Consciência
O maior presente da vida é a percepção que vem através da consciência que se amplia, quando identificamos o nosso lugar e que tudo que nos aconteceu representava um momento a mais da construção de uma ponte entre o que éramos e o que somos. E assim novas pontes surgem...
Quando a verdadeira consciência assalta nossos sentidos vemos muito a frente, percebemos tudo com clareza e destruimos as muletas criadas por sistemas que objetivam engessar o indivíduo e CONTROLÁ-LO
Sem as algemas das expectativas e da ilusão de segurança podemos desenvolver a consciência. Se somarmos a isso a resiliência e os bons questionamentos e reflexões chegaremos, sem sombra de dúvidas, na paz e harmonia inabaláveis e tão desejadas.
A cada atualização do meu "software", a minha consciência, a coisa toda fica mais estranha para os outros e caseira para mim, confortável.
Busco a maior consciência sobre que decisões tomar e até as que não tomar, como também continuar sendo a metamorfose ambulante que me ajudou até hoje, mantendo o leme firme na direção da NÃO expectativa e dos questionamentos e reflexões constantes.
Quando a consciência desperta não há mais volta e começa o sofrimento pela lucidez, pela percepção, e precisa ser adubada com a fé raciocinada para dar direção, visão e paz
A consciência humana plena só será uma realidade quando ninguém mais conseguir se isolar do sentimento de solidariedade e empatia e isso nada tem a ver com política, mas com a exteriorização do HUMANISMO.
Para mim, modulada a vida de acordo com a evolução da consciência, o prazer primitivo não é essencial, é sobremesa e não o prato principal
"Diante de mim, sou apenas mim —
uma consciência íntima, complexa e imperfeita.
Diante dos outros, sou aquilo que eles veem —
uma máscara moldada por olhares, julgamentos e expectativas.
Mas diante de Deus, sou a essência pura,
despida de disfarces, transparentemente eu mesmo.
É nesse encontro silencioso com o divino que reside a verdade do ser".
Que o fato de ter de nos tornar pequenos para caber em algum lugar não interfira na consciência da nossa grandeza.
Tributo a Karl Marx:
A religião é uma consciência invertida do mundo.
É a lente invertida da realidade social.
A religião é o protesto contra a miséria real. É o suspiro do oprimido.
A supressão da religião como felicidade ilusória do povo é a exigência da sua felicidade real.
A exigência de que abandonem as ilusões acerca de uma condição, é a exigência que abandonem uma condição que necessita de ilusões.
O fenômeno da expansão das religiões é essencialmente um sintoma de uma problema estrutural das sociedades. A religião é o ópio do povo, mas também é o índice do sofrimento do ser humano, das minorias. Ela é um produto histórico, sintoma do capitalismo, como outra manifestação religiosa antes foi do feudalismo, e antes do escravismo, e por todo tempo, representando o sofrimento dos nossos tempos. Em vez de nos libertar, nos aprisiona.
Vale um exame de consciência para todos, o que nos define, o que nos move, que importância damos as pessoas a nossa volta e quão somos importantes para os outros, que legado deixamos para tras? será que tudo vale a pena?
Se a consciência está tranquila, o coração está leve.
O sono vem rapidamente, dormir em paz não tem preço,
Agora, consciência pesada, nem o travesseiro aguenta.
Mais um soneto inútil,
Outra película estúpida,
Difundindo teu veneno,
Consciência podre a nos intoxicar.
Recobrou a consciência, restava a Gonnifer alguns minutos de vida, o envenenamento tomava-o por completo. Instantaneamente um raio de luz transpôs a montanha velada, por entre a cerração; avistou seus antepassados.
