Coleção pessoal de testeteste123

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Informação não é o mesmo que conhecimento, assim como inteligência não é o mesmo que sabedoria.

"O amor é essência ou uma força divina; é a vibração, o hormônio motivador da vida."
(Rangel, Nelci - Dicionário Extraconjugado. Ed. Literíssima. 2026)

“Considero mais corajoso aquele que vence seus desejos do que aquele que vence seus inimigos, pois a vitória mais difícil é sobre si mesmo”.


Aristóteles

"Vida é a “existência ativa” no espaço e no tempo; é uma energia vibrante em contínuo pulsar." (Rangel, Nelci- Simpatia e Ética. Ed Literíssima. 2026)

⁠Para um resultado bom, não precisa se apressar no planejamento. Para um plano bom, não precisa se apressar no pensamento.

“Simpatia é como sementes semeadas; algumas germinam de imediato, muitas demoram e outras nunca nascem. No entanto, para vê-las nascer, é preciso semear.” (Rangel, Nelci- Simpatia e Ética. Ed Literíssima. 2026)

"É preciso, nos dias de hoje, ter muita fé em Deus para a gente se manter em pé!"


Otávio ABernardes


Goiânia,10 de outubro de 2026

“Cada olhar para o horizonte é motivo para um suspiro infinito.” (Rangel, Nelci- Simpatia e Ética. Ed Literíssima. 2026)

Fios coloridos que, enlaçados,
levam a herança da trentina
aprendida com a ancestralidade,
crochetaram a árvore natalina
que enfeita, carinhosa, a subida
da Igreja Matriz São Francisco
da nossa amada cidade de Rodeio,
para receber o Menino Jesus
e você que, com amor, aqui veio.

Haverá no Médio Vale do Itajaí
entre nós o alinhamento
como estrelas e planetas
além deste sábado bonito
no nosso austral firmamento,
e assim viveremos em Rodeio
com todo amor e encantamento.

Eu fui criado em uma família em que dizer “eu te amo” nunca foi uma prática. E eu sei que isso vem de antes, porque a geração anterior também não aprendeu a demonstrar o amor dessa forma.
Talvez por isso eu tenha crescido acreditando que amar era algo que se demonstrava de outras maneiras, mas que nem sempre precisava ser dito.
Hoje, depois que minha mãe se foi, uma das coisas que mais me machuca é pensar em todos os “eu te amo” que eu poderia ter dito a ela e não disse.
Dói saber que existiram tantos momentos em que eu poderia ter falado, mas deixei para depois. E agora não existe mais o “depois”.
Eu daria qualquer coisa para poder olhar para ela mais uma vez e dizer, mesmo que apenas uma vez, tudo aquilo que tantas vezes ficou preso dentro de mim:

“Eu te amo, mãe.”

Um mar de pinheiros, a neve densa e alguns iglus,
O cheiro da lenha queimando, a pele de rena pendurada na cerca e um grandioso alce passando lentamente.

“O mundo inteiro muda quando decidimos começar a mudança em nós mesmos.”

Sobre quem me critica pelo modo que escrevo, procure conhecer um pouco de tudo o que descrevo. Ignorância gera ignorância... Só o conhecimento traz entendimento...!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

"Às vezes sou Sim.
Às vezes sou Não.
Ainda estou no forno."
Haredita Angel
27.02.11

"Não é a forma como você diz que importa, mas sim como a outra pessoa quer entender."

Onde foi que nos perdemos?


Nunca tivemos tantas possibilidades de aproximação e, talvez, nunca tenha sido tão difícil encontrar quem realmente esteja disposto a se aproximar. Estamos conectados o tempo inteiro, acompanhando a vida uns dos outros, compartilhando imagens, opiniões, conquistas e fragmentos de intimidade. Mas, entre tantas conexões, alguma coisa parece estar se perdendo: a disposição de olhar para além de nós mesmos.


Tenho pensado sobre os tempos em que vivemos, sobre a maneira como as relações se tornaram frágeis, como a intolerância ganhou espaço e como parece cada vez mais difícil flexibilizar uma opinião, compreender uma ausência, acolher uma limitação ou simplesmente considerar que o outro também tem suas dores, seus dias difíceis e suas próprias batalhas silenciosas.


Parece que estamos sempre prontos para exigir, mas nem sempre dispostos a compreender. Queremos ser aceitos, mas temos dificuldade em acolher o que é diferente de nós. Queremos ser lembrados, mas esquecemos de lembrar. Reivindicamos presença, mas nem sempre sabemos estar presentes. E, nessa conta em que cada um parece preocupado demais com o que recebe, quem ainda se ocupa daquilo que pode oferecer?


As redes sociais talvez não tenham criado essa distância, mas deram a ela uma vitrine. Aprendemos a exibir o que vivemos, a selecionar o que mostramos e a transformar até os sentimentos em pequenas apresentações. Há imagens de felicidade por toda parte, declarações sobre amor, discursos sobre empatia e frases bonitas sobre humanidade. Mas o que acontece quando a vida deixa de ser uma publicação e passa a exigir de nós alguma atitude? Quando alguém precisa de paciência, de escuta, de compreensão ou de uma presença que não rende aplausos nem pode ser exibida?


É nesse momento que conhecemos a distância entre aquilo que se diz e aquilo que se é.


Não acredito que tenhamos vindo ao mundo para dar conta de tudo sozinhos. É verdade que existem caminhos que ninguém pode percorrer por nós. A fé é pessoal, a consciência nos pertence e cada um responderá pelas próprias escolhas. Há travessias que são íntimas, dores que não conseguimos traduzir e despedidas que ninguém pode viver em nosso lugar. Mas uma coisa é reconhecer a individualidade da nossa existência; outra, muito diferente, é transformar isso em justificativa para a indiferença.


Nascemos dependentes de outros braços, crescemos necessitando de afeto e atravessamos a vida procurando, de tantas maneiras, um lugar onde possamos existir sem precisar nos defender o tempo inteiro. Até quem aprendeu a se bastar conhece, em algum momento, o desejo de ser compreendido, de dividir uma descoberta, de encontrar alguém com quem o silêncio não seja ausência, mas companhia.


A vida é individual em sua essência, mas a experiência de viver também é um exercício de encontro. Somos feitos de vínculos, de trocas, de mãos que nos sustentaram, de palavras que nos salvaram de dias difíceis e de pessoas que acrescentaram alguma coisa àquilo que somos. Ninguém se constrói inteiramente sozinho. Há muito de nós que nasceu do cuidado de alguém.


Talvez seja isso que estejamos esquecendo: unidade não significa pensar igual, concordar com tudo ou abrir mão de quem somos. Unidade é compreender que nossas diferenças não precisam nos transformar em adversários. É saber ceder sem se anular, ouvir sem preparar imediatamente uma defesa, dividir sem calcular cada parcela, acrescentar sem precisar ocupar o centro. É ter cumplicidade suficiente para entender que nem toda dificuldade do outro é um problema a ser resolvido; às vezes, é apenas uma dor que precisa ser respeitada.


E o amor? Talvez não tenha desaparecido. Talvez esteja apenas perdendo espaço para o orgulho, para a pressa, para o medo de se envolver e para essa necessidade constante de preservar a própria conveniência. Porque amar também exige flexibilidade. Exige sair, por alguns instantes, da posição confortável de quem acredita ter sempre razão. Exige reconhecer que o outro não existe para corresponder perfeitamente às nossas expectativas e que ninguém atravessa a vida sem precisar, em algum momento, da compreensão que hoje se recusa a oferecer.


O amor não se sustenta apenas naquilo que sentimos. Ele também se revela na maneira como tratamos as pessoas quando estamos contrariados, quando elas já não podem nos oferecer nada, quando suas fragilidades interrompem nossos planos ou quando compreender exige mais de nós do que simplesmente julgar.


Talvez a pergunta não seja quando o amor esfriou, mas em que momento começamos a considerar dispensável tudo aquilo que o mantém vivo.


Não precisamos de um mundo em que todos sejam íntimos, amigos ou concordem entre si. Precisamos de um mundo em que a humanidade do outro não dependa da nossa afinidade com ele. Em que a gentileza não seja privilégio de quem amamos, a empatia não seja seletiva e o respeito não desapareça diante da primeira divergência.


Afinal, viemos sozinhos e, de alguma maneira, também partiremos sozinhos. Mas entre uma coisa e outra existe uma vida inteira, e é nela que podemos escolher o que faremos com a presença uns dos outros.


Podemos atravessá-la como ilhas, defendendo nossas margens e desconfiando de qualquer aproximação. Ou podemos compreender que há uma diferença imensa entre ser responsável pela própria caminhada e acreditar que não precisamos de ninguém.


Eu ainda acredito na importância de somar. De ser abrigo sem aprisionar, de oferecer sem humilhar, de compreender sem precisar concordar, de permanecer quando a presença é necessária e de reconhecer que a vida de alguém pode se tornar menos pesada porque, em algum momento, decidimos não ser indiferentes.


Não sei exatamente onde foi que nos perdemos. Mas sei que não será construindo muros cada vez mais altos em torno de nós mesmos que voltaremos a nos encontrar.


Talvez ainda haja tempo de reaprender o essencial: que a nossa passagem é breve demais para desperdiçarmos a humanidade uns dos outros. E que, se não podemos impedir todas as dores, ao menos não façamos da indiferença mais uma delas.

No vale das sombras, o vazio é rei, as pessoas são só pessoas e a solidão é uma arte,
No vale das sombras, os sonhos não existem, as palavras são desconexas e a ponte só pode ser vista até sua metade descoberta pela neblina interminável,

No vale das sombras, o céu é cinza, os labirintos existem e o encontro de si próprio é inevitável.

"Nenhuma universidade te tornará inteligente, assim como a Bíblia não te salvará. Quem não pratica o que aprende, torna-se pecador por ter conhecido o conhecimento e não o ter utilizado."

Se eu quiser seguir em frente, tenho que entender que não posso voltar no tempo.