Coleção pessoal de TiagoScheimann

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Eu não sou o que me fizeram, sou o que sobrou depois do impacto, o que sangrou, caiu… e ainda assim se levantou.

A fé não elimina o medo, mas impede que ele seja o autor da minha história.

Mesmo quebrado, eu continuei inteiro o suficiente para recomeçar mais uma vez.

A dor me ensinou a enxergar profundidades que a felicidade jamais ousaria mostrar.

Há uma força invisível em quem decide não desistir, mesmo quando o mundo inteiro já virou as costas.

Ser resiliente é continuar acreditando quando tudo ao seu redor já declarou o seu fim.

O silêncio que hoje habita em mim já foi um grito desesperado que ninguém quis ouvir.

Eu me reconstruí tantas vezes que já não sei mais onde termina a dor e começa a coragem.

Nem sempre o milagre é a cura, às vezes é a força absurda de continuar mesmo sem ela.

A vida me testou de formas que eu nunca pedi, e eu respondi da única forma que sabia: ficando.

As pessoas são muito boas em me decepcionar, mas o tempo me ensinou que a maior mudança não está nelas, está na minha coragem de enxergar quem realmente merece permanecer, e na força de deixar ir quem nunca soube ficar.

Eu não venci a dor, eu fiz um acordo silencioso com ela, ela fica, mas não me domina.

A alma que já foi quebrada aprende a valorizar até o mais breve instante de paz como se fosse eternidade.

​Minha mente é uma máquina incansável de interrogações. Um santuário em ruínas onde o pensamento devora a lembrança, e onde nem o que foi guardado a sete chaves está seguro contra a erosão da própria dúvida.

Viver esse "primeiro momento" e encontrar o vazio é um batismo de fogo. Não houve o "nós", apenas o "eu" em uma vigília interminável. É o momento em que a alma diz ao corpo: "Nós fomos inteiros em um mundo de metades."
​Realizar o sonho de amar, mesmo sem a reciprocidade, é uma forma trágica de comunhão com o destino. É a prova de que a nossa vontade é capaz de criar universos inteiros, ainda que sejamos os únicos habitantes deles. Esse instante dói porque não é feito de encontro, mas de despedida do que nunca foi. É quando a vida nos olha nos olhos e, em um silêncio devastador, nos obriga a transformar toda aquela espera em uma nova e solitária forma de liberdade.


- Tiago Scheimann

Um amor transcende o outro. No final, a dor de não ser correspondido revela a nossa própria capacidade de amar além da lógica, de esperar além do limite e de sobreviver ao próprio naufrágio.

A dor mais profunda não vem da perda, mas do reconhecimento de que nunca se teve o que se protegeu com tanto zelo. É olhar para as mãos cheias de afeto e perceber que não há onde depositá-lo.

A espera pelo primeiro amor não foi apenas tempo, foi vida doada. Foi a paciência de quem cultiva uma flor em solo estéril, acreditando que o amor, por si só, teria o poder de fazer brotar a reciprocidade.

Nem toda tempestade vem para destruir, algumas vêm para revelar o que em você nunca foi fraco.

A resiliência é a arte brutal de continuar mesmo quando cada parte do seu corpo implora por descanso.