Compreender
Um dia compreender com a profundidade necessária porque cada ser nesse universo desde os mais altos planos cósmicos passou a perceber-se existindo é algo extraordinário e que muito me toca.
Não procure ir além
do que você seja capaz de entender,
pois as incertezas
pode conduzí-lo á insignificância
do que você conseguiu compreender.
Alma acústica. (Alain John)
Estamos envolvidos em ondas sonoras constantes e oscilantes em melodias percebidas por nossos ouvidos e por nossa alma. Com sensibilidade nos compreendemos melhor.
Ora somos cordas,
Ora o violão.
Ora quem o toca.
Com sentimento nos compreendemos melhor.
Quando cordas, somos vulneráveis às tarraxas e tão submissos às mãos de quem nos estica nos forçando à tensão desejada e premeditada para a afinação e, contudo, estamos sujeitos a desafinar, quem dera nunca acontecesse.
Estendidas sobre um braço frio e sem pele nos sujeitamos aos trastes, que acabam se expressando e interferindo em nosso som, multiplicando nossas vozes e compreendemos, contanto que se façam em nós acordes e arpejos.
Sendo cordas, aprendemos a conviver com as diferenças, pois para não sermos um monocórdio, querendo ser um violão, acabamos tolerando o tom de cada um, sendo prima ou bordão e assim alcovitamos cada som e não podemos esconder que às vezes queremos estar todas juntas no mesmo acorde ainda que dissonante.
Quando violão, somos fortes e amigos do som. Assim, aguentamos ficar preso às cordas pro resto da vida, possibilitando e realizando o som. Porque é isso que nos faz violão. Estar sempre perto do peito e entregue ao abraço e ao toque da mão.
Parece que sempre guardamos um segredo, que nos é arrancado pela nota que nos rouba o dedo. Talvez, fomos predestinados a fazer alguém feliz, quem sabe o mundo. Precisamos respirar o ar puro que nos faz soar e assim, se alguém em nós suar, buscando, pensando, tocando para nos compreender, chegará lá, nos descobrirá os segredos, mas nem todos.
Jamais queremos “empenar”. Nossa maior fraqueza. Isso seria um abandonar para sempre, um lamento, um sofrer, a fuga do opaco desatino do malsoante. Mas isso é duro demais, salvar-nos – ia um Luther que surgisse do além para nos socorrer, porque não há nada mais triste que um som de violão morrer.
Sozinhos, parecemos um pedaço de pau talhado, medido com rigidez, lixado, pintado, bem-acabado e surpreendido por arames na sua extensão. Não! Não! Isso seria mais doloroso e melancólico que uma canção em tom menor em plena noite triste e não é isso que queremos. Só aparência não satisfaz, mas um conteúdo precioso em tudo que somos e que depende de alguém para sair. Um violão.
Quando quem os toca. Estamos vivos e prontos para viver. Somos capazes de amar, apesar de nossa complexidade amiúde simples.
Somos carentes, eremitas na busca frenética da razão...
Preciso ver, perceber, entender e assim ser um ser que só pode ser se compreender o outro ser. Amar...
Mesmo sendo diferente...
Mesmo desafinando...
Mesmo empenando...
O que alguém com boas intenções precisa fazer para nos tocar, nos ensinar, nos mostrar a verdade?
As cordas envelhecem e logo devem ser trocadas por novas e melhores...
Os violões não duram para sempre e nós somos mortais...
Aqueles que compreendem as pessoas como uma grande riqueza e conseguem entregar valor para elas, ganham muito dinheiro. Logo, onde o dinheiro é princípio e a riqueza é valor, sobram algumas migalhas.
"Ele a viu e sentiu algo diferente... as cinzas de uma fogueira que se apagou ainda pairavam pelo ar, o chão ainda estava quente, E nele ela viu algo que a muito não via, por debaixo da armadura imponente e seu escudo adornado existia uma criança ferida, apenas olharam um para o outro e sem dizer uma palavra eles se entenderam, pois a dor dela era parecida com a dele..."
Podemos ajudar aos próximos e orar pelos distantes
Abraçar as pessoas com a alma
Apoiar, acolher, ter compaixão
Diante do caos manter a calma
Estender se preciso as mãos
Não custa disseminar boas intenções
Priorizar a paz, a compreensão
Reagir sem violência a provocações
Deixar fluir sinceras emoções
Devemos olhar ao derredor com os olhos do coração.
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Pregador
Compreender, prender;
Para, pensar;
Sentar, levantar.
Imaginar, viajar;
Tomar, falar.
O complexo é fácil,
Frágil pode ser.
A engenharia de um pregador,
Apertou abriu;
Soltou fechou também.
Muitas das “melhores” pessoas do mundo compreenderam que, para mudar de vida, precisavam mudar a mente.
O entender é mútuo e o sentir é particular.
É possível compreender uma situação, mas apenas quem vivenciou sabe a intensidade dos sentimentos.
Todos nós lemos a nós mesmos e ao mundo a nossa volta para vislumbrarmos o que somos e onde estamos. Lemos para compreender ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase tanto como respirar, é uma de nossas funções vitais.
Nem adianta tentar...
Existem faltas que só Deus preenche.
Não é só saber.
É compreender isso.
Caso contrário, é lançar folhas ao vento.
Tem dores que nunca são findada;
Por isso a alma demora a ser curada;
Só uma mãe sabe o que é uma punhalada;
Quando o filho se vai sem ao menos ser informada;
Mas saiba que só o Criador pode lhe fortalecer:
Dessa queda que você ainda não consegue compreender:
Por isso, ELE coloca anjos para você se erguer;
E dizer que você irá se restabelecer;
Então você irá entender o que Deus fez para lhe fortalecer.
Julgar
Ouvir em silêncio, se colocar no lugar do outro, Compreender;
Ouvir em silêncio, aplicar seus ideais, julgar;
É difícil, para nós, sabermos oque é certo, e o que é errado;
É difícil, como pessoa, se colocar no lugar do outro e continuar acreditando ser bom;
Ser bom é o que importa?;
Falar é difícil;
Falar é fácil;
Não falar é difícil.
Empatia é ouvir para compreender; é colocar-se no lugar do outro; é reservar-lhe um espaço em nosso coração; é amar a presença daquele que concedemos parcela de nosso tempo.
