Coleção pessoal de swamipaatrashankara
Estranho esse sentimento: sempre temos medo da morte, pois somos ligados a nós mesmos, às pessoas, nossos projetos, nossos sonhos, nossa missão e outras tantas mais e ainda, temos o medo da dor. Todavia, quando ela se avizinha e nos mostra que não teremos o tempo que achávamos ter, e se a morte realmente se mostra uma coisa plausível em pouco tempo e até como vamos a ela, a paz se instala e o medo se esvai. Apenas esperamos e vivemos o que podemos viver nesse meio tempo.
Não peça presentes para Deus. A fé é apenas uma ferramenta pela qual você se torna alguém melhor. Se usa a fé como ferramenta de barganha, melhor repensar o que significa fé.
Uma coisa grave é a proliferação de “videntes” que por toma lá qualquer coisa, rapidinho "enxergam" aura até em poste na rua. Um absurdo. A vidência é um dom paranormal natural e não tem como desenvolvê-la. Agora, existe muita gente com imaginação fértil, se dizendo vidente, e por qualquer coisa, rapidinho dizem estar vendo demandas, espíritos do mal, luzes pra todo quanto é lado, espíritos com vestimentas exuberantes, fadas, gnomos, demônios horrendos e ai por fora. Quanta ingenuidade (ou maldade). É por isso que prolifera tanta crença na demanda e feitiçarias todas invariavelmente “vistas” por um desses.
Como disse Nietzsche: "Deus está morto!". Entretanto, creio que ele tenha esquecido de mencionar: morto para os que não creem, morto para os que em função de suas próprias irresponsabilidades não têm a quem culpar, morto para aqueles que são individualistas, morto para os egoístas, morto para os irados, morto para os levianos, morto para os receosos, morto para os ignorantes, morto para os luxuriosos, morto para os soberbos. Para esses, de verdade, Deus não está morto, mas à espera que enxerguem a Sua Luz.
Jogar a culpa por tudo que há de errado em "espíritos do mal" é uma solução confortável para quem busca alívio através de cultos religiosos, mas as consequências podem ser graves, pois a pessoa sai do culto religioso acreditando que não tem responsabilidade moral pelos erros que comete.
No fim, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre mais relevante, que é mais senciente agir do que reagir. Que a vida não oferece opções: ou você vai, ou você vai. Que a pior maneira de avaliação de si mesmo é vendo as outras pessoas e se perguntar se está político e corretamente copiando os demais. Que a paz verdadeira é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse fim todo.
Os castelos seguros, que construímos em torno de nós, não nos deixam enxergar além das suas muralhas. Procure derrubar seus muros interiores e ande por caminhos não trilhados, porque esse é o caminho da vida. O crescimento é sempre um jogo com riscos. Às vezes a pessoa tem que perder aquilo que conhece, em troca de algo que ainda não conhece.
Na vida real não há segurança total, exceto a certeza da morte (transformação). E, esta á a certeza da vida... é por isso que há tanta emoção.
O sucesso na vida só é alcançado por um alto preço. O risco é o preço.
Parafraseando Lao-Tsé: "Perder aprisiona pela necessidade. Possuir aprisiona pela ambição".
Conscientes do desejo de mudança, façamos uma análise profunda. Errar, todos erramos. Não tenhamos vergonha de admitir nossas fraquezas. Não nos esqueçamos de que é mais cômodo colocar a culpa das mazelas no ombro do outro, na vida, na sociedade, no governo, etc, pois nunca somos nós...
Quando alguém me conta uma história em que se coloca a falar sobre uma terceira pessoa eu acredito em tudo e nada ao mesmo tempo. A terceira pessoa não está presente para dar veracidade ou não. Se a terceira pessoa chamada para falar sobre a segunda, a mesma coisa: acreditar em tudo e nada, até porque existe a primeira pessoa que sou eu e minha visão pode ser diferente das duas. É isso, a verdade de cada um é a verdade de cada um e cada um a sente conforme suas vivências. Ouvir até dá, acreditar e dar apoio é outra coisa.
Complicado é conviver com pessoas, por mais que aparentemente estejam bem conosco, sabemos que por trás daquela fachada existe um ranço mental e atitudes totalmente desprezíveis. Sorriem para nós, mas dentro, anos de paranoia e falta de respeito. Nem dá para dizer nada contra, pois afinal os sorrisos substituem e desarmam. Até ser possível colocar pontos em i's, aturar.
Inteligência não se mede pelo que achamos ou não achamos sobre determinado assunto. Ninguém entende de tudo, nunca será assim e, quando muito, alguns conseguem pastar no próprio feudo. Isso mesmo, pastar, pois aos olhos de outros "mais inteligentes" seríamos classificados como cavalgaduras, já que classificamos aqueles que não pensam como nós da mesma forma. Inteligência não se mede. De alguns cheios de pretensão, apenas lamenta-se. Apenas os que não querem fazer papel de idiotas praticam uma tão desejada autocensura que em redes antissociais é apenas uma palavra que não existe.
Você só pode ser reconhecido por outros. O resto é ego, empáfia, descalabro ou qualquer outro nome que se queira dar a quem se acha melhor que outros. Não tem que achar nada, tem que ser. Aí vai ser reconhecido, talvez. Não que isso preste para alguma coisa, mas "se achar" não presta para nada, não é nada, nunca vai ser. Mais cuidado com o ser que a projeção infundada do que pensa ser.
Escrevemos nosso legado através de pequenas coisas. Um homem não poderá dissipar fatos que compõem a sua história, mas poderá mudar seu ponto de vista a respeito deles e seria como reviver aquela experiência só que agora levando consigo toda a vivência e os recursos obtidos ao longo dos anos. Mesmo que não mude em nada, ainda assim é o seu legado, pois esse o seguirá do berço ao túmulo e além dele. Qual é o seu legado?
A escuridão é apenas ausência da luz. Escuridão não tem energia própria e não pode existir quando existe luz. Ela só pode existir quando a luz abranda e como isso acontece aos humanos? Quando existe raiva, hostilidade, ódio, medo e toda espécie de sentimentos baixos. A escuridão ama a consciência inferior e desenvolve-se e dali mostra a sua força. Permaneça em sua luz, por mais mortiça que seja e mostre que a escuridão não pode existir dentro de você. Qualquer pequeno lume descortina na escuridão e esta não pode apagar uma chama. Quando você está na sua luz a escuridão se vai.
Agora, devagar, consigo entender os mais velhos. Chamam-nos de chatos, de intrometidos, de...velhos. De tanta experiência e assistir a iniquidade dos de que lhes estão perto, ficam a repetir o que poderia ser mais correto, mas é infundado, pessoas não ouvem pessoas se seus interesses falarem mais alto. Muito menos de velhos, pois para a juventude velhos são pessoas que não pensam mais. Iniquidades são iniquidades em qualquer idade. Isso não mudou desde que o mundo é mundo e nem vai mudar, mas que é uma pena os mais jovens desperdiçarem - dentro do seu egoísmo - algumas lições de vida importantes. Não que se deva seguir a trajetória do outro e sim, ao saber, tomar cuidado com os perigos da jornada.
O tempo é um bom remédio para tudo, do tipo que reaviva a memória ou causa esquecimento total. Remédio é veneno controlado, depende da dose, depende do tempo, depende de nós, depende dos outros. Tudo depende; uma boa memória ou um esquecimento conveniente. Tudo depende para ser feliz. Somos felizes ou infelizes dependentes.
Devemos ter muito cuidado com o que ouvimos. O mundo é cheio de astúcias e as mentiras podem ser bem cativantes e algumas verdades absolutamente insossas. Verdades, aliás, que na maioria das vezes nos colocam no nosso lugar enquanto que a emoção gostaria de estar em outro. Na maioria das vezes está. A ilusão feérica é mais atrativa que uma verdade quase apagada e senil aos olhos. Cuide-se, isso costuma confundir a razão. No final a fantasia acaba e resta somente aquilo sempre deixado de lado. Pode ser tarde demais.
A essa juventude que acha que nós, em sua opinião, mais velhos, somos gagás, é bom lembrar que o legado que vão deixar é o mesmo que será julgado por seus filhos e que cada geração cria nova geração de gagás, vocês serão os próximos. A única coisa que não muda é a verdade, portanto, menos apodo e mais cortesia.
