Coleção pessoal de ranish

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Eu que perambulei por todas as vielas do mundo estou agora entrincheirado, aneantido, resmungando reumatismos.

Aquilo que acontece uma vez pode ser que não aconteça de novo mas aquilo que acontece duas vezes certamente acontecerá mais vezes. Meus pressentimentos escrevem meu destino...

Olhos passarinhando
ruas e arranha-céus.
Respiro passado.
Odes doutros idos.
Peripateteando em zigue-zagues
no centro do mundo.
Voláteis sensações:
vida!

Olhos no vazio escuto meu coração dissonante, nostálgico de passados e esperança.. O relógio bate vagaroso e eu me pergunto o que faço com essa solidão desandada?

Sono intermitente e esse vazio continua. Preciso parar de contar nuvens e escolher logo outro caminho.. Galinhas cacarejam lá fora, de campana pra filar a ração dos gatos. Enquanto isso continuo a navegar entre travesseiros.

Noite adentro, sigo. Com a noite dentro de mim..

Espero que finde logo esse ciclo nefasto do tempo. Confrange-me o coração.Anseio respirar serenidade sem nuvens. Viver!

A hora é das aves noturnas, das bruxas e dos pregadores da Universal..

Vitrola de aromas: Sussuros.

Havia um tempo onde o espelho nada significava. Remorsos que não cabem num reflexo...

Verdades empoeiradas,
realidades automáticas.

Tempo que cura
e mata.
Tempo que enruga
tudo.
Tempo que nos faz olhar
pra trás
quando já é tarde.
Vida.

Mesmos desfechos com copos
diferentes... Outros oráculos pra dizer mesmas lágrimas..

Polilinda com seu batom vermelho rasgando a noite.
Volúpia e dor.
É quinta e as tulipas continuam amarelas em Amsterdam.

Tantas andanças,
tantas elucubrações sobre o sentido da vida
e num repente me descubro
um menino rural vivendo de vacas.

Nostalgia que me aflige.
Garganta seca de cervejas,
de aventuras baratas,
de vícios,
de ócio,
de pequenas vulgaridades.

Quintar uma solidão desmedida.
Enfiar a cabeça num buraco de lembranças.
E só me resta dobrar o tempo
para mudar o futuro.

Só nós que sabemos é que podemos amar. O amor precisa de referências.

E você sabe:
Sem love
nem molha,
nem chove!

Adoro cabelos cuidadosamente desarrumados.