Defendo meus Amigos
Eu creio que os sonhos de Deus com certeza são maiores que os meus, e sua vontade é "boa, agradável e perfeita"...
IRONIA
Dia abafado, o calor faz-me suar pelas têmporas e sentir meu corpo e meus braços úmidos, como se pequenas gotículas de água o cobrissem. Não há Sol, está nublado, mas a claridade ainda assim machuca meus olhos que acordaram há menos de duas horas e tanto, por isso estou de óculos escuros e com os vidros do carro abertos. O trânsito não está muito barulhento. Paro naquela esquina, no farol. Na padaria de esquina há um mendigo quase deitado, recostado sobre a parede branca, um velho imundo, barba grande que está brigando com seu chinelo rosa. No meio da discussão recosta a cabeça na parede e fecha os olhos, que estavam há todo tempo estavam semiabertos. Não sei se é a bebedeira, a ressaca ou o peso da vida.
Neste exato momento, ao seu lado, pela porta da padaria desce aquela velha senhora na pequena rampinha, amparada pela sua neta. Elegante batom vermelho nos lábios, blusa branca de mangas longas, uma calça meio social, sapatos baixos, colar de ouro no pescoço e alguns anéis do mesmo metal nas mãos. Exibe com orgulho sua cabeça totalmente careca e carrega em um dos braços uma sacolinha.
A sacolinha cai e a latinha de Coca-Cola sai rolando pela rampinha, acompanhada pelo grito de surpresa da senhora e parando despretensiosamente no meio da calçada, entre a velhinha e o mendigo. Este, abre bem o olho até que fique novamente semicerrado e fixa-se na latinha. A senhora também e, com ajuda da neta acelera o passo para pegá-la. O mendigo se inclina cambaleante em direção a sacolinha também, mas não tem muita força, nem velocidade para alcança-las. Neste exato momento os olhares se cruzam, velhinha e mendigo. Ficam assim por alguns segundos. Segundos que parecem eternos. Olhos cansados, velhos, que já viram e passaram muita coisa em todos esses anos, mas, os olhares, não são de afronta, são de mútuo respeito.
A neta daquela senhora pega o saquinho e a latinha e guia o braço da velha para o sentido oposto ao do mendigo. Os olhares se descruzam e perdem a atenção. Um com saúde e sem dinheiro, o outro com dinheiro e sem saúde. Cada um segue sua vida, no sentido oposto. O momento é ordinário, o dia é comum; mas cada um segue o seu rumo, pensando que daria de tudo na vida para ter, em apenas um momento, o que o outro tem.
Volta logo pra mim, amor meu, se jogue em meus braços e me refaça. Dê-me a vida novamente. Beije-me! Abraça-me! Usa-me! Espante de mim tamanha solidão.
A MANSÃO DE MEUS TRAUMAS
Olho para a mansão que eu construí.
Vejo a floresta encantada que destruí.
Muros tão alto que acho que é um castelo,
Cravos e pregos tão fixados em todo canto pelo martelo.
Tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
As portas externas não trazem nada para dentro,
As portas internas não deixa nada daqui partir,
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Têm candelabros dourados que foram feitos de alianças.
Têm crucifixos nos cantos para as minhas esperanças.
Parede com hera porque a pintura sumiu.
Porta com cupim, pois a vida e mais importante que a madeira morta,
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Sou fantasma em minha mansão empoeirada.
Vejo sombras de um passado que não escolhi;
Escolha as quais eu nuca fiz.
Uma maldita genética que me acoita a todo instante.
Quebrei a mobília! Desliguei a televisão.
Choro nos cantos! Sonho com você.
Sonho em fugir pelo calabouço! Minha armadura enferrujou.
Minha espada quebrou! As paredes vão além da visão.
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Criei tantas passagens que a mansão virou um labirinto,
Com direito a criaturas mitológicas,
Que estraçalham a minha alma com fome de vida,
Querendo o meu sangue, pois ele ainda lembra-se de você.
Lembra-se do “você” que é bom.
Lembra-se do “você” que eu quero esquecer.
São mais que um “você”!
“Você” virou macha no assoalho,
Como macha na menarca na calcinha de renda,
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Na minha mansão há porões empoeirados,
Neles não há ratos e nem baratas,
Há o pior de tudo, há o silencio da solidão.
Há um sótão da escola velha e da escada de madeira.
Há o gordo louco babão que assombra os sonhos das crianças,
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Na mansão dos meus traumas às vezes acho caixas e enfeitadas;
São bibelôs ganhos na infância perdida,
É uma estória contada com sotaque perdido,
O fogão alimentado pela lenha que chispa,
Mas dos presentes que mais gosto esta você.
Você que é trauma pela minha sina, mas que me fez viver.
Você que está em toda a mansão dando a esperança de fugir
Pena que carrego o maldito genoma errado e choro,
Mas tem lugares que não há teto, pois sonho daqui fugir.
Andre Zanarella 25-01-2012
Eu não diria jamais que sou gorda, porque são seus olhos que me veem assim, os meus só me desejam, e se eu deixar eles me pedem em casamento.
Sou assim como o céu, minha mente sem limites para voos, meus sonhos pairam no ar, desejos eu realizo, o tempo conspira a meu favor e me joga onde eu sempre quero, '' nos braços da vida''
“Lagrimas, adiantarão de alguma cosia? Não.
Acho que é por isso que elas não vêm aos meus olhos
Se elas fizessem o tempo voltar, se alterassem minhas atitudes,
Mais fácil seria, e não precisaria delas”
Sou meus heterônimos, um amontoado de seres desprezíveis e belos. Sou a criança que sorri e o velho que rabuja. Algumas partes de mim são alcoolizadas, outras são bem sensatas. Algumas partes de mim não sou eu, são partes. Se tiver que falar de mim, então cite todas elas.
QUE TE PODIAM SACIAR
Nem de perto nem de longe, juntando todos os meus sonhos vivi momentos assim, e te-la, sabendo que tu apreciavas em mim dotes que te podiam saciar, fizeram daqueles momentos, ... inesquecíveis.
A minha força de vontade é loucura para meus inimigos, e os meus inimigos são a fonte da minha motivação.
Nesse parque de diversoes chamado VIDA, meus sentimentos mostram-se semelhantes a uma montanha-russa. Na subida, lentamente, a ansiedade toma conta do meu corpo que precisa e quer saber o que tem quando chegar ao topo. Na descida, velozmente, o medo domina, fico assustada e me pergunto se vou conseguir enfrentar as quedas tao certas. Nas curvas, sinto a responsabilidade de decidir e fazer escolhas, e tenho a consciencia nesse aspecto da VIDA que uma falha, um minimo desvio, pode fazer com que eu pegue o caminho errado.
O encontro com desafios 'e precioso, afim de que possamos nos tornar pessoas mais fortes e corajosas, prontas para enfrentar a ascensao, a decadencia e as voltas da nossa existencia.
Não, eu não tenho uma vida cor-de-rosa, extremamente organizada e perfeitinha. Tenho meus dias de cinza e com tudo fora lugar, mas a força de dentro é maior; muito maior do que qualquer coisa ruim que aqui queira criar raiz.
Que saudade do calor do teu corpo nu junto ao meu, do brilho dos teus olhos que iluminam os meus caminhos e não me deixa se perder...
...Descobri que o modo de estar com voce será apenas nos meus pensamentos, lembranças e na saudade infinita que se desmancha em lagrimas toda vez que me lembro do quao bom era a sensaçao de te fazer feliz...
Tortura
Tortura é sentir o aroma quando o teu vento privado percorre me rosto.
Meus pêlos se arrebitam ao sentir o frio toque da tua essência própria.
Todos os meus sonhos se transformam em sonoros gritos, cortantes na minha cabeça.
O meu pulso saltita e meu coração bobeia o pouco fluido que ainda lhe resta.
Tortura é absorver o glamour da minha paixão por ti que contagia tudo em redor.
Felicidade ilusória de prazer e hormonas que me levam a querer virar pó.
Não sou como as fénix, não me levanto das cinzas que caíram de mim.
Só tu me podes incendiar e apagar ao mesmo tempo, com um simples olhar.
