Corpo
O Deserto de Dentro
A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.
Produto a venda o ser humano...
Sua alma tem preço?
Seu corpo tem preço?
Seu espírito tem preço?
Sera que inocente é simplicidade abandonado sua sua capacidade de intelectuais, o ser racional e ambíguo agora da cenário mundial do ser alienado...
Essa convivência tras um pensamento profundo da desconexão humana...
O estado da saúde mental o ser alienado está feliz... este estado pode ser reversível...
O homem dentro de uma singularidade digital novo formato multiastral e dimensional...
O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.
O CORPO DO CORVO
Morto ser porquê foste diante meu ser...
Parado num túmulo de contradições sois a replubica que reluzente nas asas da democracia.
Larvas surgem em seu corpo tão igual euforismo político funcional...
Geopolítica a estatua corroida pelas correntes de retóricas golpista.
O que sois no cranio ja vivo incompatível desejo de ser como as chamas que deformam com tempo.
As vestis sao mortalhas fúnebres
Pois a ignorância faz o monstro da corrupção.
Estátua de barro é simplicidade corpo abandonado por suas ideias maravilhosa. Suas ideias eram ideologia que te alianava diante a televisão.
Paradoxo digital para seus dilemas o celular é simplicidade sua live...
Diante teu corpo sinto calor que nunca senti neste mundo sois minha alma,
Mas, meu espírito ainda busca a ti meu amor.
Luzes dentro do corpo inerte todavia a luz conduz a escuridão e para escuridão caminho se torna luz.
Olhando para seus olhos vejo corpo se alimentando de sonhos caminhando para infinito.
Tantas contradições diante corvo faminto.
Tais julgo afoga se no fulgaz instante voo se torna solitário diante a lápides.
Buscando novos horizontes diante a chuva que cai.
Gritos no silêncio de teus lábios flamejantes rasgam os ceus.
A emoções devastam a terra o tornam os ceus cinzas em azuis.
E o teu corpo resolveu fazer morada no meu.. resolveu se encantar nas minhas curvas.. e fazer da minha pele.. seu apogeu..
Quer descobrir o caminho pra chegar na minha alma?
comece explorando as curvas do meu corpo..
se perca num caminho sem volta do meu prazer..
e acabaras tropecando na porta que da acesso ao meu coracao..
conquiste a chave.. e me teras pra sempre...
serei sua... sem restrincoes...
Sua boca na minha...
seu roupao no meu...
seu corpo entrelaçado..
suado...
envolto no meu..
e assim que deve ser..
essa delicia.. esse prazer..
essa gostosa fantasia
Eu sinto falta..
Sinto sua falta..
Tá na cara.. nao da pra disfarçar. .
Tá no corpo, na alma, no coração. .
Tá em mim.. tá em tudo..
Sinto falta de mim em vc..
De vc em mim....
Vidro embaçado. .
A gente no carro..
Gemidos,sussurros, afago..
Corpo no corpo..
Sabor, prazer,pecado..
O Proibido é mais gostoso..
o ser humano adora desafios..
Há Nudezes Que Revelam a Alma
Há nudezes que revelam o corpo,
mas há outras que revelam a alma.
E foi assim quando te vi:
não foi tua pele que me deixou sem palavras,
foi perceber que, diante de mim,
você havia deixado cair
tudo aquilo que nos protege do amor.
Não havia apenas um corpo despido,
havia uma mulher inteira,
com seus silêncios,
seus medos,
suas delicadezas,
seus desejos
e todas as histórias
que teus olhos ainda não haviam me contado.
E eu te olhei
como quem contempla algo sagrado,
não pela perfeição,
mas pela confiança de poder estar ali,
tão perto daquilo
que o mundo jamais conheceria como eu.
Porque amar alguém
é também aprender a olhar.
É tocar sem possuir,
é desejar sem diminuir,
é contemplar sem transformar
a beleza em coisa.
Naquela nudez,
você estava vestida
da coisa mais bonita que alguém pode oferecer:
a confiança.
E talvez tenha sido por isso
que meu coração tremeu.
Porque percebi
que não estava apenas vendo você.
Estava sendo autorizado
a conhecer uma parte tua
que nenhuma roupa poderia esconder
e nenhuma palavra conseguiria explicar.
Teu corpo era poesia,
sim,
mas tua entrega era ainda mais bonita.
Havia versos em tua pele,
mas havia eternidade em teus olhos.
E quando nossos silêncios se encontraram,
compreendi finalmente
que a verdadeira nudez
não acontece quando as roupas caem.
A verdadeira nudez acontece
quando já não temos medo
de sermos vistos por inteiro.
Por isso,
se algum dia me perguntarem
o que encontrei quando te vi assim,
não direi que encontrei
o corpo que tantas vezes imaginei.
Direi apenas:
encontrei tua alma
sem nenhuma defesa diante da minha.
E naquele instante,
eu também me despi
não das roupas,
mas de todos os meus medos
de amar alguém
tão profundamente.
“O Poema Que Nunca Foi Escrito”
Quando vi teu corpo pela primeira vez,
meus olhos ficaram em silêncio,
como se tudo aquilo que imaginei
houvesse esperado uma vida
para finalmente acontecer.
Pensei que jamais teria aquele instante,
que você seria para sempre
um desejo escondido
entre meus sonhos
e minhas impossibilidades.
Mas você estava ali,
tão perto,
tão verdadeira,
tão lindamente humana,
que por alguns segundos
esqueci todas as palavras.
E percebi
que teu corpo era poesia.
Havia versos em tua pele,
rimas escondidas em tuas curvas,
reticências em teus silêncios
e uma história inteira
na delicadeza de você se revelar para mim.
Eu não precisava escrever nada.
Só precisava olhar,
sentir,
e aprender a linguagem
daquele momento.
Porque cada sussurro teu
parecia arrancar uma palavra do silêncio,
cada aproximação escrevia um verso,
e nossos corações,
tão próximos,
pareciam terminar juntos
uma poesia que nenhum de nós
havia começado.
Naquela noite,
não encontrei apenas
o corpo que tantas vezes imaginei.
Encontrei você.
E compreendi que existem poemas
que jamais conhecerão o papel,
porque foram feitos
para serem escritos na memória,
lidos pelo coração
e guardados na alma.
E teu corpo,
naquela primeira vez,
foi o mais belo poema
que meus olhos tiveram
o privilégio de ler.
Respirar é para o corpo o que a oração e a consagração são para o espírito. Sem essa conexão íntima e diária, a fé cristã reduz-se a mero formalismo, esvaziando-se da presença e da vida divina.
Não adianta ter um rosto bonito, um corpo malhado e uma aparência impecável, se por dentro o coração é cheio de sujeira. A beleza chama atenção, mas é o caráter que revela quem realmente somos.
Onde existe verdade, entendimento e conscientização, a mente compreende, o corpo sente, o próprio coração expulsa.
