De Repente Nao mais que Derepente

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Dizem que a vida nem sempre faz sentido… mas nada parece mais fora do lugar do que você não estar comigo.

⁠Quando a gente amadurece não sente mais aquela necessidade de ser aceito ou amado por alguém, simplesmente o amor e aceitação começa toda manhã ao acordar e se olhar no espelho, agradecendo a Deus por ter criado um ser humano ímpar tão abençoado.

Não pretendo ser um modelo de seguir. Apenas ser mais uma pessoa que tenta despertar interesse e inflamar o entusiasmos para a prática dos valores humanos.

Meu amigo(a)!
Hoje, mais do que nunca, estou pensando em ti porque é teu aniversário.
Não é fácil te dizer apenas parabéns e muitas felicidades.
Temos uma parte da nossa vida que é impossível excluí-la das outras partes.
Posso não saber te dizer o quanto és amada,
Posso até te aconselhar a não acreditares no destino,
E até te pedir para refazeres a lista dos teus sonhos e dos teus amigos.
Mas não gastes mais tempo, preocupada com o que os outros acham de ti.
Sabes que é tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas,
Por favor, sê feliz do jeito que és.
Não mudes a tua rotina pelos outros,
Vive a vida de acordo com o teu modo de viver.
Batalha pela felicidade para fazer a tua vida muito mais doce.
Luta sempre para venceres todas a dificuldades.
Sê forte!
A tristeza faz parte do ser humano,
Mas a esperança, sempre tem que ser o bastante para nos fazer feliz.
A alegria por seres parte da minha família faz-me mais feliz ainda.
Parabéns!
Adoro-te!
Feliz aniversário!

⁠Se for recíproco, se entregue.
Se for recíproco, entregue-se de corpo e alma. Não há nada mais bonito do que a reciprocidade, quando ambos se permitem mergulhar de forma genuína no sentimento, na confiança e na cumplicidade. Se o que você oferece é acolhido com o mesmo carinho, deixe que o amor, a amizade ou qualquer laço que estiverem construindo floresça sem medo.

Entregar-se, quando o outro também se entrega, é criar uma conexão verdadeira, onde a troca de energia, respeito e afeto se fortalece dia após dia. Não há espaço para dúvidas quando o caminho é de duas vias, então deixe as inseguranças de lado e permita-se viver intensamente tudo o que a reciprocidade tem a oferecer.

Porque, no final, o que realmente vale é viver o que é mútuo e sincero, onde ambos se nutrem e crescem juntos. Se for recíproco, abrace essa oportunidade e entregue-se com a certeza de que está construindo algo especial e duradouro.

A força que não se vê.



No silêncio de quem não grita, reside a voz mais alta que se escuta.
No passo que o mundo acha lento, bate um coração que é movimento.


Não há limite onde há coragem, nem barreira que contenha a passagem.
O mundo mede pelo que enxerga, mas a vida floresce na diferença que se guarda.


Mãos que desenham o invisível, olhos que leem o indizível, corpos que reinventam o espaço, almas que escrevem seu próprio compasso.


Não é sobre compaixão, ésobre respeito em ação.
Cada pessoa é universo inteiro, cada deficiência, um novo roteiro.


E quem ousa olhar além da aparência, descobre que a verdadeira força não está no que o corpo faz, mas no que o coração alcança.

As coisas mais valiosas na vida não têm preço! Mas seu valor é imensurável!⁠

Tempo Passou


Não há mais tempo para mim
Não há mais tempo para o declamar da poesia
Para a paixão que é realista
O tempo passou de duas formas: a do ser e a do fazer
Não há mais tempo para ser quem sou
Nem para fazer o que deveria ter feito
Aliás, foi feito
Mas era tarde

Se souber pouco na sua profissão, atenha-se ao mais seguro.

Desse modo, ainda eu não seja considerado inteligente, passará confiança. Aquele que sabe pode se arriscar a fazer o que quer, mas saber pouco e arriscar-se é jogar-se voluntariamente no precipício. Quando se sabe pouco, é melhor seguir pela estrada principal. Deve-se manter o caminho reto e não faltará o caminho firme. Em todos os casos, sabendo ou não sabendo, a segurança é mais prudente que a singularidade.

Não há coisa mais fácil que enganar o homem de bem.

Não brincar o tempo todo.

A prudência é reconhecida pela seriedade e granjeia mais respeito do que talento. Quem vive brincando não é um homem que mereça confiança. São comparados aos mentirosos e nunca lhes dão crédito. De um tememos a trapaça, do outro, a zombaria. Nunca se sabe quando estão exercitando o juízo, o que equivale a não tê-lo. Não existe humor pior do que o contínuo. Alguns ganham fama de espirituoso e perdem a de sensato. Há momentos para o riso, mas o resto do tempo pertence à seriedade.

“A genialidade da alma está no Amor. Não importa se tens o mais alto grau de inteligência e criatividade, pois se lhe falta o Amor, nunca serás um gênio, nem tampouco um vencedor.”

"Não pense que sinceridade é revelar seus sentimentos mais íntimos. Estes sempre são guardados a sete chaves."

"Ele, o amor, não supera a si mesmo e nem se anula mesmo diante das forças mais intolerantes e belicosas. Por isso é considerado um acontecimento raro e surpreendente."

“Não se apegue a velhas fórmulas, se arrisque um pouco mais nas relações com o desconhecido, não siga sempre a moda, pois do contrário estarás morrendo lentamente.”

"⁠Os interesses pessoais de pastores evangélicos não podem se tornar mais importantes do que os interesses do Brasil."

"Toda proximidade é relativa. Ninguém é absoluto. E não se discute mais isso."

"Quando eu não pertencer mais a esta dimensão, a única certeza que quero levar comigo é a de que aqueles que amei e cuidei estarão bem."

Quimera Cinza

Dizem que o mundo nasceu em sete cores.

O meu esqueceu uma.

Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.

Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.

Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.

Um simples lápis de cor.

Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.

Mas os dias passavam.

E toda entrega vinha sem o pacote que importava.

Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.

Era do próprio universo.

Então continuei andando.

Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.

Passei a procurar o caracol.

Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.

Em pessoas que juravam possuir mapas.

Em espelhos.

Principalmente nos espelhos.

Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…

Era apenas chuva.

Outras vezes confundia rastros com destino.

O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.

Você faz todo o trabalho por ela.

Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.

Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.

Talvez seja por isso que eu ainda acordava.

Não porque acreditasse.

Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.

No fim, encontrei um velho caderno.

Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.

Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.

Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.

Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:

“Você não está esperando uma entrega atrasada.

Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”

Foi quando entendi.

O lápis não estava preso em alguma estrada.

Não havia caminhão.

Não havia fábrica.

Não havia catálogo.

Assim como o caracol.

Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.

E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:

não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.

É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.

A cidade continuou cinza.

Eu também.

Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.

Apenas caminho.

Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.

São a arquitetura inteira do lugar.

Sabor Maresia


Decorei o perfume do teu corpo sem querer,
e desde então não soube mais te esquecer.
Procurei em flores, na chuva, no mar,
mas teu aroma não se deixa imitar.


Tens cheiro de vento beijando o litoral,
doce e salgado, divino, ancestral.
Brisa serena, desejo contido,
mistério guardado, segredo escondido.


Sabor Maresia... assim te nomeei,
pois nome melhor eu nunca encontrei.
Não é perfume, essência ou flor;
é pele que veste o próprio amor.


Será que existe em algum lugar
um frasco capaz de te engarrafar?
Ou foi o mar, com ciúme de ti,
que fez teu perfume nascer só ali?


Se fecha os olhos, ainda posso sentir
essa lembrança insistindo em florir.
E toda fragrância que o mundo me traz
perde-se inteira... jamais te refaz.


Porque teu cheiro não mora no ar,
nem em jardins, nem em qualquer mar.
Mora na ausência que insiste em ficar,
e em cada saudade que vem me visitar.


Se um dia perguntarem o que nunca esqueci,
não direi teu nome, nem falarei de ti.
Direi apenas, com um sorriso fugaz:


"Conheci uma vez...
alguém que tinha sabor de maresia."