Criação e inspiração
Um leigo pensaria que, para criar, é preciso aguardar a inspiração. É um erro. Não que eu queira negar a importância da inspiração. Pelo contrário, considero-a uma força motriz, que encontramos em toda a actividade humana e que, portanto, não é apenas um monopólio dos artistas. Essa força, porém, só desabrocha quando algum esforço a põe em movimento.
Digam-me o que é melhor que perdoar?
Minhas crianças, melhor que perdoar é não se sentir ofendido.
O perdão implica em receber uma ofensa e guardar mágoa, para após exercitar o ato de perdoar, desculpando o agressor.
Mas a beleza maior está em não se magoar quando ofendido!
Não sou o que você pensa, sou melhor do que você imagina, mas posso ser pior do que você diz.
Se o passado condena, o futuro promete.
Fértil imaginação.
Não me culpe por eu sempre imaginar o melhor e mais bonito pra nós dois. As fotografias que tiraríamos num domingo vendo um filme qualquer , e o seu riso alto com as minhas piadas péssimas. Imaginação fértil, e coração com esperança de que eu um dia vá viver isso ao seu lado. Vivo criando imagens nossas. Você mais perto, e eu com sua camisa azul preferida. Claro que eu não te conto nada disso. Estamos caminhando ainda a alguma coisa que nem saberemos como vai terminar. Mas não vou negar, que naqueles filmes anos 90, eu vejo nós dois, e nas comédias românticas atuais também. Paro e penso no quanto eu queria viver tudo isso, ou parte disso com você. Não me culpe, mas você despertou em mim a ânsia de viagens, e de almoços em família. Eu gosto da forma que minha vida ficaria ao lado da tua. Bonito de ser ver, sentir. Eu gosto dessa sensação de que de manhãzinha você me ligara do outro lado e dirá que está com saudade do meu beijo, do meu corpo, de mim. Não me culpe por ver um futuro em meio ao nosso presente. É só a minha imaginação fértil dizendo que te quer sempre mais.
"O ciúme é o produto de pior imaginação é o pior dos monstros criados pela mente fraca,e é destrutivél aos outros pela percepção."
A droga é a maior desgraça que pôde ser criada. Melhor seria se o homem usasse sua inteligência para o bem, disseminando os frutos de suas criações para perpetuar ou apenas aumentar nossa expectativa de vida.
Quando você é criança, você se imagina aos 20 anos com uma vida maravilhosa.
Ai os 20 chegam e você percebe que tudo que você esperava não foi bem assim.
Mas tudo bem, você ainda é jovem.
Ai você começa sonhar com seus 30 anos. Feliz e realizada.
Chegam os 30, e você percebe que sua vida não mudou nada e que você deixou muitas oportunidades passarem pensando "é cedo vou esperar as coisas se ajeitarem, não vou me arriscar".
Sou jovem ainda.
Mas até meus 40 anos minha vida se ajeita.
Os 40 chegam, e lá se foi mais uma década, e você nada fez pra mudar sua vida. Outra vez por medo de se arriscar.
Ai chegamos perto dos 50, mais fracos, com poucas oportunidades, e vemos o quanto somos covardes, e que por isso nossa vida não andou, por puro medo.
Por isso eu digo a você que ainda é jovem, não tenha medo de se arriscar.
Se tiver que mudar radicalmente, mude.
Vá em frente, encare seja la o que for . Não tenha medo.
Se levar um não das pessoas, não tem problema, vá e tente de novo.
Se sentir vontade, mude de casa, mude de cidade e até de país, mas não deixe de tentar.
Porque se não der certo você pode recomeçar, mas se você não tentar nunca saberá.
Aí viverá uma vida de frustações.
Vá, tente , se arrisque...
Não deixe sua vida passar em branco...
A vida é curta demais...
Você fica esperando pra se arriscar, quando vê ela já foi...aí é tarde demais...😏
Tempo de Despertar...
Viver a vida, sublime inspiração
da criação...
Busca incessante pela felicidade
Meras palavras para um coração
em constante conflito, lutas, aspirações...
Sentimentos e emoções divididas
dualidades de conceitos, escolhas
méritos e também decepções
Lutas, interrogações, reflexões
da vida...
Vida que trilha seus próprios
caminhos...
Escolhas que nos conduzem,
palavras ao vento, que encontram
uma direção...
Ora coesa, ora intrigante
Aquilo que queremos e aspiramos
Evapora-se sob nossas mãos...
Aquilo que evitamos a vida insiste
e "empurrar"...
Como uma imensa força
eletromagnética, invisível,
impalpável, obscura...
mas que faz as escolhas
por nós...
Tempo para despertar
de um sonho.
Sonho nato de todos nós
a felicidade...
Despertar para o coração
de um amante apaixonado
pela vida...
que ao ser enganado
pelas escolhas da vida
Dorme, dorme...
Aguardando um novo despertar
Despertar para uma nova história,
um novo caminho...
Aprendendo com suas feridas,
com seus dissabores...
Despertando de um fábula
que se acabou...
Mas de um livro de páginas
e anedotas infinitas...
Tempo senhor da razão,
Sabedoria de nossas escolhas,
caminhos e sorrisos...
Tempo que desperta a primavera
como um girassol aos primeiros
raios da aurora...
Poderia o tempo estar traçado
em uma linha paralela...
Moldada em um único
e indivisível sentido???
Tempo sensação de aprendizado
constante...
Tempo que nós ensinará
Um novo despertar
Tempo de despertar....
Autor: ;D
A VERDADEIRA IMAGINAÇÃO CRIADORA
Existe uma grande distância entre aquilo que se lê e aquilo que se entende, e é justamente, ao entreato desses longínquos lugares, onde reside a fantasia. Não existem palavras sem imaginação, nem imaginação passiva ao que se traduz em realidade. Pois, em todas as mentes onde sobram juízos, costumam faltar delírios, e sem delirar não se pode caminhar por lugares desconhecidos, conversar com pessoas inexistentes, muito menos dançar despudoradamente, as canções mudas que embalam os bailes jubilosos das maiores quimeras. Tanto por não conseguirem escutar as melodias, quanto pela falta de audácia para despir-se diante da orquestra dos comedimentos que vigiam a prudência dos sensatos para jamais ousarem agir em desigualdade com as convenções sociais que certas formalidades sem forma alguma os impõem.
Ao passo em que se calam e aceitam, se nutrem da única ilusão que não alimenta a alma: comem no prato opaco e sem cor da conveniência, tudo o que seus pares lhe põem goela abaixo, e se fartam da satisfação famélica de ser igual. E mesmo sem jamais serem capazes de distinguir os sabores dos dissabores, arrotam contentes e conformados, ainda com toda fome do mundo inteiro que jamais degustarão.
Na pequenez que se minoram as almas dos acovardados, o mundo inteiro se reduz em proporcionalmente. E enquanto os desvairados sabem que — muitas vezes é preciso perder o teto para enxergar o céu — para os que não avistam o infinito, as distâncias de algumas estrelas lhes escapam à vista. Geralmente, são os brilhos que resplandecem das estrelas mais iluminadas. Entretanto, pelo limite da normalidade serão sempre invisíveis aos olhos opacos dos insensíveis.
A verdadeira imaginação criadora, não se limita ao confinamento de caminhar somente até o limítrofe demarcado pelas palavras que encerram um conto. Mas, em descobrir com novos olhos que — ao chegar naquilo que muitos compreenderão apenas como final — serão capazes de perceber que um ponto, não é nada mais que uma regra ortográfica, e as regras só servem mesmo para os mais obedientes.
Nesse trecho dependerá somente dele delimitar-se. Satisfeito com o que foi lido, ou açorado para desbravar novos sonhos por traz do ponto, fará da sua curiosidade o eufemismo dos transgressores para esboroar as fronteiras invisíveis e seguir além daquilo que foi lido.
Entretanto, é preciso ter bastante cuidado com as palavras. Ao menos, para aqueles que não as consideram tão somente como um mero conjunto representativo de signos com a serventia de expressar um pensamento, ou manifestar uma ideia. Afinal, os pensamentos e as ideias, quando não pronunciadas estarão guardadas para sempre no porão daqueles que não a disseram, enquanto, do contrário, as palavras depois de tomadas vida, permanecerão vivamente soltas e o seu poder dependerá sempre de quem usá-las. As palavras contêm vida ou morte, conquista ou derrota, audácia ou temor, felicidade ou tristeza. Proferidas então, possuem um desmedido poder sobre a vida do outro, podem segregar ou aproximar, construir muros ou estreitar laços, gerar amizades ou destruí-las. Algumas são sedutoras, traiçoeiras e perniciosas.
Muitas vezes, as palavras são como belas melodias que entorpecem os ouvidos surdos pela avidez de escutar aquilo que precisa para acalentar a alma, minorar as angústias, ou remediar as desilusões. Lê-se, portanto, nem sempre aquilo que está realmente escrito, mas o que se tomou por necessidade.
E ainda que, o entendimento humano seja fruto da percepção individual daquilo que vivenciamos, existem muitos olhos enceguecidos pelos anseios sôfregos de enxergarem tudo àquilo que vislumbram decifrar no conteúdo escrito, de uma carta em branco que ninguém jamais escreveu. Portanto, na verdade fantasiosa – onde só é permitida com legitimidade – dentro do universo letrado, não são as expressões mais suntuosas, os fraseados dispostos em adornados, nem os textos mais eruditos que aferem o valor de uma expressão. O escambo volátil que avalia o seu verdadeiro valimento deverá ser medido sempre na significância única de quem a tomou posse em sua manifestação corrente.
Pois, quão mais grandioso o sentimento inexprimível é guardado no silêncio de dentro, mas diminuto ainda serão as palavras capazes de trazê-las para fora. Contudo, quanto menor for o sentimento, maiores serão as verbalizações disponíveis em descrevê-lo. Assim como toda compreensão que detemos sobre alguma coisa, inexoravelmente – pela própria condição imutável de coisa – será sempre um escravo volátil do tempo, e a sua opinião subordinada às porvindouras e diferentes experiências entre nós e essa mesma coisa.
Valiosas mesmo são as compreensões que não detemos diante dos maiores sentimentos, mas que ao despimos a racionalidade apenas para senti-los, toda e qualquer tentativa de compreensão se torna indispensável. Pois, a beleza que raras vezes se revela além dos limites dos olhos, sente-se com tamanha intensidade que, depois de fitá-la de onde poucos conseguiram vê-la, até mesmo de olhos fechados torna-se capaz de enxergá-la novamente.
Crescer nem sempre é a melhor coisa do mundo. Quando éramos criança, queríamos crescer, ser adulto, mas não sabíamos que haveriam tantas responsabilidades, muitos desafios e o pior de tudo, inúmeras decepções e tristezas. Às vezes dá vontade de voltar no tempo para ser aquela criança que vivia feliz, que não tinha com o que se preocupar, que não enfrentava problemas, que chorava mas logo parava, que brigava mas logo estava bem, que se machucava mas logo cicatrizava.
Hoje, depois que crescemos, percebemos que não é tão bom ser adulto. Temos a consciência que quando choramos, as lágrimas demoram a parar, que as cicatrizes já não saram como na infância, que perdoar alguém já não é tão fácil, que pedir desculpas, na maioria das vezes é necessário mas ao mesmo tempo é ruim, ainda mais quando não fomos nós que erramos. Enfim, crescer parece não ter sido tão bom quando paramos para pensar como éramos felizes há algum tempo e que ser adulto faz com que vivamos com um sorriso no rosto mesmo sabendo que por dentro estamos dilacerados, tristes e amargurados!
Devemos acreditar em nós mesmos, em nossos sonhos; acreditar que fomos criados para o melhor, para o bem, para o amor.
