Conversa
bom velhinho.
Toda vez que chegava o natal era sempre a mesma conversa -- "papai noel este ano não vai poder passar por aqui". Nunca podia. Num naqueles natais alguém falou que era necessário deixar os sapatos na janela que " o bom velhinho" colocaria o presente dentro. Sapatos? Que sapatos? Outra vez falaram que ele vinha pela chaminé, mas na minha casa não tinha chaminé. -"Ah, Então era esse o problema. Não era culpa do papai Noel, a culpa era nossa que não tínhamos os requisitos necessários para recebe-lo-". Chegava o dia vinte e cinco e nós, outra vez, com cara de pedinte. Nada de nada. Fazer o quê?A gente usava a criatividade. Íamos para cidade, (morávamos retirado da cidade) e ficávamos vendo as crianças brincarem com seus brinquedos, deixados pelo papai Noel. Eu pensava: As casas delas têm chaminé e e todas elas têm sapatos.Era isso.
Algumas crianças até deixavam a gente ver os brinquedos, mas com a promessa de não tocar para não sujar. E assim era nossos natais. Num natal, eu já mais velho, com mais ou menos 8 anos, resolvi que a coisa não podia ser daquele jeito. Então, numa manhã de Nata,l Fiquei no jardim, em frente à igreja, vendo as outras crianças brincarem com seus brinquedos. Umas com bolas, outras com bicicletas e as meninas com bonecas. Mas tinha um menino que superava. Ele estava brincando com um jipe de pedal. O jipe era verde com um a estrela branca no capô. Não tive dúvida, tomei o jipe do menino. "emprestado." Ele era bem menor do que eu. Pequei o jipinho e andei por todo o jardim. Fiz derrapadas, freadas, disputei corridas com outros meninos que estavam de bicicletas. Fiz o diabo com o brinquedo. Quando devolvi o jipinho para o menino, depois de estar cansado de andar, olhei para ele e ele estava sorrindo. Ficou meu amigo. Sempre que eu queria andar no jipinho, eu ia até a casa dele e deixava ele brincar com meus brinquedos: um pião de madeira, feito por mim mesmo e que ensinei ele jogar, um bilboquê feito de lata de tomate, um monte de bolinhas de gude e rodar arinho. Vez ou outra eu levava uns besourões de chifres e ficávamos brincando, fazendo os bichos puxarem umas caixas de fósforos carregadas de areia. Acho que papai noel nem conhecia aqueles meus brinquedos. /i
Se nas 24 horas do seu dia você não é capaz de dedicar apenas alguns minutos que seja para conversar e agradecer ao Pai que te criou, há algo muito errado em como está vivendo a sua vida. 19/12/2024
Numa conversa difícil é preciso explanar o problema e, não ferindo a ética e não cometendo crime, descobrir o que pode ser feito para algo funcionar direito.
Em uma conversa seja honesto. Demonstre que a conversa é sobre o que é certo e não sobre estar certo. Não se trata de uma competição, mas da elaboração dos fatos.
Em uma conversa defendi um "capitalismo humanitário", neste meu mundo os homens irão produzir, ter seus lucros, suas grandes empresas, porém a máquina nunca irá comandar, ainda seremos dotados de amor ao próximo, criaremos oportunidades, os lucros irão ser freados por pelas oportunidades e apreço a pessoa, e nunca mais será permitido a utilização da frase "O LUCRO ACIMA DE TUDO", o País vai buscar combater a fome com seus melhores produtos, os demais alimentos serão exportados, nossa nação será verdadeiramente soberana.
Todo dia e toda noite a "Alma" conversa com a "Morte" e diz "Hoje não", mas nem sempre a morte dá ouvidos.
Francamente, não sou muito de festas, pois não suporto conversa fiada.
Conversa genealógica sobre a experiência alheia
15 anos grávida, casou-se rapidamente, para reparar um erro com outro. Errar é totalmente humano, o humano é totalmente errado. Teve 2 filhos, se divorciou aos 19, hoje com 36 está desquitada a 17. Conheceu um subgerente de 24 numa festa beneficente, estão casados há 3 anos, tem uma filha de 8 meses, do segundo relacionamento firmado juridicamente. Seu primogênito está com 21 e deu-lhe um netinho a 1 ano e meio; a filha do meio fez 18 e não pretende se casar. A família se reúne rigorosamente aos sábados à tarde, para churrascos no quintal ou agradáveis piqueniques no parque.
Ela, o atual marido, o ex-marido, os 2 filhos do primeiro casório, o neto, a filha do segundo, a esposa do ex, os três filhos dela com o primeiro esposo, mais o filho do marido, com a segunda esposa dele e o pequenino filho da empregada, que insistiram em trazer. Sem comentar os 2 cães labradores, do pai da esposa de seu primeiro cônjuge e as sogras, sogros, tios, tias, sobrinhos, primos, avós e afilhados. Quando guardavam os utensílios, depois do piquenique da semana retrasada, confessou para a recente esposa de seu ex, que a relação dela com o atual amante não vai lá muito bem, o casamento há algum tempo está em crise.
Então essa conversa fiada, contrastou em meus ouvidos afiados, combinações de palavras belas, ocas, dentes e bocas, um banquete aos canibais.
Cada santo quer a sua vela...
Cada tolo tem sua mania...
Conversa em pé de ouvido...
Tem a sua valia...
Se o mato enxerga...
As paredes podem ouvir...
Melhor falar baixinho...
Sorri melhor quem por último ri...
Cada um fala como quem é...
E não faz pouco olhar por si...
Procurando o que convém...
Adiante e mais além...
Cada um sente o frio...
Conforme a roupa que tem...
Cães e lobos comem todos...
Roem os ossos e não deixam para ninguém...
Calar é a sabedoria dos tolos...
Mas falamos bem baixinho para não ofender outrém...
Paschoal Nogueira
Quando uma conversa com uma amiga te inspirar a dizer algo sobre a forma de amar.
"Não é questão de ser ou deixar de ser, deixa teu coração escolher o que quer, amor você encontra onde se sente bem e não onde você escolhe."
Sentei perto dela e tentei puxar conversa, mas ela me ignorou, deve ser porque ela estava a ouvir musica em seu fone de ouvido; peguei então caneta e papel, e por bilhetinhos conversamos por horas naquela tarde, até que em um momento de curiosidade pedi a ela se eu podia escutar a música que ela ouvirá, ela escreveu que não, pois tinha vergonha, eu insisti e lhe escrevi que não contaria pra ninguém, então ela escreveu:
-você promete que não vai rir?
-prometo, assim lhe escrevi; então delicadamente ela colocou o fone em meu ouvido, eu escrevi para ela que eu não estava escutando nada, logo em seguida ela escreveu assim:
-eu sou surda :(
-você continua linda, assim lhe respondi.
“” Todo pescador é paciente e sabe a hora certa da fisgada, bebe boa cachaça e sabe jogar conversa fora... Sem estresse...”””
Não me submeto à sua poesia
Não
Ela não me toca
Não me atinge
Não conversa comigo
Suas palavras andam de um lado para o outro
Afundam e emergem
Rasgam as vestes em praça pública
Mas nada...
Nada acontece
Eu sigo
Domei suas mentiras
Assinei um contrato de sanidade comigo
Seus gafanhotos não devoram mais
A minha plantação
Nem sua estiagem compromete minha colheita
Não olhe mais para mim como se eu fosse
Um boneco de argila que você vai moldando
Me poupe de te odiar
Me deixe seguir em paz e sem arrependimentos
Não somos mais um do outro
Nunca fomos
Pare de espalhar cacos de vidro onde eu posso passar
Me deixe respirar sem esbarrar em você
Me deixe ser quem eu era
Quem eu fui
Quem ainda posso ser
Saia de mim sem ser expulso.
A fortaleza já existia, mas eu era muito ingênua, acreditava em qualquer conversa fiada. Tem que ser forte para ser boba
