Crise
Difícil análise existencial!
Problemática crise emocional!
Vivo sensitivamente meus dias.
Tento entender minhas apologias.
A lucidez por vezes me abandona
E reporto-me a uma criança chorona.
Entre baixas e altíssimas marés
Vou sobrevivendo aos meus anseios.
Às vezes nem eu me entendo,
Que dirá os meus próximos alheios!
Um dia menina pidona,
Outro mulher trintona!
Controlo minhas loucas emoções,
Condeno minhas tantas reações!
Num esforço memorável
De minhas próprias atitudes,
Sufoco quem gostaria de ser
E me reservo o direito de sofrer.
Policio minha imagem verdadeira
De mulher e ser humano.
Quero virar este jogo
E modificar meu cotidiano!
Uma força estranha parece avançar.
Será esta a hora de mudar?
Estou em estado de alerta,
Pronta para reavivar!
No fundo todos, ja cometemos um crise de que nos envergonhamos,de onde viemos para onde vamos? essa especie de loucura......que hoje somos honestos, amanha nao mais somos de acordo com a nossa conviniencia... ser melhor ou pior? nao ser sabio e flexivel,
"Todos os países com as suas estruturas em crise. E muitos países vivendo de aparências, parecendo que estão numa situação que não estão, porque o abalo é mundial, a crise é mundial." - Escrito na década de 80
Crise
A crítica
que consome a alma.
E a especulação
que toma à calma.
O álcool que move,
não movimenta,
não o corpo,
mas a tormenta.
A água
que rega a fonte,
que cala a sede,
que corre o monte.
E a parede
que desmonte
Os tijolos,
O concreto.
O concreto,
Tão sutil
Como o indiscreto.
E o abstrato,
Tão retórico
Quanto o destrato
Que encha o prato.
O prato… O prato… O prato
De quem tem fome
Não ao vicio, esmola.
Ao alimento,
não ao que consome,
mas para fome de quem não come!
A crise o deixa mais sábio e mais preparado para outras, que certamente virão no futuro.A vida não é só um mar de rosas.
Numa crise é importante você se concentrar apenas em resolver os problemas que vão aparecendo, dia a dia ,sem rancor ou raiva.
A crise de abstinência voltou, tudo o que eu menos queria está voltando e tudo o que eu mais queria está indo-se embora.
Em lugar de existir em crise, contradigo o que me permito pensar.
Ocupo-me então na tarefa de meus interesses contraditórios, sinto-os frágeis, assim como os entendo ser.
Pois originais são meus vínculos mais absolutos. Aquilo que mesmo mudo, deixa-se dizer.
O acordo, a partilha, as frases que cuidadas, são ainda minha sensibilidade preferida. Aquelas porém, inconfundíveis, tocantes e tocadas, mansas e amadas, latentes e mais ou menos arriscadas.
Não faço crise por pouco afago. Acometo-me das maiores loucuras em estado sóbrio. Sei dizer que é o momento, reconheço face de quem diz não. Sou enganado por palavras, mas nunca por gestos. Aprendi a ler o rosto e descobrir a conversa expressada, mas só havia o lado avesso. Me fiz marola quando poderia ser maré. Fui lagoa quando restava oceano. Fui casto quando caberia a impureza de uma flecha com mira certa, mas afiada em excesso.
Aprender a monitorar os seus pensamentos em momento de crise não é uma tarefa fácil, mas porem não e impossível.
Na Crise de 29, as pessoas não se mataram exclusivamente por causa da falta de dinheiro ou do acúmulo de dívidas, pode ter sido por não haver forma de troca maior e mais importante que valesse suas existências quanto o amor. Porque dinheiro não abraça e nem diz que tudo vai ficar bem no dia seguinte. Entender isto, custa a vida.
O que me deixa em crise é que de vez em quando e de quando em vez, tenho repentinos ataques de lucidez.
