Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
As vezes me pego tentando voltar ao passado.
Tento voltar no tempo e encontrar quem deixei, mas nada encontro.
O máximo que me é permitido são algumas lembranças, porque, a maioria já se apagaram.
Ouço vozes e tento reconhecer de quem são, procuro ouvir as minhas no meio delas. Mas, não. Elas não estão.
Me pergunto onde parei, em que ponto deixei de seguir, aonde todos estão?
Onde foi que me separei, em que ponto não me deixei partir.
O passado não volta mais, e agora como alcançá-los?
Todos já seguiram, por mais que eu corra, por mais que eu busque, nunca irei encontrá-los.
O peito aperta, a voz tenta sair e não consegue, mas, tudo é em vão.
Cada um seguiu o seu caminho.
Quem ficou parado, se perdeu no tempo que é tão apressado e não espera quem demora porque ele tem pressa de ir embora.
Aonde será que eu estava, oque será que eu estava fazendo quando que não vi o que estava acontecendo?
E aos poucos a lembrança vai se refazendo...
E comecei a lembrar que a culpa não foi só do tempo.
Foram falsas prioridades, novidades fúteis, banalidades que nos encantam e nos fazem fantasiar uma falsa realidade.
Daí, foi-se o tempo.
Ele que não volta, que, como sempre correndo.
Agora é olhar pra frente atenta a todos os momentos. Procurando não perder essa oportunidade, pra não mais me perder no tempo.
ESTRADAS DA VIDA
Nas estradas por onde andei, deixei marcas e sonhos; parte de mim foi ficando ao longo dos caminhos que percorri. As histórias que vivi, que um dia foram vívidas, hoje parecem sombras distantes, ecoando em minha mente como um sussurro do que já fui. Cada cidade, cada rosto, cada despedida carrega uma fragmento da minha essência, um pedaço dos meus anseios e das minhas esperanças.
Às vezes, me pergunto se as memórias são como as folhas secas que o vento leva, vagando sem destino. Mas, mesmo assim, há beleza nesse desvanecer. Pois mesmo em meio ao que já não faz sentido, há lições aprendidas e amores que resistem ao tempo. O que resta é a sabedoria que adquiri, as amizades que floresceram e os momentos de pura alegria que ainda aquecem meu coração.
E, enquanto continuo a jornada, compreendo que cada passo dado, cada erro cometido, forme um mosaico único que sou eu. Não importa quão longínquas sejam as estradas, cada marca deixada serve como um lembrete do que vivi, alimentando novos sonhos e novas esperanças que ainda estão por vir. Afinal, a vida é essa contínua busca, um caminho feito de vislumbres e lembranças, e ainda tenho muito a explorar.
A suíte
A casa era grande.
Grande demais para o que eu sentia, talvez. Ainda assim, deixei a luz acesa. Não por alguém, mas porque apagar seria admitir o escuro. E eu ainda confundia claridade com salvação.
Houve um tempo em que acreditei que abrir era virtude. Que permitir era sinal de força. Hoje sei que abertura demais também cansa. Também fere. Também confunde.
O quarto ficava ao fundo. Sempre fica. Não por mistério, mas por necessidade. O íntimo não gosta de ser primeiro. Gosta de ser alcançado. Chegaram sem chegar. Entraram sem perceber que não se entra assim.
O cuidado morreu sem alarde. O medo continuou. No chão, marcas. Não sei dizer de quem. Sei que eram muitas. Sei que eram minhas também.
Deixei ficar porque era confortável. E porque havia em mim uma fome antiga de partilha. Achei que emoção se ensinava pela convivência. Errei. Emoção não se aprende por uso. Emoção é nascimento ou é ausência.
As sandálias vieram da rua. Trouxeram o mundo para dentro do lugar onde eu me limpava. Algo em mim percebeu, mas tarde. Sempre tarde. Retirei a sandália com um gesto simples. Às vezes, a lucidez não faz barulho.
Arrastei coisas que não eram minhas. Não por amor, mas por cansaço. Quando a força vira rotina, a gente chama de vida o que já é peso. E segue.
Eu morava no silêncio. Não como quem se isola, mas como quem respira. A pressa não me alcançava ali. A casa era grande demais e, talvez por isso, eu tenha achado que precisava ser ocupada.
Quem entrou espalhou-se. Confundiu abrigo com posse. Deitou onde eu sonhava. Comeu do que eu guardava. Aos poucos, fui ficando estrangeira daquilo que era meu. É estranho perceber isso. Mais estranho ainda aceitar.
Bebi da água errada. Não por ignorância, mas por sede. A sede explica muita coisa. O lar, então, deixou de ser lugar e passou a ser pergunta. Fechei portas por dentro. Pela primeira vez, não quis olhar.
Os nomes vinham como vento. Ficavam. Ocupavam. Não pediam. Usavam. Tudo era palco de um movimento que eu não dirigia mais. E não era destruição. Era desgaste. O que se perde devagar dói diferente.
Até que a noite cansou. Ou eu cansei da noite. Não sei bem.
Retirei a sandália. Abri a porta. Não para receber. Para deixar ir. A saída aconteceu sem drama. O que precisava passar, passou.
Voltei à cama. Sentei. Respirei. Há momentos em que respirar é uma decisão.
Ainda moro na bagunça. Porque reconstruir não é limpar, é sustentar o vazio enquanto ele se organiza. A porta de entrada permanece fechada. Não por medo.
Por atenção.
Por mim.
COLECIONANDO MOMENTOS.
De todas as paixões que vivi, de todos os relacionamentos que deixei para trás, todos foram em vão, o único que permaneceu foi o amor por mim mesmo, todos os outros
se foram, pois apenas o que é genuíno permanece.Que nunca me falte o amor próprio, nem razões para deixar de me amar.
Deixei partir...
... mas soprou em mim o vazio de sempre.
Deixei que o rumo se tornasse o que deveria ser, e assim foi.
Se foi, pro alto, pra um lugar longe demais onde não poderia mais ver.
Talvez pra um lugar mais alto que o meu; apenas se foi, se deixou ir, se deixou levar,
eu acho que se perdeu.
Foi com ele, tudo o que era meu.
Deve ter tentando voltar, mas não soube o caminho da volta... deixei partir."
Cresci onde o amor vinha ferido; sobrevivi, cumpri, calei. Quando deixei de aceitar o insulto, tornei-me réu
Janeck Tolentino
Sou uma pessoa sem lembranças, tudo o que tinha deixei perdido pelo tempo e isso não é ruim, faz parte da minha sobrevivência.
"Relembro nós e amaldiçoo até o meu piscar.
Naquele micro instante, deixei de sua imagem admirar.
Relembro tudo, amaldiçoo o meu respirar.
Por que o fiz? Se estava você ali, o meu ar.
Relembro nós, amaldiçoo do meu peito o pulsar.
Eu deveria ter morrido ao lhe vislumbrar.
Jazer em seus braços, sob seus olhos, roguei para o meu coração parar.
Relembro nós, amaldiçoo o vento, os pássaros, até das folhas o farfalhar.
Todo som doce e belo que existe na natureza deveria Deus ter feito com o som de sua voz, do mais belo anjo o cantar.
Relembro nós e amaldiçoo o tempo, por quando em vislumbre de seus olhos não parar.
Quando o entrelace de nossas almas, com um único olhar.
Senti que a eternidade seria pouca para lhe adorar.
Relembro nós e amaldiçoo o meu amar.
Por não tê-la, por não vê-la e ausentar-me de minha felicidade e essa mesma felicidade, contigo, ser incapaz de compartilhar.
Lembro da última vez que estivera em meus braços, maldito fui, por quê, pra quê piscar?"
Deixei de viver para apenas existir.
Fui atrás de um sonho — e disso não me arrependo.
Foram minhas escolhas que ganharam forma no caminho.
Quando me encarei no espelho, entendi:
para chegar onde almejo, não preciso me pressionar,
preciso, de verdade, viver cada momento.
E quantos momentos eu deixei passar
por achar que não merecia,
por acreditar que era preciso sofrer
para me tornar referência.
A dor, sim, me moldou —
mas não me endureceu.
Ela me fez grande, me fez verdadeira,
me arrancou de um pensamento banal
e me ensinou a viver uma vida intensa.
Sabe, já fui mais cinzenta.
Já chorei várias vezes e já me entristeci com a chuva.
Já deixei de esbanjar sorrisos. Já deixei de tentar ser una.
Mas, este aqui agora – este aqui é o teu riso,
Que me acompanha o paço e me faz perder sentidos.
E teus olhos, brilham como diamantes lapidados de sonhos
E tua boca espreme meus lábios
com uma ânsia louca de que o dia não finde.
Não findará, não terminará, acredite!
Somos amor.
✍🏻DESDE quando eu deixei de me preocupar com o que as outras pessoas pensam a meu respeito?
DESDE SEMPRE!
🕉️👁️💓💖🤝😯
Errei por ter ido embora
Te deixei, mas não tive coragem de jogar suas cartas fora
Guardei para ter sempre lembranças suas comigo
Mesmo sabendo que não há mais esperanças de sermos ao menos amigos
Te feri e entendo que sou culpado desse desprezo
Mas saiba que hoje dói mais em mim, ter cometido esse erro
É estranho te olhar e saber que não sou eu o motivo do seu lindo sorriso
E que o brilho dos seus olhos me punem
Me consola saber que estás feliz
Minha setença é ver que nunca te mereci
E por mais que tenha tocado minha vida
Te reencontrar mostra que eu não passei de um egoísta
Meu coração vai continuar a te amar
E mesmo que não seja mais recíproco, não seja mais possível
Te amarei eternamente em silêncio e arrependido.
Deixei um amor pobre por promessas de riqueza,
mas na balança da vida, o que pesa é o que faz falta, não o que reluz na mesa.
Eu foquei em coisas que não existiam, te deixei de lado te perdi, me perdi e fui exilado, ando sem rumo perdido sem forças para viver, sem sentimentos para poder sorrir, sem motivação para conseguir viver.
Eu achei em vc tudo que precisava, mas deixei escorrer pelos meus dedos a sua alma, eu te tive nas mãos e te perdi
Sua bondade me deu medo, seus olhos me passam tanta paz, tive medo de ser responsável por eles, medo de me deixar levar pelas vibrações do seu corpo, mais do que deixei, Sua alma encostava na minha, tudo fazia sentido quando a gente se enrolava em saliva e piadas meia boca.
Mais uma vez me deixei levar por um sentimento que não era meu, que não nasceu pro meu eu, te desejei e por noites chorei e quando achei que já estava forte demais para sustentar a dor e seguir em frente, lembrei do seu sorriso e te quis mais uma vez.
Sou teimosa por querer esse amor, não vai nunca me pertencer, você é luz e eu a escuridão a assola o meio dia, a sombra da morte que te faz tremer, sou o medo que te assustava quando era pequeno e indefeso.
Existe uma lenda em que um fio vermelho é ligado quando encontramos nossa alma gêmea, formando um único fio ( almas conectadas), já minha alma ? É solitária e vivo, insistindo ter alguém para fazer companhia para mesma.
Queria ser sua lembra mais linda, que os detalhes da minha escrita não fosse dor e devastação, sinto que não consigo mais andar e viver.
Nesse momento minha alma morreu, você fez parte de todos os meus poemas antes mesmo de existir em minha vida, eu sou a desgraça, a sujeira, a doença, impura, pecado e eu aceito meu destino. Mas peço para que viva, por favor, seja feliz, seja a esperança, o amor, a alegria, a beleza estonteante, a cura, seja puro, o que é limpo não deve se sujar e por isso não tenho você comigo, apenas um último pedaço de coração destroçado.
Com você flutuei pelo céu e caminhei sob as águas, vi meu coração tentar se reconstruir e toda minha impureza se esvair, mas o destino me lembrou que escuridão não habita em onde a luz.
Espero ser convidada para seu casamento, espero te ver na rua quando estiver mais velho, empurrando um carrinho do seu bebê e ao lado a mulher que te faz sorrir todos os dias e faz você se tornar sua melhor versão, a que você não vai ter medo de falar nada, a que você entregou um buquê de flores, o par de alianças, a surpresa que planejou, com lágrimas em meus olhos irei aceitar sua felicidade e te desejar tudo aquilo que desejei com você só que agora será com ela.
Como cortes em meus braços foram suas palavras quando me deixou, seu silêncio foi como o sangue que escorreu da ferida em meu peito que você causou.
o amor é dado de graça, eu porém, paguei um preço muito alto por amar um alguém que em seu coração eu não tinha nenhum espaço.
Eu ainda vou dobrar meus joelhos e pedir ao senhor Deus que abençoe sua vida, te traga paz e felicidades, que te apresente o amor da sua vida e que vocês orem um pelo outro e no momento de dificuldade ela seja sua força, que os olhos dela brilhe ao te ver, e o coração palpite ao pensar em você, que ela compre seu perfume favorito e sinta seu cheiro quando perto não estiver, que os pensamentos dela seja 24 horas você, que as orações delas sejam inclusas você, que você esteja nos rosto de outros, por que foi assim que me sentir quando eu estive com você.
Ardi e deixei-me arder até só sobrar eu
Um eu que já nem eu própria reconhecia
O que é que se faz com as cinzas de quem sente demais?
Elas teimam em manter-me no passado e nada muda
Mas, no silêncio, eu mudei
Para longe das chamas, onde o fogo não chega
Sou água.
Bovary,
nuances inevitáveis,
o vinho enleva e me embala.
Deixei-me ir, deslizei no tempo,
sem saber o que pensava,
nem o que dizia exatamente.
Às vezes, penso que
nunca vivi tudo o que poderia.
Existem correntes invisíveis,
presas que não compreendo.
Ousaria perder a amizade—
esse grande tesouro?
Sonho de liberdade,
que pulsa em silêncio no peito.
Quem ama não escolhe,
não exclui, não espera.
Simples assim,
amor que se entrega,
amor que é.
Tudo me lembra ele.
A música que eu deixei tocando no repeat, na segunda vez que ele dormiu comigo.
Passar na frente de onde ele trabalhava, é impossível não olhar e procurar por ele.
Pessoas falando Bonjour, ou qualquer coisa em francês...
Todas as letras de todas as músicas que o shuffle do ipod toca tem um pouquinho dele.
Todo homem de terno preto ou nariz empinado, não tem como não me lembrar ele.
Absolutamente tudo me lembra ele.
Queria tanto que ele voltasse pra mim :(
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