
Eu queria mostrar quem eu sou, falar o que eu sou ou que eu sinto sem ter medo de alguém falar "que nojo!" "Você não é um homem! Você é mulher" "eca! você é um traveco", eu realmente sinto medo de mim assumir e ser expulso de casa ou apanhar, a sociedade de antigamente fez que essa geração de pais (a maioria) ficassem assim, fizeram que não apoiassem que o filho(a) seja gay, lésbica, bi,Pan ou trans, não é pecado ter atração pelo mesmo gênero ou pelos dois ou se sentir de outro gênero, pecado é julgar ou ser homofobico ou transfobico.
Desabafo
Eu amava a minha amiga
amava o riso partilhado, o silêncio compreendido, até os momentos difíceis, porque qual laço verdadeiro é feito só de calmaria?
ela gostava de mim mais do que eu podia oferecer, etalvez por isso tenha partido.
Na época, doeu.
fiquei mal, perdida num mar de perguntas, tentando entender se havia sido uma pessoa ruim. Mas hoje, olhando com calma, eu vejo que há dois lados em toda história.
Eu fui sincera, estive presente, do meu jeito, não prometi o que não podia cumprir. E se o meu afeto não bastou,
isso não faz de mim alguém menor,
apenas alguém que amou com as ferramentas que tinha.
Ela se foi. E tudo bem, as vezes, amar também é deixar ir, mesmo quando o coração queria segurar.
Desabafo...
Solteira por opção? Claro que não! Solteira por falta de opção mesmo, opção que preste, não quero qualquer um, porque não sou mais uma. Minha fila não voa, porque minha catraca é seletiva.
Não estou solteira, estou sozinha. Solteira é quem procura alguém, eu não procuro ninguém!
Não sou solteira. Estou simplesmente à reserva para aquele que merece todo o meu coração, porque eles dizem que coisas boas levam tempo, não fiquem me pressionando pra ter alguém até porque quem vive sou eu!
"Ferir é o efeito de uma ferramenta de dupla ação chamada desabafo, que esamos para machucar principalmente as pessoas que amamos,
ou que de alguma forma foram importantes para nós"
Desabafo!
Quando o governo
Fecha os olhos
Para população indígena,
Age com negligencia,
Ignora a história brasileira,
De um povo tão guerreiro;
Que não vive,
Sobrevive,
Em meio a tanta devastação!
A impressão que tenho,
É que os valores se inverteram,
Pois há aqueles,
Que buscam riquezas,
Destruindo a natureza,
E aqueles que a protegem,
São ameaçados e dizimados;
Mas, sobretudo abandonados,
Por quem deveria ao menos garantir o básico!
Mas penso principalmente,
Nas atitudes daqueles patriotas,
Que ostentam a bandeira do Brasil,
Mas protagonizam papel de idiotas,
Ao idolatrar um humano,
A meu ver um desumano,
Que nutre ódio e violência,
Cuja falta de decência,
Alega fraude na eleição!
No entanto transparece,
Que um governo que se preze,
Não distingue sua nação!
27/01/2023
Desabafo sem medo -
Eu canto porque o meu canto é da cor
do sangue,
porque o meu sonho é maior que o mar
e porque a vida tem de cumprir-se!
E outros dias virão!...
E com eles outros versos
menos amargurados, mais sentidos,
como pedras primeiras, bem alicerçadas,
na reconstrução de vidas destruídas!
A tristeza dos dias tumultuosos secará,
a fonte dos meus olhos minguará
e o poeta poderá enfim cantar...
desabafo para meus pais,
hoje vejo, a minha maior ilusao,
correndo atraz de atenção,
hoje eu compreendo a ingratidao,
perdão
Se eu trabalho é apenas obrigação...
Se eu desabafo, estou com vitimismo...
Se eu me calo eu infarto...
Em certos momentos da minha vida, eu desabafo comigo mesmo, enquanto pego uma estrada sem rumo: queria sumir, fugir da rotina, quebrar paradigmas, explorar mais a beleza do mundo, ficar sozinho pensando na complexidade de um todo limitado há anos de vivência, e na sequência vem uma simples pergunta sussurrado pelo meu inconsciente: O que te impede? E com um choque de realidade, caindo em si, vejo como resposta, EU!
Desabafo.
É Senhor Jesus...
Sempre foi tu...
Te sentir em mim...
Foi a melhor coisa que eu pude sentir...
Quando te conheci...
Comecei a pensar....
Quanto tempo perdido...
Quanto tempo errando...
Quanto tempo perambulando...
Quanto tempo resistindo...
Quantas vezes me vi chorando...
Quantas vezes me vi padecendo...
Padeci sem saber que estava padecendo...
Errei sem saber que estava errando...
Me perdi sem saber voltar onde eu comecei...
Resisti achando que era forte...
Chorei muitas vezes achando que iria solucionar...
Perambulei sem saber que estava perambulando...
E tu...
Oh Jesus...
Sempre me protegendo...
Eu eu...
Sem saber que estava sendo vigiado protegido...
Até onde um coração orgulhoso pode levar um homem...
Até onde um coração de pedra pode derrubar um homem...
Sabe o que eu penso de tudo isso...?
Somos ignorantes sem saber que realmente somos...
Somos prepotentes sem ao menos no notarmos...
Somos um mero grão de areia na praia á vagar...
Somos um copo de vidro em estilhaços no chão jogado...
E ao nos pisarmos...
Machucamos sem saber quem não merecia ser machucados...
Somos uma flecha letal...
Venenosa e afoita...
De arco armado...
Esperando um inocente para sangrar ou matar...
Preciosíssimo é o teu sangue oh Senhor...
Derramou e lavou...
Manchou e mostrou...
Que a Cruz de um...
Deve ser de todos...
Não cabe aqui...
Nem alí...
E nem em outro livro nenhum da vida...
Esse meu desabafo...
Onde tudo começou...?
Eu não sei...!
Para onde vou...?
Muito menos...
Uma poesia bruta ou delicada...
Não satisfará o desejo do meu coração...
Uma inspiração bem elaborada...
Não trará cura para minha alma...
Sabe porque oh Rei Jesus...?
Se eu mutilar todos os mares em minúsculas gotas...
E multiplicar pelas vidas na terra...
Pelas formigas na terra...
E depois com as estrelas do céu...
Jamais terei a resposta da sua pureza...
Puro...
Santo...
Único...
Onipotente decente...
Que os olhos humanos jamais terá acesso...
A tua grandeza...
Singelamente falando...
É muito maior...
Que esse desconhecido universo...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Desabafo
E pela noite escura
Deitado em minha cama,
Sinto meu corpo queimar
Ardendo em labaredas e chama.
Quanto ao espírito?
Cansado da paciência,
De esperar na prisão do tempo
Pelo fim da sufocante carência.
Esta embala os meus sonhos
E neles tecem sem parar,
Os desejos mais intensos
De sentir e tocar.
Cansei de sempre ficar
Sendo um mero observador,
Contemplando os casais
E tentando entender o amor.
Escravo da razão
Que ao meu coração cegou,
Tirando lhe da vista, a emoção
Que este nunca mais contemplou.
Almejo a liberdade
De poder me entregar,
A tão esperada experiência
De alguém poder amar.
Já vejo em minha frente
Pairando sobre o ar,
A Dona, encantadora
Que para mim, está a olhar.
Oh Dona! Como és tão bela
Quanto brilho em seu olhar,
Deles saltam reflexos
Que fazem a mim intimidar.
Teus cabelos, lisos e soltos
Que por seus ombros estão a descer,
Como uma droga, o seus aromas exalam
Fazendo me entorpecer.
E o vestido vermelho?
Te destacando a todo instante,
Te tornando ainda mais bela
Mais até, que um diamante!
Então, a ti faço um apelo
Pode tu me ajudar?
Me envolve, em teus braços
E faça os meus sonhos concretizar.
Assim, que o sentir e o toque
Possa ser apenas um complemento,
Deste cântico de amor
O nosso precioso momento.
Que a conexão de nossas almas
Se resulte nas explicações,
Das batidas frenéticas
De nossos corações.
Faça me sentir sem graça
Renda-me se for preciso,
Com a sua poderosa armadura
O amanhecer do seu sorriso.
Então, que as emoções
À nós, tenhamos compreensão,
Onde para mim o significado
É construído com a carícia de sua mão.
Dona de mim, não esqueça
Do que agora vou te falar,
És o meu sonho duradouro
Que a solidão, me fez um dia elaborar.
#1 Desabafo
Ó palavras que entoais na minha cabeça
Sereis de medo ou de esperança
De força ou de fraqueza
Que triste lamento não terdes consciência
ou definição pura
Que pudesse desenfrear fortes zéfiros
Que abalassem esta vida
Vida obscura, profunda e incompreensível
que me assola todos os dias sem fé.
Será por falta?
Falta de credo ou de doutrina
Falta de feição ou entusiasmo.
De que serve o tempo
Se a esperança morre a cada dia que passa
Sinto-me só e sem ajuste
Como se de unto vivesse a alma.
Quando a alma declara e transpassa a voz do coração
A poesia surge como desabafo de palavras guardadas, encarceradas no meu peito, incapaz de serem pronunciadas pelo timbre da minha voz... Talvez não encontre forças ou até coragem de revela-las nascidas do turbilhão de pensamentos que assolam minha alma, sufocando meus gemidos ou até meus sorrisos. Na escrita permito adentrar meu coração e em todas as emoções que carrego no meu íntimo. Não desejo seu julgamento, só uma leitura atenta para as palavras cativas que liberto ao vento.
SolPorfirio
DESABAFO
Melhor seria, que o dano fosse meu
em vez de ser teu o desencanto.
Não gosto de ver sonhos se apagando.
Não quero ver triste o rosto teu.
Ás vezes sem saída,
e por motivos alheios a nossa vontade,
deixamos que o amor meu e teu
sofra, com a saudade.
Mais uma ausência a se enfrentar,
o nosso eu saberá não se afetar.
O amor, o querer nosso, é muito forte
para ser derrotado, nem mesmo a morte
o conseguirá.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. ACLAC
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
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