Defendo meus Amigos
Viver, amar, chorar, sorrir e ser feliz... esses são meus limites, muitas vezes sou mais emoção do que razão.
"sepultei meu passado, num vale de lagrimas
Voei com meus sonhos nas asas do ar!
Caminhei pelo escuro, sem medo dos monstros
E ainda assim não pude te amar!
Um dos meus melhores acertos foi sempre acreditar. Sim, acreditar. Na vida, nos meus sonhos, em mim, em dias bonitos, em finais felizes, em contos de fadas, em anjos, em tudo que faz o meu coração acalmar.
LEMBRANÇAS DUM HOSPITAL - SEMPRE HÁ DUAS OPÇÕES
Os meus dias, hoje, transcorrem calmamente, aliás calmos demais para o meu gosto, é que ao longo da minha vida meus dias sempre foram agitados mesmo durante períodos que estava envolvido com paraísos terrenos onde a figura a imaginar está sempre relacionada a coqueiros, praia, rede, sombra e água fresca, sim, é claro que tive de tudo isso um pouco mais também passei fome e dormi em praças de grandes cidades. Eu nasci definitivamente para a aventura e sempre fui aventureiro correndo o risco implícito em si.
Neste momento me deu para imaginar em alguma suposta inquietação por parte de quem está lendo pensando “Qual será a relação de tudo isso com as lembranças de algum hospital?”.
Acho que tudo ser humano devia fazer algo semelhante alguma vez na vida, infelizmente isso não é possível para todos e aí já posso falar de alguma dádiva da vida para comigo, uma das tantas já que considero que tive uma vida abençoada com alguns tombos é claro mais isso acontece não porque seja normal, como a grande maioria diria, senão por falta de medo e muita impetuosidade, existem aquelas pessoas que vivem com uma agenda embaixo do braço com todos seus passos devidamente anotados até o horário de ir para o banheiro, nunca consegui ser assim e olha que até ganhei agendas que guardei carinhosamente ou perdi na primeira saída.
Sempre achei engraçado o jeito que viajei por primeira vez e a primeira vez que saí da minha terra natal. Aqueles dias eram maquiadamente perfeitos e organizados, levava uma vida mais ou menos santa já que ia sempre na igreja e até tinha uma noiva que se chamava Marta, ela era linda de olhos verdes e dentes expostos constantemente pois era muito simpática e faladeira. Todos os dias, depois do serviço, ia pegá-la e juntos finalizávamos mais uma jornada de labuta caminhando juntos até o ponto de ônibus rumo da casa dela onde sempre nos esperavam seus pais para jantar, todos juntos tipo família feliz, depois do jantar beijos hollibudianos na porta e assim iam se sucedendo os dias na mais perfeita harmonia. Um dia convidei Marta para ir à minha igreja numa reunião de sábado, dos jovens, e foi assim, sempre após da reunião nos reuníamos num salão adjunto e realizávamos uma reunião de confraternização onde comíamos salgadinhos, alguém tocava violão, jogávamos ping-pong... e, é claro que no meio de tanta felicidade esquecemos-nos do horário de retorno e quando chegamos, não exageradamente atrasados, o escândalo, por parte do pai, esperava atrás da porta ao que Marta se viu obrigada a me entregar o passaporte e as alianças pela janela.
O normal seria ficar triste e arrasado, no meu caso foi diferente, fui embora pra casa e no dia seguinte fui para o serviço e pedi as minhas contas, depois fui para uma agencia de viagens e comprei uma passagem para Uruguay, mais precisamente até Carmelo, uma viagem que sempre tinha sonhado, de Chalana pelo delta argentino no meio a uma natureza exuberante, algo realmente parecido com um sonho ou cartão postal.
Quando retornei em casa me esperavam Marta e a sua senhora mãe, era para pedir desculpas e reatar o noivado ao que disse que iria viajar e não sabia quando voltava pois, iria percorrer toda Latino América pelo período de um ano aproximadamente, a cara de ambas, inclusive da minha mãe que não sabia de nada, não foi das melhores.
Até hoje acho que não fui muito justo, e grato é claro, de não visitar o pai da Marta e agradecer o favor imenso que me prestou entregando as chaves da liberdade do cativeiro ao qual não sabia que estava enclausurado.
Aqueles dias de Buenos Aires não foram fáceis de ser suportados, época de repressão política que mesmo não estando envolvido com partido algum, o fato de usar cabelo cumprido era suficiente para que cada vez que saia a passear num final de semana, quando a viatura olhava para mim, me pediam os documentos e me hospedavam até a próxima segunda feira como convidado especial da delegacia policial. Nunca consegui digerir bem essa situação.
“Como irei sentir-me no dia do juízo final se passarem diante de meus olhos todas as oportunidades que perdi, e ficar provado que minhas desculpas não foram mais que meros disfarces para meu orgulho e acovardamento?”
AMOR DORMENTE
Só pra mim o vento entregou!
Nele quando observei senti meus cabelos balançarem,
foi um susto só!
Mas quando tudo se acalmou vi olhos tristes eram os meus,
pois ao cessar da ventania que em mim provoca
percebi você não está aqui!
E nesse segundo o nosso passado se faz presente,
e num ardente amor que esteve dormente,
agora incendeia minha alma!
Se você me faltar o ar nunca esteve presente,
no vácuo fico a espera do seu suspiro,
suspiro que vem com seu beijo quente e molhado!
Me ressuscito com esse seu amor!
Persistência
São meus os sonhos que alimento de luz,
Entretanto, acabo por descobri-los em outros seres
Sedentos de encantos.
O que respiro o que pratico a fonte no qual me deleito
E me banho.
Esferas distantes, águas mornas de todos os rios
A constituírem histórias dos humanos...
Minhas arestas ferem-me tanto quanto feriram tantos outros.
Minha vida escancarada sorria, chorava,
Esvaía-se num canto de outras vidas.
Dentro do meu destino, em todas as esquinas,
Fui ascendendo velas, jogando poeira, escrevendo nas pedras,
Decorando os caminhos para não me perder.
Assim, fui desaparecendo em mim!
Ainda assim, a luz que alimenta os sonhos meus
Chamuscava, raleada, rompeu o breu, guiando-me
Até aqui.
Hora fresta, hora flash, porém, luz a clarear meu caminho.
E pude trazer comigo outros tantos como eu!
Sei do meu fardo, minhas feras, meus pecados, meus pontos fracos.
Minha humanidade se delata réu confesso, improviso uma desculpa,
Mas, não convenço. Eu não escapo.
Basta um olhar...
Um riso assim de canto de lábios,
Ah! Sua boca...
Um conflito de emoções
Eva do meu Paraíso
Nesse momento de tentação explícita,
Luto e me detenho... Um sobrevivente no Saara.
Minha alma em chamas!
Então, olho novamente para a boca que me chama
Amor: vamos para cama?
E adivinha...
Amanhã serão umas cem Aves Marias
Márcia Morelli
06/10/2009
Sou professora da minha vida...escrevo a minha própria história... viajo nos meus sonhos...respeito meus limites...amo quem me ama...não sou escrava da beleza e nem de nada...sou apenas uma mulher com ideias que...além ver que nada é perfeito...gosta da vida e nela vive para amar...meu caminho eu tracei...dele eu fiz o meu lazer...viverei sempre como se fosse o último dia...pois a vida é isso...ela também quer ser vivida.
Eu não sou poeta muito menos escritora, eu apenas expresso meus sentimentos, porque fica tudo guardado aqui, eu não digo pra ninguém, chega uma hora que pra mim não me sufocar com os meus próprios sentimentos, eu começo a escrever.
Eu não enchergo nenhuma criticas como ofença, através delas eu posso corrigir todos os meus erros e defeitos, para obter uma vida melhor.
Hoje acordei,
te olhei
meus pensamentos voei
em algum alugar cheguei
mas não a encontrei.
Por você esperei,
você não veio
havia marcado
foi ontem antes de se esconder quando
viu que ainda esta em pé te procurando.
Pra mim foi um recado?,
sim ! foi sua ação tem uma reação
esta na qual percebi que tens é medo
de se defrontar com sua realidade
ter alguém que a faça feliz de verdade.
Neste âmbito entendo que,
não foi feita pra mim sim pra ele
pra quem não me interessa
ama-la vivenciar juntos na vida
esta sem compromisso com ela de nenhuma forma
só de amar se entregar um ao outro de corpo e alma.
