Coleção pessoal de SabrinaNiehues
A gente já não fuma mais como antes. Agora eu fumo sozinha. E enquanto eu fumo, ela tá malhando pra agradar o novo namorado. Ela agora acha ruim essa ‘coisa de fumar’. Agora pede pra eu parar. Ela ta tentando emagrecer. Eu tô tentando viver.
De que outra forma nós poderíamos nos expressar se não por meio de palavras e desenhos, sendo que nós não fomos acostumados a demonstrar sentimentos por meio de palavras ditas? Nós não sabemos falar, porque ninguém nos disse algo.
Dizem que o passado fica pra trás. Mentira. Meu passado está no meu presenta e, certamente, estará no meu futuro. Meu passado ainda vive. Vive me perseguindo. Me torturando.
Tendemos a buscar explicações para o "não explicável" desde que começamos a pensar, desde que percebemos esse poder, e esse é o sentido da vida - não ter certeza do que vem depois.
Sempre o dinheiro, sempre aquilo que não tem real importância. E, de certa forma, o governo tem certa culpa, que cobra altos impostos em cada respiração que damos. E por isso nossos pais tem de trabalhar como escravos, sem ter tempo para respirar direito. E por isso chegam em casa estressados, de tanto trabalharem e nunca sobrar dinheiro para se divertir. E por isso descontam seu estresse nos filhos, coitados, que de nada tem culpa. E filhos esses que tem de aturar tudo isso calados, que aturam seus pais e ouvem deles coisas absolutamente injustas. Filhos esses que se esforçam ao máximo para melhorar as coisas e pais esses que nunca reconhecem isso. Filhos que dão seu melhor e nunca são reconhecidos. Filhos que escutam de tudo e nada podem falar. Filhos esses que entram em depressão. Filhos esses que se suicidam. Pais esses que se perguntam: Onde foi que eu errei?
Eu sei que torno as coisas mais difíceis, pois nunca estou contente e sempre reclamo. Eu decidi melhorar as coisas pra quem eu amo. Vou-me embora.
Conversamos sobre insanidade. E ele disse: Muitos grandes homens são loucos e ninguém sabe disso. Eles próprios não sabem.
Homens tolos. Pregam tanto uma coisa e não a põem em prática. Eles não acreditam nas próprias palavras. Não creem em si próprios.
