Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
O mundo é apenas uma coisa cinzenta do qual eu passo numa velocidade inaldita sem entender muito bem o que acontece ao meu redor
Lua Cheia
Ao retornar pra casa, confesso-te que estava triste chateado.
Do céu caia uma forte chuva, que cobria as ruas e eu desanimado.
Aproximei-me da porta, de repente uma luz reflete no vidro.
Era a lua cheia que um anjo de Deus havia entre as nuvens escondido.
A chuva cessou, as nuvens foram dando espaço para a lua.
Ela estava esplendorosa, iluminada, refletia a face tua.
No centro da lua, rodeadas pela luz, surgem varias imagens.
Mostrando meu dia, levando-me para uma gostosa viagem.
Nela eu pude ver tudo o que se passou comigo e com você.
Vi quando você me chamou de amor, achei muito doce.
Meu coração palpitou, minha boca calou apenas minha mente flutuou.
Flutuou pelas nuvens que escondiam a lua e o anjo que a revelou.
Foi tão doce, tão inocente, suave, sincero.
Mais uma vez tive certeza: “É você quem eu quero”
Assim como a lua estava, está também meu coração.
Cheio de amor, de carinho, para te tirar da solidão.
Nas noites frias sinto um pouco de frio, mas sinto uma presença que me abraça não me assusto, pois sei que é vc que esta pensando em mim, fazendo que o calor do seu corpo me aqueça.
Crescendo
depois de muito tempo percebi que, algo pequeno cresceu em mim. Uma amizade virou grande amizade, a grande amizade virou paixão,
agora espero que a paixão vire AMOR.
Eu só sei de uma coisa
que realmente me faz cantar.
Não é dinheiro, não é pagamento.
Só é conhecido por um nome.
E eu o escuto toda tarde,
fique comigo noite adentro.
Algo tão convincente,
viajando pela luz.
Analine, Analine, Analine, Analine
É o mais belo som no mundo.
Sempre me envolve imediatamente.
Não há lugar onde não possamos ir,
não há nada que não ousemos fazer.
E eu escuto toda tarde,
fique comigo noite adentro.
Algo tão convincente,
viajando pela luz.
Analine, Analine, Analine, Analine
Analine, Analine, Analine, Analine
Analine, Analine, Analine, Analine...
As minhas forças se findaram não as tenho mais; existe uma tristeza dentro de minha alma que eu não consigo me libertar eu a cultivei e agora, mesmo que eu deixe a porta aberta ela não vai embora se acostumou comigo e eu com ela.
Foi em uma rara noite chuvosa de dezembro, final de ano, fim do ensino médio. Eles foram deixados, propositalmente, para trás, e riram, satisfeitos com a situação. Martini, cereja, moedas, sorriso, silêncio.
- Vam'bora daqui? Esse cara cantando tá me deixando doida!
Passos incertos em meio a calçada deserta, chuva, vento, liberdade. O silêncio fez mais pelos dois que qualquer frase ensaiada, era mútua a confiança, a cúmplicidade. Passaram juntos por mil situações ao longo do ano, sem jamais precisar falar demasiadamente sobre nenhuma delas, era o olhar, era o sorriso, e bastava. Riram de tudo, deixaram-se enxarcar e chover também, nessa noite não era só do céu que caíam as gotas, a presença dele coloria o céu nublado e aquecia a outra alma deserta, fugitiva. Contaram passos, casos, passado. Cantaram, sentaram no meio da madrugada da cidade. Relembraram, planejaram, enterraram.
Tiveram chance e até intenção de ir além, por instantes imaginaram soltar-se e deixar os instintos e os impulsos agirem, e quem sabe, um leve toque de lábios, uma leve mudança de hábitos, de quem-sabe-o-quê, porque isso é normal, sentiam que era, mas sempre existe alguma coisa, alguma voz lá no fundo que insiste em lembrar que consequências não desistem, e que nenhum dos dois estavam dispostos a arcar. Não havia medo, receio, teor algum de desconforto diante da presença um do outro. Havia só a chuva, o tempo correndo numa outra dimensão, não contabilizada pelos relógios de pulso, um tempo que contava um sentimento nutrido por anos em algumas horas na madrugada chuvosa daquele final de ano, inseguro e confuso.
Não sabiam, não pensava, apenas sentiam.
Cheguei em casa com cabelos, corpo e alma lavadas, o guarda-chuva que carreguei a noite inteira, continuava fechado e agora divertia a lembrança da madrugada mais livre, simples, e justamente por isso, mais incrível do meu ano.
Há uma diferença entre inteligência e conhecimento. A inteligência pode levar ao conhecimento, mas o conhecimento não leva à inteligência.
