Depois

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Pseudo-cura...

A campainha da porta toca insistemente por três vezes. Logo depois, silêncio. Silêncio e um salto alto a ecoar pelo corredor com passos inquietos do outro lado. Ele conhecia aquele andar. Ele conhecia aquele toque de campainha. Ele podia sentir a respiração de quem batia à sua porta àquela hora da noite. E, mais uma vez, antes que seu coração acalmasse, um filme completo passou por sua cabeça, fazendo com que por alguns instantes, pensasse em fingir que não estava ali.


Outra vez a campainha toca. Mais três toques desesperados. Ele ainda hesita em abrir. Sente um frio no estômago, um mal súbito. As mãos suam, tremem, entrelaçam e se desentrelaçam, e ele ainda hesita em abrir a porta. Pensa mais um pouco, dá alguns passos em direção à entrada do apartamento, mas outra vez, recua. Ele não estava preparado para aquele encontro. Era melhor ficar quieto. Era melhor cumprir a promessa de que não mais lhe abriria a porta.

- Por favor, eu sei que você está aí...


Ele não resiste.

E lá estava ela, toda linda, com os mesmos olhos vermelhos de sempre. Frágil, carente, magoada, decidida, arrependida, perdida.

Ele sabia exatamente o que aconteceria poucas horas depois, mas, mesmo assim, a abraçou como se aquele momento fosse o único. Como se nada mais existisse além daquele corpo que implorava carinho, apoio, ternura. Quando a tinha nos braços, não importava o depois. Quando a tinha nos braços, o mundo não existia lá fora. E era exatamente ali que ele passaria toda a vida, se ela quisesse.

Estava frio. Ele oferece um chá.

- De camomila...Ela balbucia. Precisava se acalmar...


Ele prepara o chá, coloca na mesma xícara de sempre, e a serve, admirando como ela continuava linda mesmo estando tão brava. E, assim, enquanto o mundo continuasse a não existir lá fora, ele cuidaria dela, exatamente como todas as outras vezes em que ela batera à sua porta, sempre decidida a não mais se sujeitar àquele amor que a aprisionava, que a sufocava, que a machucava tanto.


O telefone toca. No visor, ele sabe muito bem quem é.

Desespera.

Ela atende, chora, briga, diz palavrões, acalma, ouve, entende, sorri de leve, pede desculpas, diz que ama, que ainda quer, que é o homem da vida dela, que volta, claro que volta, que voltaria sempre...

Desconsolado, ele se senta no sofá. Ela se posiciona ao lado dele, e sem entender o quanto seu coração está cortado, toma-lhe as mãos, beija carinhosamente, agradece pelo apoio, e com um brilho nos olhos, o brilho de quem vai voltar para seu amor, se isenta de qualquer culpa por fazê-lo sofrer mais uma vez.

- Ninguém manda no coração. Se eu pudesse, escolheria me apaixonar por você...


O mesmo filme se repete. Ela vai embora. Ele não a leva à porta. Apenas ouve o som de seu salto alto a ecoar pelo corredor agora com direção certa e definida.

E ele fica ali, a esperar a próxima noite em que ela o procuraria, decidida a não mais se sujeitar àquele amor que o machucava tanto.


A campainha da porta toca insistemente por três vezes. Logo depois, silêncio. Silêncio e um salto alto a ecoar pelo corredor com passos inquietos do outro lado. Ele conhecia aquele andar. Ele conhecia aquele toque de campainha. Ele podia sentir a respiração de quem batia à sua porta àquela hora da noite.

Outra vez o mesmo martírio. Outra vez sentiria a dor e a alegria de tê-la nos braços, de fazê-la dormir, e depois vê-la partir com o olhar apaixonado de sempre, apaixonado por alguém que não era ele.


Ele abre a porta.

Ela não está mais com os costumeiros e lindos olhos vermelhos. Um sorriso largo lhe enfeita o rosto. Na face, a avidez de quem tem uma ótima notícia a contar. No chão, uma mala, ao lado de suas pernas tão bem torneadas.

O coração lhe salta à boca. Seus olhos não acreditam no que vêem. Será que era mesmo isso que estava acontecendo? Será que ela finalmente percebera o quanto ele a amava? Ele, que sempre esteve à sua disposição, que cuidava de suas feridas, que a aceitava incondicionalmente, que se machucava com suas indecisões, mas sempre a acolhia, que várias vezes abrira mão do próprio orgulho, que tantas outras fora criticado, apontado, desrespeitado. Será que agora seria para sempre?

E ela continuava ali, agora com o olhar verdadeiramente apaixonado, brilhante, faiscante! Não estava mais carente. Parecia firme como uma rocha. Não trazia mais o ar arrependido e distante de outrora.

Apressado por um novo desfecho, ele segura a mala nas mãos. Carinhosa, ela sobrepõe as suas às dele. Mas fica inerte à porta do apartamento.


Um a um, ele retira os dedos da mala. Uma lágrima lhe desce dos olhos há pouco tão ávidos por viver de verdade aquele romance. Ele não consegue entender. Dessa vez, não sabe o que está por vir. No fundo, preferia os poucos momentos juntos à incerteza daqueles intermináveis segundos.

Ela continua estática.


- Por que não eu? – enfim, ele conseguiu sussurrar.

- Porque eu encontrei alguém que não me ama mais que a si próprio – respondeu ela, isentando-se de qualquer culpa por fazê-lo sofrer para sempre.


No telefone, um novo nome a chama. Ele sabia que ela não mais voltaria a procurá-lo no meio da noite, de olhos vermelhos, frágil, carente, perdida.

"Recomeçar depois de uma severa dor não é nada fácil. Mais quando Deus toca em nosso coração rochoso. Até deserto virá manancial."


—By Coelhinha

Quanto se é jovem queremos conquista o mundo depois de uma idade a nós mesmo.

Depois de ficar sozinho e enfrentar a si mesmo, ninguém mais te para.

“Planeje seu trabalho antes de construir sua vida.”


3. “Primeiro a base, depois a casa.”


4. “Organize-se, depois aproveite.”


5. “Plante primeiro, colha depois.” 🌱

Às vezes, o recomeço vem depois da fase em que a gente só segura o barco pra não afundar – e isso já é muito.

Poema depois do sábado


Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.


A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.


Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.


Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.


Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.

Depois de uma certa idade queremos apenas estabilidade paz amor.

⁠Nada deixo
pra depois.

Primeiro, você se esconde.
Depois, Deus te apresenta ao mundo

Depois da Noite de Prazer
Helaine Machado
Depois da noite de prazer…
fica o silêncio.
Um silêncio cheio de lembranças,
de toques que ainda vivem na pele,
de respirações que ainda ecoam
no fundo da alma.
Os corpos se afastam,
mas o calor insiste em ficar,
como se cada gesto
se recusasse a ir embora.
Ainda sinto você
no espaço vazio do lençol,
no cheiro que ficou perdido
entre o agora e o que já passou.
Foi mais que pele…
foi entrega,
foi intensidade
que não cabe em palavras.
Mas o depois…
ah, o depois sempre revela.
Revela quem fica,
quem some,
quem transforma o instante
em algo que valeu a pena…
ou só em mais uma lembrança.
E entre o desejo que ainda arde
e o silêncio que responde,
fica a pergunta que ninguém diz:
foi só uma noite…
ou foi você?
Porque o corpo pode até esquecer,
mas quando toca a alma…
nunca é só prazer.
Helaine Machado

Faça agora o que o coração te pede,
não empurre a vida para depois.
O tempo é breve, escorre entre os dedos,
e o amanhã não faz promessas a ninguém.
Se for amar, ame hoje.
Se for falar, fale agora.
Se for recomeçar, dê o primeiro passo…
porque o depois, às vezes, nunca vem.
Helaine machado

Um cafezinho depois de fazer amor…
o silêncio ainda quente entre nós,
lençóis bagunçados contando segredos
que a boca já não precisa repetir.
Teu cheiro ainda mora na minha pele,
teu toque insiste nos meus caminhos,
e enquanto o café esquenta no fogão,
meu corpo relembra o teu com calma.
Helaine machado

No palanque prometendo salvação,
depois somem junto com a corrupção,
terno caro, sorriso de ocasião,
enquanto o povo afunda na inflação.
Brasília vira palco de negociação,
quem devia servir só pensa em eleição,
e o trabalhador pagando cada erro
enquanto eles blindam o próprio império.
A lei parece escrita diferente lá em cima,
pro povo sentença, pros poderosos saída,
processo some, denúncia vira fumaça,
e quem roubou o país ainda dá risada.
Helaine machado

Vamos ver o que acontece na próxima jogada, se a seleção vence ou pega a estrada. Depois vem a desculpa pronta na televisão, que o rival era forte, que faltou condição.
Falaram da lesão, falaram da pressão, que Neymar não rendeu, que faltou inspiração. Mas eu sempre dizia com convicção: Pedro merecia vestir a camisa da seleção.
Enquanto o povo faz churrasco pra comemorar, também tem medo quando sai pra passear. A diversão às vezes termina em aflição, com a violência roubando a celebração.
Mas a emoção ainda não acabou, logo vem a eleição e o povo retornou. Promessas antigas voltam pra televisão, pedindo mais uma vez a confiança da nação.
Helaine machado

Agradeço a Deus por existir o ontem, E também o depois de ontem.
_E eu serei mais forte hoje.
E que eu siga em busca de algo melhor que anteontem...
E não perca o desejo de um amanha.

Depois de uma boa parte da vida trabalhando na área da infraestrutura, acabei percebendo que...
Se alguém não ajudou a planejar e construir o projeto do zero, essa pessoa não será útil na fase de lançamento e apresentação final.


OBS: Isso não é só sobre infraestruturas!

Problemas são ilusões , nosso cerebro adora problemas, se estivessemos no paraiso depois de 2 ou 3 dias já comessariamos a achar problemas..

Depois que eu li "Eu que nunca conheci os homens" me peguei fazendo uma profunda reflexão sobre a razão da minha própria existência e no que eu quero pra mim mesmo e eu tenho ambições tão baixas que fico me perguntando se tudo isso não é só um ciclo repetitivo de dias até a morte.


Tudo que eu queria na minha vida é nunca mais trabalhar e passar meus dias indo tomar um sorvete na praça enquanto eu leio um livro, é só isso... então penso, isso é normal? Alguém querer tão pouco da própria vida? Alguém ser tão recluso como eu? Será que eu não poderia viver minha pobre vida no silêncio de uma página?


Então eu vou envelhecer ou talvez até morrer sem saber como é a tranquilidade de uma vida pacata com os livros, quando eu tiver velho e cheio de doenças, gastando todo meu dinheiro com plano de saúde e remédio, não vou ter como aproveitar do jeito que eu aproveitaria se fosse jovem.


O quão injusto é não termos o direito de desfrutar da nossa juventude? De termos 1 mês no ano pra tentar repor as energias para mais 11 meses ou mais de trabalho ininterrupto, eu não quero trabalhar, não quero acordar cedo, não quero nada disso, eu só quero ficar na minha casa, acordar 10hrs da manhã, tomar café, arrumar a casa, ler, tomar banho, assistir uma serie, ir na biblioteca, ir num restaurante no final de semana, passear na praia, ir no cinema, sem pensar que no dia seguinte eu tenho que voltar pra mesma rotina cansativa.


Eu não sou uma pessoa enérgica, todas minhas relações pessoais são de baixíssima manutenção, eu sou introspectivo, eu sou pacato e caseiro, essa é a vida que eu quero levar.


É impressionante a quantidade de vezes que eu preciso continuar me perguntando qual é o meu propósito na terra, por que estou aqui? Por que preciso fazer o que faço? Tem sentido ainda eu continuar? E por mais que eu insista em dizer pra mim mesmo que o sentido sou eu quem faz, no fim do dia tudo parece vazio, e eu continuo novamente mentindo pra mim mesmo, de novo e de novo, sem nunca conseguir me convencer.


Mas aqui eu estou, vivendo um dia após o outro, aceitando que talvez eu nunca tenha respostas pras minhas perguntas, que vou continuar lendo livros existencialistas e nunca me sentindo satisfeito.


Será que se eu fosse rico eu ainda ia pensar assim? Provavelmente não, mas quem sabe? Tudo que posso fazer é um exercício de imaginação.


Quantas perguntas mais eu preciso me fazer até me dar conta de que não existe porquê faze-las se nunca terei as respostas?


Os livros são o único lugar em que me permito viajar e vivenciar mais vidas e perguntas do que me cabem.

⁠Depois das curvas dos caminhos da vida,
Tem bênçãos.
Quem passou a curva,
Teve força! Teve Fé!
Perseverou, Lutou e conquistou!
E DEUS honrou.