Coleção pessoal de testeteste123

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Trovíssima


Lidiane Guimarães:
Lhe desejo fortemente
Que todas as suas manhãs
Se renovem para sempre!

Amor,
se fosse
pra entender,
poucos o viveriam,
assim:
Todos
na expectativa
de possíveis
melhores dias,
encana,
desencana,
a veracidade
pairando no olhar;
sem promessas
de excelentes venturas
mas ao mesmo tempo
não deixando
de acreditar.⁠

Quando é que amar tornou-se sinónimo de medo ?
Lembro-me e relembro de ambos os sentimentos,
sei que ambos não sabiam ao mesmo.
Porque é que agora ambos tem o mesmo gosto ?

Você pode,
tente,
conecte-se
mesmo que
pareça difícil
ou por acaso
no momento
você
venha vivendo
uma situação adversa,
mas dentre
anos e anos
não é
de se espantar:
A vida
é mesmo essa.⁠

Sem essa
de gracinha
você é linda mesmo
e cresce em mim⁠
dia após dia
o desejo
de vê-la
espontaneamente feliz,
parece ilusória
a vontade
de tê-la
em meus braços
pois passo a passo
vou superando
minha nudez.

“O amor não elimina os esforços; ele dá sentido a eles.”

“Amar não significa ausência de esforços. Pelo contrário, o amor verdadeiro nos ensina que aquilo que vale a pena construir também vale a pena cuidar, ajustar e reconstruir quando necessário.”

Seria possível
se você
tivesse tentado,
mas sabe
é que as vezes
é difícil admitir
que tudo
que se espera
é que o miolo
do pão
esteja bem assado
e para
melhores informações
abrace o verbo
e verbalize.⁠

O ESPÍRITO DE CASTELNAUDARY:
A CONSCIÊNCIA APRISIONADA PELO REMORSO E O CAMINHO DA REGENERAÇÃO
UMA ANÁLISE ESPÍRITA À LUZ DE ALLAN KARDEC E ANDRÉ LUIZ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Encontraremos entre os relatos publicados por Allan Kardec na Revista Espírita de 1860, encontra-se um dos estudos mais profundos sobre o sofrimento moral de um Espírito após a desencarnação: o caso conhecido como “História de um danado” ou “Espírito de Castelnaudary”. Longe de representar uma condenação eterna, o episódio revela, sob a ótica espírita, como a própria consciência pode transformar-se em tribunal interior quando permanece dominada pelo remorso, pelo apego ao passado e pela ausência de compreensão espiritual.

O CENÁRIO DO DRAMA ESPIRITUAL.
O acontecimento estava ligado a uma pequena casa próxima de Castelnaudary, na França, onde, segundo os relatos recebidos pela Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, ocorriam manifestações consideradas perturbadoras. A tradição local associava aquele ambiente a um antigo crime ocorrido séculos antes.
Nas comunicações mediúnicas, revelou-se a presença de um Espírito profundamente perturbado, que inicialmente demonstrava revolta, agressividade e incapacidade de dialogar. Durante uma das manifestações, apresentou sinais de intensa agitação, chegando a quebrar lápis e lançar objetos, demonstrando o estado de desequilíbrio íntimo em que se encontrava.
Posteriormente, através do diálogo conduzido por Allan Kardec, esclareceu-se a origem daquele sofrimento.

O CRIME OCORRIDO EM 1608.
O Espírito declarou chamar-se Pierre Dupont e relatou que, quando encarnado, era salsicheiro em Castelnaudary. Segundo seu depoimento, seu irmão mais velho, Charles Dupont, assassinou-o com um punhal na noite de 6 de maio de 1608, tomado por ciúme e por uma suspeita infundada relacionada a uma mulher por quem nutria sentimentos.
O crime não terminou ali. A mulher envolvida na história, Marguerite Aeder, esposa Dupont, também teria sido assassinada posteriormente pelo mesmo homem, movido pelo ciúme e por interesses pessoais.
Entretanto, o Espírito que se manifestava nas sessões não era Pierre Dupont, mas aquele que carregava a responsabilidade moral pelos acontecimentos e permanecia ligado ao cenário do crime.

DUZENTOS ANOS DE SOFRIMENTO: A ILUSÃO DO TEMPO ESPIRITUAL.
Esse é um dos pontos mais impressionantes do relato é a afirmação do Espírito de que sofria havia duzentos anos. Questionado sobre quando cometera o crime, respondeu: “Em 1608”, afirmando permanecer naquele estado desde então.
Para compreender esse ponto, é necessário recorrer à explicação espírita sobre o tempo no mundo espiritual. Kardec estudou que o Espírito, fora do corpo físico, não experimenta o tempo exatamente como o encarnado. Contudo, quando permanece preso a uma ideia fixa, o sofrimento pode adquirir uma duração psicológica imensa.
O Espírito de Castelnaudary vivia uma espécie de aprisionamento mental. Ele não estava apenas preso a uma casa física, mas principalmente ao próprio campo vibratório de sua consciência.
Como explicou o Espírito São Luís nas comunicações analisadas por Kardec, o suplício daquele ser consistia em permanecer ligado ao local do crime, com o pensamento constantemente voltado para o acontecimento doloroso, como se a cena estivesse sempre diante de seus olhos.

O VERDADEIRO MOTIVO DO SOFRIMENTO.
À luz do Espiritismo, o sofrimento não era uma punição arbitrária imposta por Deus, mas uma consequência natural do estado moral do Espírito.
A maior dor daquele Espírito não estava apenas na lembrança do crime cometido, mas na percepção interior da própria culpa. Ele carregava a imagem do passado como uma ferida aberta.
Kardec demonstra, nesse estudo, que a consciência espiritual possui mecanismos profundos: enquanto o Espírito não aceita a necessidade de transformação, ele permanece envolvido pelas próprias sombras.
O sofrimento moral era, portanto, uma manifestação da lei de causa e efeito: a criatura colhia os reflexos espirituais das escolhas equivocadas que havia realizado.
Essa compreensão concorda com O Livro dos Espíritos, especialmente na questão 621, quando os Espíritos Superiores ensinam que a lei divina está gravada na consciência humana.

UMA ANALOGIA COM ANDRÉ LUIZ E A VIDA ESPIRITUAL.
Os relatos de André Luiz, especialmente na obra Nosso Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier, apresentam uma descrição compatível com esse princípio: o Espírito desencarnado leva consigo suas conquistas morais, seus pensamentos e seus estados íntimos.
Em Nosso Lar, André Luiz descreve sua própria experiência após a morte física, quando desperta em uma condição de sofrimento, denominada Umbral, região espiritual caracterizada pelo desequilíbrio de consciências ainda vinculadas às próprias imperfeições.
A analogia com o Espírito de Castelnaudary é evidente: ambos revelam que a realidade espiritual não é determinada apenas pelo local onde o Espírito se encontra, mas principalmente pelo estado de sua consciência.
O Espírito culpado constrói, através dos próprios pensamentos, ambientes de sofrimento. A mente torna-se instrumento de libertação ou de aprisionamento.
Assim como André Luiz precisou modificar sua visão interior para iniciar sua recuperação espiritual, o Espírito de Castelnaudary necessitou despertar para o arrependimento e para a misericórdia divina.

O DESPERTAR PELO ARREPENDIMENTO.
Um dos momentos mais belos do relato é a transformação gradual daquele Espírito.
Inicialmente, dominado pelo desespero, afirmava acreditar que seu sofrimento seria eterno. Entretanto, através das preces e do diálogo fraterno, começou a modificar-se.
Quando questionado se começava a ter esperança, respondeu:
“Sim, meu arrependimento é grande.”
Essa frase demonstra o início da cura espiritual.
O arrependimento, dentro da visão espírita, não é simplesmente remorso passivo. É o primeiro movimento da alma em direção à renovação.
O Espírito que antes dizia não existir perdão começou a perceber que a misericórdia divina não abandona nenhuma criatura.

A GRANDE LIÇÃO DO CASO.
O episódio de Castelnaudary ensina que ninguém está condenado ao mal eternamente. A justiça divina trabalha unida ao amor e oferece ao Espírito infinitas oportunidades de aprendizado.
O criminoso de ontem pode tornar-se o trabalhador do bem amanhã.
A mensagem profunda do relato é que o maior cárcere não possui grades materiais: ele é construído dentro da própria consciência quando o Espírito se recusa a compreender, amar e renovar-se.
Jesus ensinou:
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
(João 8:32)
Sob a interpretação espírita, essa verdade é o despertar da consciência para o amor, para a responsabilidade e para a evolução espiritual.
O Espírito de Castelnaudary não precisava apenas abandonar uma casa; precisava abandonar o passado que carregava dentro de si.

FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos — Ano de 1860. Estudo: “História de um danado” e comunicações do Espírito de Castelnaudary.
Bíblia do Caminho
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 621 — A lei divina gravada na consciência.
KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Segunda parte — Exemplos sobre a situação dos Espíritos.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Estudos sobre arrependimento, justiça divina e misericórdia.
XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Lar, pelo Espírito André Luiz.
BÍBLIA SAGRADA. Evangelho de João, capítulo 8, versículo 32.

(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.⁠

“O problema não está em viver em universos diferentes, mas em não ter disposição para visitar o universo do outro.”

“Se você descobre que se enterrou num buraco... pare de cavar.”

“O amor não une apenas dois corações; ele também coloca duas mentes diante da difícil tarefa de aprender a caminhar na mesma direção.”

O que é
o decoro
perto de minhas caretas.
Um homem feito
sem acabamento;
Vou fazer
de tudo
pra conseguir
sair ileso,
e as vezes
sei que
é preciso
ter firmeza
pra tirar
os pés do chão,
como também
as vezes
o ancorar
de fato
torna-se algo
muito melhor.

Cigarros, amor, madrugadas e fugas


As vezes eu gostaria de me desligar do mundo,sabe? Fugir das minhas responsabilidades por pelo menos uns 3 dias e quando voltasse,teria milhões de mensagens do meu chefe perguntando por que eu não enviei aquela droga de relatório.
Queria dizer também que eu te amo numa dessas fugas,aliás queria dizer eu te amo enquanto estou bêbada,porque ai sim eu teria coragem,talvez eu saisse de madrugada,com a mente em outro mundo,um distorcido,iria para bares onde só gente que perdeu a esperança e a vontade de viver frequenta,subir nas mesas enferrujadas aquelas bem clássica e recitaria alguns versos de poesia que eu escrevi umas noites atrás pensando em você.
Queria também,enquanto não estivesse presente,falar de todas as pessoas que eu já amei,enquanto a fumaça do cigarro que eu peguei escondido do meu avô queima minha garganta e fazem meus olhos arderem,não é um vício,eu fumo quando eu estou doente,doente de alma e ultimamente eu ando ficando doente demais.
Eu fumo contando sobre todas as pessoas que passaram na minha vida,aquelas que eu deixei ir por medo,hoje talvez elas me odeiam,mas eu levo os traços delas dentro da minha bolsa todos os dias,nas minhas noites mal dormidas.Eu escolhi ser ausente,mas talvez,Talvez, se você estivesse naquele bar,
entre as luzes fracas e as mesas tortas,
me ouviria recitar seu nome,você riria,com aquele sorriso meio triste,entendendo que eu já estou perdida e enlouquecida.
Talvez um dia eu pare de fugir pelas madrugadas a fora,talvez eu conte fale de você para os perdidos de alma em meio ao bar,talvez algum dia eu tenha coragem de te dar uma flor sem precisar estar com algum tipo de droga na mão.
Mas por enquanto,vou continuar fumando,te escrevendo poesia bebada,recitando ela na sua janela numa quarta feira a noite enquanto só os desgraçados e os apaixonados madrugadam e me escutam.
Mas no meio dessa minha ausência,fumacae loucura,vc eo único lugar que eu realmente queria voltar. No final tem
"Eai talvez eu finalmente entregue o maldito relatório"

altora: virginia dossi

Por que você gosta de fingir que está tudo bem?

Quando você espera que alguém mude, você perde o tempo que poderia estar mudando você.

você pode perder muitas coisas na vida,
mas nunca deve perder a si mesma.
Se escolha sempre.
Você também merece ser prioridade.
Helaine Machado

Sinceridade não é grosseria e nem agrado.

Viva o hoje,
porque a vida acontece agora.
Helaine Machado