Cupido
Que diabos lhe fiz cupido?
Teima em só acertar a mim.
Outra vez me pego nas mazelas da paixão
Que diabos lhe fiz coração?
Teima em apertar
Mais noites tristes devorando minha razão.
O cupido não me ajuda
Ele acerta quem eu quero que me cura
Mas a cura nunca vem de forma pura
Mesma flecha que te flerta é a que te fura
“Anjos não têm sexo e sequer o fazem. Contudo, quando de seus fortuitos encontros, bancando cupido, abrem suas cúpidas asas com o fito de seduzir o demônio oculto que se abriga desabridamente no coração alheio.”
Je vois la vie en rose
O tal cupido me flechou de jeito
Romance pesadão, clichê
Moi mais tu
Cachaça de Jambu flambada com glacê
Très bon
O nosso lance é sabor de pimenta
Mon dieu
Cupido
O amor veio ao cochichos
é fada de contos tardios
tao tarde chegou ele para cantar
fazendo vibrar todo tecido
dos miolos que perdi.
desde ontem tenho andado
nao distraido, atento
ao cheiro que se alembra
Ao toque que se desfaz
no vento.
A lagrima que corre assim
ansiosa.
A fada tardia cochichou
tao lindos cantos.
O cupido é criação divina!
me fez mudar da noite para o dia
Estou pulsando como gente.
Estou batendo por toda epiderme.
E foi tão tarde
Mas parece tão cedo
Queria que tivesse cochichado
mais cedo
Ou nem tivesse a principio,
mas...Coisa-Divina?
Eu nao me arrependo
Deste conto de ninar
que me mantemacordado
em chamas de doce tortura.
Tao doce.
É doce esse tormento.
APENAS UMA ROSA VERMELHA
(Autoria Profª Lourdes Duarte)
Em meio aos atropelos da vida
O cupido me flechou
Plantando no meu coração
A semente de um grande amor.
Queria eu, estar do teu lado agora
Que os meus desejos fossem a continuação dos seus
Meu amor, te tocar e ser tocada
Sussurrar baixinho nos teus ouvidos e dizer
Estou pronta para te amar por inteira.
O Impossível tornar-se realidade
Te amar na intensidade dos amantes
Mas nada é verdadeiro, são apenas devaneios
Pois em meus sonhos é que te tenho por inteiro.
Resta-me apenas uma rosa vermelha
Como lembrança do nosso primeiro encontro
Momento único e sublime que marcou
Sentimento forte e inebriante
Já está cravado no coração de uma sonhadora.
Não a toa a arma do cupido é um arco: seus dardos são maliciosamente lançados e cravados no peito de um desavisado.
Suas pontas são embebedadas na imagem de alguém aleatório a quem passamos a admirar, e por mais que se tente, não conseguimos arrancar aquele dardo, então vivemos a perambular, com a imagem cravada pelo anjo, que o escolheu para amar.
O amor dói! são flechas impiedosas de uma criança; lançadas, nos enganam com a aparência da ingenuidade, doçura, inocência e leveza... Cada flecha é lançada ao seu tempo, fazendo com que a solidão seja a primeira companhia do atingido.
O cupido sofre com o esquecimento de também atingir o outro da imagem, e assim, o solitário sofre até aquele arqueiro decidir alvejar a quem deveria também no peito cravar a imagem daquela vida sofrida por amar.
Não adianta fugir, chorar, se esconder, fazer calar, se isolar, dormir... essa dor não se cura só! o amor só possui um antídoto: o amar. Até que se tenha, vira obsessão, sonhos, planos, imagens... Sem o outro não há alívio para sua dor, não há remédio para sua febre.
Ai do escolhido!, o amor fere a pele e atravessa o peito, sua dor é profunda e constante, seu arqueiro não usa critérios ou padrões, apenas atinge quem de peito aberto fica da vida a esperar, por isso ganha forças, foco e objetivos ao ser escolhido para amar.
Como um cúpido suicida eu atirei em meu peito com a flecha que deu início ao nosso amor e minhas assas cortei pois só vou realmente para o céu quando meu lábios tocam os seus, uma tentativa de amor que se tornou um acerto, uma tentativa de ser amado que se tornou mais que um conceito
Ah ! Que pena do meu cupido
Quando eu despercebido
Andei de coração partido
E achei que o amor tinha morrido.
Mas se então esta vivo
Bom, que ele fale comigo !
Não bato nem xingo
Mas adoro um carinho .
Se tiver número eu ligo
Se tiver insta eu sigo
Pode ficar tranquilo
Não sou nenhum psico !
Quando é amor me divirto
Discuto e brinco
Vou embora mas deixo café
, desculpa amor, mas é que eu amo estar vivo .
