Decifrar
Eu sou um livro de enigmas do qual exige muito do ócio das pessoas para tentarem me decifrar. Eu sou o perigo em noites de lua cheia e o anônimo que vaga por ruas desertas. Eu sou a contradição, sou a revolta escondida dentro de um coração partido. Porém, admito que já tive vida, já tive brilho, mais de que vale tudo isso se não para ser desperdiçado com pessoas inúteis? Eis um pequeno detalhe a meu respeito; eu não sei me explicar. Eu me privo de desejos que possam me arrancar um sorriso, eu me previno de decepções. Olhe bem para os meus olhos ao me julgar, pois você enxergará seu reflexo e verá a quem realmente está julgando.
A música tocava a uma distância difícil de decifrar. O rádio jaz esquecido, e o volume das suas notas jaz desprezado. O vazio e escuro espaço se fez sentir, e o nervosismo juvenil invadiu os dois corpos que ali estavam dividindo lembranças de um momento que já experimentaram. Provaram dos beijos quando estavam longe, provaram dos beijos na proximidade de uma sensação, provaram dos beijos na estampa de uma novidade, provaram as duas bocas enquanto o corpo estava são. Viveram a intensa forma da reciprocidade.
Eu te olho. E tento decifrar tudo que você quer me dizer. É, eu seu que na maioria das vezes eu sou paranoica e louca, mas fazer o quê, se sou assim. Só sei que quando te tenho por perto minhas palavras fogem, você me tira a voz.
Fonte de Prazer
Na entrega do teu olhar
Em teu sorriso fácil de decifrar
Descubro-me novamente
Reinvento-me outra vez
Varias maneiras de se fazer
O que o corpo, a pele, o suor do nosso corpo pede
Saciar-me da sua fonte inesgotável de prazer
Revigorar-me com você
Durante o dia
Ao cair da noite
Ao levantar
Sem pestanejar
Ao amor nos entregar
Sou como um livro, posso lhe proporcionar contos excitantes, mais tem que saber decifrar-me, se não me tornarei mais um em sua estante.
Mergulho em meus pensamentos, com intuito de decifrar o que desconheço e na ânsia de estudar esta enciclopédia chamada você...
Ela sempre terá uma atração misteriosa, difícil de decifrar.
Como pode ela rir, quando quer chorar?
Ela sempre terá algo bom a te dizer.
Como pode depois de tudo ela ainda gostar de você?
Ela sempre estará lá pra te abraçar.
Como pode ela em ti, ainda confiar?
Ela sempre continuará a te esperar.
Como pode? Ela nem sabe se você um dia vai voltar.
Saber viver... sem saber como,
sem decifrar o porquê,
apenas sentindo,
apenas sendo — até o fim do viver.
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
Faz centenas de anos que eu venho
Tentando decifrar algo que eu vi
Não no Céu, nem numa folha de papel
Era um desenho rabiscado
Pelo chão do meu caminho
Era um desenho pra se ler
Eu eu, na condição de criança, o lia
Mas meu coração perdeu aquela pureza
E hoje eu não compreendo mais
Aquilo que eu senti naqueles dias
E agora não consigo
mergulhar naquela paz
Que tudo aquilo me causava todo dia
Era um desenho de anjos
Pautado em melodias
Onde eu lia e entendia seus arranjos
a ponto de poder ouvir
Mentalmente e lentamente
Uma linda sinfonia de Anjos
Com os quais o tempo me fez
Perder totalmente a sintonia
Um dia a gente percebe
Que quanto mais pensava
Evoluir e ficar mais inteligente
Fatalmente deixava escapar
por entre os vãos dos dedos
A pureza necessária
Pra poder compreender
Plenamente a vida e o Mundo
E todos os segredos
pra afastar do coração
Esta enorme quantidade de medos.
" O tempo é uma mentira que se deve decifrar...onde começa e onde termina...nem o tempo sabe determinar...o tempo é refém do proprio tempo...prisioneiro de momentos que se perdem ao vento...o tempo é sopro do infinito...é balança das estrelas brilhando no Universo...o tempo é a luz que acende e apaga uma vida...é o início...o meio...o fim...o tempo é o carrasco da historia...entre verdades e mentiras...o tempo é a testemunha...o dono da verdade...o culpado da mentira."🌟
É engraçado e tenso ao mesmo tempo porque ambos sempre querem,tentam,entender,compreender e decifrar as pistas,os sinais. . .
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