Cuidando do meu Jardim
Quero dividir meu ninho com você
Meu coração é muito grande só pra mim
Este vazio agora só você pode preencher
Minha solidão então poderá ter fim
Demorei demais para perceber
Que você era a flor que faltava em meu jardim
Então vamos deixar o amor acontecer
Para que a felicidade possa reinar enfim
Em todo lugar há flores,
beija - flor,
vai , voa e leva contigo
o meu pensamento
para onde fores
Invejo teu voo
e tudo que vês e não posso,
ah...beija - flor
és um poema de asas
que não escrevi ...
12 de janeiro de 2.009
O destino me presenteou com um pedaço de ti
este pedaço eu plantei em meu coração
Fiz ornamentos e o balaústre para um jardim
o qual veio a ser uma parte de mim
...
Graçolei o tempo que me trouxe as alvíssaras
Meu sorriso irradiava aquela casa
Jocoso, cômico era o tempo do orgulho daquela ímpeto
E não se via igual a nenhum outro
...
Veio a chuva e eu o protegi
Veio a tempestade e eu o cuidei
Fiz a minha mocidade em teu leito
com suor, amor e dedicação
E não se via igual a nenhum outro
...
Era belo como Afrodite cultuando o amor
Era apenas eu e o meu jardim
Era apenas eu e o meu amor
Havia um motivo para se viver
...
Mas de tão belo assim culminou em seu sepulcro
Cujo único pecado que justificasse tua dor
era não ser igual a nenhum outro
...
Sua beleza, cor e majestade atraiu os forasteiros
Cobiçaram minhas alvíssaras ao teu lado
Cujo significado era tu para a minha alma
...
Pisotearam minhas rosas Juliet as quais cultivei com tanto amor
Podaram meus lírios laranja que cuidei com tanto carinho
Minhas camélias foram esmigalhadas com denodo e devoção
...
Olhei sem a crença de que era apenas um pesadelo e não pude acreditar
Dei minha vida para o que me destes do fruto
que alimentava minha felicidade
E assim se foi em segundos
tudo aquilo que me deste um motivo para viver
...
Voltei em pó sobre os ombros da tristeza
o rancor e o ódio me deram as mãos
os mais próximos diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu naquela ocasião
e nunca mais voltei a ser quem eu era
...
Os anos escorriam em minhas mãos
Em um nascer do Sol me motivou a tentar novamente
Arei a terra, adubei e a cerquei
Recordei meu velho jardim
Escohi as melhores sementes, semeei e reguei
Em algum nascer do Sol, me deslumbrei com um broto que me sorria
...
No escurecer não adormecia
Me tornei a vigilia daquele jardim
A cada ruído dos animais na terra
Eu não mais conseguia ter a paz e a felicidade que pude ter um dia
...
Velei noites e dias
As flores cresciam sem pressa e com esplendor
Me trouxe alguns sorrisos e reascendeu a chama do amor
Com medo tapei o meu jardim
cerquei de todos os lados e fiz dele meu segredo
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
A flores ja não cresciam com tanta beleza
e morriam apesar do meu amor
Não pude perceber, cego pela preocupação,
que dentre meus cuidados a luz era seu alimento
e assim renasci a minha dor
...
Os mais achegados diziam que eram apenas flores
um parte de mim morreu, pela segunda vez, naquela ocasião
e me afundei na solidão
...
Os anos novamente escorriam em minhas mãos
olhando para a terra que um dia cuidei
voltei a plantar sementes de algodão
Arei a terra, adubei e a cerquei e doei meu coração
embora em pedaços
era o melhor de mim
...
Ao ver que tudo era bom,
destrui o meu jardim
e matei o meu amor
Os mais achegados diziam que eram apenas algodão
e a culpa era minha pela solidão
...
O que não contam
é sobre a morte do meu coração
Da mesma forma que colho
aquilo que não semeei.
Ardente paixão
Uma ardente paixão.
Sentimentos explodem em meu coração.
Lá fora brumas se juntam como um denso véu.
Escuro e triste está o meu céu.
Chuva virá.
As flores do jardim irá regar.
A terra molhar.
Em meu rosto lágrimas minha visão irão mais embaçar...
Caminho real
Vazio coração, solidão.
Arrancaram a minha alma
Roubaram o meu sorriso.
Permiti que apagassem os meus sonhos e congelasse a esperança.
Apenas resto da lembrança
De quando criança.
Sem poder ouvir o cantar dos passarinhos e nem na gangorra poder brincar.
Nos meus pensamentos era o único lugar, em que pude me encontrar.
Fazia dele o meu rico jardim dos sonhos...
dos sonhos de castelo, de princesas e fadas.
Mesmo rodeada de bruxas a me amedrontar até os dias de hoje,
inimigos a tentar me intimidar e querer o meu mal.
Sigo o meu caminho real.
Carrego pedras pesadas no carrinho, em trilhas de espinhos.
Do suportar o desgaste do tempo, a dor do caminhar.
Adriana C. Benedito
Em, 11.01.22
Liberdade de flor
Vive
Lá no fundo do meu ser
Uma flor
Uma flor
Lá no fundo do meu ser
Quer ser livre
há um anjo morando em mim
que dorme em meu peito
e brinca no sótão
da consciência
onde agita as asas
e remove o pó
do que eu fui
descobre os velhos álbuns
das lembranças
abre-me a janela
da alma
e deixa o sol entrar...
há um anjo no meu jardim
que me faz voar
para além das papoulas
dos meus sentidos
há um anjo, meu querubim
que quero bem
será começo
depois do fim
A flor da vida!
Entre flores e espinho assim vivo,
Não importo com o que e composto meu corpo,
Trago galhos as vezes me balanço ao vento,
Mas a chuva me faz bem ....
Tenho vestimentas brancas ,
Rosa, vermelho ,amarelo...
Várias cores sou linda e perfumada.
Sou alegria e tristeza,
Sou comemoração ou luto,
mais existo!
Para isso preciso de cuidados,
As podas para continuar crescer,
Acredite mesmo como sou.
Trago benefícios aos homens.....
Trago beleza aos campos .....
Enfeite sou de muitas casas,
Simples e de luxo,
Não importa!
Onde estou me destaco,
Mesmo com espinhos , sou considerada a mais bela do jardim .
Sou simplesmente uma rosa,
Plantada onde for mereço todo cuidado,
Mereço todo amor!
....e assim a vida ,a lida como você enxerga,
E, o seu valor!
RÉU CONFESSO
Não me agrada meu pensamento...
Vez ou outra paro e penso
nas rosas que não brotaram e nos lírios que emudeceram,
sem jardim
Concluo, ansiosa, o pensamento...
Quem azulou o firmamento,
verdejou os campos e brilhou as estrelas, cuida de mim,
sem dúvida
O problema não é Ele. Sou eu e o que invento...
É essa dúvida que revoa meu pensamento
e vez ou outra sofro pelas rosas que não brotaram
e pelos lírios
que emudeceram
sem jardim
Pobre de mim quando me afasto d’Ele.
Pobre de mim...
MCRocha
Outono, Escócia. 2024
Entreguei a você o meu mundo, mas você roubou todos os sonhos que ali existiu…
A mentira baniu para longe todo sentimento que nasceu naquele solo castigado pelas intempéries da vida. A esperança que florescia foi desfeita pela falta de cuidados de seu jardineiro…
Mundinho Verde
Dentro do meu mundinho verde...
Vejo tantos outros maiores
mundo de cor, mundo de cheiros,
mundo de vida cheio de amor
Dentro do meu mundinho verde...
Eu respiro.... a forma, a alma e a cor
Tudo carregado de vida que se renova
a cada linda e completa estação
Dentro do meu mundinho verde...
tem lugar para silencio e meditação
lugar para observar a abelha
a borboleta e a criação
Dentro do meu mundinho verde...
Uma pequena gota de chuva brilha
Ela repousa acolhida por uma pétala
Ela reflete e une folha, céu e flor.
Dentro do meu mundinho verde...
sentimentos novos vão brotando
Raízes são cortadas e novas vão surgindo
Lições extras vou reaprendendo.
Encontrei o amor, (meu amor). E não foi numa esquina qualquer, nem no meio da feira de um domingo ensolarado e muito menos num ônibus lotado, foi numa curva. Da curva chamada esperança. Ela fica entre a esquina da solidão e a esquina da paixão. Porque essa curva sempre leva pra outros caminhos, porque tem labirintos. Mas sempre há um escape, pra voltar de onde veio e passar entre as flores do jardim que na curva tem. Esse jardim da esperança, abraçou meu amor, eu abracei a esperança. E a curva nos juntou.
Naquele monte distante, encontrei a flor mais linda
Mais sublime que todas as que tinha no meu jardim…
Desde que a descobri, em plena Primavera
Todos os dias ia vê-la, contempla-la,
Todos os dias cuidava dela
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Vivi com ela todos os dias
Contei-lhe todas as minhas histórias
E ela, em silêncio, ouvia
Como se a história também lhe pertencesse,
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Mas hoje é Inverno, la fora faz frio
E naquele monte distante neva.
E eu deixei de ver a flor mais linda
Que todos os dias espera por mim,
E agora só olho da janela para as flores do meu jardim…
Hoje o frio parou, a neve cessou,
O sol voltou a brilhar
E eu voltei àquele monte distante
Ver como estava a flor mais linda
Mais do que as flores do meu jardim…
Quando lá voltei, já não havia flor,
O vento e a chuva levaram-na, pensei eu.
Mas não, soube apenas que outro alguém,
Vendo a mais linda flor sofrer com o vento e com a chuva
Levou-a daquele monte distante para a guardar no seu jardim…
http://ensaiosdescrita.blogspot.pt/2012/09/a-minha-flor.html
O forte encanto de uma bela imagem aguçou intensamente o meu vívido imaginário, fiquei diante dela, imaginando minuciosamente que poderia ter encontrado um portal para um Jardim Secreto, um acesso ao mundo mágico ou talvez, uma passagem para a Terra Média, entretanto, independentemente de qual destes lugares, seria com certeza um feito muito inusitado, verdadeiro privilégio, assim, teria momentos raros, marcantes, prestaria muita atenção ao máximo de detalhes, um mais cativante do que o outro.
A cada passo que eu avançasse, avançando calmamente, ficaria deslumbrado, fosse com uma flora única, flores apaixontes, até aquele instante, por mim, desconhecidas, em um lugar seguro, pacífico, fosse achando criaturas mágicas, pessoas distintas com capacidades incríveis ou fosse ainda um tempo tranquilo no Condado, famílias e amigos felizes, na presença de um Velho Sábio, boas risadas e boa comida, qualquer uma dessas, proporcionaria uma experiência incomparável, não teria motivos para reclamar, estaria demasiadamente grato.
E voltando para a realidade, para o lugar que eu estava de fato, continuei seguindo o meu trajeto, mas durante alguns pontos, o meu imaginário chegou a se expressar, o que me fez ficar transitando entre o real e o lúdico, atravessei uma pequena ponte, que já estava verde, lindamente, envolvida pela natureza como se parte da Terra Média estivesse presente e do outro lado, mais à frente, a casa do Bilbo Bolseiro, achei também uma grande rocha que poderia estar escondendo a entrada para o Jardim Secreto e por fim, encontrei uma Árvore majestosa, fruto de um poder tremendo.
Eu semeio... Tu florescesses... Nós germinamos... Elas nascem, crescem, multiplicam. Assim o Ciclo da Vida. Inseminar, germinar, florescer, polinizar...
(Juares de Marcos Jardim - Santo André / São Paulo - SP)
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Nossos recursos são limitados, e o tempo que temos é curto. É matar ou morrer. Precisamos lutar. Compreende isso?
