Coleção pessoal de swamipaatrashankara
Relacionamentos são como espelhos contínuos. Se alguém conseguir enxergar eles revelam a cada vez um pedaço esquecido da identidade de cada um.
Uma pessoa feliz não precisa de religião. Prender-se a uma religião traz felicidade dúbia e medo, pois não existe melhor forma de dominar as mentalidades humanas. Para ela a felicidade é a religião e nem tanto assim, pois ao se tornar religião, a felicidade terá as mesmas características negativas. A ideia é escapar de religiões sem se importar com quais roupagens ela tentam envergar. Ser feliz é ser livre e religiões não querem ninguém livre e pensando por conta. A melhor não-religião é a felicidade.
Todos querem nossos ganhos e medalhas, mas ninguém quer nosso sofrimento e cicatrizes. Ninguém inveja sacrifícios e sim colheitas, ali, tudo pronto, sem uma gota de suor derramado. Ainda assim, se o invejoso conseguir o que quer, escolherá uma nova coisa a invejar, pois não importa a coisa em si e sim a inveja. Nada substitui o esforço próprio.
Não baixe a cabeça perante seus problemas. A solução dificilmente estará gravada no chão. Não levante demais a cabeça para não parecer empáfia. Olhe reto com determinação e caminhe idem.
Dentro daquela máxima que “não há nada de tão ruim que não possa piorar" pense que se piorar mesmo, a vida que hoje tem é o que de melhor pode lhe acontecer mesmo que não goste dela no momento. Nada mais justo não reclamar do que tem, pois pode ficar pior. Quando percebemos que tudo poderia estar ou ficar bem pior, acabamos ficando contentes com o que temos no momento. Tudo é uma questão de ponto de vista.
A lei espiritual não serve para você ser ou estar enganado, porquanto ela não é boa e nem má, e sim justa. Então não se faça de humilde e caridoso porque alguém disse que você tem que ser assim. Isso nasce naturalmente no coração de cada um. O que se dá a outros por caridade, dá-se daquilo que nos sobra sem retirar o nosso pão. Damos o que temos para dar e não aquilo que ainda nos falta. Dar o que nos vai fazer falta, isso não é ser humilde e sim subserviente.
Estranha conversa, onde você já tem todas as respostas. Se tem, deveria conversar consigo mesmo (a).
Quando a tristeza machucar seu coração, seus sonhos quebrarem como vasos de barro caídos ao solo, e tudo ficar desmantelado e ainda as lágrimas teimarem em ficar como hóspedes indesejáveis, não se desespere. Não vá por caminhos tortuosos buscar ajuda, pois não a encontrará. O caminho até seu próprio coração pode ser também tortuoso, mas é mais perto que qualquer outra coisa.
Já falava o trouxa e sem noção: "Se as pessoas me procuram apenas quando precisam de mim é sinal que faço alguma diferença na vida delas". Faz sim. Apenas até quando ainda precisam de você ou você convenientemente ainda não aprendeu isso?
Não fosse a temperança de alguns, um pouco mais maduros, que sabem como separar o mundo virtual do real e sabem como se comportar adequadamente nos dois, as redes antissociais poderiam ser vistas como verdadeiros manicômios.
Começamos emprestando um livro, um cd, um guarda-chuva, um..., até que um dia somos mais emprestados do que devolvidos. Eu empresto meu amor a você e pego emprestado o seu. Que tal nunca devolvermos, já que ninguém faz isso mesmo?
Ensine tanto quanto possível o ignorante. Se uma alma é deixada nas trevas, pecados são cometidos. O culpado é quem cometeu o pecado, mas também participa quem deu origem às trevas. É para isso que temos que lutar contra a ignorância do saber. Contra a ignorância dos que não ensinam. Podem alguns não se interessar, mas não ser ouvido não é razão para silenciar.
Na dúvida do que fazer numa rede social, escreva alguma ideia que se passou à mente. Pode não ter os 15 minutos de fama por isso, mas pelo menos colocou pra fora sua sensibilidade. Em tempos midiáticos, onde se barbariza qualquer coisa pelos militantes de cadeira e sofá, muitas pessoas deixam de mostrar - por medo - coisas bonitas da sua alma. Uma ideia, quando germina e floresce, sobrevive ao seu autor.
Estava vendo sobre líderes carismáticos ou religiosos que levaram seus séquitos a matar ou suicídio coletivo, a exemplo de Charles Mason e Jim Jones, uma explicação de como isso pode acontecer por um neurologista famoso e achei algo interessante: nosso cérebro tende a acreditar sempre que a primeira coisa que ouve é verdade. Passado alguns momentos, uma área do cérebro faz a "fase de retaliação", onde define se o que ouviu é verdade mesmo ou uma mentira. Isso acontece com qualquer pessoa. O cérebro tem dois tipos de pensamento. O primeiro é rápido e intuitivo e confia na experiência, na memória e nos sentimentos para tomar decisões. O segundo é lento e analítico - e serve como uma espécie de guardião do primeiro. Deve ser por isso que os líderes carismáticos falam depressa sempre impondo coisas mesmo falsas, sem dar tempo a o cérebro entrar na fase de retaliação. Isso sempre faz alguém acreditar que uma mentira pode ser verdade. Acho que aí reside o fanatismo político, partidário, religioso e porque não, o pessoal. Acredito, não sou neurologista, que muitas barbáries aconteceram por causa disso. Talvez essa seja uma vã tentativa de explicar alguma coisa mais profunda que isso, mas pelo bem, se isso for verdade, não deixe seu interlocutor incutir mentiras em você. Mantenha-se dentro de você mesmo e deixe que seu cérebro escolha o que é certo ou errado para sua vida. Se não der certo com o cérebro, use o coração.
A "boa morte" seria mais uma tentativa de manter um saldo positivo na própria existência ou pelo menos zerar a contabilidade entre as atitudes boas e más de que inevitavelmente se compõe uma vida. Depois, tudo bem, o inevitável, mas o evitável deveria ser da vida e não da morte.
Nada garante que no futuro teremos uma vida melhor e mais feliz do que a que vivemos hoje. O que garante isso é apenas uma observação do passado sem revivê-lo e uma vaga ideia do futuro sem a ansiedade de vivê-lo no presente.
Para lidar com o sofrimento é preciso perceber que ele faz parte da nossa vida e perder essa mania de colocar sempre a culpa no alheio. Se aceitamos um presente cabe a nós guardar ou jogar fora.
Nossa tranquilidade de espírito tem mais a ver com nós mesmos que com inimigos externos ou pior, imaginários., pois como disse um grande pensador: "Já passei por coisas terríveis na minha vida e algumas delas realmente aconteceram".
