Depois
“Pode durar o tempo que for para você receber de Deus a sua vitória, porém depois que você receber, será o suficiente para vencer por toda sua vida.”
Eu queria saber onde encontrá-los depois da morte, em qual esquina da eternidade seus abraços ainda me esperam. Queria apenas mais um dia, mais vinte e quatro horas para ouvir suas vozes, guardar seus sorrisos e me despedir mais uma vez.
Mas a saudade é esse lugar impossível, onde o amor permanece e o tempo não volta. E, talvez, meu maior desejo seja este: poder escrever sobre vocês sem que a dor escorra pelas palavras, e transformar a saudade em apenas mais uma forma de amar.
Pensei que sabia tudo e não sabia ! Que Entendia rudo, e depois descobri que estava enganada ! Cheguei e quando vi faltava uma milha ! Andei andei andei, e quando cheguei vi que não era o que pensava ! Assim ê! O mundo é grande, e nos somos pequenos, mas podemos ser grandes ,mas saber que não sei, que nos enganamos, que nem todo errado é errado, e que certo pode ser um engano, isto pode nos fortalecer, e nos da mais coragem de seguir, e aprender que não somos nada ! Temos muito a aprender... E quando você perceber que está tudo perdido estará enganado porque a vida é assim nada vale mais que aprender !!! Podemos nos enganar mas jamais desistir de tentar por esté motivo ! Arrisque, e se não der certo comece tudo de novo ! E de novo e..
mais uma vez, quantas vezes forem necessário.... Iara Rosires
Viver sem vida não é viver. A vida vive com vc, então viva até depois do amanhecer, pois, sem viver, vc não está sendo você!
Valorize quem te ama enquanto ela está do seu lado, não espere para valoriza-la depois que ela parti, as oportunidades de fazer-lá feliz é agora, amanhã poder ser a chance de outra pessoa a conquista-lá todos os dias pra mostrar o quanto ela é importante.
Eu: Posso lhe ver amanhã?
Ela: Pode.
Eu: Vai me bater?
Ela: Provavelmente.
Eu: Depois me abraça?
Ela: Talvez.
Eu: Você me ama?
Ela: Eu te odeio!
Eu: Isso também é uma forma de amor.
Ela: Você é idiota.
Eu: Mas sou seu idiota.
A paixão é como a fome. Depois de saciada deixa de existir. O manjar dos Deuses tão cobiçado e apetecido, entra vertiginosamente num marasmo. Aquilo que era necessário e encantava, não importa mais.
Entre Duas Marés
Há caminhos que se fecham
muito depois de termos partido.
Ficam a respirar atrás de nós,
como portas que não sabem aceitar o silêncio.
Tu voltaste quando eu já era
memória dobrada dentro de mim,
um eco que a vida tentou apagar
mas que insistia em pulsar
como uma luz antiga de farol
a procurar um barco que já não volta.
E eu, que tantas vezes te esperei,
aprendi a caminhar com os pés feridos,
aprendi a ser terra firme
depois de ser tempestade.
Mas quando disseste “volta”,
o tempo abriu-se como um rio dividido.
Toquei-te ainda, como quem toca
uma fotografia viva,
mas o meu destino já tinha nome,
e a minha palavra já tinha dono.
Ainda assim, há noites
em que o teu nome sobe à superfície,
como uma ilha perdida
que o mar insiste em mostrar.
Não é arrependimento.
É apenas o coração a lembrar
que algumas histórias,
mesmo quando acabam,
continuam a respirar dentro de nós
como marés que não sabem
deixar de voltar.
O verbo insistir, depois de conjugado em todos os modos, vai paulatinamente sendo metamorfoseado até ser concretizado no substantivo masculino desejo.
Arrisque mais agora, para não ter de corrigir depois; não aguarde convites, produza o acontecimento.
Depois de tanta tempestade e noites em claro, o nosso sol finalmente voltou a brilhar. Vencer as batalhas do dia a dia ao seu lado é a minha maior conquista. Você é a luz que não me deixa perder o rumo, meu anjo em forma de companhia. Se o universo conspirou para a gente chegar até aqui, é porque o nosso amor é inabalável. Obrigado por ser o meu amanhecer, mesmo quando o mundo insistia em ser escuridão.
DeBrunoParaCarla
Eu não sei explicar o que você fez em mim,
só sei que depois de você, tudo mudou de lugar.
O mundo continua o mesmo, mas eu não…
porque em algum ponto do caminho,
meu coração decidiu ficar exatamente onde você está.
DeBrunoParaCarla
Ela grita, eu xingo…ela é ele e ele sempre morou nela, mesmo sem saber como era.
Depois começou a dirigir como eu,
mesmo dizendo que eu corria demais.
No fim, ninguém percebeu quando deixou de ser imitação…e virou a mesma coisa.
DeBrunoParaCarla
Teve o Bob… foi o primeiro. Depois veio o Baby. Aí chegou ela, a lindeza.
E aquela da bolsinha veio logo depois.
Quando a gente parou pra contar, já eram 30. Trinta ursos conquistados nas máquinas, espalhados pelas cidades do Rio de Janeiro. E não foi por falta de dinheiro
nem por falta de vontade que a gente parou. Foi outra coisa. Algo que escapa. Amor… tem. Amor… não tem.
Ou talvez tenha, mas a gente nunca conseguiu encontrar direito
Tem até nome…mas ainda não foi feito.
DeBrunoParaCarla
Nenhuma ideia é julgada nos primeiros cinco minutos, primeiro ela é compreendida, depois é lapidada. Só então decidimos se vale a pena.
Angela Monteiro
Depois da tempesdade vem a bonança
O céu em plantos lagrimejantes
Se desmancha, inconsolado
Por não saber brincar com as palavras.
Entristecido por não adquirir o
Dom sagrado e sagramentado da
Mágia que tráz rima e poesia,
Que torna o planto em alegria.
Nebluroso se torna as
Suas nuvens brancas de serenidade,
Em cinzentas atormentadas por
Um passado frio e doloroso.
Depois de se desaguar suas lágrimas
Sobre toda a terra, um feixe de sol
Surge atravez de suas nuvens,
Clareando o teu espirito inspirador.
Então o céu contempla o renascimento
Das plantas, o refrigério que as suas lagrimas, muitas das vezes, faz
plainar sobre a face da terra.
Neste momento, o céu se dar
Conta, de sua inigualavél beleza,
Do seu tom de azul, que serve de inspiração para esses tais mortais.
Então, ele volta a se alegrar, trazendo
Claridade aos nossos corações,
Alendo as almas e bonança ao espirito.
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
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