Conforto da Morte de um Filho

Cerca de 475126 frases e pensamentos: Conforto da Morte de um Filho

Não há nada pior do que dizer adeus. É um pouco como morrer.

Inserida por pensador

Um ambiente, duas vidas
Uma sala de vidro que os separa
Uma voz que os liga
Um hospital
Um aluno cancerígeno
Um professor

Um aprendendo com outro
O aluno não sabe quanto tempo tem de vida...
Qual será o seu futuro?
A morte ou a vida??
Enquanto ele se trata da doença
Ele aprende a matéria escolar.
O professor todos os dias se esforça diariamente para aplicar a disciplina
naquele hospital.
Ambos aprendem um com o outro.
De um lado a luta pela vida e o sentido para se manter nela.
Do outro lado o professor que se tornou aluno daquela pequena criança.
E ver o quanto vale apena exercitar o amor ao próximo independente das consequências.
Enquanto houver fôlego... lute!

Inserida por niviarodrigues

Corre, pois a qualquer momento pode ocorrer um eclipse... Aproveita os momentos de luz pois poderá, brevemente, chegar a escuridão.

Inserida por fabio_rodrigues_2

Façamos da vida um mundo em que o tempo não a finda, para quando morrermos amando ficarmos vivos ainda.

Inserida por rutizat

Cada rosa a desabrochar em meio aos
espinhos, em sua curta vida de amor, é um
símbolo do Salvador que nasceu entre os
espinhos da maldade, para com o seu perfume consolar o coração dos aflitos.

Inserida por nandorosa85

Deus fez o Homem para ser o Leão, o Provedor, Protedor e Direcionador, não um gatinho, o máximo que um gatinho conseguirá fazer é defecar nas pedrinhas e ganhar um cafuné pelo ato.
Bom garoto!

Inserida por nandorosa85

Fundamentalismo nada mais é do que um modo pagão de gerenciar a fé, é "domesticar" Deus.
É acrescentar direção humana naquilo que é Celestial.

Inserida por nandorosa85

Jamais deixe algo para amanhã, faço tudo que tenha vontade hoje, não sabemos se o amanha e mais um dia, ou um dia de despedida para aqueles que amamos

Inserida por leandro_hungria

Nunca sabemos quando e uma despedida de uma pessoa que gostamos, as vezes saímos viajamos, ou um simples passeio ou conversa e depois por obra do destino esse momento se torna uma despedida, um ultimo momento com essa pessoa, a vida tem dessas surpresas, mais assim continua o ciclo e nada para !!

Inserida por leandro_hungria

Se o teu amor
Fosse um amor de verdade
Eu não queria e nem podia
Ter maior felicidade
Com os olhos rasos d’água, me chamou
Implorando o meu perdão, mas eu não dou
Pega esse lenço, vai enxugar teu pranto
Já enxuguei o meu, o nosso amor morreu

Inserida por pensador

Com uma caneta em mãos posso escrever um lindo poema ou posso usa-la para agredir e perfurar o olho de uma pessoa.
O problema não está no que você tem, mas sim como você o usa, muitas pessoas com dons maravilhosos, mas o usam para atacar, ferir, agredir pessoas.

Inserida por nandorosa85

A vida não se resume apenas nas vontades que temos, eu aprendi que cada dia é um dia, mais os meus já estavam contados, tudo isso não passa de uma grande mentira. Essa vida não é vida e sim perdição, eu não vivo eu apenas estou morto por dentro. Eu só queria poder mostrar para as pessoas essa súbita morte que tive

Inserida por Breno_kauan

velhice

a hora que o tempo tem
com tanta pressa se vai
disparou, e nela contém
um suspiro que desvai
o prazo que ainda resta
nada sei, e pouco abstrai
então, nesta tal aresta
não adianta ser samurai
antes que finde a festa
uai! E vire o que seria
orquestre a tua seresta
e viva cada verso da poesia
antes que se torne indigesta
pois não terás está cortesia...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
30 de setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

Conseguimos abrir um portal
Transpassando níveis de imaterialidade
Ou somos uma simples arquitetura
Resumidas num retrato mais tarde
Como se fossemos troféus da morte do ego?

Inserida por pedro_gorrao

A gente mostra o que os outros querem ver. Coloca um sorriso no rosto, brinca, se divertir. Mas por dentro tá tudo sangrando. E eu só procuro um motivo pra continuar ou escolher os vários pra desistir

Inserida por mademoisellee

Se for para matar alguma coisa, que se faça no nascimento, absurdo seria cultivar um sentimento destinado a perecer. Há duas formas de morrer: quando se desiste de viver e quando se desiste de amar.

Inserida por luizguglielmetti

Rosemberg e Elise

Almas sinceras aglomeram amor,
Até que dois se tornem um.
Almas sinceras jogam conversa fora,
Descobrem os sonhos e amam.
Almas sinceras formam núcleos,
De amor.
Um instante, um descuido...
A morte sem pedir licença,
Chega extirpando o amor,
Numa amputação traumática.
Anos de união são desconfigurados,
Deixando o coração a pulsar solitário.
Um instante, um descuido,,,
Falta um pedaço físico,
Que o coração teima em amar eternamente.
O que que fazer com este amor?
Que o coração e os sonhos
Tentam reter no tempo.

De Elise para Rosemberg
Livro Montanha de Rosas I

O tempo não espera ninguém... de uma grande estrela a um mísero grão de areia, tudo encontra o seu destino diante do poderoso tempo...

Inserida por TheImmotalBan1

Um desejo oculto

Todo mundo tem um desejo oculto
Um desejo que pode valer sua vida
Que pode acabar com seu mundo
Numa passagem só de ida

Um lugar onde sua opinião não vale nada
Onde seu ego vale menos ainda
Onde seu achismo vale tanto quanto sua certeza
Nada.

Um lugar onde não exista necessidade física
Ou talvez não exista mais nenhuma necessidade
Onde inteligência não passe de uma isca
Isca para os vivos e sua vaidade.

Tangível ou intangível
Onde o material não vale nada
Onde o sentimento não é mais conhecível
Onde tudo já significa nada

Onde poeira, esta pessoa será
Como dito por Kansas em "Dust in the wind"
Como a própria Bíblia confirma em Gênesis 3:19
"pois tu és pó e em pó tornarás."

Um desejo onde a maioria vê medo
Talvez isso te faça uma pessoa de sorte
Com sorte ou medo, nosso destino é o mesmo
Morte.

Inserida por crischarles

Fogo

Ele enfiou a mão na minha cara de novo. O punho dele me atingia como um míssel alcançando um passarinho que cruzou seu caminho. Era pesada, seca e gélida, mas cheia de sentimento. Meu rosto jorrava sangue e ele socava a parece tentando amenizar a raiva pra não vir a fazer um estrago pior do que já havia feito em mim. Eu estava caída no chão, mas não chorava. Sentia tanta raiva quanto ele, mas ele chorava, eu não.
Peguei a bolsa em cima da cama, abri a porta e olhei pra trás, ele ainda estava com a mão dentro do buraco que havia feito na parede, olhava pro chão e cerrava os dentes, bem como o punho livre. Suas mãos estavam cheias de sangue, de ambos. Desci as escadas e não olhei mais pra trás. Peguei meu celular e te liguei. Você estava a quilômetros, mas como sempre, chegou em minutos. Eu esperei na calçada de casa e ele não desceu pra me procurar, não me ligou nem fez a mínima questão de saber pra onde eu havia ido. Enquanto te esperava eu cravava as unhas na carne das mãos, acrescentava mais algumas luas às minhas tantas outras e sangrava ininterruptamente.
Você estacionou o carro de qualquer jeito, desceu correndo e me tomou nos braços perguntando o que aconteceu. Eu não falei, não conseguia. Apenas levantei, me evadi do teu abraço e dei a volta no carro. Entrei pelo lado do passageiro e pude ver tua camisa branca, fina de algodão completamente coberta do meu sangue. Dei um sorriso de lado e olhei pra frente. Você levou as mãos à cabeça e olhou pra cima, pro apartamento, ele estava na varanda, nos vendo sair e te olhando com o ar indiferente de quem sabe de todo o desfecho que vai se repetir.
Depois de entrar no carro você deu a partida e arrancou me fazendo incontáveis perguntas das quais eu nem me lembro e eu só te disse pra dirigir. Me perguntou pra onde e minha única exigência era que fosse fora da cidade. Saímos, passamos pela placa de “até logo, volte sempre”. Eu ainda sangrava e você enfiava o pé no acelerador tentando de alguma forma dissipar a revolta e a confusão que sentia. Eu abri o vidro da janela e te disse pra não falar porra nenhuma, sentei na janela com o carro em movimento, as costas pra paisagem e olhando pra estrada infinita que se estendia à minha frente. Você pisou no freio e eu fiz um sinal negativo com a cabeça. Era madrugada, o vento frio assanhava meus cabelos e gradativamente coagulava meu sangue.
Você parou o carro no acostamento, chorando e desceu, deu a volta e me puxou pelas costas, pela cintura. Me pedia uma explicação e eu simplesmente não conseguia falar. Você sabia o que tinha acontecido, no fundo sabia, sabia o que acontecia sempre, mas apenas me abraçou, abriu a porta, me conduziu pra dentro e assumiu de novo o seu posto. Colocou um de seus clássicos italianos no carro e só dirigiu. Paramos em um desses motéis de beira de estrada sem estrutura nenhuma. Você segurou minha mão, tirou minha roupa e limpou cada um dos meus ferimentos. Os do rosto, os das mãos, e me conduziu pro chuveiro, ainda vestido no seu terno preto com a gravata vermelha. Lembro de olhar pro teu relógio dourado quando levantou a mão ao ligar o chuveiro, eram 03:00 da manhã.
A água caía no meu corpo e conforme a adrenalina me deixava, as dores começavam a aparecer e eu gritava. Você percorria cada parte do meu corpo com as mãos, numa delicadeza impecável e me conduzia para manchas roxas milenares que eu nem lembrava que existiam. Os hematomas te faziam lacrimejar e você me abraçou, nua, debaixo do chuveiro e chorou junto comigo. Sem nenhuma segunda intenção, só a compreensão mútua e silenciosa que compartilhávamos a tanto.
Te contei sobre a nova traição, sobre o apartamento destruído e os copos quebrados, sobre as roupas que rasguei e sobre todos os hematomas que também deixei nele. Sobre os buracos dos murros na parede e sobre os em mim, a minha costela quebrada e o nariz dele, quebrado. Mas você já sabia de tudo isso, sabia de toda a história, de todas as brigas. Me disse que era doentio e que eu sabia, estava certo como sempre. Me disse que ficaria tudo bem e que eu não precisava mais ter medo, que o faria pagar e que ele nunca mais encostaria um dedo em mim. Eu te beijei. Fizemos amor pela primeira vez e foi realmente a primeira vez que me senti tão conectada com alguém. Você já tinha dito me amar outras tantas vezes mas essa fora a primeira que eu te disse. Você estava tão lindo, tão radiante e iluminado, meu bem... dormimos abraçados e na manhã seguinte, quando acordou, você não me encontrou, e por mais que se negasse a acreditar, sabia exatamente onde eu estava.

Você é paz demais pro meu caos.

Thaylla Ferreira Cavalcante {Os quatro elementos}

Inserida por ThayllaCavalcante