Cronica de Graciliano Ramos
CRÔNICA DO HIPOCONDRÍACO
Eduardo teve uma leve dor de cabeça naquela manhã de sábado. Correu até a caixa de remédios, tomou um analgésico, e pensou:
- "só pra garantir".
Após o almoço, foi cochilar, mas se sentiu um pouco esquentado. Correu até a caixa de remédios, tomou um antitérmico, e pensou:
- "só pra garantir".
À tarde, vendo Tv, tossiu por um momento. Correu até a caixa de remédios, tomou um xarope antitussígeno, e pensou:
- "só pra garantir".
À noite, foi se arrumar para um encontro com uma garota que conhecera num aplicativo de paquera. Correu até a caixa de remédios, tomou um viagra, e pensou:
- "só pra garantir".
CRÔNICA DO CURIOSO
Um homem discute pelo telefone celular em voz alta no ônibus.
- "Eu não fiz nada demais...Ela é uma amiga! Já falei mil vezes... Quê? E vou dormir onde?"
Um rapaz ao lado no ônibus pede licença.
- "Oi, você poderia colocar seu fone no viva-voz?"
- "Ué, por quê?"
- Porque estou curioso para ouvir o outro lado.
UMA DOSE
(Crônica)
Deprê, Joana vai ao bar.
- "Vou querer uma dose."
- "De quê, senhorita?"
- "Esperança."
- "Desculpe, não temos essa bebida."
- "Que absurdo!"
- "Só temos uísque e vodca."
- "Esse bar é uma droga!"
- "Ainda vai querer sua dose?"
- "Sim."
- "De quê, senhorita?"
- "Dias Melhores."
CRÔNICA DO PRETENDENTE
Júnior estava muito interessado em Leandra, então a convidou para jantar.
Ela inicia a conversa:
- "Me fala sobre você."
- "Sou empresário do ramo de confecções."
- "O que curte fazer?"
- "Curto ganhar grana. De pró-labore, recebo uns cem mil por mês."
- "Perguntei se tem hobby."
- "Adoro ver as finanças."
Desinteressada, Leandra chama o garçom para pedir a conta.
- "Ah, adoro cozinhar, gosto de ir ao cinema, faço massagem e amo presentear com flores" - arremata Júnior.
O garçom chega e Leandra já emenda:
- "Por favor, traga um vinho pra mim e pra meu namorado."
CRôNICA DE UMA PASSEATA
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjoo? Posso, sem armas, revoltar-me? Preso à minha classe vou pela rua sem pensar nesses versos de Drummond. Não estou só, vou bem acompanhado. Se não posso me despir das minhas roupas, trato de me despir do pronome singular. Vamos pela rua aos milhares, às dezenas ou centenas de milhares, não sabemos quantos somos. Vamos a passo lento, entoando cantos esparsos, escassas palavras de ordem, entregando-nos por vezes a um silêncio involuntário, carregado de indizíveis vontades. À minha frente, uma imensidade de dorsos se funde numa massa amorfa cujo início me foge aos olhos. Às minhas costas, cartazes e faixas atravessam a paisagem e não se adivinha onde a turba pode acabar. Noto que o silêncio me devolveu a mim, me distanciou da coletividade. Só quando um grupo grita que tomamos as principais avenidas de São Paulo, que ocupamos o centro do Rio, só quando ouço esses alardes eufóricos me dou conta de que formamos um único e enorme corpo, um corpo que parou o país.
ESCREVI ESSA PEQUENA CRÔNICA EM 30/07/2009 PARA CIELO EM ROMA.
Tentei imaginar um mundo atípico nesta quinta-feira, tentei imaginar que como é cosmopolita a vida e suas decepções, busquei entender a velocidade de milésimos de segundos, sinceramente não consegui, sinceramente não preciso entender neste Brasil de maracutaias a mil, vejo em um dos berços da civilização ocidental, em uma arena criada outrora pelo um fascista o sabor de uma vitória de um subdesenvolvido sobre os desenvolvidos, de um novo mundo sobre um velho mundo, não mais a vitória bastasse o vencedor ainda na exaustão da luta, teve a simplicidade e humildade de agradecer a todos e de ratificar o sabor do sacrifício.
Obrigado Cielo pai, pelo sabor que nos deu Cielo Filho.
Hoje, quatro anos, o único não europeu, não australiano, não norte americano que tem cinco medalhas de ouro em mundiais em piscina olímpica.
Crônica do Dia
A pessoa quase derruba o meu portão, fui ver "que palhaçada era essa", ao chegar lá, ela me perguntou: "Pq o portão tá fechado?". Eu juro que nunca tinha visto essa pessoa na vida. Então eu respondi: "Pq não deixamos aberto!". Ela me encarou, e eu continuei: "É que está muito perigoso por aqui, então a gente deixa fechado, - e pq cargas d'águas eu estava respondendo isso a uma pessoa desconhecida que quase derrubou meu portão?!-. Mas no fim, ela só queria falar com a minha vizinha... que não se encontrava. Saiu sem se despedir, sem me agradecer.
Crônica: Compromisso com a verdade.
Preciso de um esclarecimento!...
Reza a Constituição brasileira que todo cidadão é igual perante a lei.
Então porque existe tanta impunidade, tantas pessoas injustiçadas?
É complicado compreender que políticos safados que saqueiam descaradamente o patrimônio do nosso país se quer vão a julgamento, por terem imunidade parlamentar, é inaceitável!
Roubo é roubo!
Se um cidadão comum entrar em um mercado e pegar (roubar) uma mercadoria qualquer, e o mesmo é pego, ele é julgado condenado e preso, entendam-me não estou dizendo que isso seja correto, apenas que o erro é o mesmo, porque quando o cidadão comete este delito o maior prejudicado é o proprietário do mercado, mas quando esses safados de nossa política cometem esses atos asquerosos, os prejudicados são todos os brasileiros. E normalmente a classe mais carente é a maior prejudicada.
Porque o dinheiro que seria investido em saúde, educação, saneamento básico e segurança vão parar todo nos bolsos destes canalhas.
A miséria assola nossa nação e faz vitimas em todo o seguimento da sociedade.
Não se engane pequeno burguês!...
Você também pode tornasse uma vitima da miséria. Porque no exato momento que você vira as costas para a realidade da população carente, você os esta abandonando a própria sorte, eles iram reagir, como lhes for possível.
Portanto são vocês quem arma nossas crianças, quem as prostituem, ninguém busca o que há de pior por prazer, mais sim por sobrevivência.
Para toda ação há sempre uma reação igual ou contraria, isso é pura física.
É horrendo ver ou saber que um jovem seqüestrou e matou um empresário qualquer, mas esse jovem será punido exemplarmente quando pego, nada mais justo ninguém tem o direito de tirar uma vida seja la por que motivo for, ainda mais por dinheiro, mas é horrendo também ver ou saber que um grupo de jovens de classe alta espancou uma pobre empregada e nada foi feito, ou que ateou fogo em um índio vivo por que acharam que seria divertido.
Agora se alguém souber a resposta digam-me, por favor, onde esta o artigo da constituição que diz que todo cidadão é igual perante a lei.
Poupe-me de tanta hipocrisia, o artigo deveria ser assim... Nenhum cidadão é igual perante a lei, depende muito de sua conta bancaria.
Eduquei meus filhos para respeitar a verdade, mais essa missão torna-se difícil diante de tantas atitudes vergonhosas, quando passamos o conceito de verdade às pessoas, deve ser cabal, singular, não deve haver ressalvas, verdade deve ser pura e exclusivamente verdade.
Se nossa constituição foi redigida sobre o embasamento da verdade, onde esta a veracidade deste artigo.
Essas situações são demasiamente frustrante, mais não tanto quanto ter consciência, de que nós brasileiros aceitamos a tudo passivamente sem nenhum questionamento.
É nosso o direito de compromisso com a verdade, respeitem nosso direito.
Autoria: Marizete.
Crônica: inserto é o tempo ou a vida?
A vida é definitivamente recheada de indecisões. Escolher não é uma tarefa para principiantes. Tal afirmativa corrobora o cuidado que se tem com bebês adolescentes e as crianças. Como saber se já é hora de partir? Pode-se antecipar o tempo e conflitar com os princípios divinos? O ideal seria uma vida independente, que pudesssemos regozijar da liberdade em sua plenitude. Sabe- se que a vida é uma metáfora. E verdadeiramente de fato é. Precisa- se apegar ao abstrato, ao invisível, porque aquilo que está ao alcance dos olhos, não transmite mais confiabilidade. Eh,! A promessa deixará de ser promessa, muitos serão surpreendidos, a premissa não será meros devaneios , ela será cumprida. A vida seria melhor se olhassemos uns para os outros como se fosse a última despedida? E ao reencontramos, tivéssemos que recorrer novamente a arte da conquista. Cativar e imputar naquele que vos escuta a sobriedade, a serenidade e confiança. Ficar ou partir, não se sabe se é bom ou ruim. É bom para quem? E ruim? Definitivamente é algo incerto. "Quando o desejo pela vida falece, não existe mais dono, nem existe mais vida"(Teixeira, José Evangelista 2026).
Quebrar o paradigma das pelejas da velhice, não é fácil. De fato só não conhecerás a terceira idade, aquele que ausentar-se mais cedo. Mas o medo da partida jamais deverá existir. É clichê afirmar, o tempo não para, só se eterniza nas obras, nas artes, como em uma fotografia alocada num porta- retrato.
020126
A Luta Nao Pode Esperar
Crônica baseada na morte do estudante de Matemática da UFG, Guilherme Silva Neto de 20 anos.
Por Josielly Rarunny
Imagine um jovem alternativo e revolucionário, desses que defende suas crenças, capaz de lutar até a morte. Literalmente.
Guilherme saiu numa manhã de quarta feira após uma briga com o pai, motivada pelo estilo do rapaz, causas sociais e políticas que Guilherme defendia.
O pai, engenheiro de 60 anos, conservador e depressivo não aceitava as atitudes do filho. Proibiu Guilherme de participar da tal reintegração de posse que ocupava universidades e lutava contra as propostas da PEC 241.
Discutiram. Discutiram feio por sinal. Dessas discussões onde se ouve gritos, xingamentos e ameaças. Saíram cada um para um lado.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
A mãe na sala ao lado ouvia a discussão.
Em oração repreendia e preferiu não interferir.
Vai saber o que se passa no coração de uma mãe.
Aquela dor recolhida, aquele choro engolido, uma aflição que parece não ter fim. Um anseio de ver a paz reinando no almoço em família do dia seguinte.
Um almoço que não acontecerá mais.
O pai tinha o tempo de esfriar a cabeça ou sacar uma arma.
Advinha o que ele fez.
Voltou para casa.
Encontrou apenas aflição e oração em forma de mãe.
O filho não estava mais. Encontrou Guilherme numa praça perto de casa e disparou contra o filho quatro vezes. Houve tumulto e gritaria.
Guilherme conseguiu correr, mas o pai alcançou o filho e com mais disparos o matou.
E com o mesmo tempo que ele levou para sacar a arma, debruçou sobre o corpo do filho, talvez arrependido da besteira feita. Não quis ficar e lutar contra a justiça social e brasileira.
Que por sua vez nem é tão severa assim.
Preferiu antecipar o julgamento e a justiça divina.
Guilherme deu as costas e foi a luta.
Que a luta não pode esperar.
Quem sabe ele foi cantando a canção de protesto de Vandré.
Pra não dizer que não falei das flores.
Ninguém sabe, ninguém ouviu falar.
O que todos sabem é que ele foi.
Infelizmente, pra nunca mais voltar.
CRÔNICA DA AMIZADE
A amizade é salutar, quando surge naturalmente sem sacrifícios. É óbvio que para vivermos em sociedade, compartilhando de um mesmo espaço, é necessário a interação entre as pessoas. Não se vive sozinho neste universo mundano, sempre há a dependência de um para com outro. A amizade se desenvolve através da rotina. Jamais deverás exaltar o quão és amigo para alguém. A plenitude, a magia da vida só acontece quando às pessoas, por si só, reconheçem no próximo tal virtude. Até mesmo porque, dependemos de um desconhecido, tanto quanto necessitamos dos parceiros, da família e dos amigos. Nem sempre quando precisares, encontrarás refúgio num tabernáculo, ao lado de um grande amigo.
240423
CRÔNICA: INFINITAMENTE PIOR ?
Num dado momento da vida, fui detentor da convicção, que o ser humano mais mentecapto e desprezível do mundo, era o cidadão pessimista, sem identidade. O desconhecedor nato, daquilo que é denominado protagonismo. A baixa autoestima massacra o ego do indivíduo. Isso o deixa fragilizado, alvo frágil para seus oponentes. Neste caso, tais opositores são os narcisistas. Que ser abominável! Com o seu padrão de grandiosidade e uma visão excessivamente positiva de si mesmo. É paradoxal, a autoestima inflada deste, que se vê como uma divindade. Mas é compreensível. Traumas do passado, deixam sequelas não é somente nas pessoas inseguras, atingem letalmente os narcisistas. Pois são portadores do ego inflado ou infantilizado, e necessitam exarcebadamente de reconhecimento e autoafirmação.
Numa noite em 2005
CRÔNICA: DE PAI PARA FILHA
Como entender o mistério da vida. Aquele cidadão carrancudo, quase mudo , devido os lampejos da vida. Abnegar o mundo, viver numa voracidade, que até a perspicácia dos titãs perdera de vista, tamanha a intensidade do fluxo vivido. O mundo rapaz; te tornou assim. És o senhor de ninguém. Quão dura fora a vida pra ti. Órfão de mãe e pai , antes do seu nono janeiro vivido. Poderia dizer, setembro. Porém quando me lembro, minha alma retrai- se , a minha mente foge de toda a normalidade! É cidadão! (...) não vieste ao mundo para ser pai.
Porém o mundo gira, e numa destas guinadas , ao segregar- me do meu habitat, tudo mudou.
Aventurei- me no anseio de alçar voo rumo ao mundo distante. Mas não adianta querer determinar o norte da tua vida. Me tornei pai, empenhei com todas as minhas forças. Hoje vejo , que mais nada eu seria, se não fosse pai.
O meu mundo só é mundo, porque você existe !
300624
CRÔNICA DA SOCIALIZAÇÃO
No passado um sábio disse que a vida é feita de fragmentos. Mas digo mais! Além de ser fragmentada, a vida é extremamente seletiva.
Seleciona- se a tudo, e/ ou todas as coisas.
O mais intrigante, é quando um indivíduo imagina estar sendo seletivo, mas na verdade, é um ato ilusório. Um delírio. É impossível alguém fazer alguma seleção, quando o mesmo não está inserido em nenhum contexto social.
161024
Crônica: a referência
O ser humano que se vê fragilizado, tanto emocional quanto financeiramente, utiliza- se da tese que já está cansado da dedicação diária. Andar, andar e andar e não sair do lugar. Essa teoria têm sentido se olharmos pela ótica da referência. Nos comparando com alguém da sua geração e classe social, que porém, se tornou bem sucedido. Mas se nos compararmos com alguém do mesmo nível social, da mesma geração, mas que não foi feliz , e só acumulou fracassos e que encontra- se financeiramente inferior a você, a análise será outra, e a sentença idem. Se seguirmos os mandamentos do Cristinismo, Perceberemos que não deveriamos ser assim. Devemos ser como Jesus Cristo, não apegarmos a fama, a luxúria e a fortuna. Tudo na vida, é o "amor", o resto é só um ponto de vista.
151224
A CRÔNICA DO AMOR
O amor quando é mútuo, supera todos os limites da humanidade, ultrapassa todas as camadas da atmosfera. Transforma-se em algo inenarrável, indispensável e profano. Amar é vagar constantemente rumo ao paraíso. Entretanto não se enganem, esse fenômeno se desfaz. Pois a privação mundana é inerente ao egoísmo que promove a emulação. Assim todo encanto, e toda aquela beleza cósmica transforma-se num caos. É assim que o amor morre, porque ele só é perene quando é regido pela confiança e na cumplicidade sem fim!!!
030822III
Crônica da lealdade
A lealdade é algo que nutre o relacionamento,
Como a seiva que alimenta o caule, este que produz os ramos, ramo que retribui com a flor!
Assim é a lealdade, a verdade e o amor.
A flor gera frutos, os filhos vem do amor!
Os frutos produzem a semente
A verdade fortalece o amor.
As sementes que serão histórias ...
O filho? Este é o mais puro presente do amor.
Afinal! O que é o amor ?
181217
CRÔNICA: OS RICOS NÃO AMAM
Os ricos não amam, eles copulam com a perspectiva da procriação, além de saciarem o ensejo libidinoso intrínseco dentro de si.
Por isso, eles não sofrem, porque não lhes faltam quase nada. São todos detentores do dinheiro, da auto estima, do prazer, do reconhecimento social, até mesmo da capacidade de praticar a indulgência.
Lhes faltam quase nada: Só o amor!!!
151222
A CRÔNICA DO MURO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Justo quando saio às pressas e não levo a minha câmera, o que raramente acontece, um grande motivo fotográfico assalta os meus olhos, em uma esquina distante. O que me resta é a transcrição paciente, sob os olhares curiosos de quem passa por mim.
Em um velho muro que o tempo castiga sem piedade, com os efeitos do sol, do vento e a chuva, leio a mensagem anônima que disponho a seguir: "Comunico aos familiares e amigos, que já não há mais motivo para sumiço, distanciamento e silêncio. Aqueles meus problemas foram resolvidos, não contraí novos problemas, minha saúde anda perfeita e vou bem, financeiramente. Logo, não existe mais o risco de choradeira e pedidos de socorro, empréstimo e locomoção motorizada. Apareçam; amo vocês.".
Quis fazer uma crônica sobre o assunto. No entanto, seria chover sobre o molhado. A crônica está na própria mensagem, sem necessidade alguma de aplicações ou adornos. Para quem sabe ler o mundo e a vida, cada momento já é uma crônica.
CRÔNICA SONSA E RANCOROSA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Depois de tantos acessos inúteis de fúria descobri, finalmente, que não preciso enforcar os meus desafetos... fazer nada contra os meus algozes, opróbrios e detratores. Agora sei que as minhas dores têm asas. Elas ainda são bem curtas, mas confio no milagre do tempo que as fará migrar lentamente para outros campos, quando eu menos der por mim.
Bastará que eu tenha calma o suficiente para dar aos meus desafetos todas as cordas do mundo. Com as cordas os troncos, as praças e até as plateias. Trata-los-ei como estrelas ou celebridades, para que a trapaça do meu bom senso tenha como atrair seus brios, as suas vaidades e a grande paixão que nutrem por si mesmos.
Eles próprios farão as suas forcas. Serão vítimas da própria pretensão. Não terei de fazer esforço para vencê-los, e para dizer a verdade, preferia não precisar vencê-los... muito menos desejar que algum desejo cruel se volte contra seja lá quem for... mas cá para nós: também tenho as maldades e mandingas de qualquer ser humano supersticioso e sonso.
