Contar Histórias
Minhas cicatrizes são responsáveis em contar a minha história, porque o meu olhar só define como me sinto agora.
Ame o conteúdo da história da tua vida e não te deixes impressionar pela profusão de belas capas nas redes sociais.(Walter Sasso)
“Não conte suas histórias pra quem faz comédia dos seus dramas e pra quem faz drama das suas comédias.”
Eu só sei de uma coisa:
enquanto continuarem
com essa história boba
de intransigência tola,
jamais descansarei.
Não haverá trégua
de clamar a misericórdia
em nome do irrenunciável
e justo apego à terra.
Essa criancice de quem
começou me esgota,
e entendo que todos
começaram porque não
estou vendo ninguém
com iniciativa corajosa
de renunciar ao ódio como
propôs o procurador.
Não vou arredar mesmo
que no momento mal
consiga andar e ao pódio
não posso tão cedo pelas
minhas pernas chegar.
Da minha janela eu fiquei
Em busca daquelas histórias
Que só eu sei contar,
Fui em busca do luar...
Eu fiquei assim a te esperar,
De olho na janela para te ver,
Do jeitinho que irás pousar;
No soneto madrigal irei festejar
De bruços irei escrever:
Para o poeta se deleitar.
No céu flutuando eu subi
Em busca da luz da lua
Que provoca o delirar,
Fui em busca de você,
Eu estou a premeditar,
De olho na tua despreocupação,
Do teu trigueiro versejar,
No meu abraço a te abraçar,
De boa e sensual coreografia
Estou aqui para te provocar...
Do céu avistado o luar
Em busca do teu beijo,
Que chegou para excitar,
Fui em busca do segredo,
Do teu lindo versejar
Que bem parece (rede)
De pescador lançada no mar;
Aqui estou subindo pelas paredes,
Pronta para a gente namorar.
O contemporâneo como o que é do tempo atual, sempre foi contemporâneo em algum momento da historia da arte na evolução humana. Hoje passaram a ser referencias tradicionais mas em seu tempo eram ousadias do que pré existiam e eram concebidas como atuais.
Na maioria das vezes, as historias contadas são muito mais importantes e valiosas que os objetos antigos.
As boas historias, de afeto e de carinho independente da religião e da cultura de quem nos conta, se repetem. Isto justifica se por amor e humanidade.
Eu sou civil, pipa avoada, contador de história e revolucionário.Nunca fui e nunca gostei dos iguais sou da família dos diferentes. CDF não preferi ficar no fundo da sala com os repetentes. Afinal nunca tive patrão, aprendi a tocar violão de ouvido, a cobra venenosa que me mordeu morreu ela, e quem ganha na briga de rua é o primeiro que dá o primeiro tapa,e sai correndo....por que rostinho que mamãe beijou vagabundo nenhum põe a mão.
Deste continente que
andam prometendo
ofertar a noite escura
mais longa da História
para os nossos povos:
anuncio a minha Wiphala
símbolo da paz universal
que está hasteada
a luz da querida Lua.
O amor aqui na Terra
precisa virar notícia,
é por isso que escrevo
como quem canta
e ao povo humilde
se entrega total
num acorde sideral.
Buscando o triunfo
em nome da vida
para reunir todos
que têm boa vontade
em nome da liberdade,
como o vento que
espalha a verdade,
as sete cores
e as sementes:
nas minhas veias
tenho a herança tribal,
trago você no meu
sonho de mil luares,
e de dia tens o meu peito
porque és amor perfeito.
Não tem ligação com
o autor das Histórias
que serão contadas,
Mas deve ser por
nós sempre lembrada,
Como lição a não
ser nunca mais repetida:
A rádio em Ruanda
foi usada como arma,
e da memória não
deve nunca ser apagada.
Não existe tragédia
maior do que a outra,
Cada uma carrega
o seu veneno particular.
De Grozny na Chechênia
a memória não deixa
da minha mente apagar.
A televisão foi usada
para reputações
mentes e corações
diante dos olhos
e sonhos assassinar.
Não existe tragédia
menor do que a outra,
Cada uma entrega
a natureza da liderança.
De Aleppo na Síria
a História se fez
por ação destrutiva.
A comunicação cortada
ampliou a extensão
do terrorismo brutal,
e corremos o risco
do esquecimento geral.
De Agdam no Azerbaijão
a história da devastação
conheço muito bem
e a extendida agressão.
Não existe tragédia
maior do que a outra,
Cada qual separa um
povo irmão e a fixação
de quem a fez continua.
A tragédia de Mariupol
na Ucrânia é mais uma
que não será esquecida.
Não existe tragédia
maior do que a outra
a de hoje foi na imprensa
e na tecnologia gestada.
Da Criméia por ela
ocupada só confirma
que 1944 ainda vive.
Não existe tragédia
maior do que a outra,
ela pichou a sua marca
na porta de uma casa.
A Rússia sabe muito bem
como é conviver com
a tragédia e dela ser refém.
A livre consciência ninguém
detém e as almas protetoras
das cinquenta montanhas,
Eis a ironia do destino feita
para infernizar tiranos
e derrubar todas muralhas.
Venho contando
em verso e prosa
a história da tropa
que aprisionada
ainda se encontra,
o quê se passa
no nosso hemisfério
e que neste ano
qualquer real valor
está sendo inverso.
Tenho buscado estar
na estação poética
como astronauta,
enquanto o regresso
da reconciliação
não tem sido possível.
O General continua
injustificadamente
(((aprisionado)))
desde o dia treze
de março do ano
de dois mil e dezoito,
o ar anda pesado
na boca o desgosto
e algo me diz que
tão cedo passará
está sensação de sufoco.
De idílio em idílio
vou contando
a história do General
que está preso
injustamente
há dois anos sem
sequer ter tido
audiência preliminar,
Ninguém sabe
quando o pesadelo
dele e da tropa
(em situação
semelhante
de fato
irá terminar),
Do meu profundo
isolamento social
em rebelião
contra o inimigo
invisível que
quer nos devastar,
Estou lutando
com igual altivez
contra o fantasma
visível da fome
que quer o futuro
da minha Pátria
e da América Latina - exterminar;
De idílio em idílio
tenho passado
os dias em busca
de denunciar
o isolamento vertical
que querer forçar
a se espalhar,
Não esmoreço
como a Urbi et Orbi
em noite de Praça
de São Pedro
vazia em busca
de ser espalhada
por todo o lugar.
Não quero, não deixo,
não posso diante
disso tudo,
nada e nem ninguém
neste mundo me calar:
a minha missão é gritar.
