Coleção pessoal de testeteste123

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A misandria aperfeiçoou o sistema judicial: aboliu o inquérito, dispensou as testemunhas e tornou o réu culpado desde o ultrassom. A cor azul no chá de revelação é o anúncio de mais um opressor do patriarcado.

Somos paradoxos dentro de revelações que somem nas margens do tempo.

A igualdade é uma causa magnífica. Infelizmente, alguns de seus defensores só a consideram justa quando a desigualdade lhes é desfavorável.

Dentro da ilusão temporal, compreendemos que o tempo não existe por si só; é apenas uma sintonia do corpo para que tudo tenha sentido. A noção psicológica natural do espaço e do tempo está fixada na mente através de uma ação lógica e racional, até que a própria funcionalidade do espaço-tempo se torne parte da continuidade massiva.
​Num único fragmento do tempo, a nossa existência revela-se insignificante — como uma imagem em movimento que desaparece a cada fração de deslocamento aleatório.

Há militantes que consideram ofensivo dizer que todas as mulheres são iguais. Sobre os homens, entretanto, só conseguem se expressar no plural.

​Flutuo entre pensamentos vagos,
tecendo o futuro em frágeis fragmentos
na quietude da noite.
​Observo os detalhes esculpidos
pelas arestas do cotidiano,
contemplando o reverso oculta da percepção.
​No horizonte vago, acendem-se estrelas:
em divergência, a mente colide
em abstrações e pareidolias.
​Reflexos erguem-se em barreiras de gelo
enquanto tocamos o infinito.

A memória é o único inquérito em que a vítima, o acusado e a testemunha podem ser a mesma pessoa.

O passado é irreversível. Felizmente, a versão oficial pode ser alterada a qualquer momento.

Ninguém volta atrás. Há apenas pessoas suficientemente habilidosas para chegar ao mesmo lugar e jurar que sempre estiveram indo naquela direção.

O amor dispensa argumentos. A separação é que exige advogado.

A Justiça é tão procurada nos tribunais que, se continuar desaparecida, será preciso abrir um inquérito.

A principal praga do planeta é o poder.

Distrair a mente não resolve o problema, apenas deixa pendente; a solução é refletir e agir.

Se o Direito é o caminho da Justiça, o processo demonstra que também se pode andar em círculos.

O semianalfabetismo agora também é "honoris causa'.

O grande erro de muitos é acreditar que o que têm os faz maiores que os outros. Esse sentimento só mostra o quão pequenos ainda são.

O alienado goza de plena liberdade de opinião: pode escolher qualquer uma das que lhe fornecerem.

Certos religiosos têm tamanho zelo pelo caminho da salvação que passam a vida impedindo os outros de caminhar.

O fanático é o único intermediário entre Deus e os homens que dispensa ouvir qualquer uma das partes.

O moralista não suporta a impunidade do pecado alheio. A própria, ele chama de vida privada.