Depois

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Se você desistir hoje e, depois amanhã... Essa será a história da sua vida... incompleta e cheia de recomeços. E nada poderá mudar quando contar aos seus filhos.

POESIA:
A ALMA DO AMOR.
BY: Harley Kernner


Eu aprendi a amar
depois que entendi
que minha alma é superior ao meu coração.
O coração é vital, sim,
e é visto, é carne.
Mas a alma,
nunca aparece aos nossos olhos,
mas sentimos sua presença e sua eternidade.
O amor verdadeiro
nasce na inocência da alma.
Ela é independente do que o coração sente.
A alma não precisa dos dedos do corpo
para acariciar o rosto de sua alma gêmea.
O coração copia as poesias
que minha alma escreve.
Ele é até elogiado,
e alguém diz: "Que coração romântico".
Mas, na verdade,
sem a alma,
o coração é um eterno analfabeto,
ignorante para descrever o que é o Amor.
O coração beija na face,
faz barulho,
denuncia suas próprias emoções.
Mas a alma,
ama em segredo,
e beija em um profundo silêncio
sua alma gêmea.
Ambas trocam suas essências,
como a Lua e o Sol,
que dificilmente se encontram,
mas são fiéis em seus laços de amor.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular

“Nunca diga nunca para nada.
O nunca nunca sabe o que vem depois.”

E depois do tererê
A gente vai se amar ai, ai, ai
E depois do tererê
A gente vai se amar em humaitá

Você, amorzinho.
Eu te amo, você pra mim é como um banho depois de um dia cansativo.
Você é como olhar pro céu a noite, a noite calma com o vento gelado e tranquilo.
Como ficar debaixo de uma cachoeira, apenas sentindo o cair da água.
Tudo bem, Tudo bem, essa ultima não foi tão romântica.
O que eu quero dizer é que: Eu te amo, meu docinho de coco.
Palavras nem fazem mais sentido, pelo menos não quando se trata do meu amor por ti.
Eu poderia escrever sobre como pinguins são toscos, e eles realmente são.
Ou como os tubaroes são injustiçados, e muitas outras coisas.
Poderia escrever, e escrever, e escrever, porém chegaria a mesma frase do começo.
Eu te amo, eu te amo desse tantão aqui o ∞(infinito)

Pastores prometem o paraíso depois da morte, enquanto vivem o deles aqui na Terra às custas do dinheiro e dos corpos dos fiéis.

O deus cristão, se achando moralmente superior, afogou toda a humanidade; séculos depois, o nazi-fascismo veio e copiou a ideia bíblica.

Conservadores protegem a vida até o parto; depois disso, imigrantes, pobres e marginalizados ficam por conta da própria sorte.

A religião a transforma culpa em virtude e depois cobra para aliviar a culpa que ela mesma inventou.

Deus criou o livre-arbítrio e depois passou milênios reclamando do resultado.

Se deus existe, claramente abandonou o projeto depois da versão beta.

A morte de Jesus foi um reembolso que ele pegou de volta três dias depois. Se os pecados voltaram com ele, a crucificação foi só uma sesta de fim de semana. Ele teria feito um favor à humanidade se tivesse permanecido na tumba.

"As lágrimas são como a chuva sobre a terra cansada: depois delas, algo invisível começa a florescer."

"Primeiro começar. Depois continuar. E prosseguir. E não parar - até chegar."


(Fabi Braga, 08/09/2025)

A culpa é a punição que continua mesmo depois que o carrasco vai embora.

O livre-arbítrio é a piada mais refinada do criador: ele te dá a corda e depois finge surpresa quando você decide se enforcar.

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (BOLEIA DA 1313)


Depois de haver nascido na boleia da 1313 e ter meus primeiros dias dentro dela vívido, fiquei uns tempos distante, pois meu pai, Zé Volante, uma viagem longa havia conseguido.
Quando ele retornou, eu já estava um pouco crescido. Lembro-me bem do ronco do motor e da buzina, que era aquele estampido. Meu pai chegou, saí correndo aos gritos, abracei meu velho e fiquei admirando sorridente a Mercedinha, meu caminhão magnífico.
Saltos de felicidade de longe eram vistos, atraindo as atenções de familiares e amigos. Logo todos entenderam que Zé Volante chegou, e a 1313 tá consigo. Minha mãe chegou e juntou seu abraço comigo. Pegamos o velho pelos braços e levamos para casa, seu segundo abrigo.
As histórias de viagem ainda hoje trago comigo, pois me lembro até das caronas que ele dava aos amigos. Passando por Ilhéus, quem pegou carona foi Jorge Amado, porque estava apressado para o lançamento do livro “Gabriela, Cravo e Canela”.
Um dia, logo no amanhecer, para mim foi inesquecível. Meu pai me chamou para viajar dentro da boleia daquele caminhão incrível. Eram tantos detalhes: luzes, painéis, botões, chaves, alavancas, volante e a visão do motorista, nada passou despercebido.
Fiquei abestalhado de tanta alegria, querendo tudo conhecer, e muita euforia envolvia o meu ser. Eram tantas perguntas que mal completava uma, e a outra já queria saber. Fui viajando num imaginário de tantas viagens.
As paisagens, cidades e amigos compõem a felicidade que um dia iria conhecer. Essa minha primeira viagem me deu a certeza de que um bom motorista eu queria ser. E, em breve, junto com a 1313 tudo isso eu irei viver.

No começo, Deus era Ele mesmo. Depois, o dinheiro virou Deus. Hoje, Deus é a tecnologia.

O vazio não é sempre falta,
muitas vezes é o espaço que a vida cria depois do excesso,
para que a alma retire os entulhos do que a sufocava,
reaprenda a ouvir a própria essência em silêncio,
e descubra que recomeços nascem primeiro dentro do nada.

O tempo não negocia.


A gente sempre fantasia que depois faz:


depois descansa,
depois viaja,
depois ama,
depois muda,
depois cuida de si,
depois realiza.


Só que o “depois” não vem com contrato assinado.