Como dizer o que sinto discretamente
Eu me sinto livre dos rótulos, dos estereótipos, dos conceitos e preceitos alheios.
Hoje, nem mesmo eu permito julgamento de mim.
Vou revendo meus passos, perdoando-me pelos percalços, "errando", reconhecendo, "acertando" e recomeçando.
Viver nada mais é do que caminhar.
Nildinha Freitas
Fevereiro
Quem vê pensa que eu não sinto,
mas eu sinto.
Sinto saudade, sinto coragem e medo ao mesmo tempo.
Quem olha para mim não sabe o que dói,
e esses dias doeu muito.
Sabe aquela dor latejante que parece que vai explodir,
expor o que está por dentro,
por dentro de tudo que sou?
Doeu assim, se é que ainda não dói.
Fevereiro chegou e ainda não é carnaval.
Ainda não é alegria, é dor.
Nildinha Freitas
Às vezes eu me sinto assim
Sozinho e esquecido
e é nesses dias
Quando eu me vejo perdido
Que percebo
O quanto eu pensei em outrem
Enquanto nem pensava em mim
Ontem, perto do final do dia
Chovia, choveu bastante
Meus olhos delirantes
e meu pulso vacilante
Concluiam, quase que perplexos
O quanto que
de tempos em tempos
A vida se revela
Algo que parece
carecer de nexo
e o tempo, apesar de complexo
Muitas vezes me parece desconexo
A gente se esquece quase sempre
Que a chuva exagerada de uma noite
No dia seguinte desaparece
Não deixa marcas
Muitas vezes, pensamentos simples
daqueles que nos chegam aos poucos
e aos poucos nos invadem
de repente te fazem olhar a sua vida
e perceber que pode ser tarde, muito tarde
São coisas assim que deixam marcas
Maiores que as maiores tempestades.
Se em algum momento
Eu me sinto deserto
E me vejo distante no tempo
Penso que na paz do voo
Há mansidão do inseto
em sua breve existência
Flutuando suave pelo vento
Em seu pequeno espaço, lento
Seu volume de suavidade
No fino fio de sua seda
Inseto e aranha
Conquistam o cume da montanha
Simplesmente humilde traço azul
O Frio azul de um céu cinzento
Compreendo a vista lá do alto
Esse sopro de vida que se estende
Ao brilho do chover da chuva
Concluo não brilhar pra ser olhada
Singelo é o brilho sem compromisso
A gota brilha ao cair
Em seu prisma suspenso
Formando um lindo arco colorido
O barco de Deus passando ao conduzir a vida
Pois a vida não existe pra ser conquistada
Ela é feita pra ser vivida
A vida é só isso e mais nada
Acontece que além das nuvens
Há depois um céu
Ali é que se oculta
O oceano de estrelas
E já não há razão para eu ser triste
e nem deserto
A alma cresce ao viver a vida
Sem precisar explicá-la
Pois enquanto a alma singela escuta
O ego quer falar mais alto
E se agarrar à vida
Mas a vida é só um pequeno inseto
Em seu voar suave
Orgulho é o nome
da ilusão perdida
Que insiste
Em ser guardiã da virtude
Mesmo que nada fique
Mesmo que não mude nada.
Edson Ricardo Paiva.
Eu me sinto meio que esquecido
a cada dia que se passa
mas não me sinto ressentido
na vida tudo tem um preço
talvez seja isso mesmo que eu mereça
enquanto caminho sozinho
com memórias cheias de ferrugem
eu me enxergo assim
incapaz de desenhar a vida
com as cores que agora exigem
sinto minhas mãos calejadas
os olhos cheios de fuligem
porém, caminho ainda
debaixo de um Sol escaldante
mas deixei de ser preponderante
já faz alguns invernos
momentos são sempre momentos
somente pensamentos são eternos
um dia a vida bate
e no outro a gente apanha
os dias de vitória vejo
cobertos por teias de aranha
a cada dia que passa
e descubro que na vida nunca tive
qualquer proeminência
e que junto com os sonhos
também há de naufragar
os dias que vivia na inocência
tem dias em que eu me sento
sob as sombras dos muros do inferno
mas Deus vem e diz que aquilo
que hoje é velho
amanhã será moderno
Eu tenho uma caneca de café
Que traz um sorriso pintado
Se eu me sinto aborrecido
Olho pra ela; não há como ignorar
É um sorriso daqueles sem paga
Parece até que perdi o juízo
Mas é que sou tradicional
sou fiel, metódico e sistemático
Gosto de ler os mesmos jornais
As mesmas revistas e todas as bulas
Preservo há anos o mesmo emprego
Os mesmos amigos e o amor da mesma mulher
Faço as coisas do mesmo jeito
Toda semana
E tomo sempre outro café
Na mesma caneca que traz
Um diferente sorriso
Estampado na mesma porcelana
Um sorriso meio de lado
Meio ingênuo e meio malandro
Meio bucólico e meio assim...
rindo de mim
Mas ainda é um sorriso
Quando ninguém sorri pra mim
Ela está lá
Me esquecem os amigos
Briga comigo a mulher
Tenho problemas no trabalho
Ficam com raiva de mim
aqui em casa
Eu abro o armário
E ela está lá; sorrindo
Minha única amiga de fé
Me estende sua única asa
E me convida pra um café.
Se sinto saudades na vida?
Claro que eu sinto
Sinto saudades da minha infância
das casas onde morei
das ruas onde brincava
dos amigos que não vi mais
tenho saudade até
de algumas pretensas namoradas
Mesmo que por elas
eu não sinta mais nada
além do desejo de que sejam felizes
nos caminhos escolhidos
Assim como estou feliz
Com que eu escolhi e me escolheu
Tenho saudade
daquele que um dia eu fui
Saudade da ingenuidade
Saudade da confiança que sentia
em gente que não merecia
Saudade das pessoas
Que eu havia idealizado
E que com o tempo
descobri que eram outras
Sim
Eu sinto saudade das coisas
Nas quais eu acreditava
Sinto saudades até
dos fantasmas que me assombravam
e que hoje eu reconheço
Que não me fizeram mal
Não sinto saudades apenas
das coisas das quais me esqueci
Mas eu não vivi à tôa
ou minha memória é muito boa
ou é amor demais no coração
sinto saudades dos meus irmãos
de todos eles, sem exceção
Sinto saudades dos professores
das escolas e até
das passagens pela Diretoria
saudades dos inspetores:
A Dalva e o Seu Osvaldo
que corrigiam o menino que eu era
Queria abraçá-los hoje em dia
Sinto saudades dos primos
das tias, dos amigos, dos avós
Que amaram todos nós
talvez de maneira igual
Quem vai saber?
Se não foi, também não faz mal
Eu sinto saudade da vida
E de tudo que eu vivi
Mas não gostaria de viver
novamente a mesma vida
Passou
Foi muito bom e sou grato
Faria tudo de novo
mas desta vez faria melhor
se tivesse que fazer
Mas o passado Deus não muda
Só não sinto saudade de Deus
Pois Ele estava lá, naquele tempo
E ainda está aqui agora
Guiando meus pensamentos
E fazendo carinho com o vento
que entra pela janela
Enquanto eu escrevo estes versos
Meu "muito obrigado" a todos
Que passaram
Agradeço a Deus por ter ficado
Eu tive uma vida bela
da qual vou sentir saudades
"Não temo mais os dias de sol, a luz adentrou-me e revelou-te diante de mim. Eu não sinto mais o que está ao meu redor, pois tudo vibra e me arremessa, violentamente pra perto de ti. As luzes dos astros caíam do céu, o tempo corria feroz e eu de alma nua e dolorida, procurando-te. Anularam-se o tempo, as possibilidades, probabilidades e acasos e tudo parou, porque chegastes. O silêncio vibrou, a noite amanheceu. Estou aqui em paz, pois enfim encontrei-te e teu amor se tornou meu cais."
Eu me sinto tão confiante com relação a nós que me faltam palavras, e isso nunca aconteceu se tratando de amor. É algo puro, nada ensaiado, é natural, improvisado.
Eu me sinto sortudo ao topo dos seus dedos quando você toca minhas bochechas e se virar para os carinhos, então meu mundo inteiro cai: é muito fácil amá-la. Eu sou muito fácil para você. Embora ainda haja paredes que nos separam e guerras que se fecham, então sinto sua respiração no meu pescoço e sua boca molhada na minha pele. E eu envolto de amor por não saber... Lanço-me e quase me devolvo aos infernos antigos.
Minha língua atinge o céu da boca quando pronuncio a primeira sílaba do seu nome e depois é uma inclinação inferior do seu amor, como se ele fosse meu, ao ponto de consumir tanto a vontade, mas por sabedoria de não possui-lo rasgo-me em sanidade, sendo fortalecido ao ponto de guerrear só para esperar você vir. E se em qualquer lugar seu amor é um benefício. E o que deve ser meu, estou procurando. O que vem, colhendo. Eu não mato nada que já exista ou o que morre na estrada do enterro, mas qualquer dia juro que te leio como um belo poema sobre as estrelas em um campo verde em uma noite como essa, em uma sensação infinita que estarei caindo sobre o universo em uma inversão para baixo.
te quero a ponto de ter paciência.
Aqui de longe ,
Eu te quero bem,
meu bem ...
Eu te sinto...eu sinto...
Mas de perto,
é aversão e frustração.
Até a água que eu bebo, sinto felicidade: basta lembrar que existem vários desertos próximos da gente.
Amanhã serei nada
Ó doce estrada
Como eu te sinto
Como eu te vivo
E já sinto saudades
Ó cheiro do passado e do destino
Acordo às noites
Com medo da morte e do não existir
Ó corpo que sente
E que ama
Que fala far-me-á existir
Tudo é pó, tudo é pó
Me resta esperar no Amor
Tudo é pó, tudo é pó
Só não o sonho que nos criou
Ó minha alma, como te sinto
Te desejo
Beijaria teus lábios com meu corpo,
Tu fora de mim, como vento
Ó tempo, o que serão de meus olhos?
O que tornar-se-á minha carne?
Para onde irá meu Eu...
Não quero fechar meus olhos
Para todo sempre
Eu preciso ver as estrelas de outro lugar
Céu, exista para sempre
Conosco sendo dois
De tua parte, quero ser apenas corpo corrente
Mas que eu possa amar, que eu possa criar
É minha a Tua vaidade
Pois me criaste, e eu criei a Ti
Para nós reparamos e nos adorarmos
Para além de qualquer tempo
Infinitas almas não o Amam um centésimo de como amo e conheço a Ti...
Não feche meus olhos para todos os mundos
Não cesse meu faro
Quero cheirar para sempre em Teus mundos
O perfume de Teu frescor
Acordo com medo da morte;
Miro-me no espelho
Meus olhos são os mesmos
Desde que criaste a mim...
Pele, minha pele... Como amo existir
Dói me viver, doce sofrimento nutrindo minha alma de prazer
Como é bom chorar te esperando
Dormir contigo sonhando
Acordar, e nas canções te sentir...
Amo sofrer temendo partir e não honrar-te
Em meus desígnios
Amo adorar-te em cada gesto
Vivo para alegrar-te
Enquanto me sorri...
De nada posso comprovar-te
Mas constato-o em meu sentir
Meu Pai, quero creditar-te
Quero creditar-te fora de mim
Poções de água, cheias de mágica
Que não se podem ver
Nada alcança-te
E Tu, em tudo estás
Te amo em cada ser
O temo em cada despedida
Doar-me-á nossa despedida
Para muito, muito, longe daqui
Onde não há sonhos
Nem corações como músicas a pulsar
Bombeando nosso sangue vermelho
Como Tua paixão a nos animar...
Tende piedade dos meus medos
Abraça meu mau
Proteja-me de mim e de meus sedentos instintos.
Tudo quero dar;
Tudo eu quero ter...
Tende compaixão da minha dor ao perder
Todos os dias para mim mesma...
Por sem razão eu arder
E adorar a loucura de me queimar
E repousar em Teus braços
Pois sei que sempre irá me perdoar
Me desculpe por abusar de Ti em meus sonhos e ideais de bençãos
Perder por confiar
Obrigada
Tem dias em que eu me sinto sozinho. Há dias em que me sinto completo. Tem dias em que eu vejo a vida mais bela. Há dias em que eu não quero nem olhar pela janela. Tem dias em que mesmo quando estou acordado parece que estou domindo. Há dias em que estou dormindo e sonho que estou acordado. Tem dias em que tenho tudo e neles não preciso de nada. Há dias em que eu não tenho nada e neles preciso de mais do que tenho. Tem dias em que a alegria está no sorriso. Há dias em que a tristeza me rouba o riso. Tem dias em que eu lembro o passado. Há dias em que eu penso no futuro. Mas em todos os dias a tristeza é passageira. Em todos os dias eu tenho decisão. Em todos os dias eu tenho esperança. Em todos os dias eu tenho alegria. Em todos os dias eu tenho o presente. Em todos os dias eu tenho vida. Em todos os dias eu tenho a mim mesmo.
Eu fui embora. Embora de vez, eu me sinto como uma borboleta, uma borboleta com uma das asas quebradas mas que ainda sim insiste em voar, e quer voar alto e longe todos os dias. Mas eu sou uma borboleta de jardim, eu adoro pousar nas flores e sentir seu cheiro doce, adoro ter um lar pra onde voltar e adoro poder ser admirada por minhas cores, mas, assim que ver que eu não posso ficar mais ali, eu vôo pra longe.
Eu me sinto um pai tentando tirar meu filho do mal caminho, e ele não enxerga, ele não ouve, ele vai se lixar, e vamos chorar juntos... voto errado faz todo mundo chorar...
Eu me sinto prissioneiro por querer
me sinto auspicioso para ter você
e os meus sonhos fazem parte de ti
que nos dá o melhor para dividir;
Em minhas relações
simbolicamente eu me sinto
tentado a ter desavenças...
Pois a reconciliação
vale muito à pena!
