Contemplar
Tocar um instrumento e cantar, pensar e escrever, enxergar e contemplar são mais que prazer, são opções de terapia.
Ney P. Batista
May/13/2021
A Dialética Oculta da Salvação Seletiva: Egoísmo e a Perversão da Clemência…
Ao contemplar a conduta dos que se prendem à rigidez da letra religiosa, alheios à profundidade do espírito que anima os ensinamentos de Cristo, descortina-se um panorama de inquietantes dissonâncias na trama da moralidade humana. Há, nesse cenário, uma dualidade desconcertante: a voz que proclama indulgência e absolvição, com o timbre da virtude, contradiz-se nos recessos silenciosos onde se arquitetam, sob o véu da arcada dentária, julgamentos severos e irrevogáveis. O contraste entre a palavra e o pensamento revela uma tessitura ética paradoxal, onde a superfície luminosa da compaixão pode ocultar a sombra austera da censura.
Sob essa máscara de piedade, percebe-se um prazer velado na queda alheia, um deleite quase pérfido diante do espetáculo da expiação, como se a redenção do próximo fosse tributária de uma dívida imaginária, concebida para alimentar o orgulho de quem observa. É uma fé corrompida, onde o nome de Jesus, invocado com solenidade, serve mais à vaidade do que à virtude. Há, nesses espíritos, uma estranha satisfação em vislumbrar a condenação de outrem, pois a salvação do faltoso lhes parece um artifício que destitui de sentido sua própria pretensa superioridade. Em sua visão empobrecida, a graça divina não pode abarcar aqueles que desprezam, pois isso subverteria sua concepção de justiça, fundada não no amor, mas na exclusividade. Assim, empunham as escrituras para afirmar que "Deus é amor", mas em seus corações arde o desejo de um paraíso segregado, onde a alteridade seria um intruso a macular a santidade.
Essa postura, marcada por uma miopia espiritual, denuncia a fragilidade de um ethos que proclama unidade, mas teme a comunhão. O triunfo do outro, ao invés de ser celebrado, é recebido com inquietação; a prosperidade alheia, longe de inspirar alegria, acende a fagulha da inveja, disfarçada sob mantos de falsa serenidade. Surge, então, a questão primordial: seria a alegria diante do êxito do próximo um reflexo sincero de fé na providência divina, ou apenas uma máscara que oculta o azedume de uma vaidade ferida? É nesse confronto que a alma se desnuda, revelando sua verdadeira natureza.
Ao sondar os abismos do próprio espírito, descobre-se a linha tênue que separa a virtude genuína do vício dissimulado. A resposta à ventura alheia, seja ela uma exultação legítima ou um ressentimento velado, expõe as filigranas mais sutis do caráter humano. E assim se tece o drama da existência: uma luta constante entre a grandeza que se aspira e o egoísmo que nos ancora, entre o amor que liberta e o orgulho que aprisiona.
Os detalhes apreciados nos permite contemplar belezas despercebidas e nos traz motivos para agradecer.
Se tudo e todos se forem, mas as estrelas ainda reluzirem, a lua me contemplar e o sol clarear meus caminhos, então eu continuarei tendo esperança.
O amor, verdadeiro
Não se pode “ter”, nem se criar
Apenas sentir, viver, contemplar
E guardar no coração, na memória...
como o mar
Quando olhei duas mulheres juntas, minha visão ficou pequena, para contemplar com exatidão, a grande beleza da loira e da morena.
Ao contemplar o céu à noite, tenha sempre em mente que apesar das noites sombrias o coração estará iluminado através do brilho das estrelas
Resiliência de casal
Fechou os olhos e sorriu, finalmente pode contemplar. O que para muitos é difícil ou até impossível de se exergar.
Sempre foi linda mas nunca tão bela. Transformou-se rapidamente em princesa, uma eterna Cinderela.
Abriu os olhos lentamente, sorriu a verdade desvendar. Com os olhos fechados então foi o seu coração que sua paixão o fez enxergar.
Provavelmente, ela vivia num jardim a contemplar as flores , a acariciá-las, e, entre um suspiro e outro, algumas confidências; isso mesmo, tinha certeza que lhe falaria do seu fascínio pelas luzes da manhã, aqueles primeiros raios que despontavam antes do corpo solar; que refletiam no espelho de um lago, na lâmina de um rio ou verdejavam sobre alguma floresta. Talvez caminhasse a beira de uma praia solitária como uma recém-nascida manhã pudesse; imaginando um conto, uma história bonita que contaria pra alguém com certa graça, acrescentando algum humor ou drama, uma pequena mentira que só embelezaria o que já fosse belo. Por certo era uma imaginação fértil e caminharia por um cemitério imaginando que todos que cruzassem consigo já tinham morrido e não olharia pra trás com medo de ter essa certeza. Talvez fosse assim, alguém eloquente a quem todos esperariam silenciosos afim de ouvir algo interessanre; e se calasse o suspense do silencio cairia todo sobre si mesmo. quiçá às madrugadas imaginasse sonetos trágicos de paixões insanas; essas loucuras do cotidiano que acabam nas manchetes dos programas policiais, ou luxurias inconfessáveis que passariam por sua cabeça nalgum desejo secreto que jamais revelaria.
Algum dia apareceria com os traços ordinários como os de qualquer ser vivente, uma timidez simplória dos seres limitados; voz pausada, própria dos que pensam muito, ou dos que não têm muita certeza do que vão dizer; e aquele ser divino interior em pura ebulição ali no peito, transpirava, sussurrava, suspirava e tinha as mesmas carências, os mesmos medos e inseguranças; aquele ser capaz de todas as loucuras, todos os pecados e todos os perdões por paixão e por amor deixaria de ser só uma miragem nos meus delírios...
A esse amor
Se não existisse a eternidade
Já me valeria apena existir
Só por contemplar o teu sorriso,
O tempo tão ligeiro que se finda
Não me faz te esquecer...
A menininha dos teus olhos
Sabe que te amo
Como dantes no passado te amei...
Não lhe conta dos meus sonhos
Pra não te despertar dos teus.
O tempo por castigo
Não desfez o que senti,
Se tudo passa com o tempo
Não disseram a esse amor...
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
É preciso contemplar a pessoa com autismo além das diferenças dentro do próprio espectro, pois cada uma precisa ser enxergada dentro de sua individualidade.
"Solidão...eu aqui a contemplar a ausência...a falta que você faz...fico ali...sentada...olhando pela janela...pensando...orando...vai chegar...não chegou...parti...nunca mais te vi...morri."🌟
É uma visão desagradável contemplar homens em idade, bebês em conhecimento; e quão inadequados eles são para instruir os outros, que precisam aprender para si mesmos quais são os primeiros princípios dos oráculos de Deus (Hebreus 5.12).
Ela é céu, universo, o caos, constelação...privilégio de quem pode contemplar... ela é sol, ela é luz, ela é radiante fascinação... colírio aos olhos, perfeição...
Tem horas em que é preciso erguer a cabeça, só assim poderemos contemplar a beleza, qual deixamos de ver ao andarmos cabisbaixo.
🌠🌠🌠Em cada amanhecer podemos contemplar quão grande é o amor de Deus sobre nossas vidas. Os projetos são nossos, mais o agir é dele.🌠🌠
Gandhi, ao contemplar a vitrine repleta de bens materiais e dizer: “Estou vendo justamente tudo o que eu não preciso”, revela o grau supremo de autossuficiência moral e espiritual a que o ser humano pode chegar.
Ele não via pobreza em si mesmo, mas riqueza na simplicidade. O olhar de Gandhi não era de desejo, mas de consciência consciência de que a verdadeira liberdade não está em possuir, mas em não ser possuído.
Mensagem final.
O amor, quando vivido em sua expressão mais pura, não é um sentimento é uma decisão de alma. Gandhi decidiu amar, e por isso continua vivo, não nas estátuas, mas na consciência de quem compreende que a única revolução capaz de salvar o mundo é aquela que começa no coração humano.
