Defendo meus Amigos
"Absorve todos os meus pensamentos, ela é tão linda! No fundo dos meus olhos, perto dela, nenhum medo. E se eclode algum, já suspeito: é VENUSTRAFOBIA. Eita, que mulher! Eu me quedo. Ela judia.
Não guento. Gamo. Pia, ela arrepia! E eu amo."
(06/02/2017)
"Dos tecidos dos meus sonhos mais bonitos, ela é feita. Perfeita veste, que cobre minha epiderme e me protege da solidão medonha na noite fria."
(24/05/2018)
Por Semear -
Aqui estou!
Tombado e inútil
ao relento dos meus dias ...
Perdido e vazio
sobre as águas da vida
às margens de um rio
que o destino me deu!
Estou seco! Sem nada!
Não tenho sequer
o abraço de um silencio
ou o beijo d'uma esperança ...
Eu sou esse Porto por achar,
essa vida por viver,
essa terra por semear!
Olhos de Silêncio -
Nos meus olhos de silencio
há dois ecos de saudade
dois martírios consagrados
pelo peso da idade ...
Nos meus dedos levo a culpa
dos amores que não toquei
e se a culpa me matasse,
estava morto, eu bem sei ...
E porque fomos mal-amados,
nunca fomos bons amores,
só Poetas ilibados ...
Mas "ser Poeta é ser mais alto!"
É ser dono das minhas dores
quando aos versos nunca falto!
Vocês meus caros, não me escutam!
Teem medo de me ouvir, e mudar sua ideia e ideal.
Não, meus caros, apenas escute, e remova somente de nosso diálogo
o ineficaz o involutivo.
Porém, tenha mente firme.
...é ela que nos norteia!
Um Pouco de mim -
Minha vida nunca foi um mar de rosas
onde o rio dos meus cansaços pudesse desaguar,
mas sim, um vendaval de ondas furiosas,
onde, no mar alto, só vi sonhos naufragar!
E nunca estive à mesa onde se come,
nunca fui capaz de ter ou dar amor,
nunca fui à cama onde se dorme,
nem senti o balsamo de uma flor!
Que inferno colossal o destino me entregou!
Pobre vagabundo com roupas de jasmim
que alicerça nos poemas a revolta que o gerou ...
E levo aos ombros o peso desse desdém ...
Nos versos d'Alguém, há sempre um pouco de mim,
pois o que sou e não sou, tantos foram também!
Pedido de Amor -
Dá-me os teus olhos profundos
que eu dou-te os meus em troca
como os teus não tem o mundo
nem mesmo um santo de roca.
Quando estamos separados
passa a vida, passa o tempo
e meus olhos magoados
duas pombas ao relento.
E deixa tudo se apagar
até meus sonhos vencidos
lá dentro do teu olhar
estão os meus olhos perdidos.
Quando um dia eu partir
não me chores por favor
ter vivido sem sorrir
já bem basta meu amor.
Sem resposta -
Porque trago um coração
com vontade de parar?!
Porque trago a solidão
dos meus dedos a pingar?!
Porque trago no destino
tantos fados p'ra cantar?!
Tantas pedras no caminho
como dores p'ra chorar?!
Porque sinto esta agonia
como sendo o próprio frio?!
Esta noite que é meu dia
nas margens do vazio?!
Estou cansado de estar só
d'ir aos tombos pela vida
digo adeus calando a voz
só me resta a despedida!
Meu silêncio é um grito de socorro
Minhas lágrimas são solidão
Meus sonhos são feitos de espinhos
Minha realidade é só escuridão.
Me tornei folha ao vento,
sem rumo e sem destino.
Que desatino - de homem a menino
No endereço de todos os perdidos:
Avenida dos Desesperados,
número zero à esquerda.
Uma vez num sonho..
Você sorri como nunca, um belo sorriso que faz meus olhos brilharam..
Em seus lábios se forma um lindo riso, eu apenas o imploro para não parar.. tão belo.
Querido, continue me encantando, cada vez mais me encontro hipnotizada por você.. pelo seu jeito, por teus belos lábios.
Prestes a me ajoelhar diante destes olhos, que me fazem pecar tanto. Que me penetram.. que enxergam através da minha alma.
Revivê-lo-ei na memória dos meus queridos, dá-lo-ei o melhor de mim, diante dessas vicissitudes, de modo que caiam as sementes da minha jornada em terra fértil!
Mãe
Hoje me encontro na escuridão dos meus pensamentos, na solidão do seu abraço e na esperança de um sonho com você, queria poder por uma última vez, sentir seu cheiro e ouvir sua voz, poder deitar minha cabeça no seu colo e sentir você mexer no meu cabelo, queria poder falar que te amo e ter um retorno, poder te ligar e te contar como foi meu dia, pedir conselhos, queria poder chorar pra você, por não ter mais você. Está sendo muito difícil, uma dor, um vazio sem fim, tem dias que pareço não conseguir suportar, queria ter o dom de voltar no tempo e te pedir perdão !
Perdão pela demora de responder suas mensagens e perdão por não passar mais tempo com você.
Mãe te falava que meu amor por você é além da vida, além de todas as vidas que venha ter e hoje vejo que é exatamente isso!
Peço que esteja nos braços de Deus e que agora possa sentir sua alma em paz.
Te amo minha bichinha, te amarei para sempre.
Quando lhe perdi!?
Quando os meus beijos perderam o sabor pra você?
Quando lhe perdi?
Quando os meus toques perderam o encanto?
Quando lhe perdi!?
Quando os seus olhos pararam de brilhar ao olhar nos meus?
Quando lhe perdi?
Quando passou a está tão longe, mesmo tão perto?
Quando lhe perdi!?
Quando a minha chegada passou a não mais valer a pena à sua espera?
Quando lhe perdi?
Seu olhar me encarava de visão e cabelos bagunçados. Meus dedos de faces molhados enquanto nós nos conectavamos sem nem voz ser de ouvido pronunciado. Aquilo era lugar de estado? Era, era um balcão de bar. Cabelos a dançar e um belo drink de dedos molhados, porém eram nossos olhos que de conexão trasavam.
AS MÃOS DE MEU PAI
As mãos de meu pai possuem calos e visíveis veias.
Mãos que seguraram meus braços, mãos de quem guerreia.
Que doem com os machucados da enxada, da picareta, de capinar terrenos.
De orar por provisão, de chorar quando só Deus estava vendo.
A vizinha se desesperou, matou os filhos e se suicidou, todos tomaram veneno.
Há coisas que nunca me contou, mas muito sofrimento aquele olho já viu.
Corajosas, aquelas mãos construindo a casa, chegou o inverno e a casa caiu.
Frustradas outrora, quando nada tinha para tomar café.
Faltou pão, faltou água e até eletricidade, não faltou a fé.
Nadavam em direção ao barco, para buscar o sustento no mar.
Câimbras musculares, língua embolada tentando gritar.
Socorro! Um barco, dois jovens aparecem e acodem.
Lágrimas e risos de alegria pela vida poupada eclodem.
Aqueles calos acompanhando um olhar para baixo de insatisfação.
O palito de dente, partido em milhões de pedaços, esmagado na mão.
Potente, resistente e exemplar. Um guia, um líder, um norte para imitar.
Foi o resultado, o produto de um labor daquela mão a sangrar.
No remo, na pá, no tijolo e cimento, buraco cavado, é mais um pilar.
Agora não é só início de derrame, braços formigando, joelho a cambalear.
É a guerra dos anos, afetando a rótula, o sangue, mas nunca o sorriso.
Pronto, soldado, amigo, professor se for preciso.
Voa sentado, andando, em minha mente vem me abraçar correndo, assim como o cavalo galopa.
As mãos de meu pai, criaram gaivotas, que voaram do Brasil, tiveram filhotes na Europa.
Lá dói a saudade, onde beira o frio que congela o rio e embranquece a montanha.
Conto para todo mundo, que lá no norte tem sol e praia, boa comida e peixe assado na banha.
E também tenho amigos, parentes, gente feliz, adultos e crianças.
Mas as mãos de meu pai, que me fazem tanta falta, é a minha maior lembrança.
Sergio Junior
Em meus sonhos, não vi mais a israelense, mas eu estava num quintal, de certo modo. A conversa era com uma ruiva de cabelos encaracolados, que iam até os ombros. Eu dizia:
-Nossos sobrenomes não se dão bem, como nossas famílias.
Havia numa parede, várias flores. Peguei uma delas, e a pus em seus cabelos. Segurando a sua nuca, à beijei. Depois disso, tudo desapareceu.
