Corpo
Depoimento do Abismo – Parte II
Às vezes penso se algum dia fui algo.
Um nome. Um corpo. Um gesto de humanidade.
Mas essas memórias, se existiram, apodreceram sob o peso das águas.
O tempo aqui não passa — ele apodrece.
É um tempo imóvel, estagnado, onde tudo que respira morre em silêncio.
O que resta são vestígios de pensamentos,
ecos de uma razão que tenta sobreviver ao esvaziamento de si mesma.
Pergunto-me: o que é a dor quando não há mais corpo?
E descubro que ela sobrevive mesmo assim,
porque a dor é anterior à carne —
ela é a lembrança do que fomos,
a cicatriz deixada pela ausência de sentido.
Aqui, a consciência não se extingue.
Ela se estilhaça,
se parte em fragmentos que flutuam sem direção,
como restos de naufrágio num mar sem horizonte.
Eu os observo, esses fragmentos.
E cada um carrega uma versão de mim que não reconheço.
O que sou agora é um silêncio que pensa.
Um vazio que filosofa sua própria forma.
Compreendo, enfim, que o verdadeiro castigo
não é o fogo, nem o tormento físico.
É o excesso de lucidez num lugar sem realidade.
É saber demais num espaço onde nada tem nome.
Aqui, a única certeza que tenho
é que nunca sairei.
Não por estar preso —
mas porque já não há um "eu" que possa partir.
O rio Aqueronte não aprisiona.
Ele dissolve.
Ele absorve o que resta da alma até que a alma se torne ele.
E eu… já não sei se sou aquele que caiu,
ou apenas mais uma corrente fria
a arrastar outros para o mesmo fim.
O Bolo de Coco e os Dias da Semana
Por Diane Leite
Ainda deitada, com o corpo entregue ao travesseiro e a mente girando devagar,
ouvi a cena como quem assiste a um filme sussurrado pela casa.
Era manhã de domingo.
E por coincidência — ou delicadeza do destino —,
também era dia primeiro.
O bolo era meu.
Mas deixei meu filho de sete anos pegar.
Ele queria dividir com o irmão de vinte e um.
Só que o mais velho já tinha comido outro doce,
e eu disse:
“Come sozinho, meu amor. Esse é todo seu.”
E foi aí que a vida virou roteiro.
“Eu acho que eu não gosto tanto assim de bolo de coco…”
disse ele, pensativo, como quem descobre que cresceu um centímetro por dentro.
O irmão, curioso, perguntou:
“Mas que nota você deu?”
“Sete.”
“Por quê?”
“Porque hoje eu não tô gostando muito de coco.”
E o mais velho, com aquela sabedoria prática que só os irmãos mais velhos têm:
“Ah… é que você gosta de bolo de coco de segunda a quarta.
De quinta a domingo, você já não gosta tanto.”
Era domingo.
E eu sorri.
Porque entre uma mordida e uma conversa,
eles me deram a melhor metáfora para começar o mês:
— Tudo que é nosso pode ser ofertado.
— Tudo que sentimos pode mudar.
— E tudo que muda pode ser recomeço.
Na simplicidade de um bolo dividido,
aprendi de novo que o amor mora nos detalhes.
Que a escuta silenciosa é presença.
E que ser mãe é isso:
testemunhar o mundo sendo redesenhado todos os dias pelas palavras dos nossos filhos.
Às vezes, o bolo de coco é só bolo.
Mas às vezes,
ele é tudo que precisamos para lembrar
que até o amor tem gosto diferente dependendo do dia —
e tá tudo bem.
Porque amar também é isso:
respeitar o paladar emocional do outro,
e ainda assim, continuar oferecendo o melhor pedaço.
"Te amei antes mesmo de te conhecer, de tal forma que quando te via meu corpo logo estremecia.
De desejos ardentes e
Paixões inconsequentes...
Sim, te amei... Ah! Como te amei. "
"Você tem carta branca nesse meu coração. Amo você! Estou de corpo e alma entregue em suas mãos. Quero dizer que ninguém no mundo vai te amar assim..."
Araketu
Calmamente! Antes de chegar nos seus lábios! Quero sentir seu corpo, sentir seu cheiro, abraço demorado beijando suas costas, ombro, beijando no pescoço, apertando o bumbum, beijando no rosto até chegar deliramente na sua boca gostosa... Pronto é assim que quero chegar na sua boca!
Ela chegou...
PRIMAVEROU!
No meu coração,
as flores.
Na minha alma,
as cores.
No meu corpo,
o doce perfume da felicidade!
PrimaverAMAR
encantei-me com seu olhar,
vi flores no caminho
e imaginei o seu corpo
com um perfume peculiar...
é o cheiro do amor
que paira no ar...
é a primavera que acabou de chegar!
“O homem, corpo e alma, é uma coisa só. Ele nasce, vive, morre e ressuscita como homem. Por isso não existe a ressurreição da carne, mas sim a ressurreição do homem.”
“À medida que vamos morrendo no corpo físico, que nossas células vão apodrecendo, vamos ressuscitando em um corpo espiritualizado, em células de luz. Esse processo dura, em média, 21 dias.”
“Não é milagre, se chama aporte! Casos de aporte famosos são os daquelas agulhas que entram no corpo sem ferir ou sangue que sai do corpo sem feridas. O sangue que sai da imagem é o sangue de uma pessoa que está há menos de 50 metros. O mesmo acontece com as agulhas. A pessoa desmaterializa um prego ou agulha que está próximo, convertendo em energia e fazendo entrar no corpo, se materializando de novo. Da mesma forma que há o aporte para dentro das agulhas, há o aporte para fora do sangue, que sai convertido em energia, cai sobre o quadro e se materializa de novo. As marcas de sangue que aparecem nos corpos das pessoas, os ‘estigmas’, também são casos de aporte.”
“A telergia é um fenômeno perceptível à sugestão dentro do corpo. Num curso que dou, pego uma menina da plateia e digo que vou enfiar nela uma agulha desinfetada com álcool. Em vez disso, passo a agulha na sola do meu sapato. Ela chega a sentir o cheiro do álcool e não há infecção. Está provado que a telergia tem um poder que responde muito bem à sugestão dentro do próprio organismo, não deixando a infecção instalar-se. Mas só é controlável dentro do corpo se a infecção não estiver instalada.”
“Como o ser humano gera um corpo e a alma vem de outro lugar? Isso não existe! Não existe alma de uma planta sem planta ou de um animal sem animal. Como pode haver alma humana sem corpo?”
À medida que vai morrendo vai ressuscitando (corpo e alma, juntos)... O diz muito bem o Apóstolo São Paulo, traduzindo bem: ‘Nós não morremos, nos transformamos!’ À medida que vamos deixando um corpo corruptível, nessa mesma proporção, vamos ressuscitando num corpo incorruptível. Vamos deixando um corpo burdo e vamos ressuscitando num corpo sutil. Vamos deixando um corpo passível e vamos ressuscitando num corpo impassível. Até os oito, nove dias (da morte real) há bastantes milagres, revitalizações...
“As principais características de um corpo ressuscitado são: claro, ágil, sutil e impassível. Até que, por fim, terminou a ressurreição, começou a eternidade. Há católicos que dizem que fica muito tempo no purgatório... É uma bobagem. Na eternidade não há tempo. O juízo tem de ser no finalzinho da ressurreição e da morte, quando o corpo vai deixando de atrapalhar, o cérebro vai deixando de trabalhar, e nos fazemos um corpo glorioso, espiritualizado. Então a alma manifesta todos os seus poderes, de conhecimento etc.”
O que envelhece é o corpo porque a Alma .. AAA a Alma, essa permanece jovem quando decidimos não envelhecer
