Coleção pessoal de swamipaatrashankara

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Não existem verdades soberanas. Sempre nem tanto para o lado do abismo e nem tanto para o jardim florido que circunda o castelo. É como uma corda de violão. Se ela ficar muito solta, não produzirá som algum. Mas se você esticá-la demais, ela arrebentará. Pela ótica desse conceito, antagonismos aparentemente insuperáveis poderiam ser resolvidos se ambas as partes cedessem um pouco. Uma boa base para o equilíbrio seria nunca se deixar perverter pelos extremos.

No senso comum, a palavra karma está sempre associada a um castigo imutável, a uma situação ruim e invencível. Na realidade, o karma nada mais é do que uma lei eterna de causa e efeito que cada um de nós pode modificar todo dia através do dharma (atitudes). Não somos seres impotentes diante da vida e nem há sinas inelutáveis. Dessarte, aceitar esse ou aquele revés como um karma e se conformar com ele seria apenas um ato de preguiça. Pior que isso é achar que tudo que não funciona na nossa vida é karma. Acredito mais numa "síndrome de falta de espelho" associada a uma sonolenta vontade de fazer alguma coisa que ajude a si mesmo.

Lidar com pessoas sempre vai requerer exercício de tolerância; devemos começar seguindo a linha de pensamento de que não temos controle algum sobre os outros. Esse seria um bom começo de conversa.

Quando relacionamentos amorosos ou amizades não dão certo com ninguém, comece a desconfiar de si mesmo (a). Uma pessoa com opinião desfavorável pode ser correto ou acaso. Muitas, hora de se recolher e pensar.

Sempre achamos que o mundo está contra nós. Se pensamos sempre assim, nesse caso talvez nosso mundo interior esteja mesmo. Hora pra dar uma olhada dentro dos nossos próprios sentimentos.

A partir do momento que começamos a esquecer o que tanto desejamos, começamos a enxergar o que realmente precisamos e podemos obter. Sonhos são só sonhos e se desvanecem ao raiar do dia que traz a realidade. Acostume-se.

O livro da sua vida é seu, escreve nele como quiser, mas não esqueça que nada é guardado em segredo, outras pessoas vão lê-lo. Se não gostarem da leitura...

Não se preocupe à toa com o que os outros vão pensar ou falar de você se eventualmente mostrar as suas fraquezas e os seus erros. Todos estamos nesse mesmo meio e ninguém é superior ou inferior a ninguém. Estamos aqui, sem exceção, aprendendo alguma coisa e fazendo o que podemos com o aprendizado. Dessarte, a opinião dos outros não pode ser tão relevante assim na sua vida. Se for para ajudar - quem sabe - assim mesmo é só uma opinião, siga o que pensa e sente. Ninguém vive a sua vida no seu lugar, portanto, escute, mas siga o caminho que escolher. No final de tudo, as glórias e os fracassos serão creditados apenas a você mesmo.

Não precisa haver sofrimento para aprender alguma coisa sobre a vida. Use a inteligência emocional. Assim pode se manter lúcido o suficiente para perceber, absorver e entender. Não consegue ser inteligente emocional, pelo menos preste atenção ao seu redor. Uma pessoa que é emocionalmente inteligente é aquela que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade. Tente, uma hora consegue. Tentemos todos, uma hora qualquer conseguiremos.

Se ainda dói é porque você não aprendeu o que devia. Qualquer dor é um sinal que existe algo errado, seja no físico, no mental ou no emocional. Se ainda dói talvez não tenha aprendido o que tinha que aprender da forma correta ou simplesmente é medo de mudar. Pior é saber que dói por determinada coisa e continuar a fazer essa mesma coisa, insistindo em sempre fazer tudo igual. Não há resultados diferentes para coisas iguais. Tente fazer diferente da próxima vez, quem sabe tenha surpresas. Podem até não ser agradáveis, mas pelo menos, vai se livrar da mesmice. Um dia acerta.

Largue o coitadismo – você não é vítima de nada e nem de ninguém, apenas das suas escolhas. Observe bem que a maioria foi você mesmo que permitiu acontecer. Não é culpa de ninguém, pois eles são o que são interagindo com quem você é o que é. Cabe dar um crédito às circunstâncias, mas ainda assim, escolhas, sempre elas a pesar mais qualquer juízo de valor. Destarte, quer sofrer menos? Pense e escolha melhor. Difícil? Sim, mas nunca será diferente disso. O choro é livre, mas sempre seremos todos reféns das nossas escolhas.

Tudo o que vem para nós, vem com um propósito. Passado o momento e também pelo crivo pessoal, vai embora munido de nossa razão. Muitas vezes o que fica deveria ser o essencial e até pode ser, basta saber enxergar.

Dizem que ao fazer merda e se dar mal, ganha-se experiência. Ganha mesmo? Quantas pessoas apenas no nosso grupo de amigos e conhecidos que vivem fazendo merda, se dando muito mal e continuam fazendo a mesma coisa? Que experiência ganhou? A de fazer merda cada vez pior, pois a anterior não foi suficiente? Esses ditados, essas ideias de autoajuda me dão arrepios, pois fecham questões que ficam abertas, indene das coisas bonitinhas ditas e escritas. Mais pé no chão ajuda um po

Muitas vezes achamos que ter felicidade é nos manter apaixonados, sempre. Mas, paixões são instantâneas. Vem e vão. São lindas fragmentações do amor, mas apesar de estourar fogos de artificio em nossos estômagos, infelizmente não durarão por uma vida inteira. Podem acabar nos explodindo.

O medo é a maior doença, a mais difícil de ser curada. O medo, ele mesmo, é quem pode nos adoecer e até matar. Esquecemos que a natureza humana é divina, e estamos fadados a nos comportarmos como deuses. Desde quando os deuses têm medo? Cada vez que nos comportamos de maneira diferente a um deus podemos nos colocar enfermos. Essa é a realidade. Se o medo faz parte da realidade, essa mesma realidade esclarecida pode nos conduzir a uma vida mais plena.

Pra entender o que se passa atualmente no mundo, leia antes alguma coisa que fale sobre cultura sem moral. Cabe certinho.

Nunca vi um jogador de seleção brasileira fazer tanta diferença no Brasil que com sua propaganda de cigarros: "Leve vantagem em tudo", conhecida como a Lei de Gerson. O pessoal, principalmente os políticos levaram isso a sério. Estamos no país que ganhar no troco errado (nem que isso prejudique outra pessoa) é considerado como uma coisa boa, já que levou vantagem ( contra quem, o caixa do supermercado que precisa do trabalho?). Se no troco baixo, nossas baixezas são motivos de comemoração, como reclamar dos que roubam milhões, quiçá bilhões, da população em forma de atendimento primário básico em saúde, educação e outras coisas que seriam obrigações do governo? Se ficamos felizes em subtrair (ganhar?) uns trocados de um caixa, como nos revoltarmos com a roubalheira graúda? O roto não pode falar do esfarrapado, diz o ditado.

O ser humano é tão, tão (escreva aqui) que encontramos mais motivos para analisar e achincalhar, do que escrever odes. Até pode, mas soa falso no mundo real. Talvez um poema de ódio, inveja, preguiça, luxúria, mentira, mesquinhez, etc, faça mais sentido. Mas, não se incomode, você não está entre esses tantos, como tantos dizem não estar, mas que dão alcunha ao escrito anterior...Você nunca está...

Por menos empáfia, não se agigante, pois seu tamanho é quem você demonstra ser de verdade, não sua aparência e nem o que pretende. Nos grandes espaços é que muita coisa se perde. Também não se diminua para caber no mundo pequeno de alguém nem seja pequeno demais para que ninguém caiba no seu. Excesso e falta são sinônimos mortais. Seja do tamanho exato do amor que pode receber e dar.

De orelhada soube de um assunto: alguém formada na faculdade e mora - ainda - com os pais. Tem "crises existenciais" porque os pais não acompanham a vida atual, tem brigas imensas com eles para que eles sejam "da geração dela". Seria trágico se não fosse cômico. Os pais deram tudo pra ela, até faculdade, comida , remédios, um lar pra viver, carinho, mas ainda assim eles "estão errados". Mesmo com faculdade, se atira em depressão, pois "não passou na entrevista" de emprego, a única em um ano. Pra mim isso cheira a esquizofrenia, sei lá qual grau, ou simplesmente influencia desses tempos bicudos, onde marmanjos que deveriam estar vivendo a sua própria vida, ainda estão se servindo do que os pais oferecem. Os pais por amarem, deixam sua vida de lado pra acolher esses trastes que além da mordomia ainda se consideram juízes do comportamento alheio. Típico comportamento de cães que mordem a mão que os alimenta e dá abrigo. Estou sendo cruel? Claro, disso não abro mão. Ninguém precisa lamber as botas de quem lhe acolhe, mas não precisa ter raiva disso. É simples, não importa que sejam pais ou não: se não está contente, como se dizia antigamente, a porta de saída é serventia da casa. Tipo tchau e leva a benção dos que lhe amam, mas que não soube respeitar. C'est fini.