Conscientização Fumo
A tal da insônia!
Já são 1h55.
Eu me mexo na cama, eu levanto, eu bebo água, mexo nos cabelos, fumo meu charuto de sabor chocolate...
Fico em êxtase!
Já são 2h30 da madrugada...
Fico com meus pensamentos soltos!
Não consigo dormir, minha inquietação de um dia diferente que eu tive hoje.
Fico com meus pensamentos soltos!
Ouço a música tocar, trago em minha memória lembranças da tarde de hoje.
Pensamentos soltos!
Lembro do teu sorriso sapeca, do teu olhar fixado aos meus, lembro das minhas mãos na tua pele, lembro dos meus pés encostando nos teus e lembro até da câimbra que tive do encaixe...
Risos soltos!
Pensamentos soltos!
Degusto meu charuto, sabor de chocolate e com meu bom vinho tinto cabernet Sauvignon...
Olho para minha cama e não te vejo e cheiro meu travesseiro para buscar teu cheiro!
Pensamentos soltos!
Já são 3h15 da madrugada de sexta-feira.
musica ; Anti Depressivos
Passo horas no escuro
acendo um cigarro e começo a pensar
não posso acostumar tenho que levantar
mais a noite não passa
estou triste preciso vencer estou chorando
entre vários caminhos escolhi o mais difícil e doloroso
não podia saber qual caminho seria o certo
me confundi e escolhi errado
Passo horas sozinho a solidão me abraça
a noite não passa
minha lágrimas não param de cair
preciso encontrar a saída preciso da luz
Não quero mais anti depressivos
Eu errei sei que errei
quem nunca errou ?
quero outra chance para ser feliz
Estou na metade da vida
até parece o fim
me sinto um velho na beira da morte
Não quero mais anti depressivos
não quero chorar
A noite segue as lágrimas continua
preciso da luz
não tomei remédio
sei que vou vencer a tristeza
Não quero mais anti depressivos
não quero anti depressivos
não vou chorar
Amanhã tudo vai ser diferente
tenho certeza que vou acertar
vou encontrar o sentido da vida
Você não vai me ver chorar
não vou mais chorar
preciso da luz quero viver
Não quero mais anti depressivos
Amanhã vou viver e
aproveitar o que me resta
você vai se surpreender
vou te provar que posso ser feliz
Mandei meu psiquiatra embora
adeus vida triste o sol está reinando
Não quero mais anti depressivos
Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito.
O cigarro vago azulando os meus dedos.
O rádio... a música...
A tua presença que esvoaça
em torno do cigarro, do ar, da música...
Ausência!, minha doce fuga!
Estranha coisa esta, a poesia,
que vai entornando mágoa nas horas
como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros
duma janela,
numa tarde vaga, vaga...
Qual a diferença entre uma pessoa que morre fumadora e uma que morre sem nunca tocar num cigarro?
A que morre sem nunca ter fumado apenas morre com mais saude. De resto é tudo igual até o buraco para onde vão parar.
E assim como cigarro, te tenho de vez em nunca. A sensação é única, mas letal com doses diária. Você não só vai me matando aos poucos, você vai acabar desenvolvendo um câncer na minha alma… E não sei se agradeço por estar longe ou imploro para ficar perto. Nada que eu te fale vai fazer você arriscar, e seria egoísmo meu querer que você dê tiro no escuro mas, eu quero que saiba que nada é tão intenso quanto o seu efeito em mim.
Para mim, um objeto é algo vivo. Um cigarro ou uma caixa de fósforos contêm uma vida secreta muito mais intensa que a de certos seres humanos.
Hoje apetece que o cigarro saiba
a ter fumado uma cidade toda.
Ser o anel onde o teu dedo caiba
e faltarmos os dois à nossa boda.
Hoje apetece um interior de esponja
E como estátua a que moldar o vento.
Deitar as sortes e, se sair monja,
Navegar ao acaso o meu convento.
Hoje apetece o mundo pelo modo
Como vai despenhar-se um trapezista.
Abrir mais uma flor no nosso lodo:
Pedir-lhe um salto e retirar-lhe a pista.
Na fumaça de um cigarro morre muitos sonhos e desilusões, mas em um copo de whisky nasce todas a ferramentas de tortura para derrubar um homem.
Ele era como o meu cigarro, por dentro eu sabia que me matava, mas não conseguia afastá-lo da minha boca, a cada trago o gosto amargo de quem sabe que tá completamente viciado.
Um outro dia, um outro cigarro, e minha vontade de escrever sobre você apenas aumenta. Seria isso solidão? Seria isso esperança? Não, eu acho que é apenas mais uma forma do meu coração aliviar a vontade de te ver, dar o salto que meus medos me impediram de dar. Será que se houver uma proxima oportunidade eu vou agarrar e não deixar passar, ou será que eu não conseguirei superar meus medos, minha timidez? Eu não sei, tudo que eu sei é que eu não consigo parar de te procurar na multidão, em cada rosto que eu vejo, na esperança de ver seu rosto mais uma vez. O que fazer com um sentimento desses em uma situação com possibilidades tão baixas? Esperar, eu imagino, esperar que o destino seja bondoso, e me de apenas mais uma chance, o medo de deixar essa chance passar já é maior que o de arriscar e ir até você. Eu não tenho certeza se isso tudo é em vão, ou se tudo tem um motivo, e se tiver, qual será esse motivo? Eu posso fazer algo para descobrir? Ou às vezes, tudo que posso fazer é esperar? Esperar você cruzar meu caminho, ou esperar a vida inteira por algo que não era para acontecer? No fim, eu acho que esse é o grande dilema do amor, essa espera agonizante por alguém ou por algo, que pode ou não vir, e assim a vida segue, nos prendendo nessa espera, sem dicas, sem nada, apenas viver, tendo esperança no incerto, ou convivendo com a possibilidade de que talvez, não estejamos esperando por nada afinal.
Dizem para não romantizar o cigarro mas ele é poesia , toda arte é um ato de destruição o cigarro assim como a arte te destrói porém te sacia
O cigarro me ajuda a matar o tempo
Mas o tempo dura demais
O cigarro também me mata
Mas o tempo mata mais
Afinal qual dos dois me fere mais !?
