Contar Histórias

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⁠Um dia chuvoso
Absorta em minha divagações
com a chuva lavando o mundo
se sobressaem todas as contradições
e a minha existência revivo em um segundo.
Lembro um tempo muito distante
onde eu trabalhava com empenho
sonhava e buscava a todo instante
tudo que hoje por merecimento tenho.
Minha alma se ilumina de gratidão
pois as conquistas foram trabalhosas
e levaram tempo e muita dedicação
e então hoje me sinto uma vitoriosa.
E repensando tudo com mais atenção
tenho muito mais do que sonhei
méritos de um Deus que está no coração
e guiou meus passos até onde não imaginei.
Pouco dos meus passos foram planejados
fui trabalhando sem muito pensar
e colhendo ao longo da vida os resultados
de sempre cuidar para ninguém prejudicar.
Quanta gente dei asas para voar
e quando os observo, sinto felicidade
de vê-los seus caminhos conquistar
e eu recebi muitas bênçãos pela benignidade.

Inserida por Genelucia

⁠Minas tem belas montanhas; tem histórias e memórias; tem valores e culturas; Minas tem Monte Verde e Boa Esperança, Minas de Entre Rios, de encantos e poemas; Minas tem bela literatura, recheio de expoentes juristas; Minas de grandes estadistas; Minas de Drummond, Minas de Kubitschek, de Guimarães Rosa, Minas tem Cruzeiro e Atlético, Minas tem Pampulha e Teatro das Artes, Minas de Belo Horizonte, Minas de Governador Valadares, de Contagem, Minas de Teófilo Otoni, berço da Liberdade; Minas Gerais do Menino do Mucuri.

NÃO PERTENÇO A NENHUMA ETNIA

Não pertenço a nenhuma etnia. Cada segundo instabilidade
Continuo sem referência. Não sei de onde vim nem de qual sociedade.
Sou matéria, um ser vivente anímico. Somente alma
Que trilha conceito, mas não sabe quem realmente é. Um diabo-alma

Sou o próprio protagonista. Escrevo a história. Participo da história
Delineio outra história. Mas, não faço parte da história
Abruptamente não sei o que sou, nem para onde vou
Eu, ele, outros alheio a história, escrevo páginas sem humor

Ascendente de indígena. Gradativamente me estranho
Nunca me encontrei, jamais me achei. Meu cabelo assanho
Estou à margem do preconceito
Mas tenho que seguir preceito

Nos traços me reconheço
Nenhum instante eu esqueço
Que existo entre outros que não
No espelho vejo feição entre outros que são.

Inserida por Genuzi

⁠Quem não tem história pra chorar, não tem vida pra viver...

Inserida por jadatam

⁠Posso não viver para ver nossa glória
Mas me juntarei à luta com prazer
E quando nossos filhos contarem nossa história
Contarão a história desta noite

Inserida por pensador

O incrível Homem de Pedra



Era uma vez,não é a melhor maneira de começar uma historia,mas começo assim pois tem veia de historia que vô conta...Em algum lugar desse mundo extenso havia uma montanha como uma forma estranha,certo dia um jovem desbravador e seu experiente avô se deparam com ela,mas que depressa o jovem perguntou:

- Vovô o senhor que conhece todas historias, sabe de tudo um pouco, mas não toda verdade, sabe o porque da forma estranha dessa montanha?

Logo o senhor atentou e e disse:

- Claro que sei,bonita historia,se não me falhar a memória ela toda lhe contarei:



Havia um grande homem de rocha,de aparência horrenda,seu corpo não fazia sentido,inexplicável era sua vida ou sentido dela,vagava,caminhava,uma vez ou outra alguém lhe atacava,mas nada surtia efeito,era inquebrável,indestrutível,imparável!!!

Meio sem querer se tornou protetor da floresta que habitava, as criaturas mais fracas e indefesas,que já não temiam os predadores, pois a tudo aquele homem pedra amedrontava,na havia aquele que lhe enfrentasse,desafiasse,não sentia dor,e aparentemente nada...

Certo dia um homem de carne,de caráter questionável e inteligência peculiar,resolveu a observar tudo a distancia como se comportava a grotesca criatura de pedra.A rocha humana,amava a natureza,se alegrava com o cantar dos pássaros,com o saltitar dos cervos,fazia sons parecidos com risos a observar as brincadeiras dos esquilos,contemplava o céu,e sabia o nome de cada arvore do local,sabia que as flores,perfumavam o ar e anunciavam a chegada de muitos frutos...Ao ver tudo isso logo o homem de carne constatou:

-Ele sente!Ele sente!Alegra se e ama...Inquebrável,indestrutível,imparável,porem não inabalável!Aos outros necessito informar.



Certa noite,Homem de Pedra,observava e cantava para as estrelas,o som era oco parecia o eco da caverna,mas de certa forma havia harmonia,melodia e paz!Quando repentinamente ouviu um grito:

-Me ajude!Me ajude vamos todos queimar!

Era o grande acre da ponta sul,mais que depressa se pois a correr,foi quando o pinheiro da ponta norte também gritou:

-Estou em chamas,ajude me homem de rocha!



Pobre homem de Pedra,quando se situou aos quatro cantos estava cercado,só havia fogo,cedros,jatobás,eucaliptos,andirobas,bananeiras,arvores mangueiras,ypes,pobres salgueiros todos estalando com o fogo,toda beleza natural se esvaindo,todos frutos se perdendo...Ouviu todo mundo em tua volta gritar,gritavam em agonia,tudo aquilo que conhecia,tudo aquilo que lhe dava alegria estava perdendo a vida,ao nascer do dia estava cercado de cinzas.

Então o homem ao nascer do dia,aquele homem de carne de inteligência peculiar,viu que nem em tudo havia conseguido pensar e começou a esbravejar:

-Que droga,maldita vida!Não restou nada aqui,somente cinzas!Os pássaros voaram, os cervos correram, a água esta suja, e não há o que colher,e nem pelo visto não há sementes,e por aqui nada parecer mais poder nascer,só restou aquele horrendo Homem de Pedra,que não quebra,que não queima,que fique só sem tua natureza,es o que merece,pela raiva,e por toda afronta que nos fez,onde esta a natureza e toda vida que tanto queria proteger?

Assim o homem de carne partiu junto com os demais, sem remorso ou ao menos olhar pra traz!

Estava só,aquele homem de rocha que não se quebrava,que nada o destruía,ou lhe parava,se colocou sob os teus pés e olhou a tua volta,mais não havia vida em tua volta,so cinzas e coisas mortas,olhou pro céu e esbravejou,aquele som estridente,assustador,não tinha paz,era so agonia,dor...aos poucos foi ficando triste,e mais triste,foi se encurvando,pois cabeça entre as pernas não quis mais ver,nem ouvir,nunca mais sentir,so queria ser nada,ser ninguém,chorava,e chorava e ninguém escutava,ninguém lhe via,ninguém se importava...era o que pensava.



Porem de todas as belezas naturais, lhe sobrava mais imensa e intocável, O Céu. E o Céu ouviu teus prantos, o Céu se comoveu e chorou, sem parar por um longo tempo,estrondou mil vezes,para que o homem de Pedra olhasse para ele,para que se levantasse,para que se reerguesse,e observasse a tua volta,pois as lágrimas do Céu haviam trago vida nova,muito mais vida que em outrora...Mas toda aquela fortaleza de rocha,se curvou,se perdeu,desistiu de lutar e o mundo seguiu,ele parou,muitas coisas lhe amontoaram e ele se perdeu!

Meu neto essa é historia do Horrendo homem de Pedra que tinha sentimentos e amava a natureza,que era indestrutível,imparável,Inquebrável,sua existência inexplicável!

Mesmo assim deixou que amontoassem pequenas pedras em tua volta,sob si ate o ponto de não conseguir mais sair e nem se distinguir, o que era ele e que eram as pedras a tua volta,e com o tempo foram tantas pedras que se formou essa frondosa montanha...De todas maravilhas que o Homem de Pedra poderia contemplar,infelizmente na viu a mais maravilhosa,O Milagre Das Lágrimas do Céu.



Olhei para o lado e meu neto,havia dormido,ninguém quer ouvir historias de um velho afinal.

⁠Mulheres

Mulheres são lindas flores, mas cheia de espinhos contra a maldade.

Mulheres querem proteção, mas subestimam sua capacidade.

Mulheres são fracas, mas não medem esforços para lutar.

Mulheres são agredidas, mas fazem justiça ao denunciar.

Mulheres são recatadas, mas seus direitos defenderão.

Mulheres são fortes no esporte, mas imbatíveis contra a discriminação.

Mulheres são medrosas, mas com coragem combatem a violência.

Mulheres são guerreiras e lutam como soldados por sobrevivência.

Mulheres não sabem que têm nas mãos o poder.

Mulheres são capazes e batalham para vencer.

Mulheres se deixam seduzir, mas tem o poder da sedução.

Mulheres são intensas, têm amor e têm paixão.

Mulheres são como são, viúvas, solteiras, casadas.

Mulheres merecem respeito, ser feliz e ser amadas.

Mulheres são mães, de fato, de direito, de sangue, de coração.

Mulheres são imperfeitas, mas o dom de gerar a vida, isso sim é perfeição.

Mulheres são parceiras, no lar, no lazer, no sustento, no prazer.

Mulheres são humanas, capazes de chorar, sentir, amar e sofrer.

Mulheres são apagadas, mas guardadas na memória.

Mulheres deixaram de ser vítimas, para escrever a própria história.

Inserida por thaiscritocomamor

O frio e a paisagem.

⁠Entre névoas e neblinas que dançam no frio, e um vento que conta segredos ao léu, há um pedaço do mundo perdido, um sul europeu sob o céu fronteiriço.

Ponta Porã e Pedro Juan, irmãs, separadas apenas por linha imaginária e discreta, misturam-se línguas, misturam-se danças, e as vozes do tempo ecoam inquietas.

Vieram tropeiros, vieram guerreiros, os guaranis, os espanhóis distantes, os portugueses bandeirantes, gaúchos e correntinos sonharam, nesta terra de vida vibrante.

O mate aquece, o tereré refresca, bebida que cruza as eras e laços, um ritual sem começo ou fim, que une estradas, povos que cresceram entre os ervais da região.

O frio borda a paisagem em prata, mistura emblemática sob o verde dos campos e matas a névoa esconde o que o tempo deixou, lamentos perdidos no vento antigo, memórias que a alma soprou.

Mas há calor nos rostos, nas mãos, na fronteira que nunca se encerra, onde o passado caminha presente, escrito nos traços desta terra.

Inserida por coord_orlando

⁠Todos nós queremos ser escutados – para sentir que somos importantes. Queremos poder contar a história da nossa vida sem sermos interrompidos ou julgados, ou sem que nos peçam para passar ao que importa.

Richard Zimler
Os Anagramas de Varsóvia. Porto: Porto Editora, 2015.
Inserida por pensador

Viver é como ter um papel em branco todos os dias para continuar escrevendo ou começar uma nova história.

Inserida por ExMovere

⁠"um dia conto
dois dias
encanto
e três pontos
no conto
encontro."

Inserida por crismerkl

⁠Os contos, contados por quem os conta, assumem forma
segundo a imaginação de quem os houve e imagina. Mas as lendas ora contadas, outrora possivelmente tiveram forma, cor, cheiro, sombra e reflexo.

Inserida por nyllmergello

⁠Como em um conto, tudo poderia simplesmente “desacontecer” e trazer você aqui para perto outra vez.

Inserida por Nandacryscia

⁠Um conto, como o universo, se expande incessantemente cada vez que você o examina, até que finalmente não há como dizer exatamente onde começa e onde termina...

Inserida por pensador

⁠O mundo sabe!

Escrevi para o mundo sobre você, sobre nós,
contei muito do tudo que vivemos,
os meus versos falam a verdade e respeitam os sentimentos, as ações e os momentos do nosso passado,
hoje o mundo nos conhece tão bem, ele admira, chora e se emociona com a nossa história.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠Não sei como não dói em quase ninguém o fato de alguns lugares não deterem nem sua própria história. Quais são as nossas reais conquistas enquanto humanos?

Inserida por inspirandosonhos

⁠Os advogados antes de se preocuparem em construir reputação, devem se preocupar em contar uma boa história.

Inserida por BrunoBom

⁠Tolice invocar o futuro na mão de crianças contemporâneas. Com extremas falhas de caráter e personificação; culpa nenhuma destes e pelo devido fato primário da biologia: não pediram nascimento.

Inserida por JVSSFilgueira

⁠Bailarina bonita quero te conhecer
Conversar e sua história entender
Quero sanar essa minha curiosidade
Esse mistério que rodeia sua imagem
Vc lembra momentos da infância
A sua dança me deixa igual criança
Qdo ti vejo projeto uma princesa
Seus olhos verdes que vem da natureza
A sua pele branca como a neve
Seu movimento perfeito e leve
Seus fios dourados refletem a luz
Sua boca sexy que tanto me seduz
Fico no aguardo de te ver postar
Seu lindo rosto para eu apreciar
Apenas fico te stalkeando
No sonho beijando e transando
Tudo um sonho e apenas ilusão
Paixão platônica é minha decisão

Inserida por TigreSamurai21

[⁠A HISTÓRIA É FREQUENTEMENTE PERSEGUIDA NAS DITADURAS E GOVERNOS DE EXCEÇÃO]


Costumam se fazer muito presentes, nos regimes de exceção e de opressão, os combates à História, seja na sua dimensão de pesquisa e de produção de análises historiográficas, seja na sua dimensão de Ensino e esclarecimento da população através da História Pública. No Ensino, durante experiências ditatoriais, são conhecidas as experiências de diluição da História em uma disciplina amorfa, de modo a quebrar a matriz disciplinar de um saber que – além de milenar – apresenta em sua trajetória os resultados e conquistas de mais de dois séculos de historiografia científica e crítica. Tal expediente, como se sabe, ocorreu a certa altura do Regime Militar imposto à sociedade brasileira em 1964, quando a disciplina ‘História’ se viu diluída, no Ensino Básico, em um arremedo disciplinar intitulado ‘Estudos Sociais’. Nos tempos recentes, uma medida provisória excluiu a obrigatoriedade da disciplina no Ensino Médio . É sintomático que, nos momentos em que a democracia se vê abalada, e nos períodos mais brutais de ditaduras, explícitas ou não, a História seja combatida de tantas maneiras, inclusive na sua integridade como disciplina que deve fazer parte do currículo escolar.

Os historiadores, particularmente através de suas principais associações, são conclamados a resistirem. A responsabilidade social deve ser preconizada como um dos valores de resistência da nova Historiografia, no Brasil e no mundo. Através da ‘transferência de criticidade’ para os diversos setores da população – seja através do ensino escolar e superior, seja através da divulgação de obras que estimulem em seus leitores a capacidade crítica, ou seja, por fim, através da utilização adequada da própria mídia contra os interesses conservadores que costumam dominar o universo midiático – a História nestas décadas iniciais do novo milênio demanda combatividade, como já ocorreu em diversos outros momentos.



[trecho extraído de BARROS, José D'Assunção. "História e Historiografia: todas as relações possíveis" In A Historiografia como Fonte Histórica. Petrópolis: Editora Vozes, 2022, p.76].

Inserida por joseassun