Crônicas sobre Escola

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Era um país
Muito engraçado,
Faltava escola,
Sobrava estádio!
Governo vinha
Com enrolação
Quem discordava
"Ó o camburão!"
Cada pessoa
Tinha que ser burra,
Pois do contrário
Levava surra!
Ninguém podia
Protestar não,
Porque a PM
Sentava a mão!
Um belo dia
Tudo mudou,
Esse país
Enfim acordou!
O povo disse:
"Chega, não mais!"
Enfrentou balas
Suportou gás!
Não é apenas
Por vinte centavos,`
Pois do sistema
Somos escravos!
Lutemos pois,
Pela verdade
E conquistemos
A liberdade!
Seguindo vamos,
Todos unidos,
Sem depender
De podres partidos!
E o resultado
É que essa união
Pode acabar
Em REVOLUÇÃO!

Comer, beber, sorrir.
A ternura dos vizinhos.
O olhar varado
das moçoiras saídas da escola.
As rezes berrando, longe.
O zumbizar das cigarras.
Saudades que se amontoam
e não cabem num tuíto.
Um dia desses desato.
E apareço sem avisar
naquelas casas
dos meus amigos.
Só pra reviver passados inesquecíveis.
Pra beber vinhos que ficaram velhos
com tanto tempo escorrido por debaixo
da ponte entre o antes e o agora.
É isso: Nostalgias e gastrite.
Um dia mais perto da morte.
Duas ou três escolhas.
Apenas um caminho.
Lá vou eu.
Vento no rosto
e sorriso nos lábios.

A escola de Olavo Bilac

Geneviéve estudava em uma escola
Que ficava numa velha cidade do interior,
Todo dia andava até ficar cansada,
E seus pés doíam como no dia anterior.
A escola tinha nome de poeta,
Também tinha pátio, também tinha professor,
Geneviéve só não gostava da inspetora,
e muito menos do diretor.
Todo dia tinha aula
E toda aula uma história,
E toda história tinha doutor, bandido
E até o poeta com o nome da escola.
De tardezinha Geneviéve voltava para casa,
No rosto, um sorriso que nunca se fechava,
Já esperando um novo dia,
Uma nova história,
A via láctea...

A escola


Era uma escola tão bem fechada,
Porta e janela sempre trancada.
Ali se entra só com permissão,
De quem vigia o saber e a ação.
Não tinha espaço para escutar,
Quem era outro tinha que calar.
O saber preso na condição,
De diagnosticar, não dar a mão.
Mas foi erguida com muito esmero,
Pra ser espelho de um mundo severo.


Fonte: Arthur Ian Teodoro Barbosa


Adaptação da canção de Vinicius de Moraes “A casa”

Como fazer educação?


Como fazer educação se, na escola, não se tem educação?
Portas são fechadas com uma pedra.
Tomadas escassas, às vezes nem funcionam. Enquanto isso, os alunos se olham, esperando que algo aconteça. Alguém diz: “Professor, não se preocupe, vai dar certo.” O professor, já suando, responde: “Sim, vai dar certo.”
Mas a extensão é curta demais, o datashow não alcança. Logo, nada feito.


Como fazer educação em uma sala que comporta 40 alunos, mas tem somente um ar-condicionado? O calor é intenso. Os alunos se amontoam uns em cima dos outros, tentando alcançar aquela mísera porção de ar. Como dizia Foucault, a escola se assemelha a uma prisão. E olhando para esta sala, é impossível discordar.
Alunos não podem sair. Não podem usar celular. Têm que escrever sem parar e, diante das adversidades, como consequência ou não, agem com má educação.


Como fazer educação se não conseguimos nem mesmo terminar a chamada com a voz íntegra? Nem muito menos dar nossa aula.


Como fazer educação se, nas salas, não há internet? E, se quisermos fazer uma aula diferente, precisamos usar nossos próprios dados móveis, que, em quinze minutos de uso intenso, acabam antes de o vídeo da música do Michael Jackson terminar.


Como fazer educação se os superiores não têm empatia com os professores e muitas vezes agem de maneira insensível ou hostil? Professores com ansiedade, depressão, burn-out… ninguém nos vê.


Dados não definem como fazer educação.
A educação não está sendo feita.
O professor já não aguenta o pré, o durante e o pós-aula.
Não há como fazer educação assim.
A educação pede ajuda. A educação pede que alguém nos ensine a ensiná-la.

“A Escola é mais do que mero conteúdo.”

Embora não goste de Marxismo, é “História.”
Embora não concorde com o Socialismo,
é “Geografia.”
Mas falando em bom “Português “, cada um tem a sua “Ciência”, usam até a “Matemática “ para provarem o seu ideal, que diga-se de passagem, muitas vezes não rola a “Química “ né.
Esse ser humano é cheio de “Artes” e nem a “Física de Einstein explica tanta “Filosofia.” Utilizam muitas “Letras” pra dizer coisa alguma. Depois procuram a “Psicologia “ pra se livrarem da frustração.
Quem sabe agora, com um pouco de “Moral e Cívica “ aprendam também “OSPB”.
E pra findar essa “Redação”, esse ser humano devia se atentar que o que leva esse país ao Progresso é simplesmente a “Educação “.

“A arte de pensar se lapida na escola, com bons educadores.”
Tenho dito!

⚜️O Carpinteiro.

Na escola da vida, o inteligente busca sempre o melhor caminho. Ele calcula, planeja, evita erros e se orgulha de sua capacidade de compreender o mundo. A inteligência é uma ferramenta poderosa, capaz de abrir portas e construir pontes.
Mas há um paradoxo cruel: a burrice.
Enquanto a inteligência tem limites — porque se prende à lógica, à razão e ao discernimento — a burrice não conhece fronteiras. Ela avança sem freios, sem consciência, sem medo do ridículo. É por isso que tantas vezes vemos a burrice superar a inteligência: não porque seja melhor, mas porque é ilimitada.
A burrice não se cansa, não se questiona, não se corrige. Ela insiste, repete, invade espaços e, muitas vezes, arrasta multidões. O inteligente pode hesitar, refletir, se conter. O burro, não. Ele segue, e justamente por isso, sua força é devastadora.
O aprendizado da vida nos mostra que não basta ser inteligente. É preciso estar atento, porque a burrice, com sua ousadia sem limites, pode engolir até a mais brilhante das inteligências.

Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.

No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.

Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:

— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?

Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:

— Não, senhora… faltam três questões.

Ela assentiu, ainda da porta:

— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.

Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.

Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.

— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.

Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.

Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.

Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:

— O vovô Jorge faleceu.

Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.

Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.

Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.

Compromisso pela leitura


Na escola a missão é clara
Formar leitores de verdade
Não é tarefa isolada
Precisa de coletividade
Não se pode ser omisso
Cada um tem compromisso
Pra semear felicidade.


Docente lança a semente
Família ajuda a regar
A gestão cuida do solo
O leitor pode brotar
A verdadeira união
Que faz fértil todo chão
Para a vida transformar.


Ler é direito sagrado
Ponte pra transformação
Dar voz a quem se cala
É luz contra a opressão
Livro aberto é liberdade
Faz florir a equidade
E dá força à educação.


Corresponsável se entende
Que andar só não há futuro
E que formar bons leitores
Exige um pacto seguro
Fazendo a vida renascer
Com cidadão sabendo
Derrubamos qualquer muro.

Viva à Escola Fenelon
(Hino da EEMTI Fenelon Rodrigues Pinheiro - Solonópole / CE)


Estudar nessa escola é um prazer
Privilégio e tamanha emoção
Fenelon é grande templo do saber
E orgulho da população
Solonópole é seu lugar
É central e também inclusiva
Nossa gente está sempre a zelar
Pra manter a educação viva.


Escola que fazuma forte história
Educando melhor,sua maior glória
Vamos cantarsempre em melhor tom
Bradando bem altoviva à escola Fenelon!


Tem o objetivo maior
De formar cidadão consciente
Batalhando um futuro melhor
Sem jamais descuidar do presente.
Compromisso é sua bandeira
Que se leva pra vida a lição
Com a força leal e verdadeira
Faz melhor cumprir sua missão.


É um exemplo de amor e grandeza
Mostrando o caminho direto
Ensinando o melhor jeito de vencer
Com o estudo que é mais correto
Transformando os seus estudantes
Do Ceará, no central do sertão
Melhorando o mundo ao redor
Servindo à população.

Na ciranda da Educação


Educação, que se manifesta desde a família, a escola e na sociedade;
Que motiva e desperta sonhos;
Que norteia tantos planos até a concretização;
Que instrui o cidadão para o mundo.
Educação, força que move uma nação!
Que dignifica a vida de cada um;
Que ampara e fortalece crianças, jovens...
Que prioriza adultos e até idosos;
Que os encaminha para emancipação.
Educação, que tanto ama a democracia;
Que valoriza as letras, as ciências e as artes;
Que preza pela política justa;
Que valoriza a inclusão social;
Que ilumina a vida de cada jovem, de cada estudante...
Educação, que instiga o diálogo e propõe o debate...
Que com mestres: professores e professoras realizam grande missão;
Que interpela as falsas ideias e promove a conscientização;
Que nos encaminha para as diversas áreas do conhecimento e das profissões;
Que nos faz acreditar num mundo melhor nos trazendo esperança.
Educação, força motriz que nos faz cirandar neste mundo em constante evolução.

Nasci em janeiro e passei a infância em fevereiro. Fui para a escola em março e terminei o ensino primário em abril. Comecei o ginásio em maio, depois o colegial em junho, e me formei no curso técnico.

Trabalhei de sol a sol em julho. Em agosto, recebi meu salário, paguei um cursinho pré-vestibular e fui para a faculdade. Em outubro, reprovei, mas em novembro continuei os estudos e, em dezembro, me formei.

O que aconteceu depois disso, eu não sei.

Era uma vez

Um lindo lugar

Na arte e na escrita

Buscar ensinar

Seu nome é escola

Com carinho vem motivar

Educando com amor

Para cidadãos formar



Na escola eu exploro

O meu aprender

Incluo empatia

Na construção do meu ser

Com meus amiguinhos

Eu busco brincar

Respeito as diferenças

Para a paz reinar



Criança pequenina

Com bracinhos no ar

A leitura diária

Quer abraçar

Professora querida

És minha estrada do saber

Com paciência explica

O meu direito e meu dever

Na escola da vida, eu encontrei você, na escola da vida, aprendi muito com você, quando vamos mudar, essa nossa situação de estarmos com todos e em meio a solidão...
Eu quero um amor...
Eu quero viver...
Eu quero você...
Como podemos está aqui na escola da vida?
Eu quero um amor, que seja igual a você.
Quero um amor que me faz bem.
Quero um amor que me entenda nos momentos de dor, porque a escola da vida já me fez sofrer e não quero mais essa vida dolorida...
Quero um grande amor e esse amor tem que ser você.

O MENINO QUE NÃO ME VÊ


Nos corredores da escola, ele passa, sorriso solto, voz que abraça.
Faz piadas sem graça,
mesmo assim, eu acho graça.


Seu cheiro é vento, seu olhar é mar
e eu me afogo sem ninguém notar,
mas ele nem tenta reparar...


Ele fala das meninas, do beijo na festa,
eu rio, finjo festa.
Por dentro, uma guerra:
como posso amar quem nunca me amará?


Tento apagá-lo de cada pensamento,
mas ele volta como o vento.

⁠Na escola da vida, amigo, nós aprendemos juntos,
Em cada desafio, compartilhamos nossos pontos.
Nos corredores da amizade, a alegria é constante,
E juntos enfrentamos cada desafio, a cada instante.

Nas aulas da amizade, aprendemos a confiar,
A apoiar um ao outro, em qualquer lugar.
Nas provas da vida, somos parceiros leais,
Na escola da amizade, aprendemos demais.

Amigo na escola, companheiro de jornada,
Nas risadas e nos momentos de madrugada.
Na sala de aula ou no recreio a brincar,
A amizade verdadeira sempre vai perdurar.

Na escola da vida, com você a caminhar,
Aprendemos juntos a crescer e a sonhar.
Amigo, na escola ou fora dela, sempre estarei,
Pois contigo, a vida é mais fácil de enfrentar.

Acalme o rapaz,
pois não estamos mais nos tempos medievais
Coloquem as crianças na escola
não permitam que elas aprendam fora


Os homens se tornaram um perigo
A revolta dos goyim do Egito


Hoje estamos aqui novamente
Sem memória, sem história
Mas lembranças emocionais
De uns dias não atuais


Queime o bezerro de ouro
E todo sangue derramado
Queda a Moloque


Que os filhos do sol cresçam livres desses répteis
Que os filhos do sol cresçam livres dessas cobras


Com asas, com bombas
Com armas, soldados
Com mídias e bancos
Empresas, estados


Se Jesus voltasse já teria sido bombardeado em gaza
Se Jesus voltasse a maioria desses crentes nem se importaria


Se Jesus voltasse teria sido considerado terrorista
Por julgar e apontar os mesmos que explodem crianças na Palestina


Eles se infiltraram como parasitas e sangue-ssugas
Aproveitando da inocente fé dos mais simples Que acham que seguem a Cristo
Mas seguem aqueles que mataram Cristo

⁠A vida é uma verdadeira escola, onde somos constantemente testados. É como se estivéssemos matriculados em um curso de evolução pessoal, no qual as provas não são opcionais. Temos que enfrentá-las para avançar para o próximo nível.

Por esse motivo, ao invés de lamentar o que poderia ter sido diferente, prefiro olhar para frente e continuar buscando o meu crescimento. Afinal, a vida é isso: uma imensidão de possibilidades, de tropeços e de superações. É vivendo e aprendendo que nos tornamos os protagonistas da nossa própria história...

- Edna Andrade

“A escola se torna viva quando o aluno deixa de decorar respostas e começa a investigar o mundo com pensamento crítico, criatividade e propósito.”
Do livro BNCC Aplicada na Prática — Conectando a Educação com a Realidade para Despertar o Interesse dos Alunos, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O protagonismo estudantil começa quando a escola reconhece que o aluno não é recipiente vazio, mas sujeito ativo da própria aprendizagem.”
Do livro BNCC Aplicada na Prática — Conectando a Educação com a Realidade para Despertar o Interesse dos Alunos, da autora Nina Lee Magalhães de S