gilcimar matos

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*PARÁBOLA: JOÃO E MARCELO*




João apresentou Marcelo para a cidade inteira.


Marcelo ficou muito conhecido. Todo mundo falava dele.


Mas conforme os dias se passaram, as pessoas que tiveram um contato mais próximo com Marcelo perceberam que nem tudo que João havia falado sobre ele era verdade.


"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:32


*CUIDADO.*


O deus que a religião te apresentou talvez não seja o mesmo Deus da Bíblia.


A religião apresentou um Deus distante, bravo, que anota seus erros, que te apedreja.


Mas quando você tem contato próximo com o Deus da Bíblia, você descobre um Deus que é Pai, que é pastor (Salmos 23), que perdoa, que acolhe, que supre.


Muitos estão decepcionados com Marcelo, mas na verdade nunca conheceram Marcelo. Só conheceram o que João falou dele.


Não viva da apresentação dos outros. Tenha contato próximo. Conheça a verdade por você mesmo. É só a verdade que liberta.

Se uma das características do pastor é governar, tudo que me governa é o meu pastor.

Não adianta trazer a melhor oferta com o coração vazio.

Capítulo 1: As Origens do Lugar Secreto
Para compreendermos a profundidade do que está
oculto nas entrelinhas do Salmo 91, precisamos
primeiro fazer uma viagem no tempo. Investigar as
origens de um texto sagrado nos ajuda a enxergar as
nuances que a leitura superficial do dia a dia costuma
deixar passar. E a primeira pergunta que naturalmente
surge é: quem escreveu o Salmo 91?
Se abrirmos o texto original em hebraico, a resposta
imediata é o silêncio. O salmo é anônimo; ele não
possui uma assinatura explícita em seu cabeçalho. No
entanto, a história da teologia nos aponta para duas
grandes direções.
A primeira delas vem da Septuaginta — a primeiríssima
tradução da Bíblia do hebraico para o grego, feita
séculos antes de Cristo. Nela, o texto traz Davi como o
autor da canção. Se essa hipótese estiver correta, o
salmo teria sido composto por volta do ano 1000 a.C.,
refletindo o período em que o rei de Israel enfrentava
guerras, traições e exércitos inimigos.
A segunda direção, no entanto, é sustentada pela
milenar tradição judaica, que atribui a autoria a Moisés.
Se caminharmos por essa estrada, recuarmos ainda
mais no tempo, situando a escrita entre 1440 e 1400
a.C., justamente no período do Êxodo.
Particularmente, olhando para as evidências do próprio
texto, eu escolho ficar com a tradição judaica. As ricas
alegorias que compõem o salmo são pistas que
apontam diretamente para a jornada de Moisés
liderando o povo hebreu. Quando o salmo fala sobre pestes, mortandades, o laço do passarinheiro e os
perigos do deserto, ele parece descrever perfeitamente
o cenário da peregrinação rumo à Terra Prometida.
Mais do que isso: as menções ao "esconderijo" e à
"sombra" fazem forte alusão à estrutura e à santidade
do Tabernáculo que Moisés ergueu no deserto por
ordem divina.
Mas quer saber de uma verdade? No fim das contas,
quem escreveu ou a data exata em que foi escrito é o
que menos importa.
O Espírito Santo permitiu que a autoria ficasse envolta
em mistério por um motivo maior. Ao não sabermos o
nome do escritor humano, o salmo deixa de ser a
experiência pessoal de um rei ou de um profeta e se
torna a oração de qualquer um de nós. O que realmente
importa não é a caneta que riscou o pergaminho, mas o
que o Salmo nos apresenta: um convite universal para
entrar em uma dimensão de proteção que transcende o
tempo, a história e o próprio espaço físico Capítulo 2: O Esconderijo Revelado
“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à
sombra do Onipotente descansará.” — Salmo 91:1
O salmo mais famoso de proteção começa nos
apresentando uma condição e um lugar. Ele não faz
uma promessa genérica lançada ao vento; ele direciona
a mensagem a um grupo muito específico. O texto
começa dizendo: “Aquele que...”.
Essa expressão aponta para a individualidade. Pode ser
eu, pode ser você, pode ser qualquer pessoa, desde
que atenda ao requisito que vem logo em seguida:
habitar. Na língua original, habitar significa muito mais
do que fazer uma visita rápida. Significa morar,
permanecer, fixar residência, fazer morada definitiva. O
Salmo 91 não funciona para turistas espirituais que só
correm para Deus nos momentos de aperto; ele é o lar
de quem decidiu fazer de Deus a sua habitação diária.
Mas onde fica essa morada? O salmista a chama de
"Esconderijo do Altíssimo". No hebraico original, a
palavra usada para esconderijo é seter, que significa
literalmente um lugar secreto.
Para o autor do salmo — que, como vimos, as
evidências apontam ser Moisés —, esse "lugar secreto"
tinha um endereço físico muito claro na mente dele: o
Tabernáculo. Foi o próprio Deus quem deu as
instruções no deserto, dizendo: “E me farão um
santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o
que eu te mostrar para modelo do tabernáculo...”
(Êxodo 25:8-9). Para o povo de Israel, o lugar secreto era aquela tenda sagrada, onde a glória de Deus descia
e onde o Sumo Sacerdote entrava.
No entanto, precisamos compreender que há mais de
3.400 anos, o salmista tinha apenas um vislumbre, uma
sombra. Para ele, aquilo era uma promessa futura. Eles
olhavam para uma estrutura de panos, peles e ouro no
meio do deserto.
Nós, porém, temos um privilégio absurdamente maior.
Hoje, nós temos o Esconderijo totalmente revelado: o
Esconderijo não é um lugar geográfico, o Esconderijo é
uma Pessoa. O Esconderijo é Cristo.
A chave de ouro para abrir esse mistério está no
Evangelho de João 1:14: “E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós”. No texto original em grego, a palavra
traduzida como "habitou" é eskenosen, que significa
literalmente “armou o seu tabernáculo”. Olha que
riqueza! Para o salmista Moisés, o homem ergueu um
tabernáculo de panos para que Deus habitasse entre os
homens. Mas na Nova Aliança, Deus fez-se tabernáculo
de carne para que nós pudéssemos habitar nEle.
Cristo é o verdadeiro seter, o lugar secreto onde fomos
escondidos. É nEle que precisamos morar.
O versículo termina dizendo que aquele que habita
nessa presença, “à sombra do Onipotente descansará”.
O descanso é uma consequência automática de onde
você escolhe morar. Quem mora perto do perigo vive
assustado; quem habita no esconderijo perfeito
encontra repouso para a alma.
Mas aqui cabe um alerta crucial para o nosso olhar
crítico: essa promessa é para quem mora em Cristo, e
não para quem mora na religião. A religião é uma estrutura externa, fria e de aparências, parecida com as
paredes de um templo. Cristo é relacionamento,
intimidade e vida no lugar secreto. Na religião você se
cansa; em Cristo, você descansa.

O grande erro de muitos é acreditar que o que têm os faz maiores que os outros. Esse sentimento só mostra o quão pequenos ainda são.