Criação e inspiração
As Lendas da Criação – Conto III
A Era da Vaidade
Houve uma era, não se sabe aproximadamente qual, mas que o homem estabelecia um vinculo muito grande com o reino animal, e que tentando entender sua forma de vida e extinto, fizeram as maiores descobertas que a humanidade pode ousar em fazer. Pensavam que as respostas para nosso comportamento e extinto estavam contidas neles e que a sabedoria dos Céus por algum motivo estaria oculta também dentro deles. E como nada para o homem era suficiente, as buscas pelas respostas o tornava um incansável e até obscuro ser. Com o tempo os animais foram tomando um lugar majestoso nos reinos ocultos, tornando-se Deuses de seus copiadores. O homem atribuiu a cada um deles funções e dons, de acordo com seu extinto de sobrevivência e maneira de comportamento individual e em grupo.
Uma era se passou, tudo estava em perfeito equilíbrio, o reino animal e o humano. Até que um dia, um homem se fez uma pergunta: Por que não existe um Deus com a nossa semelhança? Será que somos tão imperfeitos que não somos dignos de ter um representante a nossa imagem? E começou a espalhar este pensamento duvidoso por onde passava. A cada um que tocava com estas perguntas, o mesmo se pegava em um enorme conflito, e assim, foi seguindo, e cada vez mais pessoas se perguntavam a mesma coisa.
Dúvidas iam surgindo, até que em um momento tiveram um pensamento luminoso: Quem elegeu os animais Deuses? Se eram Deuses porque na Terra não agiam como tal? Se nós somos os únicos seres racionais no mundo, não poderíamos ter sido criados por animais, mas sim, por alguém a nossa imagem.
“Então lhes ocorreu que o próprio homem no passado elegeu os animais e os colocaram na categoria de Deuses e que se assim o fizeram, então poderiam mudar as coisas.”
Naquele tempo já haviam rumores de pequenas cidades que se pareciam com o paraíso na terra, que seus moradores tanto quanto sua arquitetura e cultura se assemelhavam com algo divino, algo que copiaram de uma forma de vida superior a nós, e se não, os próprios Deuses ali estavam, mesmo que não soubessem. Isso se espalhou até as terras mais distantes, e então a reforma do reino divino foi acontecendo, da mesma maneira que havia ocorrido no passado, de homem em homem, de história por história, aos poucos foram atribuindo dons, qualidades e seus defeitos, às características dos Deuses, cada homem e mulher que se encaixasse de forma soberana nessas características, ganhavam o titulo de Deus. A humanidade almejava este posto, uns por questões políticas de poder e outros por pura vaidade. A nova era mitológica se iniciou naquele tempo tão remoto, quem pode, se destacou, quem não, ficou no esquecimento eterno e tudo do pouco que sabemos são contados em histórias até os dias de hoje.
Há teorias que contam que realmente o homem foi descobrindo os segredos ocultos e foram desenvolvendo com aprendizado e evolução a manipular os elementos e dons do espírito, quebrando as barreiras do plano físico e divino. Que muito do que conhecemos foram realmente frutos de suas criações, mas que por algum motivo não se sabe em qual parte da história, seus reinados acabaram não passando de lendas para nós hoje.
E há também teorias de que tudo não passou apenas de uma inversão de valores e morais, distorcidas e preenchidas de ego enaltecido e vaidade extrema. O ponto exato em que o homem se colocou no topo das criações, elegendo-se Deuses de si mesmos, esquecendo-se de olhar e aprender com as coisas simples do nosso mundo. “Como acontece ainda hoje.” Podemos pensar que isso foi bom, afinal as bases filosóficas e culturais de nosso mundo vieram de eras como essas, que conhecemos através de histórias, no entanto até que ponto o ser humano deve ir para atingir a evolução? Até que ponto devemos ir para descobrir a verdade sobre nós e nossa existência? E se não for para sabermos? “Pra eu, mero narrador, tudo não passa de apenas medo. Este que você tem oculto dentro de si. Medo de estarmos sozinhos, medo de tudo ser em vão, medo de não ser o melhor ou fazer o melhor, medo da inferioridade, e outros medos que atinge o coração humano a tanto tempo, e que a Era da Vaidade ainda esta aqui, sob novas formas, novos pretextos e anseios, mas ainda sim aqui.”
"Da escuridão e do caos, assim como o Criador, podemos moldar luz e criar o sublime a partir do nada."
"A Lâmina da Escolha"
Ser? Não.
Agir.
Essa é a lâmina que me corta e me cria.
Entre o peso da dor
e o silêncio do nada,
eu escolho o trovão do movimento.
A vida não é teatro,
é trincheira.
Não há plateia — há guerra.
A dúvida tenta me calar,
mas minha vontade é espada.
Meu medo é matéria.
E o aço nasce do fogo.
Sofrer? Todos sofrem.
Ceder? Só os fracos.
Cair? Sim, mas com honra.
Desistir? Nunca.
Mesmo cego, eu vejo longe.
Mesmo ferido, eu avanço.
Mesmo sozinho, sou exército.
A morte virá.
Mas quando vier,
encontrará um guerreiro em pé,
e não um espectador sentado.
— Purificação
---
O Mapa da Maturidade
• Crianças espirituais vivem pela alma: precisam sentir.
• Adolescentes espirituais vivem pela mente: querem respostas.
• Adultos espirituais vivem pelo espírito: têm discernimento.
A aurora se enche de plenitude, e no além céu, acordam as criaturas. Eu tenho as cores da aurora nos dedos, quando a escrevo e ela vira linguagem. Através das palavras posso ser tudo o que a imaginação descortina. Em um instante sou aurora, e no outro ser crepúsculo. O claro é o escuro marcam tempos da natureza. Um tempo etéreo que ultrapassa a velocidade da luz. Admiro a paciência da tartaruga e a memória do elefante. A natureza se encontra dentro de mim, quando observo que também sou diversidade. Observo uma pintura e a pintura também me observa. Nesse momento absorta pelas imagens já não distingo se sou um ser humano ou um quadro na parede. Afinal, nada é tão simples assim. Tudo que eu observo, também me observa e nesse momento somos um. Somo um ponto de interrogação. Eu sonho ser quem sou, e ao mesmo instante sou mesa, cadeira e parece. A paisagem também sonha. E quem sonha se torna aquilo que sonha. Quando olhei nos seus olhos e seus olhos me olharam, a partir desse momento, já não sabemos quem é quem. O corpo é palpável, mas a alma é fluida e se constrói naquilo que vemos. Tantas vezes perdi meus olhos no seu. E se mesmo descrente eu falo em amor, é porque parte desse amor ficou em mim. Mas já não posso contê-lo no momento em que questiono quem sou eu. Sou um conjunto de imagens, visões e percepções. E se escrevo é porque busco a mim mesma no espaço tempo de universo infinito. E isso transcende todos os acontecimentos e te devolvo seu olhar que um dia se perdeu no meu. É uma metáfora justa de quem liberta e segue inteiro frente à manifestação da realidade. Eu não te esquecerei porque tenho memória, mas será para sempre uma lembrança abstrata, frágil demais para se concretizar. E me distancio com suavidade, que o tempo recolha o que é do tempo.
Obrigada, Deus!
Acordei, e tenho hoje mais uma oportunidade de ser uma pessoa melhor. Perdoe meus pecados Pai Celeste. Purifica meu coração e me ensina a reconhecer e arrepender dos meus erros.
Te amo meu Deus.
O melhor é ficar quieto, isso é sabedoria e ninguém precisa estar com alguém para arrumar problema simplesmente abrindo a boca e dizer o que pensa.
A SOLIDÃO é para os fracos o que os fortes aprenderam a chamar de SOLITUDE
Essa noite, já decidi. Vou pegar a coragem pela mão, vou vestir meu melhor sorriso, vou sair a passear por aí. Minha amiga, Lua, se quiser, pode me acompanhar. Vou caminhar sem direção, sem pressa de voltar. Eu quero mesmo é andar sem destino. Talvez minha alma se liberte para voar livremente. É isso, vou caminhar por aí, vou ver o tempo passar. Amanhã talvez eu volte, e talvez. Boa noite!
Em uma grande explosão o universo nascia, como um insight de uma mente criativa, que começaria uma jornada poética. O grito acorda as multidões de que é tempo de mudar. O silêncio reflete sobre o grito, mas concorda. São opostos complementares.
Uma lágrima de sangue escorreu de seu ventre como anúncio de dor interna e acumulada.
Os cabelos cacheados eram os mesmos, mas a mente havia se transmutado em um melancólico elefante. E as memórias calavam o tempo. Minha dor era tão grande, onde havia ausência de significado. Se eu gritasse, até Deus se assustaria. Ela dormia para que o sono estruturasse seu pensamento e ela pudesse acordar para a vida como uma baleia que emerge no mar. A verdade é uma deusa grega, bondosa e impiedosa. Paradoxal. Ela lança para o mundo de Hades todos aqueles que tentam deturpá-la. A dor é a mãe da cura. Ela traz em seu colo o alívio do que ela mesma causou, como uma planta que pode ser remédio e veneno ao mesmo tempo. Ver é ultrapassar as barreiras desse mundo. Ver é se sentar no Monte Olimpo. Quem vê de verdade vira uma divindade. O tempo é uma dança entre a vida e a morte. Ele baila intensamente com o ser humano e no final da dança frenética acomoda o corpo em caixões e o cemitério reverencia o corpo que chega, exausto de tanto bolero.
Ouçam as crianças, façam os adolescentes sorrirem e perdoem os adultos. Eis o que, no fundo, cada fase da vida mais deseja.
Jay, sou eu, Nan-young.
Quando eu era criança, eu nunca carregava um guarda-chuva comigo. Mas eu também nunca me molhava. O meu pai sempre vinha me buscar ele sempre olhava pro céu, então ele deveria descobrir quando ia chover. Talvez isso tenham se tornado um hábito, mas mesmo agirá quase nunca carrego im guarda-chuva. Lembra de quando... você me chamou pelo meu nome... pela primeira vez? Aquela foi a primeira vez que eu dividi um guarda-chuva depois de adulta. E também foi o dia que eu me apaixonei por você. Eu sei que estar assistindo isso agora não deve ser uma experiência fácil pra você. Jay... é engraçado como se encontra um oásis no meio do nada em vez da estrada que se queria percorrer. A vida tem dessas. Jay, você é assim pra mim. Você me levou por uma linda estrada que eu nem sabia que existe. Eu sei que pode ser difícil, Jay. Mas eu esperto que não fique triste por muito tempo. Viva sem arrependimentos e seja você mesmo. Expresse-se do seu jeito
A palavra escrita, uma vez compreendida, não repousa: ela coloniza o ser, germina nele e cria vínculos invisíveis entre pensamento, corpo e mundo.
A seca quando avança
não aduba o pé da serra
quando eu fui era criança
feito um cabrito que berra
e meu coração balança
sem perder a esperança
de voltar pra minha terra.
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